Os designers devem conhecer este site. Além disso, o software preferido de quem faz programação visual de impressos, o InDesign, possui este recurso de fábrica. Mas não resisti a compartilhar um pequeno achado: um gerador online de textos em latim, o famoso Lorem ipsum dolor sit amet.
Você entra no www.lipsum.com, escolhe quantos parágrafos, palavras, letras (bytes) ou listas você quer gerar em texto falso e... voilà! Habemos latim! Especialmente útil quando você monta um protótipo, lay-out ou afim, quer simular a massa de texto mas não quer que o cliente fique revisando as palavras que só estão lá para encher lingüiça.
Mas o latim não é infalível. Uma vez, uma alta executiva italiana de uma grande empresa, ao receber nosso belíssimo projeto gráfico de um trabalho, se pôs a ler e a revisar o lorem ipsum... Logo, se for apresentar projeto para algum cliente italiano (ou para qualquer padre católico ou quem domine a língua de Cesar), prefira textos falsos em grego, esperanto ou russo. Ou o bom e velho nonono...
It's the end of Last.fm as we know it... and the CBS will feel fine...
Não sei se fico feliz ou em pânico com essa notícia. A CBS comprou o site inglês Last.fm pela bagatela de US$ 280 milhões. Deveria ficar feliz por ver gente que tem idéias geniais e as executa com primazia sendo recompensada. E triste porque normalmente o fim das histórias das criativas start-ups compradas por gigantes não é nada feliz... Seriam estes os last days do Last.fm?
Resta torcer para, com essa grana, eles desenvolverem um plug-in que funcione nos novos Walkman, da Sony-Ericsson...
P.S.1. Confira a notícia da compra na Info Exame P.S.2. Não conhece o Last.fm? Ë só conferir (e clicar) no meu hit parade na coluna cinza aqui ao lado. P.S.3. O título desta nota é do bravo Leonardo Paiva.
É com orgulho que o CIBT (Cassano Institute of Bizarre Technologies) anuncia o vencedor do troféu “Screen Saver” para a funcionalidade tecnológica absolutamente inútil mais bacana. Depois de analisadas diversas traquitanas, nosso favorito foi...
O recurso de S.O.S. dos celulares Walkman/ Cybershot da Sony-Ericsson
Trata-se de uma funcionalidade onde, por meio de um menu, você ativa a luz do flash para piscar em código morse! Três piscadas curtas, três longas, três curtas.
Sensacional, incrível para impressionar suas tias em jantares de família e para testar as habilidades dos vizinhos escoteiros. Mas que dificilmente você lembrará de usar se ficar perdido na Floresta da Tijuca durante uma tempestade de granizo.
Parabéns Sony-Ericsson por essa deliciosa e inútil tecnologia! O CIBT aprova!
Um de nossos maiores desafios é saber o que se passa na cabeça dos consumidores de nossos clientes. Aliás, esse é o grande dilema de todas as empresas e agências interessadas em desenvolver um relacionamento mais profundo entre marcas e pessoas. Como ir além do share of mind, como estudar o comportamento das pessoas durante a decisão de compra?
Nesse sentido, uma área que ganha força é a do neuromarketing, que literalmente cai dentro do cérebro dos consumidores para entender os meandros que as marcas percorrem pela massa cinzenta dos clientes. Para ajudar nessa tarefa, a Hitachi desenvolveu uma espécie de tomógrafo portátil, que pode monitorar o fluxo sangüíneo no cérebro dos consumidores durante as compras. Na verdade, o aparelho se presta a diversos fins. O marketing é apenas um deles.
Poderemos saber, por exemplo, se a gostosa no anúncio de cerveja provoca uma avalanche de hemoglobinas na parte do cérebro responsável pelo prazer, ou se uma experiência de imersão de marca bombeia sangue (e processamento de informações) para as áreas do cérebro que cuidam das emoções.
É a evolução das pesquisas etnográficas, que estudam o consumidor em plena situação de compra ou consumo dos bens. Resta achar candidatos a sair por aí com esse disco voador na cabeça. Saiba mais no site Neurosciencemarketing.
De carro ou de ônibus? Dou o lugar ou finjo que durmo?
Tenho me divertido com um programa de organização de idéias chamado FreeMind. Ele é útil também para se desenhar árvores de sites e coisas assim.
Para demonstrar como ele funciona, segue um modelo mental que mostra o quão complicado é sair de casa para o trabalho todos os dias. Tente refazer mentalmente seu trajeto diário. Sugestões são bem-vindas.
Hoje tive a honra de palestrar no 12º Encontro de Web Design, no Rio de Janeiro. Foi bacana, até porque fechou um ciclo. Minha última participação tinha sido mediando uma mesa-redonda na primeira edição, há uns 10 anos.
Para quem foi, meu muito obrigado por permanecerem acordados após o almoço.
