Não uso Macs. Minto. Usei um eMac por alguns meses assim que cheguei a meu emprego anterior, em 2001. O computador com cara de lancheira estava sobrando, fui lá e usei. Não era ruim. Também não era bom.
Uso PCs. Meu atual é um Sony Vaio. Quase uma categoria distinta, dado o peso da marca, o design e a qualidade. Meu primeiro PC foi um 286 com monitor de fósforo âmbar (só tinha duas cores, preto e um marrom-amarelado).
Nessa época, um amigo que tinha um Amiga (o incrível computador da Commodore) me sacaneava a todo momento. Também pudera. O Amiga tinha um processador de som incrível. Tocava MODs e até sintetizador de voz tinha. Editava vídeo como ninguém, tanto que era o xodó dos filmadores de casamento. O Amiga tinha cores. Muitas cores. Também tinha um sistema com interface gráfica, folders e multitarefa. O sistema, o Workbench, cabia num disquete de 800Kb.
O Amiga era mesmo fantástico. E eu com meu 286 que só fazia beep-beep, jamais imaginou reproduzir um vídeo e que rodava “Príncipe da Pérsia” em seu MS-DOS.
Eu sofri, mas resisti. Porque aquele era meu computador e não tinha dinheiro para outro. Porque sentia que aquilo ali ia vingar. Sei lá. Porque sabia que, mesmo sofrível, o PC era um salto em relação a meu MSX. Que era melhor que meu CP-400. Que dava de dez em meu MC-1000 da CCE.
Insisti. 286, 386SX, 486, Pentium, Pentium II, Pentium III e por aí vai. O Amiga era cool. O 286 era como passar crachá para entrar em casa.
Mas, hoje, qual a diferença entre Mac e PC? Além da coolzisse da Apple, o que os difere?
Quer saber? Tanto faz. Tanto faz se é um Mac ou se é um PC. O que importa é: o que você faz com ele?
Taí uma boa pauta para anúncios da MS: Mostrar coisas incríveis, cool criadas por PCs. No final, só uma assinatura simples: “Seu computador é só um computador. Cool é o que você faz com ele”. Ou algo assim.