É verdade. Não gosto. Do nome. Cansa a quantidade de vezes em que temos que explicar que mídia social não tem nada a ver com ONGs, abraçar árvores ou apoiar a pastoral do menor. E social tem, pra nós brasileiros, essa eterna associação humanitária-assistencialista.
E o problema não termina aí. Mesmo quando as pessoas entendem o social pelo lado de “fazer social”, ou seja, de coisas que se faz junto de outras pessoas, há quem interprete o “mídia” como sinônimo de “aquilo que os profissionais que trabalham com Excel fazem para publicar ou veicular em revistas ou TV a criação dos criativos”. Há muita gente que entende mídia social simplesmente como uma opção barata e moderna ao banner. Ou ao quadradinho no jornal. Ou à meia página. Ao spot de 30 segundos.
Não vou dizer que a mídia social não ajude nesse sentido. As ações de seeding, que a cada dia chegam mais, são isso. Alguém cria um produto ou campanha e recorre às agências de mídia social para escoar essa mensagem como parte do plano de mídia. Já fiz isso pelos dois lados (pela agência que cria e pela que escoa) e a coisa existe e, quase sempre, funciona.
Mas mídia social é mais que isso. Muito mais.
Pra começar, mídia social é uma tradução meio capenga. Melhor seria “meio social”, no sentido de ecossistema social. Ou mesmo de sistema social, porque as redes sociais nada mais são do que sistemas onde todo mundo é administrador. Onde as conexões são feitas entre pessoas e não máquinas. O meio social é a matrix.
Mídia social pressupõe olhar a relação mensagem-consumidor-produto de forma radicalmente diferente. Matricial e complexa no lugar de linear. Pressupõe, portanto, repensar o lugar do consumidor na cadeia produtiva. Ele sai da ponta para estar presente de ponta a ponta. Isso vale pra publicidade, é claro, mas também para tudo quando é “P” do marketing.
Mídia social pressupõe repensar o papel dos veículos. Repensar o papel do mídia. E também da criação. Como é que você quer que a agência de mídia social propague um conceito ou produto que tem problema? Ou que é ótimo, só não foi pensado de forma a ser facilmente propagável?
Montar uma estratégia de mídias sociais é botar na equação uma complexa soma de fatores (quem serão os vetores, em que contexto, por que motivos) e criar uma rede de canos. Aí você fica prontinho, com seus canos a postos, esperando as esferas que o cliente ficou de entregar. Então o boy da empresa chega com um pacote cheio de cubinhos e fala “propaga aí”. Não rola. Os cubinhos vão ficar paradinhos entupindo teu cano e, depois, é você que entra por ele (e entala). Quando a estratégia de mídia social permeia desde o início da campanha, é melhor. Desde o início do produto, é ótimo.
Isso é mais que abraçar árvore. É mais que panfletar mensagens. Adoraria se tivéssemos um outro nome para “mídia social”. Um que fosse digno do tamanho daquilo que ele representa.
Top 5 melhores usos de “filho da puta” na música brasileira
1. Faroeste Caboclo – Legião Urbana
"Jeremias, eu sou homem. coisa que você não é E não atiro pelas costas não Olha pra cá filha-da-puta, sem-vergonha Dá uma olhada no meu sangue e vem sentir o teu perdão”
-- Simplesmente libertador. O que mais dizer pro safado que te mete bala nas costas? Me lembro quando essa música tocava na Rádio Cidade (RIP), e o f.d.p. era substituído por um apito. Aí era hora de cantar a plenos pulmões e, quando a mãe vinha brigar, a resposta era sempre a mesma: “É a música, mãe!”
2. Papai Noel Velho Batuta – Garotos Podres
“Papai Noel velho batuta Rejeita os miseráveis Eu quero matá-lo! Aquele porco capitalista
Presenteia os ricos E cospe nos pobres Presenteia os ricos E cospe nos pobres.”
-- Pérola do punk brasileiro, esse hit dos garotos podres é sublime porque a letra NÃO fala f.d.p. Mas a rima é inevitável. E punk que se preze não despreza uma rima que termine com “uta”.
3. Filha da puta - Ultraje a Rigor
“Filha da puta É tudo filho da puta.”
-- Pra mim, não tem Roberto DaMatta, não tem Vinícius, nem Gilberto Freire. O maior pensador e filósofo sobre o brasileiro é o Roger, do Ultraje. Essa música resume o que a gente pensa, se não dos brasileiros, mas dessa corja que nos governa.
4. Esporrei na manivela – Raimundos
“Entrei no trem, esporrei na manivela Cobrador filha-da-puta me jogou pela janela”
-- Essa é a música com mais palavrões por metro quadrado do mundo. O legal aqui é que, perto dos outros termos na letra, o “filha-da-puta” chega a ser singelo. É quase um “papai me dá um abraço?”.
