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Arquivo da categoria ‘cotidiano’

Foursquare como forma de protesto

março 18th, 2010

O Foursquare é uma mistura de rede social, jogo e páginas amarelas. Cresce em dezenas de milhares de usuários por semana e roubou do Twitter o centro das atenções nos eventos, revistas e blogs.

Não bastasse ele servir para um monte de coisa, é claro que nós brasileiros iríamos inventar uma nova utilidade: protesto.

Como você pode criar os locais (estabelecimentos, monumentos etc) para serem visitados no jogo. Ele usa os recursos de localização para marcar os pontos no mapa da cidade, mas não exige um endereço exato, o que permite que gaiatos criem locais como:

“Engarrafamento no finzinho da Linha Amarela”

“Fila do Estacionamento do Santos Dumont”

“Rodoviária de Congonhas” (O SDU também tem sua rodoviária)

E muitos outros engarrafamentos, filas, buracos no asfalto e órgãos públicos.

São protestos divertidos, que engajam mais pessoas e não atrapalham ninguém.

Eu adoro poder viver nem no presente nem no futuro, mas num indefinido meio do caminho entre os dois.

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Como identificar um dono de smartphone?

novembro 14th, 2009

Smartphones são aqueles celulares que agregam tantas funções que viram poderosos computadores de bolso, demandam uma Itaipu de energia para funcionarem e, em geral, são péssimos telefones. Mas quem tem, não vive sem (rima horrorosa). Tanto que dá para identificar fácil-fácil quem é dono de um iPhone, Android ou afim:

O dono de smartphone:

  1. Ao entrar em qualquer ambiente desconhecido, ele checa todo o perímetro da sala em busca de tomadas onde possa recarregar a bateria;
  2. Ele desenvolve uma incrível capacidade de andar e desviar de objetos enquanto se concentra totalmente em responder a uma piada por e-mail ou procurar por menções a si mesmo no Twitter;
  3. Ele aprende (ou acha que aprende) a dirigir enquanto digita com as duas mãos no aparelho;
  4. Ele não acha seu aparelho grande. As calças é que têm bolsos cada vez menores!
  5. Foi banido de gincanas culturais em bares por uso excessivo de Wikipedia;
  6. Ao conhecer novas pessoas, busca desesperadamente uma desculpa para fazer contas, ver as horas ou checar o trânsito no aparelho. Pode apresentar tremedeiras ou suor frio se, em alguns segundos, ninguém perguntar “Que aparelho é esse?”;
  7. Mesmo com sol forte lá fora, ele sai de guarda-chuva se esta for a previsão do tempo no smartphone;
  8. Não existe horário estranho para responder um e-mail. De preferência com o aviso de “Enviado de meu smarphone”;
  9. Ele tem o telefone do adido cultural de Honduras no Iêmen, mas não tem o telefone da irmã no aparelho (claro, ele nunca trocou cartões de visita com ela);
  10. Ele não fica muito tempo com o mesmo aparelho. Isso o faz retornar constantemente ao item 6 e aumenta a intensidade dos demais.
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Fantasmas na máquina

junho 1st, 2009

Eu me impressiono com algumas coisas. Filmes, acontecimentos. As imagens do tsunami demoraram a sair da minha cabeça. Quase virei terrorista depois de Clube da Luta e nem mesmo o Robin Williams, no papel de uma babá bicentenária interpretando um professor, conseguiu reduzir o efeito que Sociedade dos Poetas Mortos fez em meu espírito candidato a escritor.

E já escrevi aqui, na forma de poemas ou posts, sobre o pavor e fascínio que sinto pelo vazio, pelo desaparecimento. Seja o desaparecimento do que criamos – aprisionado em um suporte digital fadado ao apodrecimento – seja o desaparecimento de quem amamos, ou de nós mesmos.

