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	<title>Brogue do Cassano :: Comunicação, nerdices, mídias sociais e tecnologia &#187; Filosofia</title>
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		<title>Gambiarranomics &#8211; palestra no InterAct 2010</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Jul 2010 22:43:34 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[As boas práticas para o planejamento e a criação todo mundo conhece: métricas, benchmarks, planejamento detalhado e justificar maior investimento para se colher mais resultados. Mas e o outro lado? Será que a escassez de recursos e um certo &#8220;jeito moleque&#8221; também pode ser útil? Palestra dada no iMasters InterAct 2010, no Rio de Janeiro. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As boas práticas para o planejamento e a criação todo mundo conhece: métricas, benchmarks, planejamento detalhado e justificar maior investimento para se colher mais resultados. Mas e o outro lado? Será que a escassez de recursos e um certo &#8220;jeito moleque&#8221; também pode ser útil?</p>
<p>Palestra dada no iMasters InterAct 2010, no Rio de Janeiro.</p>
<p style="text-align: center;"><strong><a title="Gambiarranomics" href="http://www.slideshare.net/rcassano/rcassano-interact-gambiarra">Gambiarranomics</a></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><a title="Gambiarranomics" href="http://www.slideshare.net/rcassano/rcassano-interact-gambiarra"></a></strong><object id="__sse4779126" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="355" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=rcassanointeractgambiarra-100717173412-phpapp02&amp;stripped_title=rcassano-interact-gambiarra" /><param name="name" value="__sse4779126" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed id="__sse4779126" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="355" src="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=rcassanointeractgambiarra-100717173412-phpapp02&amp;stripped_title=rcassano-interact-gambiarra" name="__sse4779126" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<div id="__ss_4779126" style="width: 425px; text-align: center;">
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<p style="text-align: center;">
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		<title>Quando a liberdade manda os outros calarem a boca</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Jun 2010 13:20:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rcassano</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por encomenda da turma do Tecnoblog, escrevi sobre os polêmicos Cala Boca Galvão e Tadeu Schmidt: Tadeu Schmidt até tem Twitter, mas quase não usa. A revelação surgiu enquanto o jornalista e apresentador da TV Globo fazia um bico de mestre de cerimônias no TEDxSudeste, no Rio de Janeiro. Bem-humorado, divertido, se encantou com as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por encomenda da turma do <a href="http://www.tecnoblog.com.br">Tecnoblog</a>, escrevi sobre os polêmicos Cala Boca Galvão e Tadeu Schmidt:</strong></p>
<p>Tadeu Schmidt até tem Twitter, mas quase não usa. A revelação surgiu enquanto o jornalista e apresentador da TV Globo fazia um bico de mestre de cerimônias no <a href="http://www.tedxsudeste.com.br/2010/">TEDxSudeste</a>, no Rio de Janeiro. Bem-humorado, divertido, se encantou com as palestras e conduziu bem o evento. Naquele momento, ele não tinha como imaginar que toda aquela força de mobilização, que no evento se mostrava poderosa para disseminar arte, tecnologia, qualidade de vida e inclusão social, em pouco tempo seria usada para mandá-lo calar a boca.</p>
<p>Tadeu entrou de gaiato numa briga de gigantes: a Seleção Brasileira, a TV Globo (simbolizando toda a força da imprensa) e a “Opinião Pública”, senhora exaltada e volátil. Tudo começou com os ingredientes básicos do <em>viral-que-deu-certo</em>: uma personalidade que todo mundo conhece (graças à mídia de massa), um sentimento extremo em torno dessa celebridade (se for de rejeição, melhor; se for de odiar, melhor em dobro), um Twitter e algumas pessoas criativas, talentosas e com tempo livre. Pronto: nasce um “cala boca Galvão”.</p>
<p>Não faz sentido perder tempo avaliando se o “cala boca Galvão” é uma perda de tempo, é um desperdício de energia em torno de uma causa fútil ou se é uma genial e divertida prova da criatividade brasileira (ou todas as anteriores). Uma das frases que vi flutuando pelo Twitter definia bem o fenômeno: foi a maior piada interna já feita (no caso, interna a um país inteiro).</p>
<p>O Cala Boca é um <em>#CORRÃO</em> em rede nacional. Um fenômeno que saiu da mídia de massa, foi para as <em>internets </em>e voltou para a mídia de massa. E que se beneficiou das regras para determinar o que é tendência no Twitter ou não. E que se realimentou pela velha regra das redes, dos ricos que ficam mais ricos.</p>
<p>Aí sobrou para o Tadeu. Na guerra declarada entre o técnico Dunga e a TV Globo (ou contra a imprensa em geral), ele ficou na linha de tiro. Eleito porta-voz de um editorial da emissora contra o técnico, que havia supostamente ofendido um repórter da casa durante uma coletiva, ele foi alvo de um viral parasita. Virais parasitas são aquelas tréplicas de terremotos sociais. Viraizinhos que surgem pegando carona nos modelos e conteúdos de temas que realmente bombaram. Cala Boca Tadeu. É a revolta da incensurável internet contra a toda-poderosa emissora que quer censurar o técnico que quer censurar jornalista. Quer dizer, uma zona.</p>
<p>Na linha bem brasileira de torcer para o mais fraco, dificilmente a Casa de Galvão Bueno vai contar com alguma simpatia em duelos de Dungas contra Golias. O curioso é que, nos<em> trending topics</em> da vida e do Twitter, as mesmas pessoas que torcem contra a França de Henry comemoram os braços-de-Deus de Luis Fabiano. As mesmas pessoas que mandam o Galvão fechar matraca (mas não mudam de canal), não admitem qualquer tipo de censura ou ataque à liberdade de expressão (no caso, um ataque à “liberdade” de cercear a expressão. Ou vice-versa. Ou sei lá).</p>