Resolvi compartilhar as grandes idéias que provavelmente não colocarei em prática. Livre para quem quiser, desde que eu tenha os créditos e uma participação nos lucros.
Como melhorar o café-da-manhã? Uma maneira de tornar a experiência do café ainda melhor é evitar que o café-com-leite esfrie. Uma saída seria levarmos a tecnologia dos quase obsoletos isqueiros de automóveis para a mesa. - Imagine um pires de cerâmica cuja área central é uma resistência metálica em espiral (como o isqueiro do carro). - Enquanto você prepara seu café, o pires fica esquentando em uma base ligada na tomada. - Ao servir a mesa, você tira o pires (que está quente somente em seu centro, pois é de porcelana) e ele mantém o café com leite quentinho enquanto você prepara o pão, bolo etc...
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Como fazer as pessoas atravessarem a rua na faixa de pedestres? Estou cada vez mais empenhado em aplicar todas as técnicas que utilizamos no marketing com finalidades sociais. Se a gente consegue fazer as pessoas voarem de Gol e beberem Schincariol, tudo é possível.
Note como os jornaleiros ou aqueles varais de jornal nas ruas sempre atraem os transeuntes (adoro essa palavra).
Então, que tal, em ruas estratégicas, colocarmos esses varais de jornais na direção exata da faixa de pedestres? Para poder ler as notícias por mais tempo, as pessoas darão preferência a atravessar na faixa e aguardarão sem pressa o sinal fechar, evitando acidentes.
Potato potato potato pota... Desligou o motor, desmontou e entrou na cidade à pé, segurando a moto pelo guidão, envolto pelo criquilar dos grilos e pelo barulho das próprias botas chapinhando nas poças sobre a terra enlameada.
A rua principal estava deserta e escura. Apenas a lua e o frágil cintilar das velas e luzes de leitura que escapavam pelas janelas com cortinas de renda. Se tivesse um coldre, estaria tateando as ancas só para se certificar se sua Colt estaria no lugar, tão forte era o clima de faroeste na cidadezinha.
Mas ele não tinha um coldre. Parou e tirou do bolso da camisa um papel amassado e molhado pela chuva. Conferiu o número e buscou por referências nas fachadas das casas de madeira. Número 66. Encostou a Harley na lateral, ao lado de um canteiro de rosas, e desamarrou sua maleta da garupa.
Guardou o papel no bolso e tirou um relógio antigo de algibeira. Dez para meia-noite. Por pouco não se atrasara. Deu a volta e olhou de novo para a fachada. No segundo andar, a única janela estava aberta e a cortina de rendado branco se agitava como uma flâmula.
Limpou as botas no capacho de xaxim. Tocou de leve a fria maçaneta. Um calafrio percorreu todo seu corpo. Sacudiu a cabeça e fez o sinal da cruz. Girou. A porta se abriu. Passou pela cadeira de balanço, onde uma almofada de costura repousava perfurada por agulhas como uma boneca vodu. Notou, na penumbra, os belos pratos de louça na cristaleira. Subiu devagar a escada, com cuidado para não deixar a madeira traiçoeira ranger.
A porta do quarto estava aberta. Depositou a maleta em uma cadeira sob a janela. Puxou a cortina para dentro e fechou-a delicadamente. Sobre a cama de viúva, cansada de tanto se debater, dormia uma moça de uns 20 anos, de pele branca e longos cabelos negros, camisola de pano grosso, amarrada pelos pulsos e pés.
Constantino abriu a maleta. Pegou o incensário e depositou certa quantidade de cânfora nele. O cheiro do incenso rapidamente se espalhou pelo quarto, em espiral, como espíritos flanando pelo éter. Pegou a Bíblia, a abriu e começou a rezar em voz baixa.
Por fim, pegou a pistola. Enquanto atarraxava o silenciador, se aproximou da cama. Era uma bela jovem. Não era de se admirar que o demônio a tivesse possuído. E que todas as tentativas de exorcismo tenham falhado. Não houve qualquer sucesso, e era por isso que ele estava ali. Ele era chamado sempre que as coisas davam errado.
Aquele era seu trabalho. Rapidez, discrição e precisão eram as características. O tiro acertou a testa, a meia distância dos dois olhos. Guardou a pistola e o incensário, enquanto o sangue ensopava o travesseiro. Terminou suas orações e caminhou para a porta.
Quando entrou no beco ao lado da casa, notou uma luz acessa no sobrado da frente e sentiu o aroma de incenso no ar. Ele poderia ter sido visto. Abriu rapidamente a maleta, jogou a pistola num monte de lama e escondeu o punhado de cânfora no tanque de sua Harley.
Puxou a moto até a rua, montou e ligou o motor. Tirou do bolso um papel molhado e amassado e memorizou outro endereço. Rapidez, discrição e precisão. Tudo que um padre como ele precisa. Acelerou. Potato potato potato...