BlogBlogs.Com.Br Brogue do Cassano :: Comunicação, nerdices, mídias sociais e tecnologia

Gerador de pautas para o Globo Repórter

junho 21st, 2009

O Globo Repórter sempre foi uma das melhores coisas da TV aberta. Em tempos pré-TV a cabo, era a fonte praticamente exclusiva de bons documentários e ainda hoje traz reportagens excelentes, mas que acabam seguindo uma fórmula bastante específica.

Pensando nisso, os especialistas do Cassano Institute of Bizarre Technologies (CIBT) desenvolveram uma ferramenta para ajudar a criar pautas para muitas sextas-feiras. Para utilizar, basta selecionar um trecho de cada campo abaixo e ver o tema que surge.

E você? Tem alguma sugestão de pauta?

Sobre rankings, celebridades e a natureza humana

junho 15th, 2009

O brilhante Alex Primo tem feito alguns posts em seu blog discutindo o sentido (ou a falta de) em se falar de celebridades da web. Isso me remeteu a outra boa e velha discussão: por que continuamos obcecados por virais, celebridades, TOP 10s e rankings que, teoricamente, deveriam ter sido banidos com a disseminação da internet e das redes sociais?

Ora, acreditávamos que, livres da ameaça perniciosa da mídia de massa, finalmente poderíamos ver os filmes que quiséssemos, ouvir as bandas mais obscuras, nos informar nas fontes mais diversas. Estaríamos livres dos rankings da Billboard, mais vendidos da Veja ou maiores bilheterias nos EUA. Também estaríamos livres das celebridades ocas da TV.

Antes de entrar nos detalhes dessa discussão, vale um breve exercício. Acho que, cegos e apaixonados pela revolução tecnológica, atribuímos a ela uma responsabilidade além do que a tecnologia (qualquer uma) pode entregar: ousamos pensar que ela mudaria a essência do que somos.

Que me perdoem os ciberpunks, mas a tecnologia não muda o Homem. Darwin muda o Homem. Ou Deus, se preferir, muda o Homem. A internet e as tecnologias em geral mudam COMO fazemos as coisas, mudam O QUE fazemos, mudam até o QUANDO ou QUANTO fazemos. Mas a tecnologia não consegue mudar POR QUE fazemos. Porque o motivador de nossas ações são nossas necessidades e desejos mais íntimos.

Em alguma instância, mais próxima ou remota, comer um Big Mac, esperar o chefe sair da sala para ver o vídeo da Maíra do BBB no computador do trabalho ou baixar o filme dos X-Men são ações solicitadas pelo TCP-IP da existência: nosso DNA.

Partindo-se da premissa de que as tecnologias trazem respostas novas para problemas reformulados a partir de necessidades perenes, celebridades, rankings e TOP 10s são respostas a uma necessidade orgânica e psicológica nossa. Não são invenção maquiavélica e exclusiva da comunicação de massa.

Provavelmente, a gente gosta mesmo de baixaria e violência. Seja em que mídia for.

Sem entrar no mérito da validade ou não de se usar o termo “celebridade” para os fenômenos específicos da blogosfera, acredito que um conceito fundamental para entendermos esse comportamento da mídia de massa no contexto das redes sociais é o da escala: em muitos aspectos (não em todos, é claro), as redes sociais se comportam como um emaranhado de redes massivas em miniatura.

Explico antes que me crucifiquem: no que diz respeito a nossas buscas por referências externas, a internet não veio acabar com rankings, blockbusters, “mais vendidos”etc. Ela apenas fragmentou estes universos. Mudou as fontes. Se antes dependíamos da Billboard para nos dizer quais os 10 melhores discos do mês, hoje formamos nosso próprio ranking no Last.fm.

Se antes a Veja nos dizia que livros ler, hoje vemos que livros as pessoas mais parecidas conosco estão lendo na Amazon ou em redes sociais de livros. Se antes a bilheteria nos EUA era fundamental para definirmos que filmes veríamos no final de semana, hoje esse processo acontece na Net Movies, acontece no Torrent.