Este ano já experimentei a perda de várias pessoas. De algumas muito próximas a desconhecidos que, pelas circunstâncias de suas partidas, nos fazem refletir sobre como aproveitamos nossa estada. Quando vejo gente sendo subitamente subtraída deste mundo físico, por acidentes ou fatalidades, não consigo não olhar com estranheza para os fantasmas na máquina que permanecem. Os registros inacabados nos perfis sociais que ficam perdidos, órfãos de nós mesmos, pela internet.

Um perfil é diferente de um texto, de uma foto. Se deixamos cartas, textos, posts, filmes… são coisas que criamos. E que ajudarão os outros a se lembrarem de nós quando partirmos. Mas os perfis, supostamente, não são coisas que criamos. Eles são nós mesmos. Os perfis, teoricamente, são uma representação digital do que somos. Do que pensamos, do que sentimos.

Os perfis pretendem ser a digitalização de nossa alma.

E se partimos sem chance de responder, pela última vez, “o que estou fazendo agora?”, “o que estou ouvindo?” e todas as perguntas que nos forçam a viver cada vez mais presos ao presente, sobrevivem nossos fantasmas digitais, como obras inacabadas.

Que fim eles deveriam levar? Devem ficar ali, congelados no tempo até que sucumbam ao fim inevitável das redes sociais (sim, porque não há empresa eterna, serviço eterno)? Deveriam continuar envelhecendo no Orkut, com sua idade atualizada e suas “fotos recentes”? Deveriam retirar-se de cena? Ou, no fundo, será que nada disso importa?

Tenho conhecidos e amigos que partiram e cujos perfis viveram ainda por muito tempo, recebendo mensagens e comentários, num ritual moderno de celebração aos que se foram. A cada tragédia de comoção nacional, os perfis das vítimas em redes sociais recebem dezenas, centenas de mensagens que nunca serão lidas, como flores deixadas num túmulo. É um gesto tão mórbido quanto singelo e comovente. Como se a pessoa virtual sobrevivesse à sua metade real.

Parece que o cenário de ficção científica onde transferiríamos nossa consciência para a máquina, a fim de nos livrarmos de nossos corpos físicos, não é assim tão absurdo. Quando eu me for, continuarei vivo digitalmente naquilo que crio na Rede. Virtualmente vivo até que se apague meu último eu virtual. Um Gato de Schrödinger contemporâneo, onde não se saberá ao certo se eu de fato ainda respiro ou não. Existe vida após o shut down?

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Blog de papel ensina a escrever

maio 11th, 2009

Por meio de minha mãe, que é professora da Rede Estadual do Rio de Janeiro, tomei contato com um projeto muito interessante: o Almanaque da Rede. Concebido por Sonia Rodrigues, filha do imortal tricolor Nelson Rodrigues, trata-se um uma abordagem inovadora para um desafio e tanto: fazer a geração Orkut-Créu-MSNaprender, exercitar e, principalmente, gostar de escrever. E de conhecer as diferentes formas de escrita, do miguxês ao português erudito.

almanaquedarede O projeto contempla uma espécie de agenda de papel, distribuída para alunos do primeiro ano do ensino médio da rede estadual. Nela, além de espaço para dados do aluno (nome, e-mail, perfil no Facebook, perfil no Orkut, comunidades favoritas etc), há dicas de internet (como fazer buscas, downloads, sites interessantes, o que é e como usar blogs, Twitter e afins), dicas de Português e outras disciplinas (por exemplo, comparando o texto de um scrap de Orkut com o de um currículo) e muitos, mas muitos, exercícios de construção de textos.

No lugar de regrinhas chatas, regras de um jogo. Ícones coloridos representam diversos elementos de uma narrativa (personagem, motivo, desfecho etc), de uma dissertação, descrição etc. Para fazer uso do Almanaque e de seu “Blog de Papel”, o aluno precisa encarar a construção de textos como um jogo. Um desafio a ser vencido. Um enigma a ser desvendado. É bem mais do que uma redação de “Minhas férias”.