<p>Sim, contraditório. Sim, com pesos exagerados para coisas desimportantes. Sim, criativo, divertido, autêntico. Sim, “nós” somos uma força como a imprensa, como a Seleção, como tudo. Sim, a internet é humana. Logo, não espere justiça, não espere coerência, não espere um uso sábio do poder. E não culpe a liberdade.</p>
<p>Essa liberdade – inclusive de mandar os outros calarem a boca – é a magia da internet.</p>
<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?linkurl=http%3A%2F%2Fwww.cassano.com.br%2Fbrogue%2F2010%2F06%2Fquando-a-liberdade-manda-os-outros-calarem-a-boca.htm&amp;linkname=Quando%20a%20liberdade%20manda%20os%20outros%20calarem%20a%20boca">Compartilhe e salve!</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>O efeito eco no Twitter</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Apr 2010 12:45:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rcassano</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para que ninguém diga que sou deslumbrado: descobri uma falha no Twitter como modelo de comunicação. Uma das coisas mais bacanas dele e das redes sociais em geral é o funcionamento assíncrono. Explico: Telefone = síncrono. &#8220;Alô?&#8221; &#8220;Alô. Tudo bem?&#8221; &#8220;Tudo, e você?&#8221; &#8220;Tudo. Espera um minuto que vou tirar o gato de cima da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para que ninguém diga que sou deslumbrado: descobri uma falha no Twitter como modelo de comunicação. Uma das coisas mais bacanas dele e das redes sociais em geral é o funcionamento assíncrono. Explico:</p>
<p><strong>Telefone = síncrono</strong>. &#8220;Alô?&#8221; &#8220;Alô. Tudo bem?&#8221; &#8220;Tudo, e você?&#8221; &#8220;Tudo. Espera um minuto que vou tirar o gato de cima da mesa&#8221; &#8220;Tá&#8230;&#8230;&#8230;&#8221;</p>
<p><strong>Twitter = assíncrono</strong>. &#8220;PQP! O gato arranhou a mesa toda!&#8221; &#8211; 15 minutos depois &#8211; &#8220;RT @emissor PQP! O gato arranhou a mesa toda! // Hahaha #rialto&#8221;</p>
<p>Essa característica permite que várias pessoas acompanhem e se engajem em inúmeras conversações sem que elas precisem virar operadoras de telemarketing. Mas isso tem um efeito problemático. Quando acontece algum evento de grande repercussão ou de calamidade pública, é absolutamente natural que as pessoas queiram repassar informações importantes para suas redes. </p>
<p>Falo isso ainda no calor de uma chuva fortíssima que alagou completamente a cidade do Rio de Janeiro. Bem no início da manhã, as emissoras de rádio e TV começaram a comunicar que o prefeito Eduardo Paes tinha pedido aos moradores que evitassem sair de casa, visto que as principais vias estavam interditadas. O prefeito usou seu próprio Twitter para isso.</p>
<p>Acontece que, embora o caos permaneça, as pessoas seguem replicando (fazendo retuítes, RTs) a mensagem por horas (escrevo este texto pouco antes das 10h), sem ter certeza de que o alerta continua válido. </p>
<p>Ou seja, o &#8220;Rua X interditada&#8221; vai acabar se propagando por muito tempo depois da via ser liberada, uma vez que o texto é quase sempre escrito em tempo presente e a data/hora original se perde nas replicações.</p>
<p>Outro ponto: digamos que eu escreva sobre a rua interditada às 7h da manhã. Uma pessoa que me siga no Twitter poderá ver a mensagem somente às 10h. Para ela, a mensagem soará como síncrona. É como se tomássemos como &#8220;ao vivo&#8221; todas as informações que recebemos, quando na verdade elas não são.</p>
<p>Nada tão grave, mas principalmente para os formadores de opinião e jornalistas conectados, vale o aviso. Sempre tente posicionar os tweets no tempo e espaço antes de replicar.</p>
<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?linkurl=http%3A%2F%2Fwww.cassano.com.br%2Fbrogue%2F2010%2F04%2Fo-efeito-eco-no-twitter.htm&amp;linkname=O%20efeito%20eco%20no%20Twitter">Compartilhe e salve!</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Perguntas sobre o futuro</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Apr 2010 00:47:31 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Pessoalmente, prefiro as perguntas às respostas. Como essas, que vez em quando martelam a cabeça: - Até que ponto abriremos mão de nossa privacidade? Lutamos longamente contra regimes ditatoriais, contra o vigilantismo, legislações abusivas. Ao mesmo tempo, entregamos nossas vidas aos demais. O que pensamos, o que vemos, onde estamos, com quem. Abrimos cada vez [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pessoalmente, prefiro as perguntas às respostas. Como essas, que vez em quando martelam a cabeça:</p>
<p><strong>- Até que ponto abriremos mão de nossa privacidade?</strong><br />
Lutamos longamente contra regimes ditatoriais, contra o vigilantismo, legislações abusivas. Ao mesmo tempo, entregamos nossas vidas aos demais. O que pensamos, o que vemos, onde estamos, com quem. Abrimos cada vez mais nossa privacidade a outras pessoas e a sistemas &#8211; estes, sabem cada vez mais sobre nós. Um dia essa curva se inverterá. Um dia voltaremos a questionar, a clamar por um espaço nosso, que não esteja aberto ao escrutínio do planeta. Quando será? O que motivará? Fico imaginando a capa da <strong>Wired</strong> nesse dia. </p>
<p><strong>- A eterna busca para longe de &#8220;todo mundo&#8221; nos leva à frente ou para os lados?</strong><br />
Os conectados, chamados <em>early adopters</em>, são nômades por natureza. Assim como os frequentadores de clubes, eles migram para outro espaço assim que a balada cai na boca do povo e o espaço lota de “populares”. Essa eterna busca para longe de “todo mundo” leva a uma evolução das ferramentas, das redes e do ambiente digital ou apenas viabiliza o surgimento de outras redes sociais, todas iguais?</p>
<p><strong>- Quando todos forem jornalistas, quem serão os repórteres?</strong><br />
Nunca me posicionei sobre essa polêmica. Sou entusiasta da criação coletiva e tomei conhecimento de muitos fatos via Twitter. No alarme de tsunami no Havaí, chamou a atenção o fato de redes poderosas como ABC e CNN usarem imagens transmitidas via Justin.tv para noticiar o fato. Mas os congloremados de mídia têm razão em um ponto específico: se as notícias que eles produzirem continuarem circulando o mundo em ferramentas de busca, RSSs, mashups e afins, não haverá como eles cobrarem assinatura nem venderem publicidade. Ou seja, não sobreviverá seu modelo de negócios. Para muitos, o modelo dos jornais está morto, só falta enterrarem.</p>