Mas os rankings permanecem. Se antes lia-se Paulo Coelho porque ele vendeu milhões de exemplares, hoje se segue o @fulano porque ele já tem 2 mil seguidores. “E não deve ter 2 mil seguidores à toa”.

Os meios, as ferramentas, os formadores de opinião mudaram. Mas a necessidade de termos respaldo na opinião de nossas (agora múltiplas) tribos permanecem. Antes pensávamos: “Um milhão de pessoas não podem estar erradas”. Hoje pensamos: “Todo mundo não pode estar errado.”

E nosso “todo mundo” equivale a 200 pessoas que curtem Zumbi do Mato (eu curto). 50 cineastas amadores de Botucatu. 20 evangélicas lésbicas de Bom Jesus do Itabapoana. O francês Michel Maffesolli retratou com precisão o aspecto tribal da geração das redes sociais… antes de existirem as redes sociais.

Porque isso não vem de Cupertino ou Mountain View, na Califórnia, vem de nosso cérebro. A gente simplesmente não consegue pensar sozinho. “Certo” ou “Errado” são conceitos relativos que dependem da cara de aprovação ou condenação do sujeito a seu lado.

Precisamos da “opinião dos outros”, mesmo que seja para negá-la. E isso gera as sub-pseudo-celebridades da web, isso gera as tag clouds, trending topics, trendhunters e o que mais você disser em inglês que responda a uma pergunta básica: “Isso aqui é bom mesmo ou eu que sou um idiota?”

Isso explica nossa ridícula fascinação por número de seguidores, leitores de feed, amigos no Orkut. Ser uma pessoa tímida offline fazia você ser um forasteiro nas diversas tribos que freqüentava, mas você só era um Zé Ninguém uma tribo por vez. Não ter amigos no Orkut ou seguidores no Twitter faz de você um forasteiro no mundo, um lunático falando sozinho, um segregado, um Botsuana do capital social.

Voltando às celebridades da web, elas podem não ter o mesmo alcance de seus pares tradicionais. Podem não ter a disseminação multi-plataforma, nem ter um altar bacana como o da Paris Hilton. É, pode ser. Mas a motivação para colocá-las no alto desse altar é igualzinha. E a total falta de necessidade de algum conteúdo, ato, feito ou propósito real para se levar a celebridade ao altar também.

As redes são outras, as escalas são outras, as dinâmicas totalmente diferentes. Mas as pessoas… ah, essas são as mesmas. E continuarão sendo.

Motos perpétuos e boca-a-boca em redes sociais

junho 7th, 2009

Como prometido, aqui está a pequena apresentação que fiz no Social Media Brasil (SMBR), dia 5 de junho último, em São Paulo. A idéia foi pensar como a usabilidade de uma rede social afeta o trabalho de disseminação de uma mensagem de pessoa em pessoa.

Fantasmas na máquina

junho 1st, 2009

Eu me impressiono com algumas coisas. Filmes, acontecimentos. As imagens do tsunami demoraram a sair da minha cabeça. Quase virei terrorista depois de Clube da Luta e nem mesmo o Robin Williams, no papel de uma babá bicentenária interpretando um professor, conseguiu reduzir o efeito que Sociedade dos Poetas Mortos fez em meu espírito candidato a escritor.

E já escrevi aqui, na forma de poemas ou posts, sobre o pavor e fascínio que sinto pelo vazio, pelo desaparecimento. Seja o desaparecimento do que criamos – aprisionado em um suporte digital fadado ao apodrecimento – seja o desaparecimento de quem amamos, ou de nós mesmos.