A parte digital tem ferramentas e conteúdos para alunos e professores. Entre elas, a possibilidade de transpor o blog de papel para um ambiente online. E espaços para os alunos publicarem suas redações, que concorrerão a prêmios.

Parece uma tentativa desesperada de juntar tudo que é inovador e atraente num projeto só – interatividade, tecnologia, redes sociais, jogos e uma linguagem jovem e contemporânea. Mas tudo ali parece ter sido bem pensado, bem estruturado. Nada soa gratuito. O projeto, fruto da tese de doutorado em Literatura de Sonia, é muito consistente e autêntico.

É uma corajosa e valiosa tentativa de se modernizar o ensino. Em minha visão de leigo em educação, o Almanaque busca ensinar os alunos a pensar – não há melhor exercício para organizar o pensamento do que escrever – , e, ao usar a internet como isca para o estudo, acaba realizando uma efetiva inclusão digital, ao dar o básico de informações e mostrar o vasto mundo digital para uma turma que, por mais que esteja conectada, na maioria das vezes não vai além do Orkut e do MSN.

Pena que em muitos colégios, o Almanaque não veio junto com uma boa apresentação sobre o projeto, e o material impresso foi desprezado como “mais uma agendinha”.

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Música, Prosa e verso, Trabalho, cotidiano , , ,

Novos tempos, um novo Brogue

janeiro 21st, 2009

E finalmente o Brogue está de cara nova!

Fiz uma pausa no Brogue no final de 2008 para uma penosa e divertida migração do Blogger para o WordPress. Nisso aproveita-se para mudar lay-out, conteúdo e tudo o mais.

Cá estamos. De cara e estrutura novas.

Tem mais coisa por vir e algumas páginas podem estar bugadas, especialmente links para posts antigos e a busca, que obviamente funcionou bem nos testes e morreu quando entrou no ar.

Agora já posso voltar a escrever. Assunto é o que não falta!

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cotidiano

Novos significados para "gambiarra"

outubro 23rd, 2008

A gambiarra é a melhor amiga do homem. É ela que permite a inovação e a perpetuidade da espécie. Sem ela não haveria o McGyver, por exemplo. Além de nos permitir fazer mil coisas, a gambiarra também pode assumir mil significados.

Gambiarra pode ser…

Um animal
“Uma gambiarra de três metros e 600 Kg encalhou na costa Sul de Santa Catarina…”

Um prato
“Hmmm… Vou pedir essa gambiarra à bolonhesa, com rúcula e tomate seco. Mas dá pra trocar o manjericão por orégano grego?”

Um jogador italiano
“Canavarro avança, toca para Gambiarra, tabela com Cassano e é gol. Gooool!!!”

Um remédio
“Pra curar essa micose você vai tomar uma gambiarra 500mg de 8 em 8h.”

Um lugar
“Quando visitei Gambiarra ano passado choveu o tempo todo, mas os restaurantes eram ótimos”

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CIBT, Filosofia, Humor, cotidiano

CIBT – Alborghetti e o Acelerador de Partículas

setembro 15th, 2008

Belíssimo exemplo de jornalismo científico, de amor à ciência de de contribuição ao saber.

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cotidiano

10 coisas para fazer se você virar uma partícula elementar do universo

setembro 9th, 2008

Técnicos trabalham no LHC.O mundo pode acabar. Nesta quarta. Quando ligarem o LHC (Grande Colisor de Hádrons), na Suíça, duas coisas podem acontecer:

1) Partículas microscópicas vão girar, girar, girar, esbarrar umas nas outras, gritar “ai”, soltar uma fagulha e desaparecer. Os cientistas vão fotografar essas fagulhas e dizer: “Ei! Finalmente fotografei a fagulha!”.