<p>Acredito que todo cidadão tem plena capacidade de ser um bom captador e divulgador de acontecimentos, mas que fim terá a reportagem? Aquela investigação, que requer coragem e dinheiro, a longa e isenta apuração, que ouve todos os lados envolvidos, diversas fontes&#8230; quem pagará por ela?</p>
<p><strong>- E quando a nuvem for para o espaço?</strong><br />
Agenda de compromissos? Na nuvem. Contatos? Na nuvem. Backup de documentos? Ela mesma. Fotos? Adivinha? A nuvem é a solução para todos os problemas e, de fato, os benefícios imediatos são fantásticos. A começar pela capacidade de se acessar todas as informações de qualquer local e dispositivo. A menor demanda por equipamentos poderosos, o impulso dado à indústria móvel, que aproveita a nuvem para empurrar cada vez mais smartphones, iPads, laptops e uma certa segurança. </p>
<p>É nesse ponto que a dúvida surge. Não estamos entregando nossas informações a entidades perenes, estáveis. Estamos as entregando a empresas privadas, sujeitas a toda sorte de impactos econômicos. Não quero ser profeta do apocalipse, mas é uma questão de lógica (lógica de Murphy, mas é uma lógica): um dia vai dar craca. E quando a nuvem for para o espaço? Voltaremos com uma nuvem mais forte e segura? Voltaremos para nossos HDs externos? E o que causará o apagão da nuvem?</p>
<p>Perguntas, perguntas, perguntas&#8230;</p>
<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?linkurl=http%3A%2F%2Fwww.cassano.com.br%2Fbrogue%2F2010%2F04%2Fperguntas-sobre-o-futuro.htm&amp;linkname=Perguntas%20sobre%20o%20futuro">Compartilhe e salve!</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Evangelistas: deixem o conceito de mídias sociais em paz</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Mar 2010 02:03:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rcassano</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu passo mais tempo olhando para o Power Point do que para minha família. Do que para o pôr-do-sol. Do que para qualquer outra coisa. E boa parte do tempo em que estou olhando para a tela do Power Point estou criando ou lendo apresentações tentando apresentar o fantástico novo mundo das redes sociais e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu passo mais tempo olhando para o Power Point do que para minha família. Do que para o pôr-do-sol. Do que para qualquer outra coisa. E boa parte do tempo em que estou olhando para a tela do Power Point estou criando ou lendo apresentações tentando apresentar o fantástico novo mundo das redes sociais e seu impacto no mundo dos negócios.</p>
<p>Isso até seria legal, se no fundo, todos os PPTs e livros dos evangelistas não fossem iguais e não falassem a mesma coisa. Eles. Nós. Todo mundo. </p>
<p>Uma vez escrevi aqui no Brogue que tudo que é importante na vida tem poucas letras: ar, pai, mãe, amor, sol, água, céu, Wii (ok, talvez esse não). Claro, porque as coisas importantes vieram primeiro e se resolveram com duas ou três letras. Então, uma vez que o fenômeno das redes sociais realmente é importante, ele também se explica com poucas letras. Nenhum demérito aqui, pelo contrário. Devemos desconfiar é das coisas muito complicadas.</p>
<p>Veja a água, um dos maiores <em>cases</em> de sucesso da Natureza. H2O. Ponto.</p>
<p>Enfim. Toda a mística das redes sociais se resume a:</p>
<p><strong>&#8220;Ouça as pessoas, entenda o que elas querem, dê a elas assunto para conversarem, torne seus clientes felizes e faça os outros verem como seus clientes felizes são felizes.&#8221;</strong></p>
<p>Pronto. É isso. Rede sociais para empresas, você. Você, redes sociais para empresas. Sintam-se apresentados. Qualquer outro post, power point ou livro será redundante.</p>
<p>Acho que podemos combinar que passamos dessa fase. Há muita energia e neurônios a serem dedicados às ferramentas, aos caminhos, às estratégias, às métricas, aos aprendizados, aos efeitos. Deixemos de catequizar mercado para alfabetizar mercado. Ou para graduar mercado.</p>
<p>Aproveite o tempo livre e vá colocar em prática. Vá ouvir. Gerar assunto. Fazer pessoas felizes. E faça você mesmo feliz. Troque horas de power point por horas com a família.</p>
<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?linkurl=http%3A%2F%2Fwww.cassano.com.br%2Fbrogue%2F2010%2F03%2Fevangelistas-deixem-o-conceito-de-midias-sociais-em-paz.htm&amp;linkname=Evangelistas%3A%20deixem%20o%20conceito%20de%20m%C3%ADdias%20sociais%20em%20paz">Compartilhe e salve!</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Foursquare como forma de protesto</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Mar 2010 11:21:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rcassano</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Foursquare &#233; uma mistura de rede social, jogo e p&#225;ginas amarelas. Cresce em dezenas de milhares de usu&#225;rios por semana e roubou do Twitter o centro das aten&#231;&#245;es nos eventos, revistas e blogs. N&#227;o bastasse ele servir para um monte de coisa, &#233; claro que n&#243;s brasileiros ir&#237;amos inventar uma nova utilidade: protesto. Como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Foursquare &#233; uma mistura de rede social, jogo e p&#225;ginas amarelas. Cresce em dezenas de milhares de usu&#225;rios por semana e roubou do Twitter o centro das aten&#231;&#245;es nos eventos, revistas e blogs.</p>
<p>N&#227;o bastasse ele servir para um monte de coisa, &#233; claro que n&#243;s brasileiros ir&#237;amos inventar uma nova utilidade: protesto.</p>
<p>Como voc&#234; pode criar os locais (estabelecimentos, monumentos etc) para serem visitados no jogo. Ele usa os recursos de localiza&#231;&#227;o para marcar os pontos no mapa da cidade, mas n&#227;o exige um endere&#231;o exato, o que permite que gaiatos criem locais como:</p>
<p>&#8220;Engarrafamento no finzinho da Linha Amarela&#8221;</p>
<p>&#8220;Fila do Estacionamento do Santos Dumont&#8221;</p>
<p>&#8220;Rodovi&#225;ria de Congonhas&#8221; (O SDU tamb&#233;m tem sua rodovi&#225;ria)</p>
