Brogue do Cassano
 

25 Agosto, 2005  

A ruína do Google, a derrota da Apple e jogatina viciante

Curiosas as marcas, criaturas misteriosas que de uma hora para outra ganham vida. Nosso (por enquanto) amado Google é um claro exemplo. Está hoje por toda parte e sinceramente não sei como vivia sem ele, mesmo sabendo (racionalmente), que seus resultados não são apopleticamente tão superiores ao bom uso de outras ferramentas, como o excelente Yahoo!. Tudo bem, o Google é melhor. O GoogleEarth é uma das coisas mais fantáticas que já vi, quem usa o Gmail adora, o Google Desktop é uma mão na roda daquelas e o Blogger dá vida a estas páginas. Oquei, oquei. Mas acima de ter serviços que funcionam, mais que tudo, o “Google é legal”. “O Google é bacana”. “Ora, o Google é... google pra caramba.” O que faz de uma marca “gente boa”? Por que diabos o Google é essa Coca-Cola toda? O que torna o Google, digamos, uma Brastemp?

Essa percepção certamente está ligada ao poder que associamos à marca e a mil outros fatores. Mas vamos nos focar na relação amor e poder. Em geral, torcemos pelo time mais fraco, mas não pelos fracassados. Então é preciso que a marca tenha alguma substância para que gostemos dela. O iPod pelo menos toca música. A busca do Google precisa, no mínimo, funcionar. Mas quando uma marca vira superstar o produto passa a ser o que menos importa. A sensação de cumplicidade e de poder passa a ter peso nessa equação.

Mas como eu, você e o PT bem sabem, o poder corrompe. E há um momento em que a marca fica tão grande que percebemos que continuamos pequeninos. Ela é que se agiganta como uma sombra sobre nossas cabeças.

Não gostamos de poderosos, e o sucesso do Google será, infelizmente, seu sucesso. Alguns de nós odiaríamos a Microsoft se ela não fosse onipresente em todos os nossos computadores? Se Apple e Microsoft trocassem de posição no mercado, os geeks teriam pôsteres de Bill Gates em seus quartos e cuspiriam sobre a maçã.
Quando percebemos que o Google ficou grande demais, ele virará o vilão. E não sou só eu (que, admito, vejo com bons olhos a total dominação do Google sobre a terra, porque teríamos ditadores bacanas) penso assim. Para quem tem conta no NYTimes.com, vale a leitura do artigo Relax, Bill Gates; It's Google's Turn as the Villain, de Gary Rivlin. Interessante é um depoimento do criador da Microsoft, que diz que nunca nenhum concorrente da MS foi tão parecido com ela mesma como o Google. Onde há fumaça...

Cheque mac, digo, mate
E por falar em antagonismos, este é um ano histórico para os usuários de PC. Finalmente a Apple deu o braço a torcer e lançou seu mouse de dois botões. Era inacreditável como a empresa tinha um mouse ciclope, que obrigava os usuários a estranhas combinações de teclas mais estranhas como option e “maçã”. A novidade é o Apple MightMouse (em referência ao Super Mouse seu amiiiiigo, vai salvá-lo do periiiigo). Tudo bem que o mouse decente da Apple não seria um camundongo qualquer. Além de não ter botão algum na verdade, ele tem firulas bacanas como um botão de scroll que faz até movimentos na diagonal. Ou seja, é o adeus à mãozinha em programas como o Photoshop, Quark Xpress e InDesign. Veja mais em http://www.apple.com/mightymouse/ e faça um brinde à derradeira vitória do PC sobre o Mac.
No próximo texto continuo a discutir sobre marcas que são muito, muito maiores do que os produtos que elas representam. A vítima da vez? Um gadget chamado iPod, que não é nem o pioneiro, nem o melhor, nem o mais barato, nem o único bonito... mas é sinônimo de uma categoria que já existia sem ele e transformou seus antecessores em cópias baratas. Tudo porque se Google, Apple e Microsoft são o que são, não foi por sorte. Há fogo atrás dessa fumaça.

Ora bolas!
Já que você já está na internet, que tal um pouco de diversão? Este é um site super antigo, recém-redescoberto. Traz joguinhos em flash absolutamente viciantes. Recomendo especialmente Keyball (um hilariante futebol) e Viral Pursuit. Link: http://www.globz.net/index.php3?lang=en&skin=skin.swf&xml=globz.xml&id=news

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