Este ano já experimentei a perda de várias pessoas. De algumas muito próximas a desconhecidos que, pelas circunstâncias de suas partidas, nos fazem refletir sobre como aproveitamos nossa estada. Quando vejo gente sendo subitamente subtraída deste mundo físico, por acidentes ou fatalidades, não consigo não olhar com estranheza para os fantasmas na máquina que permanecem. Os registros inacabados nos perfis sociais que ficam perdidos, órfãos de nós mesmos, pela internet.

Um perfil é diferente de um texto, de uma foto. Se deixamos cartas, textos, posts, filmes… são coisas que criamos. E que ajudarão os outros a se lembrarem de nós quando partirmos. Mas os perfis, supostamente, não são coisas que criamos. Eles são nós mesmos. Os perfis, teoricamente, são uma representação digital do que somos. Do que pensamos, do que sentimos.

Os perfis pretendem ser a digitalização de nossa alma.

E se partimos sem chance de responder, pela última vez, “o que estou fazendo agora?”, “o que estou ouvindo?” e todas as perguntas que nos forçam a viver cada vez mais presos ao presente, sobrevivem nossos fantasmas digitais, como obras inacabadas.

Que fim eles deveriam levar? Devem ficar ali, congelados no tempo até que sucumbam ao fim inevitável das redes sociais (sim, porque não há empresa eterna, serviço eterno)? Deveriam continuar envelhecendo no Orkut, com sua idade atualizada e suas “fotos recentes”? Deveriam retirar-se de cena? Ou, no fundo, será que nada disso importa?

Tenho conhecidos e amigos que partiram e cujos perfis viveram ainda por muito tempo, recebendo mensagens e comentários, num ritual moderno de celebração aos que se foram. A cada tragédia de comoção nacional, os perfis das vítimas em redes sociais recebem dezenas, centenas de mensagens que nunca serão lidas, como flores deixadas num túmulo. É um gesto tão mórbido quanto singelo e comovente. Como se a pessoa virtual sobrevivesse à sua metade real.

Parece que o cenário de ficção científica onde transferiríamos nossa consciência para a máquina, a fim de nos livrarmos de nossos corpos físicos, não é assim tão absurdo. Quando eu me for, continuarei vivo digitalmente naquilo que crio na Rede. Virtualmente vivo até que se apague meu último eu virtual. Um Gato de Schrödinger contemporâneo, onde não se saberá ao certo se eu de fato ainda respiro ou não. Existe vida após o shut down?

Blog de papel ensina a escrever

maio 11th, 2009

Por meio de minha mãe, que é professora da Rede Estadual do Rio de Janeiro, tomei contato com um projeto muito interessante: o Almanaque da Rede. Concebido por Sonia Rodrigues, filha do imortal tricolor Nelson Rodrigues, trata-se um uma abordagem inovadora para um desafio e tanto: fazer a geração Orkut-Créu-MSNaprender, exercitar e, principalmente, gostar de escrever. E de conhecer as diferentes formas de escrita, do miguxês ao português erudito.

almanaquedarede O projeto contempla uma espécie de agenda de papel, distribuída para alunos do primeiro ano do ensino médio da rede estadual. Nela, além de espaço para dados do aluno (nome, e-mail, perfil no Facebook, perfil no Orkut, comunidades favoritas etc), há dicas de internet (como fazer buscas, downloads, sites interessantes, o que é e como usar blogs, Twitter e afins), dicas de Português e outras disciplinas (por exemplo, comparando o texto de um scrap de Orkut com o de um currículo) e muitos, mas muitos, exercícios de construção de textos.

No lugar de regrinhas chatas, regras de um jogo. Ícones coloridos representam diversos elementos de uma narrativa (personagem, motivo, desfecho etc), de uma dissertação, descrição etc. Para fazer uso do Almanaque e de seu “Blog de Papel”, o aluno precisa encarar a construção de textos como um jogo. Um desafio a ser vencido. Um enigma a ser desvendado. É bem mais do que uma redação de “Minhas férias”.

