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07 Julho, 2005
Este é o mundo do Google. Nós apenas vivemos nele
Esse título não é meu. Roubei (ou remixei, sampleei, copiei-e-colei) da Wired deste mês, que traz na capa uma reportagem sobre a cultura do copiar e colar, um chamado ao remix coletivo. Para isso, fala de Tarantino, traz o brilhante Neil Gaiman entrevistando os Gorillaz e William Gibson (Neuromancer). O remix mais bizarro de todos surgiu algumas semanas antes, com o lançamento do Google Earth.
Trata-se de um programa bem parrudinho para banda larga que permite tomar o mundo em suas mãos, girá-lo a seu bel prazer e pousar em qualquer canto do planeta. Do globo girando até planar a algumas centenas de metros de altura vendo os carros estacionados numa rua da Califórnia são apenas alguns segundos com o mouse apertando firme o botão de “Zoom in”. Passaram o mundo num scanner, e está tudo lá. Fascinante. Você pode voar mundo afora, pelos cinco continentes. O grau de detalhes varia muito. Pode-se ver carros, árvores e endereço de todos os Starbucks do Kentucky, mas consegue-se razoável zoom apenas na Zona Sul do Rio de Janeiro. O subúrbio e a Zona Oeste se reduzem a borrões, assim como o interior da China (nossa busca pela Muralha não foi bem-sucedida). Para nosso caso, a recente abertura de um Googlescritório em São Paulo, inicialmente para vender publicidade, pode agilizar um mapeamento mais detalhado de nossas cidades.
Nos Estados Unidos, Canadá e Inglaterra o resultado é o mais impressionante. Além das fotos terem altíssima resolução, muitos prédios e pontos de interesse estão modelados em 3D. Isso significa que você pode praticamente pousar e navegar entre os prédios, vendo qual é mais alto, mais baixo etc. Também pode-se fazer buscas. “Leve-me ao Empire State, por favor”. E lá vai seu piloto virtual. “Paris, hoje? Ok”. E o sistema dá um simpático zoom out, desliza sobre o Atlântico e pousa perto do Arco do Triunfo. Realmente, este mundo é do Google. A gente só vive nele. Quer baixar o Google Earth? http://desktop.google.com/download/earth/index.html . Para conferir a Wired, http://www.wired.com/wired/ .
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