<p>E muitos outros engarrafamentos, filas, buracos no asfalto e &#243;rg&#227;os p&#250;blicos.</p>
<p>S&#227;o protestos divertidos, que engajam mais pessoas e n&#227;o atrapalham ningu&#233;m.</p>
<p>Eu adoro poder viver nem no presente nem no futuro, mas num indefinido meio do caminho entre os dois.</p>
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		<title>Paulo Barros e o mashup como forma de inovar</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Feb 2010 21:45:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rcassano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Treconologia]]></category>
		<category><![CDATA[carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[inovação]]></category>
		<category><![CDATA[mash up]]></category>
		<category><![CDATA[mashup]]></category>
		<category><![CDATA[paulo barros]]></category>
		<category><![CDATA[unidos da tijuca]]></category>

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		<description><![CDATA[Não entendo muito de carnaval (até desfilei uma vez, mas isso é outra história), mas curto acompanhar os desfiles. E desde o carnaval 2007, quando apresentou um enredo sobre fotografia, sou fã da Unidos da Tijuca. Este ano, depois de muito bater na trave, a agremiação faturou o carnaval do Rio de Janeiro. Paulo Barros, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não entendo muito de carnaval (<a href="http://www.cassano.com.br/brogue/2008/02/tem-nerd-no-samba.htm">até desfilei uma vez, mas isso é outra história</a>), mas curto acompanhar os desfiles. E desde o carnaval 2007, <a href="http://www.cassano.com.br/brogue/2007/02/o-que-a-unidos-da-tijuca-nos-ensina.htm">quando apresentou um enredo sobre fotografia</a>, sou fã da Unidos da Tijuca. Este ano, depois de muito bater na trave, a agremiação faturou o carnaval do Rio de Janeiro. Paulo Barros, o carnavalesco, mais uma vez é incensado por público e pela imprensa. O que ele tem de especial?</p>
<p><a href="http://www.cassano.com.br/wp-content/uploads/2010/02/unidos_tijuca.jpg"><img src="http://www.cassano.com.br/wp-content/uploads/2010/02/unidos_tijuca-300x191.jpg" alt="Desfile da Unidos da Tijuca / Carnaval 2010" title="Unidos da Tijuca" width="300" height="191" class="alignleft size-medium wp-image-717" /></a>Paulo Barros não vive 100% o mundo do carnaval. Isso é visível em seu discurso e em suas referências. Ele vive em diversos mundos, como a maioria de nós. Olha o mundo e suas tendências como inspiração. E, mais que tudo, <strong>Paulo Barros entendeu que vivemos a era do mashup</strong>.</p>
<p>Seus desfiles saem da mesmice e encantam porque não procuram inovar dentro do repertório repleto de “miscigenação”, índios, e “&#8230; é carnaval!”. Ele busca inovar trazendo elementos corriqueiros de outros universos.</p>
<p>Sua premiada comissão de frente com bailarinos fazendo seis trocas de roupa a cada dois minutos nada mais é do que um truque do mundo do ilusionismo. O mesmo caminho levou Jack Sparrow, Batman, Michael Jackson e Homem-Aranha para a Avenida. Seus desfiles trazem elementos do teatro, do cinema, dos quadrinhos.</p>
<p>O enredo foi sugerido por um adolescente, via Orkut. Paulo Barros não fala de internet de forma caricata e desentendida, como fez a Portela este mesmo ano. Ele traz a internet como linguagem, como cultura.</p>
<p>O segredo de Paulo Barros é a mistura. Ele cria a partir não das referências que desenterrou de gravuras da época de Cabral, ou de lendas indígenas desconhecidas. Ele cria a partir das referências que cada um de nós, que não vive 100% carnaval, temos. Paulo descobriu que é muito mais fácil e inovar pelo mashup do que por variações sobre o mesmo tema.</p>
<p>Se você quiser inovar, ser um Paulo Barros na sua indústria, tente descobrir o que é seu carnaval e que elementos você pode trazer dos carnavais dos outros.</p>
<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?linkurl=http%3A%2F%2Fwww.cassano.com.br%2Fbrogue%2F2010%2F02%2Fpaulo-barros-e-o-mashup-como-forma-de-inovar.htm&amp;linkname=Paulo%20Barros%20e%20o%20mashup%20como%20forma%20de%20inovar">Compartilhe e salve!</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Ciborgues em rede – as redes sociais e o mito do homem-máquina</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Feb 2010 00:06:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rcassano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[ciborgues]]></category>
		<category><![CDATA[CIBT]]></category>
		<category><![CDATA[cyborg]]></category>
		<category><![CDATA[futuro]]></category>
		<category><![CDATA[google]]></category>
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		<category><![CDATA[questionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[RPG]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Lá está ela sobre a mesa, o encarando. Branca, pálida, com enunciados que zombam de você. Eles sabem a verdade. Sabem que você não sabe o que eles sabem. No caso, eles sabem a resposta, e você não. A professora caminha por entre as fileiras de carteiras de madeira, seus colegas concentrados, o barulho do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Lá está ela sobre a mesa, o encarando. Branca, pálida, com enunciados que zombam de você. Eles sabem a verdade. Sabem que você não sabe o que eles sabem. No caso, eles sabem a resposta, e você não. A professora caminha por entre as fileiras de carteiras de madeira, seus colegas concentrados, o barulho do grafite rascunhando somas, multiplicações, divisões. E os enunciados das questões zombando de você.</p>
<p>Você trava. “Quanto é 8 vezes 7?”. A resposta não vem. Você repassa mentalmente a tabuada, mas se perde antes de chegar lá. A professora passa por você. Desta vez, o cálculo vem rápido: “faltam umas cinco carteiras até ela se virar novamente. Dá tempo.” Você força o lápis contra a mesa. A ponta se quebra. Então, discretamente leva os dedos até o estojo. Puxa o zíper com cuidado para não fazer qualquer barulho. Enquanto os dedos tateiam sem pressa pelo apontador, os olhos vasculham o interior do estojo, em busca do lápis-tabuada. Lá está a resposta. Você aponta seu lápis e escreve “56” na prova.