A parte digital tem ferramentas e conteúdos para alunos e professores. Entre elas, a possibilidade de transpor o blog de papel para um ambiente online. E espaços para os alunos publicarem suas redações, que concorrerão a prêmios.

Parece uma tentativa desesperada de juntar tudo que é inovador e atraente num projeto só – interatividade, tecnologia, redes sociais, jogos e uma linguagem jovem e contemporânea. Mas tudo ali parece ter sido bem pensado, bem estruturado. Nada soa gratuito. O projeto, fruto da tese de doutorado em Literatura de Sonia, é muito consistente e autêntico.

É uma corajosa e valiosa tentativa de se modernizar o ensino. Em minha visão de leigo em educação, o Almanaque busca ensinar os alunos a pensar – não há melhor exercício para organizar o pensamento do que escrever – , e, ao usar a internet como isca para o estudo, acaba realizando uma efetiva inclusão digital, ao dar o básico de informações e mostrar o vasto mundo digital para uma turma que, por mais que esteja conectada, na maioria das vezes não vai além do Orkut e do MSN.

Pena que em muitos colégios, o Almanaque não veio junto com uma boa apresentação sobre o projeto, e o material impresso foi desprezado como “mais uma agendinha”.

Poeminhas matemáticos

abril 21st, 2009

Zero à esquerda

O zero era revolucionário de esquerda.
Um dia o zero se apaixonou pela vírgula.
Não que ela fosse formosa, muito pelo contrário.
Era magra, meio torta. Cambava prum lado.
Mas o zero se apaixonou porque percebeu que
longe da vírgula ele não era nada.

Números primos

Tio Pi se dividiu de raiva quando soube
que o 2 e o 17 andavam de mãos dadas
num logarítmo escuro, longe dos pais.

Um escândalo que rompia com todos
os denominadores da alta sociedade.

Pensou logo na imprensa sensacionalista,
doida para fatorar em cima da multiplicação
de fofocas sobre a família Tabuada.

Tio Pi chamou os jovens expoentes
e deu-lhes um pito de segundo grau,
ameaçou-lhes cortar o mal pela raiz
e pôs fim ao namorico.

Que futuro teria esse namoro de primos?

Vida

Criança
1+0=1000
1+0=1000
1+0=1000
1+0=1000

Adolescente
5 x 1
5 x 1
5 x 1
5 x 1

Jovem
1+1=1
1+2=1
1+3=1
1+4=1

Adulto
1+1=2
1+1=2
1+1=2
1+1=3

Idoso
3-1=1
2-1=1
2-1=0
1-1=0

Todo mundo quem?

abril 11th, 2009

“Todo mundo está falando que fulano vendeu um post”. É comum ouvir isso a cada polêmica ou nova febre no Twitter. “Todo mundo” alguma coisa. Na verdade, se você fizer uma enquete pelas ruas do Rio, de SP e de Recife, raríssimas serão as pessoas que estarão indignadas com o uso de scripts para seguir milhares de pessoas no Twitter.

O assunto, tampouco, foi pauta na reunião do G20, enredo de escola de samba (”tuiteeeei… Lá da Sapucaí… E aí, e aí…“) ou tema no sermão do padre (”irmão, não seguireis a quem não te queres seguindo“). Mas ainda assim a gente considera isso a preocupação maior de “todo mundo”.

Quem é “todo mundo”? Se a resposta é o infalível “depende”, o Twitter a torna ainda mais curiosa. A partir do momento em que você monta sua rede de 100, 200 seguidos, e começa a seguir aqueles desconhecidos com quem seus conhecidos conversam, você monta um universo fechado onde, mais ou menos, todo mundo segue todo mundo. É como um Barrados no Baile, onde todo mundo pegava todo mundo, só que sem a Shannon Doherty.

