Num dos raros arroubos filosóficos em dias tão atribulados profissionalmente, divaguei sobre o que realmente importa. Cheguei à conclusão de que tudo na vida que é verdadeiramente fundamental tem poucas letras. Até quatro, em sua maioria. Faça o teste você mesmo. Ar, sol, mar, pai, mãe, água, luz, fé, Deus, pão...
E não é por acaso. Quando o Ser Humano aprendeu que poderia falar, e que poderia ser bastante divertido dar nome às coisas (especialmente quando fazer mímicas para tudo se tornou bastante cansativo), ele começou pelo simples. É claro! Imagine que você é um neanderthal e percebe que existe algo azul sobre você. Algo que você nunca toca, mas que está sempre lá. Algo que é tudo aquilo que não é chão (supondo que você já nomeou o chão).
Você olharia para cima e chamaria aquela imensidão azul, ainda não batizada, de abóbada celeste? Ou de pleniruplexo? Claro que não. Daria um nome simples. Sei lá. Talvez céu. As primeiras coisas a batizarmos, exatamente por serem as mais importantes, ganharam os nomes mais curtos. Ouso apostar que tais coisas possuem nomes simples em qualquer idioma. Até em nórdico ou chinês.
Moral da história? Desconfie e desabpegue-se de qualquer coisa com mais de 8 letras.
P.S. iPod tem quatro letras por puro engano.
Marcadores: cotidiano, filosofia