Ou…

2)
Partículas microscópicas vão girar, girar, girar, esbarrar umas nas outras, gritar “ai”, soltar uma partícula de anti-matéria e dar origem a um buraco negro. Os cientistas vão dizer “Puta merda!” e serão tragados pelo buraco negro. Depois, todos os queijos e relógios suíços serão tragados pelo buraco. Em seguida, todo o dinheiro do Maluf escorrerá (isso deve levar algum tempo). Daí para a Terra toda virar um grande buraco será apenas um pentelhésimo de segundo.

Mas nem tudo estará perdido (mentira, estará perdido sim). Você pode aproveitar esse reencontro consigo mesmo na forma de uma partícula elementar do universo primitivo de várias maneiras:

1) Pense em todas as contas que você tem a pagar. Sorria, elas não existem mais!
2) Pense no PSTU. E no PSOL. E no PT. No PPB. No DEM. No PSDB também. Pense no Lula. Sorria, eles não existem mais!
3) Você não reclamava de falta de espaço? Agora você tem literalmente um universo inteiro a seu dispor.
4) Chega de seguir a luz dos outros. Chegou sua hora de brilhar. Faça como uma boa partícula elementar, junte-se a outras (muitas outras) e vire um átomo de Hélio. Mais alguns milhões de Hélios e um pouco de sorte e… voilá! Você virou uma estrela!
5) Procure um cometa. Grude nele. Espere alguns milhões de anos até que ele caia em um planeta. Lembre-se dos quatro dias que você teve para jogar Spore e inicie a vida nesse lugar.
6) Repasse mentalmente as mil e tantas páginas de O Senhor dos Anéis, incluindo os apêndices. Você terá alguns bilhões de anos para relembrar cada diálogo entre Frodo e Sam até que algo minimamente interessante aconteça no espaço.
7) Dê um pulo na Lua e grude na bandeira americana. Se eles não te pedirem visto, é claro.
8) Ache um satélite que não tenha sido tragado pelo buraco negro e se instale nele. Comece a cantar “Escrito nas Estrelas” até que alguma forma avançada de vida se emputeça e venha acabar contigo.
9) Procure uma partícula elementar do universo do sexo oposto e pratique a criação de particulinhas elementares do universo.
10) Tente encontrar a partícula elementar do universo de quem teve a idéia de ligar o LHC e cubra ela de porrada.

Bom fim-de-mundo para vocês! Obrigado pela preferência.

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CIBT, Humor, cotidiano

Saldo de mais uma Jedicon

setembro 7th, 2008

A passagem pela Jedicon desse ano foi rápida porque dali segui direto para o Descolagem. Os dois eventos aconteceram na Tijuca. Um reuniu nerds fãs de Star Wars. Outro, nerds blogueiros, twitteiros e ligados em tecnologia.

Usando o poder da Força para não torrar todo meu dinheiro nas barraquinhas da Jedicon (a única tentação consumista no Descolagem era o cachorro-quente Geneal), me permiti três pequenos mimos:

- Uma miniatura de uma X-Wing em chumbo (excelente trabalho artesanal. No ano passado já tinha comprado um R2-D2 da mesma dupla de artesãos);
- Uma camiseta de baby Darth Vader;
- Um R2-D2 pra coleção, que ninguém é de ferro.

O único ponto a lamentar foi ter perdido o show do “Stormtroopers do Sucesso”.

Compras na Jedicon 2008

Miniatura em chumbo de uma X-Wing

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CIBT, Treconologia, cotidiano

Descubra seu nome de ciborgue ou de monstro

setembro 4th, 2008

Terminator, tremei! Sou um Guerreiro cibernético treinado em assassinato e observação noturna…


Cybernetic Artificial Soldier Skilled in Assassination and Nocturnal Observation

Get Your Cyborg Name

… ou um monstro que abduz chefes de torcida.


Cheerleader-Abducting, Scientist-Snatching Abomination Nourished by Oblivion

Get Your Monster Name

Descubra quem você é no Decodificador de Nomes de Ciborgues e no Decodificador de Nomes de Monstros. Tem o gerador de nomes sexys, mas esse eu não testei. :-)

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Treconologia, cotidiano