O melhor antispam é a gramática
Agradeça à Tia Neuma ou à Tia Carolina pela segurança dos dados e informações em seu computador. Por mais que avance a tecnologia dos filtros de e-mail, firewall e demais traquitanas que, assim como a tarifa de estacionamento no shoppings, foram criadas para nossa proteção, nada substitui o talento. Digo, o desconfiômetro. É ele que entra em ação na hora de optar entre abrir ou mandar para o (ciber)espaço aquelas enigmáticas mensagens que chegam aos borbotões em nossos correios eletrônicos oferecendo mundos e fundos. Na grande maioria dos casos, estes e-mails vêm de algum lugar do mundo e pretendem é ferrar com nossos fundos.
São os spams ou, pior, aqueles vírus safados que se propagam por e-mail. Mas nem tudo são trevas, e temos um forte aliado na hora de identificar se o e-mail é seguro ou não. Sabe qual é? Dize-lo-ei: a gramática.
Por alguma razão que caberia mais ao Ministério da Educação explicar do que à Norton ou à McAfee, a maioria escalafobética dos spammers e virulantes é semi-analfabeta. Ou pelo menos matou todas as aulas de português da Tia Neuma e da Tia Carolina para ficar fuçando seus MSX, TK-85s ou PCs repletos de viroses, bactérias e farelos de biscoito recheado.
Repare só, antes de deletar as mensagens não-solicitadas, como praticamente todas têm erros terríveis de português. Além de um atentado ao software, eles são um atentado à língua de Camões. Mesmo os vírus importados também trucidam o idioma de Shakespeare. Os erros estão por toda parte. E-mails que se passam por instituições sérias, como Claro, Serasa, SPC e Banco do Brasil são tão, mas tão mal escritos que me espanta que incautos usuários não notem nada de errado e saiam entregando seus dados pessoais de bandeja.
Veja alguns exemplos de subject (assunto) de spams virulentos que tenho recebido:
E por aí vai. Só me preocupa o dia em que algum hacker conseguir chegar à Academia Brasileira de Letras. Aí sim, meu caro, estaremos ferrados.