</p></blockquote>
<p><a href="http://www.cassano.com.br/wp-content/uploads/2010/02/tabuada.jpg"><img src="http://www.cassano.com.br/wp-content/uploads/2010/02/tabuada-300x225.jpg" alt="" title="Lápis Tabuada" width="300" height="225" class="alignleft size-medium wp-image-707" /></a>Quase todo mundo já recorreu aos préstimos do lápis-tabuada, ou do colega da carteira da frente. O que fizemos, nessas situações, foi recorrer a uma ferramenta externa – o lápis ou os neurônios do colega – para ampliar nossos sentidos, nossas habilidades ou capacidades físicas. </p>
<p>Macacos e humanos possuem cérebros mais desenvolvidos que a maioria dos seres vivos. Some o cérebro a polegares opositores e você tem espécies animais plenamente adaptadas à invenção e ao uso de ferramentas. O monolito de <em>2001 – Uma Odisséia no Espaço</em>, que motiva os saltos evolutivos, faz com que o neanderthal perceba que ossos de mamute podem dar excelentes porretes e, com isso, ele ganha vantagem na luta pela sobrevivência. O lápis-tabuada, no dia da prova de matemática, cumpriu exatamente o papel do osso pré-histórico em 2001. A diferença é que você não precisou golpear a professora com o lápis até ela te dar uma nota 10.</p>
<p>Costumamos associar tecnologia a coisas que piscam, têm fios e custam caro. Na prática, quaisquer ferramentas que ampliam nossos sentidos e capacidades – de ossos de mamute a iPhones – são tecnologias. E quando a tecnologia e a ferramenta se tornam tão íntimas de nós, tão ligadas a nossos cérebros, ela se torna parte de nós. Nós viramos ciborgues.</p>
<p><strong>Todo taxista é um Robocop</strong><br />
Se você dirige, parabéns, você é praticamente um Robocop. Você não pensa: “vou girar o volante 30 graus, pressionar o pedal direito uns quatro centímetros, soltar o pé dois centímetros, pisar com o pé esquerdo o máximo que puder e mover esta alavanca da posição superior esquerda para esta imediatamente à direita e inferior”. Você simplesmente faz a curva e engata a segunda. O carro é uma extensão de seu corpo.</p>
<p>O mesmo vale para lápis, canetas, o mouse e, agora, a internet e as redes sociais.</p>
<p>Eu tenho uma memória horrível. Ruim mesmo. Há tempos brinco que terceirizei meu cérebro com o Google para livrar neurônios para coisas mais importantes. E é meio que verdade. Eu já não preciso saber dados exatos, números de telefone, endereços. Só preciso saber usar a discreta caixa sobre fundo branco, de onde surgem todas as respostas. </p>
<p><strong>Se você não está no Orkut, você não faz aniversário</strong><br />
Dia desses ouvi uma frase que achei tão divertida quanto simbólica: “Se você não está no Orkut, você não faz aniversário”. Faz sentido. Quando decidimos nos tornar dependentes dos telefones celulares, passamos a não saber mais nenhum número de telefone de cor. Agora, as agendas de papel foram definitivamente enterradas, já que recorremos aos avisos do Orkut – e de outras redes sociais – para saber quando é o aniversário de nossos amigos. Terceirizamos com o Google inclusive nossa memória afetiva. E quanto mais nos sentirmos à vontade com esta relação, mais ciborgues seremos.</p>
<p>O celular é um excelente exemplo da simbiose homem-máquina. Os heavy users manipulam seus aparelhos sem sequer olhar para eles. Sabem exatamente onde está cada coisa e liberam importantes áreas do cérebro para raciocinar sobre outras coisas. Usar o celular se torna um processo mecânico, como caminhar, descascar uma banana ou amarrar os sapatos.</p>
<p>Será que, além de alertar aniversários dos amigos, as redes sociais produzem a mesma relação? O que acontecerá conosco conforme deixarmos de terceirizar nossos cérebros com máquinas e passarmos a terceirizar nossos cérebros mais e mais com outras pessoas – algumas próximas como os colegas da escola, outras desconhecidas no outro lado do planeta?</p>
<p><strong>Nasce o homem-humano?</strong><br />
Será de fato o nascimento de um novo ciborgue? Não um homem-máquina, mas o ciborgue homem-humanidade? Será que precisamos mergulhar de cabeça numa Matrix tecnológica para nos conectarmos aos outros humanos?</p>
<p>Pois há indícios que nos ajudam a pensar desta forma.</p>
<p>No RPG<em> Dungeons &#038; Dragons</em>, o Observador (Beholder) é um monstro dos mais cascudos. Ele é uma esfera flutuante com centenas de olhos, e essa capacidade de ver em todas as direções, além de um raio petrificante, fazem dele um inimigo cruel. Em <em>O Senhor dos Anéis</em>, inspiração para o próprio D&#038;D, as <em>palantíri </em>eram espécies de bolas de cristal, usadas apenas por reis e grandes magos, para, entre outras coisas, poder observar o que se passava em terras distantes. </p>
<p>As redes sociais fizeram com que nossos computadores mais triviais, que nossos celulares e videogames se transformassem em palantíris. A cada instante, milhares de fotos são tiradas em câmeras digitais e celulares ao redor do mundo. E uma parcela cada vez maior dessas fotos têm destino certo: a “nuvem”, como é chamada a camada de serviços em rede que disponibilizam acesso a conteúdo de e para qualquer lugar.</p>
<p><strong>O Olho do Observador</strong><br />
As fotos que são capturadas e enviadas para redes sociais como o Twitter, por exemplo, tem por característica o imediatismo. Não são fotos elaboradas e artísticas, comuns às comunidades de imagem, como o Flickr. São registros – muitas vezes sem foco ou enquadramento adequado – do agora. Aqui, hoje, ao vivo. Quando se resolve acompanhar a timeline – seqüência de imagens postadas a cada instante, independentemente do autor –, o resultado é um sentimento de voyerismo extremo, mágico como numa bola de cristal. Temos a sensação – quase real e acertada – de estarmos vendo o mundo todo, agora, ao vivo. Não por câmeras instaladas em monumentos e praças, mas na intimidade de gente de toda a parte. Polaróides daquilo que pessoas de todo tipo julgaram relevante de ser compartilhado, de ser registrado, de ser preservado.</p>