Todo equipado, preparado na linha de partida Daqui a pouco vai ser dada a saída Todo mundo nervoso e eu não tó nem aí (O importante é competir!)
Então tá, vamo lá, nem vou me preocupar Já tá tudo armado pra eu me conformar Eu vou tentar só pra não falar que eu nem sou atleta
Ia ser legal chegar junto na frente Mas iam falar que quero ser diferente Tá bom demais, pelo menos eu não saio da reta Por isso eu sempre sou
Terceiro! Ôba-Ôba! Terceiro! Ôba-Ôba! Terceiro! Ôba-Ôba! Terceiro! Ôba-Ôba! Terceiro! Pra mim tá louco de bom!
Marcando passo vou seguindo sem ser muito ligeiro Com cuidado pra não ser o primeiro É bonito, eu imito mas o pódium não é pra mim (Eu não sou a fim!)
Se eu me esforço demais vou ficar cansado Já dá pra enganar eu ficando suado Se reclamarem eu boto a culpa no patrocinador
Não botaram fé porque não ia dar pé Não ia dar pé porque não botaram fé De qualquer forma eu pego um bronze porque eu gosto da cor Por isso eu sempre sou
Terceiro! Ôba-Ôba! Terceiro! Ôba-Ôba! Terceiro! Ôba-Ôba! Terceiro! Ôba-Ôba! Terceiro! Pra mim tá louco de bom!
O que fazer se um alienígena com tentáculos aparecer na sua casa?
1. Esconda sua bateria e os discos do Phil Collins (ele pode querer exercitar seus 20 braços); 2. Esconda o controle remoto da TV; 3. Aproveite para limpar o video das janelas pelo lado de fora; 4. Disfarce-o como uma samambaia se chegar alguma visita; 5. Um espanador em cada tentáculo e sua casa logo virará um brinco; 6. Mas convém esconder louças e cristais (se você adotar a dica #5); 7. Chame o Fox Mulder (A Scully não vai acreditar em você); 8. Coloque o ET para fazer malabarismo nos sinais (faróis) de trânsito; 9. Dê um celular pra ele. Essa gente adora entrar na casa dos outros pra telefonar; 10. Corte a vodka. E o whisky. Evite fumar também. Se ainda assim o alienígena continuar na sua casa, entre em pânico.
Convenhamos: um dia as diferentes maneiras de se acender uma pira olímpica acabam. Já se acendeu tochas fazendo churrasco de pomba (88), com arco e flecha (92, mesmo errando o alvo), com uma pira-voadora (2004) e, agora, com um ginasta-empresário pendurado no ar.
Se o Rio quer mesmo ganhar e fazer bonito com as Olimpíadas cariocas, precisa inovar no acendimento da pira. Então, o CIBT vem aqui sugerir 10 maneiras criativas de se acender uma pira olímpica: 1. Com um balão: sabia que havia algo de bom guardado nos balões que tanto incendeiam nossas matas nativas. O atleta acende a bucha do balão que sobe, sobe, sobe, desce, desce, desce... e acende a pira. 2. Girando o termostato: o atleta acende o “registro-geral-piloto”, gira o termostato e aperta o botão da estrelinha. Pã! Uma pira que é assim, digamos, uma Brastemp. 3. Por concentração de ex-BBBs. Imagine acumular umas 20 exs-BBBs numa pira de 5 metros quadrados. É fogo demais junto. Impossível a pira não se acender por auto-combustão. 4. Por um jogador do Botafogo. Simplesmente para não deixar passar o trocadilho. Sacaram? Bota – fogo?Anh? Anh? 5. Com um Jornada nas Estrelas. É quase cópia da flecha de Barcelona, mas é diferente: chama o Bernard para sacar uma bola em chamas direto até a pira. 6. Com o motor da Ferrari: o atleta entrega a tocha para Felipe Massa, que acelera sua Ferrari até o motor estourar bem em cima da pira, incendiando tudo. 7. Com um gato. Simples: toda a eletricidade do estádio olímpico vem de um gato (gambiarra, emenda, como queiram) bem no meio da pira. Uma hora ela vai pegar fogo. 8. Usando “O Segredo”. Basta pedir aos 100 mil cidadãos presentes ao estádio para visualizarem com força e alegria a pira acesa. Tanta energia positiva resultará num belo acendimento místico. 9. Por Galvanismo: um mecanismo gera um grau de calor a cada decibel gritado por Galvão Bueno. Se aparecerem imagens dos Ronaldos no telão vai dar para manter a pira acessa por um mês. 10. Por celular. O Pedro Bial aparece no telão dizendo: “Se você quer que a pira se acenda, ligue para 0800pirapira ou envie SMS para 43pira...”
