Não costumo publicar links aqui, mas esse vídeo é realmente sensacional. Recentemente concluí que o Ser Humano é inviável por natureza. Nenhuma outra razão a não ser nossa inviabilidade genética explicaria coisas como o Garotinho, o PT ou meu querido Fluminense. Simplesmente fomos programados para desenvolver nossos cânceres diários de egoísmo, ganância e auto-destruição.
Esse vídeo de animação é um alerta para a galáxia sobre o perigo que nós representamos.
http://threeleggedlegs.com/humans/Marcadores: arte, filosofia
Num dos raros arroubos filosóficos em dias tão atribulados profissionalmente, divaguei sobre o que realmente importa. Cheguei à conclusão de que tudo na vida que é verdadeiramente fundamental tem poucas letras. Até quatro, em sua maioria. Faça o teste você mesmo. Ar, sol, mar, pai, mãe, água, luz, fé, Deus, pão...
E não é por acaso. Quando o Ser Humano aprendeu que poderia falar, e que poderia ser bastante divertido dar nome às coisas (especialmente quando fazer mímicas para tudo se tornou bastante cansativo), ele começou pelo simples. É claro! Imagine que você é um neanderthal e percebe que existe algo azul sobre você. Algo que você nunca toca, mas que está sempre lá. Algo que é tudo aquilo que não é chão (supondo que você já nomeou o chão).
Você olharia para cima e chamaria aquela imensidão azul, ainda não batizada, de abóbada celeste? Ou de pleniruplexo? Claro que não. Daria um nome simples. Sei lá. Talvez céu. As primeiras coisas a batizarmos, exatamente por serem as mais importantes, ganharam os nomes mais curtos. Ouso apostar que tais coisas possuem nomes simples em qualquer idioma. Até em nórdico ou chinês.
Moral da história? Desconfie e desabpegue-se de qualquer coisa com mais de 8 letras.
P.S. iPod tem quatro letras por puro engano.
Marcadores: cotidiano, filosofia
Inspire
Chore
Inspire
Espire
Inspire
Espire
Inspire
Espire
Inspire
Espire
Inspire
Espire
Suspire
ExpireMarcadores: arte, literatura, poesia
Ponte Aérea
Quem é essa que sorrateira chega
Como o crepúsculo que surpreende incautos caminhantes
Que azeda o sabor de uma tarde inteira
E macula o coração de dois amantes?
Não há esquadro que a explique
Que dois dias não têm quatro estações
Nem há remédio que se a aplique
Quando solidão a dois é solidões
Ah, saudade, banzo tão humano e tão brasileiro
Que subvertes relógio e geografia
Torna Japão, Austrália, meu Rio de Janeiro
Estica minutos de cada dia
Me passa o sal que esse banquete tá sem gosto
Mesmo naquilo em que me bastaria só
A saudade a mim se juntou, como sombra sem dó
Como se em todo espelho o que visse era seu rosto
É logo ali, eu volto logo
O que engana o cérebro
o coração logo rebate
A ele não interessa a realidade.
Ele só quer acabar com a saudade.