<p>Também ligado ao Twitter e reforçando o famoso “jeitinho brasileiro” está um serviço informal de alertas que se utiliza da agilidade dos microblogs e da possibilidade de atualização da rua, por meio de celulares, para compartilhar a localização de blitzes policiais com bafômetros. Desta forma, pessoas dispostas a correr o risco de consumir álcool e dirigir podem evitar os bloqueios policiais da Operação Lei Seca.</p>
<p>É claro que o exemplo aqui é de algo no mínimo irresponsável e ilegal. Espancar pessoas com ossos de mamutes também não devia ser algo bacana nem na pré-história. Bombas atômicas nunca foram divertidas. Seria leviano achar que só usaríamos tecnologia para fins benéficos e altruístas. O fato é que, usando redes sociais e os neurônios dos amigos, estamos adquirindo poderes, como a famosa Percepção Extra-sensorial (PES), um sexto sentido que nos torna homens-aranha, capazes de notar quando um perigo se aproxima. Mesmo que esse perigo seja justamente a Lei.</p>
<p>Usaremos a simbiose homem-humanos para o mal? Para a criação de uma sociedade padronizada e pasteurizada? Correremos risco do controle por algum Grande Irmão? Ou seremos capazes de coisas antes restritas aos magos da ficção? Será que um dia, como no livro <em>Neuromancer</em>, de William Gibson, vamos mudar nossa alma para a máquina, como um software buscando um novo hardware, mais potente, durador e com menos bugs e limitações?</p>
<p>Nos idos de 1999, o hiperconectado jornalista Carlos Alberto Teixeira, o C.A.T. antecipava: “Um dia, todo mundo ainda vai implantar um chip no quengo”. A minha dúvida não é se um dia isso vai mesmo acontecer. A questão é: já aconteceu?</p>
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		<title>Paul: o primeiro e o último</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Feb 2010 23:53:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rcassano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[CD]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[consumo]]></category>
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		<category><![CDATA[indústria fonográfica]]></category>
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		<description><![CDATA[All the Best!, uma coletânea da carreira-solo de Paul McCartney até meados dos anos 90, foi meu primeiro CD. Lembro de cada segundo de fascinação com o disco prateado, o som sem ruídos, sem risco de a fita embolar. Isso foi em 1992 e eu tinha acabado de ganhar um trambolhudo CD Player CCE. Daí [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>All the Best!</em>, uma coletânea da carreira-solo de Paul McCartney até meados dos anos 90, foi meu primeiro CD. Lembro de cada segundo de fascinação com o disco prateado, o som sem ruídos, sem risco de a fita embolar. Isso foi em 1992 e eu tinha acabado de ganhar um trambolhudo CD Player CCE. Daí em diante foram anos de consumo quase compulsivo das bolachinhas cintilantes.</p>
<p><div id="attachment_703" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.cassano.com.br/wp-content/uploads/2010/02/PaulNYC_CD.jpg"><img src="http://www.cassano.com.br/wp-content/uploads/2010/02/PaulNYC_CD-300x268.jpg" alt="Capa do CD Good Evening New York, de Paul McCartney" title="PaulNYC_CD" width="300" height="268" class="size-medium wp-image-703" /></a><p class="wp-caption-text">O último CD que eu compro?</p></div>18 anos depois faço algo que há muitos meses não fazia: compro um CD. É <em>Good Evening New York</em>, registro de uma (espetacular) performance de vovô-Paul nos Estados Unidos, em 2009. Chego em casa e repito o ritual de quase duas décadas: Tiro o plástico, vejo o encarte, me delicio com fotos, com a arte, com a experiência do produto físico, real, palpável. </p>
<p>Então me dou conta de que esse pode ser o último CD que eu compro. Salvo em ofertas com preços imbatíveis ou em pacotes atraentes (este Paul é um álbum duplo, mais um DVD do show), já não faz sentido comprar CDs, levar para casa e ripá-los. Mais simples seria baixá-los, legalmente mesmo. O CD físico não é mais de onde a música sai magicamente. É apenas o backup dos arquivos digitalizados que ouvimos no PC, no celular ou nas nuvens, via Last.fm.</p>
<p>Bate uma saudade, uma certa nostalgia. Lá na virada dos anos 90 para os 2000, nos primeiros debates sobre MP3, Bruno Gouveia, líder do Biquíni Cavadão e nerd assumido, escreveu sobre o tema em uma revista que eu editava. Ele levava fé no MP3 mas com ressalvas. “O MP3 não deve substituir o álbum, o CD, em todos os casos. Imagina você perder o álbum branco dos Beatles num crash do HD!”, disse ele.</p>
<p>Hoje o álbum branco está nas nuvens, dos torrents aos serviços legais. Está em videogames. Nenhuma destas experiências substitui a inauguração de um CD recém-comprado. Nenhuma delas substitui o cheiro do álbum guardado décadas, as marcas do tempo, o ingresso do show devidamente guardado ali.</p>
<p>Mas não posso esquecer que construí essas referências no primeiro contato com Paul, 18 anos atrás. No momento em que uma moribunda indústria nascia. No momento em que eu amadurecia como consumidor de música. Por mais que nossa geração tenha triplicado o tempo em que alguém se considera jovem, não dá para negar que, pelo menos no que diz respeito à relação com o produto música, todos da minha idade pra cima são tiozões. Ou vovozões como Paul McCartney. E o futuro da música não será composto por nós.</p>
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		<title>Como identificar um dono de smartphone?</title>
		<link>http://www.cassano.com.br/brogue/2009/11/como-identificar-um-dono-de-smartphone.htm</link>
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		<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 00:41:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rcassano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Treconologia]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[android]]></category>