Depois dessa, não vai ser por falta de fogo que os jogos de 2016 não vêm pra cá.
Tive a oportunidade de colocar as mãos em um dos dois únicos exemplares no Brasil do próximo smartphone da Sony Ericsson, o esperado Xperia X1, primeiro exemplar de uma nova linha, que virá se juntar às bem-sucedidas franquias Walkman e Cybershot.
O Xperia é o “iPhone Killer” da Sony Ericsson. Para isso, conta com uma tela sensível a toque com incríveis 800x480 pixels. Sim, o celular tem uma tela VGA widescreen, meus amigos. Dá para se ver um DVD com perfeição.
O exemplar que pude futucar era ainda um protótipo, e por isso nem tudo estava funcionando. Pude ver o Windows Mobile em ação (normal, sem grandes customizações, ao menos na versão do protótipo). Mas a interface de seleção de aplicativos, um mosaico com 9 thumbnails das telas estava lá, dando um ar super fashion pro bom e velho alt-tab.
Mas, sem dúvida, o ponto alto do aparelho está no lado de fora. Não que processamento, memória e funcionalidades não sejam generosos, mas é que a aparência e a ergonomia do X1 são fantásticas.
Pra começar ele é pequeno e leve, apesar da tela enorme. E seu fundo apresenta uma curvatura que faz com que ele se encaixe nas mãos. O tecladinho deslizante é suave e fácil de se utilizar. Não fica devendo em nada aos Nokia ou HTC com teclados.
Pena que era apenas um protótipo e, mais ainda, que não era meu. Ficou gostinho de quero mais.
Quantos smurfs são necessários para se fazer uma medalha de ouro?
Em tempo de Olimpíadas, o CIBT (Cassano Institute of Bizarre Technologies) foi buscar a solução para um enigma que tira o sono de milhões: quantos smurfs são necessários para se fazer uma medalha de ouro?
Fomos além. Como chinês come cachorro, criancinha, polui o mundo e falsifica tudo o que encontra pela frente, muito provavelmente todas as medalhas do maior espetáculo da Terra terão sido feitas de simpáticas pessoinhas comunistas dissidentes azuis. Então, calcularemos o TOTAL de smurfs consumidos na epopéia atlética.
Uma medalha olímpica pesa 150 gramas. Destes, 6 gramas são de ouro. Para todas as medalhas distribuídas este ano, são necessários 13 Kg de ouro.
Aí começam nossas contas. Muitos acreditam que seis smurfs são suficientes para se criar uma poção que transformaria qualquer quantidade de metais em ouro. Ora, você, eu e o Paulo Coelho sabemos que seis smurfs no liquidificador não enchem nem um milkshake de Smurfmaltine, logo jamais renderiam quantidade suficiente para fazer 13 Kg de ouro.
Portanto, seguiremos a mesma teoria por trás do Grande Colidor Gargameliano de Hádrons: cada smurf rende seu peso em ouro.
Imaginemos que cada smurf pesa o mesmo que um camundongo, ou algo em torno de 15 gramas.
Logo, chegamos à seguinte fórmula:
Ts = OM / PS, onde
Ts = Total de Smurfs; OM = Ouro necessário para medalhas; e PS = Peso de um smurf saudável.
No que temos:
Ts = 13000 / 15 Ts = 867
867 smurfs mortos em nome da paz? Da união dos povos? Da Visa, único cartão aceito em Beijing?
Isso se o processo não sofrer alguma das intervenções abaixo:
1) Ocorrer sob gestão do Maluf: - Nesse caso, deve-se adicionar 10% ao total de smurfs necessários, o que aumentaria o número para 954 smurfs. 2) Ser conduzido por um blogueiro: - Nesse caso, o resultado seriam 867 smurfs, dois mil comentários e 15 geladeiras USB.
3) Ser conduzido pelo Poder Executivo Federal: - Nesse caso, os números seriam arredondados para facilitar a conta, o que daria 1.000 smurfs e um discurso iniciado por: “Nunca na história desse país tantos smurfs...”
O CIBT está aberto à colaboração popular, com outras diferentes variações para o cálculo dos smurfs consumidos nessa Olimpíada. Você pode mandar sua teoria nos comentários ou via twitter, com a tag #smurfs.
10 coisas que você NÃO deve fazer com um sabre de luz
1. Palitar os dentes 2. Fazer a barba 3. Tirar meleca 4. Sexo 5. Praticar salto em altura 6. Usar como barreira numa prova de 400m 7. Fazer o "Eu te nomeio Sir Fulano de Tal" em alguém 8. Fazer piercing 9. Comer comida japonesa (no caso, com dois sabres de luz) 10. Fazer malabarismo em sinais de trânsito