A cada conversa com um novo e fascinante desconhecido na Campus Party, a história era sempre a mesma. “Eu era publicitário. Agora trabalho com instalações digitais.” “Faço casemods para uns clientes.” A profissão do futuro não existe. Porque o futuro é um transitar entre saberes e disciplinas. O futuro é uma seqüência nervosa de cliques no Google. Para desespero de nossas mães, os nós do futuro não se graduarão com beca e diploma e seguirão suas carreiras. Eles construirão sua carreira. E as mães nunca vão entender o que exatamente seu rebento faz para ganhar a vida.
Isso a gente já vê. Eu era jornalista. Sei lá o que sou agora. As pessoas que se juntam a nós também não sabem o que são. Sabem do que gostam, e sabem do que sabem. E sabem que isso não se parece com nada que se aprenda na universidade.
Saber e fazer uma coisa só é pouco demais. A geração que nasceu com internet está chegando ao mercado de trabalho. Um dos dois (o jovem ou o mercado) não será mais o mesmo daqui pra frente.
Para empreendedores e executivos, o desafio está em saber como recrutar. Avaliar o quê? Como? Que testes estabelecer? Onde procurar? Em que faculdade encontramos gestores de comunidade? Engenheiros sociais? Arquitetos de interação? Em nenhuma. Em todas.
Aos poucos o preconceito com os novos e específicos cursos de graduação (como o curioso curso de Gestão do Carnaval, da Estácio de Sá) vai cair, porque no fundo o que faz diferença sempre foi e sempre será a pessoa. E a quantidade de coisas que ela quer fazer.Marcadores: campusparty, campuspartybr, filosofia, internet, trabalho