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		<description><![CDATA[Smartphones são aqueles celulares que agregam tantas funções que viram poderosos computadores de bolso, demandam uma Itaipu de energia para funcionarem e, em geral, são péssimos telefones. Mas quem tem, não vive sem (rima horrorosa). Tanto que dá para identificar fácil-fácil quem é dono de um iPhone, Android ou afim: O dono de smartphone: Ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Smartphones são aqueles celulares que agregam tantas funções que viram poderosos computadores de bolso, demandam uma Itaipu de energia para funcionarem e, em geral, são péssimos telefones. Mas quem tem, não vive sem (rima horrorosa). Tanto que dá para identificar fácil-fácil quem é dono de um iPhone, Android ou afim:</p>
<p><strong>O dono de smartphone:</strong></p>
<ol>
<li>Ao entrar em qualquer ambiente desconhecido, ele checa todo o perímetro da sala em busca de tomadas onde possa recarregar a bateria;</li>
<li>Ele desenvolve uma incrível capacidade de andar e desviar de objetos enquanto se concentra totalmente em responder a uma piada por e-mail ou procurar por menções a si mesmo no Twitter;</li>
<li>Ele aprende (ou acha que aprende) a dirigir enquanto digita com as duas mãos no aparelho;</li>
<li>Ele não acha seu aparelho grande. As calças é que têm bolsos cada vez menores!</li>
<li>Foi banido de gincanas culturais em bares por uso excessivo de Wikipedia;</li>
<li>Ao conhecer novas pessoas, busca desesperadamente uma desculpa para fazer contas, ver as horas ou checar o trânsito no aparelho. Pode apresentar tremedeiras ou suor frio se, em alguns segundos, ninguém perguntar &#8220;Que aparelho é esse?&#8221;;</li>
<li>Mesmo com sol forte lá fora, ele sai de guarda-chuva se esta for a previsão do tempo no smartphone;</li>
<li>Não existe horário estranho para responder um e-mail. De preferência com o aviso de “Enviado de meu smarphone”;</li>
<li>Ele tem o telefone do adido cultural de Honduras no Iêmen, mas não tem o telefone da irmã no aparelho (claro, ele nunca trocou cartões de visita com ela);</li>
<li>Ele não fica muito tempo com o mesmo aparelho. Isso o faz retornar constantemente ao item 6 e aumenta a intensidade dos demais.</li>
</ol>
<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?linkurl=http%3A%2F%2Fwww.cassano.com.br%2Fbrogue%2F2009%2F11%2Fcomo-identificar-um-dono-de-smartphone.htm&amp;linkname=Como%20identificar%20um%20dono%20de%20smartphone%3F">Compartilhe e salve!</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Twitter: perdemos tempo demais com nossas regras e etiquetas?</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 21:38:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rcassano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[memes]]></category>
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		<description><![CDATA[Eu sou o homem que falava cassanês. Cassanês, dizem, é meu dialeto particular, que consiste em despejar palavras de maneira extremamente rápida, não raro pela metade e de forma muitas vezes incompreensível. Tento maneirar durante palestras ou entrevistas, mas no dia-a-dia é difícil mesmo segurar o ritmo. Mas acontece algo curioso. As pessoas mais próximas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Eu sou o homem que falava cassanês.</strong> Cassanês, dizem, é meu dialeto particular, que consiste em despejar palavras de maneira extremamente rápida, não raro pela metade e de forma muitas vezes incompreensível. Tento maneirar durante palestras ou entrevistas, mas no dia-a-dia é difícil mesmo segurar o ritmo. Mas acontece algo curioso. As pessoas mais próximas, que convivem comigo, acabam por aprender cassanês. Até onde eu sei, não há cursos, apostilas, gramáticas ou regras de como falar rápido-enrolado como eu. Elas aprendem por osmose. Assim como a gente acaba aprendendo a ouvir/falar um idioma só por estarmos vivendo num país.</p>
<p>O fenômeno que faz com que a convivência nos faça perceber e aprender códigos, regras e éticas de cada meio, vale para o uso da tecnologia e das redes sociais. Percebo isso quando <strong>vejo os novatos do Twitter dando RTs, usando tags, falando “corrão”</strong>. Como eles aprenderam? Qual foi seu manual?</p>
<p>Se é fato que há regras e etiquetas que sobrevivem ao crescimento do Twitter – e que definem a cultura de quem usa a ferramenta como algo maior que a ferramenta em si –, também é inevitável que muitas das “leis verbais” da rede se percam com seu crescimento. A vida é assim, não adianta fazer #mimimi.</p>
<p>Dá para dizer que <strong>quanto menor é a comunidade, quanto mais de nicho, mais regras ela tem. E mais destas regras são respeitadas</strong>. Experimente observar um grupo de motoqueiros, tipo <em>Hell’s Angels</em>. São inúmeros rituais, saudações, códigos&#8230; <strong>o mesmo vale para caminhoneiros, escoteiros, maçons e pioneiros do Twitter</strong>. Mas quando abrimos o foco de “caminhoneiros” para “motoristas”, os códigos rareiam e é preciso pôr polícia na rua para garantir que as regras básicas sejam respeitadas.</p>
<p>Conforme o Twitter cresce, reduz-se a sensação de grupo, de tribo. Como já não faz sentido falar em “internautas”, como a “blogosfera” hoje representa mais a panela dos <em>early</em> <em>adopters</em>, daqui a pouco não fará sentido nos percebemos como tuiteiros, twitters, o que for.</p>
<p><strong>O crescimento do Twitter diluirá suas regrinhas</strong>. Daqui a pouco USAR SEU JEITINHO E ESCREVER TUDO EM CAIXA ALTA pode deixar de ser falta grave (100 pontos na Carteira Twitteira de Habilitação). Dar RT sem citar a fonte pode não representar mais a apreensão da carteirinha de internauta. Usar script para ganhar usuários deixará de ser um problema. Na verdade, deixará de ser uma solução, quando nós, sub-celebridades digitais, assumirmos nosso posto real num ambiente popular e popularizado. <strong>E nada disso é necessariamente ruim.</strong></p>
<p>Quando o Homem instala uma sociedade, um grupo, há três coisas que ele invariavelmente acaba fazendo:</p>
