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27 Setembro, 2005
É melhor nunca saber certas coisas
Estudos indicam que duas em cada dez gotas de chuva possuem traços de radioatividade. Duas em cada dez são de chuva ácida. Duas em cada dez possuem micróbios mutantes assassinos. Duas são restos de combustível de aviação. Uma é de restos líquidos de pássaros. Uma é de substâncias desconhecidas pela ciência moderna. Da próxima vez que você sair na chuva e um carro popular com motor 1.0 acelerar sobre uma poça e molhar toda sua roupa lavada com Omo Progress, lembre-se que dez em cada dez gotas que começam a atravessar o tecido e a se mesclar ao suor de seu corpo não são feitas de água.
Durma bem.
23 Setembro, 2005
Eu tomo banho de escafandro
Não tem problema se o dia acorda feio Eu tomo banho de escafandro E desço ladeira sem freio
Desgovernado tal e qual País sul-americano Toco a vida vou levando Olho pra trás e sigo em frente
Ninguém vai me fazer parar Ninguém vai me fazer parar Só porque não sei pra onde vou Não é que vá para o lugar errado
Pouco me importa se o mar é raso Ou se o Rio é fundo (e absurdo) Eu tomo banho de escafandro Desço ladeira sem freio
Estou preparado pra saltar Pedra buraco furacão Deixo a chuva lubrificar a alma Deixo a poeira alimentar o pulmão
Desgovernado, sem controle Faça chuva ou faça sol Sei o rumo que quero pra vida Na letra de uma velha canção
Ninguém vai me fazer parar Ninguém vai me fazer parar Só porque não sei pra onde vou Não é que vá para o lugar errado
Quando eu chegar eu aviso Mando um postal mal-criado De um lugar que ainda não sei qual é Mas é sonhos distante daqui
Ninguém vai me fazer parar Ninguém vai me fazer parar Só porque não sei pra onde vou Não é que vá para o lugar errado
Não tem problema se a estrada alaga Por isso levo minha alma alada Eu tomo banho de escafandro E mergulho fundo na caminhada
09 Setembro, 2005
Pobres formigas
Sempre que bebo café eu penso nas formigas. Especialmente quando há algumas perambulando pelo pote de açúcar e quando eu não consigo ter certeza se alguma veio ou não parar dentro da colher. Tento me colocar no lugar delas e o cenário que surge é desesperador.
Veja só:
Formiga 1 (sem nome): Olha Abel, comida! Formiga 2 (Abel): Onde, onde? Sem nome: Logo ali, depois daquela montanha verde. Abel: Que montanha? Sem nome: Aquela que tem um anúncio da Tupperware. Abel: Ah tá. Sem nome: Então? Abel: Então o quê? Sem nome: Vamos lá! Abel: Ta. Pode ser. Demorô. Sem nome: Você está bem? Abel: Sei lá. Tô meio enjoado. Pode ser daquele adoçante que a gente comeu por engano. Mas eu vou contigo.
E as formigas escalam, com perspicácia, peripécia, perigo e persistência a montanha Tupperware e se vêem de repente às margens de um gigantesco mar branco de açúcar.
Sem nome: U-hu! Issssssaaa! Muito irado, isso! Abel: Maneiro. Pena que tô sem fome. Sem nome: Veja, Abel, nadando de costas! Abel: Arrã. Sem nome: Veja, Abel, agora nadando cachorrinho. Abel: Legal. Sem nome: Abel, vou dar um mortal de costas. Isssa! Abel: Que sono...
Alguns instantes se passam, até que uma sombra obscurece o Sol Osram 60W.
Abel: O que é aquilo? Sem nome: Aquilo o quê? U-hu! Mortal triplo! Abel: Cara, tem algo acontecendo. Tem um treco prateado vindo pra cá. Vambora! Sem nome: Relaxa brother, é viagem do pó. Abel: Cara, tem um treco vindo pra cá! Vamos fugir!
Então o gigantesco objeto prateado retira um monte de açúcar e, junto, leva Abel e seu amigo.