Como praticamente todas as conversas, desabafos, babados e polêmicas que você acompanha parecem fazer sentido – afinal você lê os diálogos quase inteiros -, têm-se a impressão de que você de fato segue “todo mundo”. Se seu universo de seguidos não toca no assunto, é porque o assunto obviamente não existe.

O novo Google somos nozes. São nossos contatos de primeiro e segundo grau que definem, via Twitter, o que é ou não é tendência. O que existe ou não. O que eu devo ver ou não. São eles que definem que posts pagos ou o viral da moda são o assunto preferido de “todo mundo”.

Para um humano normal, tal comportamento não passa de um fenômeno delicioso para os cientistas sociais analisarem. No fundo, ele não é novo. O “todo mundo” de cada sempre foi muito reduzido. A diferença é que agora ele tem ares de coisa quantificável. De fato aquele interminável rio de frases curtas parece ser tudo. Parece ser todo mundo.

Mas para quem trabalha com redes sociais, esse comportamento é perigoso. Precisamos praticar o sempre saudável exercício de nos afastarmos. De reconhecermos que, sim, “Hanna Montanna” é um dos assuntos mais quentes no Twitter hoje, embora ninguém que eu siga tenha falado sobre isso. É fundamental fugirmos do etnocentrismo, aqui travestido de um ciberetnocentrismo. De acharmos que virais, posts pagos e panes no Speedy são a paixão nacional. Mesmo que “todo mundo” só fale disso.

Faculdade: fazer ou não?

março 31st, 2009

Assim que terminou a sessão de perguntas do 14º Encontro de Web Design (EWD), uma jovem estudante interpelou os palestrantes, que conversávamos num canto do auditório. Ela queria escolher uma faculdade de design e não sabia qual escolher.

Acho que as dicas que recebeu não eram exatamente as que procurava. Com estilos ou motivos diferentes, nós a fizemos pensar duas vezes antes de fazer uma faculdade apenas por fazer uma faculdade, como se sua carreira dependesse disso e só começasse pra valer daqui a quatro ou cinco anos.

Isso me fez voltar a pensar sobre aquela história de profissões e carreiras. Não consigo desprezar o curso universitário. Podem me chamar de antiquado, mas eu não abriria mão de minha graduação. Ela foi muito importante, mas não pelo conhecimento técnico que adquiri. Foi, sim, pelo processo de amadurecimento, pelo rito de passagem e pela cultura geral que fui forçado a absorver.

Hoje, não vejo muito sentido em graduações técnicas, como Jornalismo, Publicidade, Design ou Informática. Não tem nada ali – no que diz respeito aos lides, campanhas, serifas ou classes da vida – que não se aprenda quebrando a cabeça em casa ou em cursos menores, focados.

Acho que seríamos profissionais melhores se os publicitários fizessem cursos de técnica publicitária e se formassem em algo que os ajudasse a entender melhor as pessoas e suas necessidades, como Antropologia, Psicologia ou Sociologia. A mesma coisa para jornalistas, que poderiam estudar a fundo História, Ciências Sociais ou as mesmas graduações do publicitário e em seis meses (ou num bom estágio) pegar toda a técnica necessária.

E por aí vai. Se um designer vai ficar quatro anos estudando, é melhor que seja a História da Arte e do Design do que aprendendo técnicas ou ferramentas que estarão defasadas quando ele se formar.

Bom, respondendo à jovem do EWD: faça sim uma faculdade. Mas não aquela que te ensine a usar o martelo, mas sim a que te ensine porque martelar, quem já martelou antes e qual o papel do martelo no mundo.

10 coisas que aprendi sobre redes sociais - a palestra do 14o EWD/EDTED

março 30th, 2009

Mais uma vez, foi uma experiência incrível participar do Encontro de Web Design. Foi minha terceira vez como palestrante. Desta vez, resolvi compartilhar um pouco do que aprendi, na prática, sobre redes sociais.

Como prometido, aí estão os slides:

O que você aprendeu sobre redes sociais?

março 16th, 2009