Abel: Eu falei pra gente ir embora cara... e agora? Sem nome: Tamo voando! Tamo voando! Abel: O que é aquilo lá embaixo? Parece um lago, ou uma piscina... Sem nome: Pô... piscina preta? Abel: Tá sentindo um calor? Sem nome: Pô... foi mal. Eu peidei. Abel: Né isso não... a piscina preta. Parece estar quente. Sem nome: A gente tá indo pra lá... Abel: Cuidado! A coisa prateada está virando... a gente vai cair. Sem nome: Tô caindo... tô caindo... Abel: A piscina preta!!! Sem nome: Socorro! Abel: Adeus, maluco! Sem nome: Adeus, Abel! Abel: Arrrrrrrghhhhhh!!! Sem nome: Arrrrrrrghhhhhh!!!
Depois de sofrerem queimaduras graves dentro do líquido negro, o terrível objeto de metal mergulha na piscina e agita os moribundos amigos até que seus corpos sejam dissolvidos e perdidos para todo o sempre. É o fim de uma longa e insetívora amizade.
FIM.
02 Setembro, 2005
Coelhos me mordam!
Que fascinação é essa que as criaturas de pelo branco, longas orelhas e dentes proeminentes exercem sobre nós? Muitos mistérios cercam os coelhos, principalmente como estes pequenos mamíferos roedores conseguem botar ovos... e de chocolate!
Há também o mito de que a cenoura faz bem à vista, e que por isso nossos pais nunca viram coelhos de óculos. Isso sem falar na fúria reprodutiva destes pequenos galanteadores do reino animal, que os comparam em vigor sexual aos selvagens e pervertidos porquinhos da índia.
Mas é na imaginação que os coelhos são mais interessantes. Vejam só:
Para começar, uma referência clássica: o coelho assassino de Monty Python em busca do Cálice sagrado. Não se lembra? No hilário filme de 1975, cavaleiros medievais precisam entrar em uma caverna guardada por um simpático e inofensivo coelho. Infelizmente, alguns deles descobriram tarde demais e da pior maneira que o roedor era, na verdade, uma máquina assassina, somente derrotada com o uso da Santa Granada de Mão. Guarde para sempre lembranças deste marco na história coelhal comprando agora mesmo sua exclusiva camisa do coelho assassino (http://www.80stees.com/products/Monty_Python_Holy_Grail_t-shirt.asp)! Ou seria melhor ter pantufas do coelho assassino (http://shop.store.yahoo.com/wickedcoolstuff/mopykirasl.html)?
Ficou com raiva de coelhos? Então satisfaça seu lado sádico e deleite-se com chocantes cenas de coelhinhos se suicidando de zilhões de maneiras diferentes, como propositalmente pisar fora daquele cilindro de teletransporte da Enterprise ou interferir no harakiri de um samurai japonês. As tiras dos coelhos suicidas foram criadas por Andy Riley, humorista, roteirista e outras coisas inglês. Elas viraram livro em 2003, e podem ser compradas baratinho na Amazon.com. Quer ver tudo sem cortes e de graça? Então é só clicar: http://people.freenet.de/schnubelken/bunnys/.
Precisa de mais ação e animação em sua vida? Gostaria de conhecer melhor os grandes clássicos do cinema mas não tem tempo para perder duas horas diante de uma tela? Então a solução perfeita para você são os Clássicos do Cinema Interpretados em 30 Segundos por Coelhos!
São curtas de animação de (lógico) 30 segundos, encenados por (é claro!) coelhos! Passaram pelo coelhomake, digo, remake: Alien, O Exorcista, Freddy Vs. Jason, Tubarão, Pulp Fiction, Pânico, O Iluminado, Titanic e o Massacre da Serra Elétrica, entre outros. Simplesmente imperdível: http://www.angryalien.com/
Por fim, um pouco de música para relaxar. Esta, como outras aqui, são dicas do Indiana Jones da Internet, Ock-Tock: um videoclipe de Everyone has had more sex than me, de TISM, interpretado por um... você sabe. Anote: http://www.albinoblacksheep.com/flash/bunny.php
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