<p><strong>1) </strong><strong>Ergue uma Igreja;</strong></p>
<p><strong>2) </strong><strong>Extermina os índios;</strong></p>
<p><strong>3) </strong><strong>Cria regras.</strong></p>
<p>As igrejas do vilarejo chamado Twitter são os gurus, os pioneiros, aqueles que elegemos como representantes das melhores práticas, líderes espirituais incontestes. Os índios não foram exterminados, mas a verdade é que, para os pioneiros, quanto mais os nativos do Orkut ficarem longe, melhor. <strong>Um dos motivos que nos faz adorar os <em>memes</em> é que sabemos que a maioria das pessoas não faz idéia do que eles são</strong>. Os <em>memes</em>, por serem exclusivos, nos mantêm ligados como grupo. Conhecer a Susan Boyle, o Zina, seguir o @realwbonner, saber do barraco A, B ou C. É o que nos une. Quando todos conhecem – ou quando o conhecimento está disperso – o grupo se dissipa.</p>
<p>Isso posto, será que faz sentido gastarmos tanta energia discutindo as vaidades de nosso mundinho? Será que não é perder tempo demais explorando só a parte visível do iceberg? <strong>Se o Twitter, como nosso ecossistema digital, não sobrevive a um bando de adolescentes clamando pelos Jonas Brothers ou tem sua credibilidade ameaçada por um post pago aqui e uma jovem que usa scripts acolá, o problema não está nem nos Jonas Brothers nem no script. O problema está no Twitter. </strong>O problema é dessa “sociedade” que a gente criou, que é frágil demais. Que depende de regras fadadas ao esquecimento. Os índios estão invadindo o forte-apache e queimando a igreja. Quer saber? Deixa invadir. Vai ser bom pra todo mundo.</p>
<p>O Twitter, as redes sociais em geral, são só o começo. Não adianta murar o terreno agora, pois o terreno está se expandindo, crescendo, novas espécies surgindo.  A gente tem mania de ficar discutindo porque o mar está recuando na praia ao invés de se preparar para o tsunami que vem em seguida. #<strong>prontofalei</strong>.</p>
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		<title>10 coisas que o Rio poderia aprender com São Paulo</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 17:56:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rcassano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[cidades]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
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		<description><![CDATA[Sou carioca, do tipo que força o erre de mermão e o chi de “tchia” e “leitche”. Que fala futiból e se emociona com as mesmas paisagens há mais de trinta anos. Mas isso não me impede de reconhecer algumas coisas que, sim, os cariocas podem e precisam aprender com os paulistas. São Paulo é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-677" title="O Rio" src="http://www.cassano.com.br/wp-content/uploads/2009/10/rio-150x150.jpg" alt="O Rio" width="150" height="150" /> Sou carioca, do tipo que força o erre de <em>mermão </em>e o chi de “tchia” e “leitche”. Que fala <em>futiból </em>e se emociona com as mesmas paisagens há mais de trinta anos. Mas isso não me impede de reconhecer algumas coisas que, sim, os cariocas podem e precisam aprender com os paulistas.</p>
<p>São Paulo é uma cidade estranha. É gigante, mas ao mesmo tempo provinciana. Julgo crer que muitos paulistas (e paulistanos) ignoram o fato de que existe civilização ao norte de Santos. É um lugar de leitura difícil, que não se explica totalmente na esquina da Ipiranga com São João, nem na deselegância discreta de suas meninas.<br />
<img class="alignright size-thumbnail wp-image-678" title="São Paulo" src="http://www.cassano.com.br/wp-content/uploads/2009/10/saopaulo-150x150.jpg" alt="São Paulo" width="150" height="150" /><br />
São Paulo se revela aos poucos, tímida. Vai mostrando sua face, um certo charme. Uma lógica própria perdida entre concreto e motoboys. Lógica que, como tal, faz sentido. Até o ponto em que você entende São Paulo e consegue ver além do óbvio, além do preconceito.</p>
<p>Há muitas coisas boas em São Paulo. Coisas que não me incomodariam nem um pouco se fizessem parte de uma “paulistização do carioca”. Por exemplo:</p>
<p>1)	Paulistas respeitam cruzamentos nas ruas;<br />
2)	Os sinais/semáforos/faróis ficam colocados no lado de lá do cruzamento. Assim, ninguém precisa ficar de pescoço torto só porque parou bem embaixo do dito-cujo;<br />
<strong>3)</strong> Nota Fiscal Paulista. Imagino que isso tenha reduzido horrores a sonegação, e com um benefício palpável para as pessoas (mesmo que simbólico);<br />
<strong>4)</strong> Futebol profissional;<br />
<strong>5)</strong> Aquela lombada invertida em alguns cruzamentos. Ok, elas detonam a suspensão, mas forçam o motorista a dar uma paradinha e olhar para os lados antes de avançar;<br />
<strong>6)</strong> Leis que pegam. Tenho a impressão de que algumas leis pegam em São Paulo (e outras não). Aqui, me parece que nenhuma lei pega, nunca;<br />
<strong>7)</strong> Metrô que realmente liga o ponto A ao ponto B;<br />
<strong>8)</strong> Obras. São Paulo está permanentemente em obras. Tem sempre algo subindo, um viaduto, uma nova estrada. Quando se resolve fazer obras no Rio saem monstros bizarros como a Cidade da Música;<br />
<strong>9)</strong> Friozinho gostoso. Não reclamaria se dias de Rio 40<sup>o</sup> fossem intercalados com noites de Rio 10<sup>o</sup>, vendo um filme na TV e acompanhados de boa comida e vinho;<br />
<strong>10)</strong> Macarrão. Aliás, São Paulo é a prova de que massa e macarrão não são a mesma coisa.</p>
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		<title>Seeding é isso: inspirar pessoas a inspirar pessoas</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Aug 2009 00:21:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rcassano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[EDTED]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[ewd]]></category>
		<category><![CDATA[futuro]]></category>
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		<description><![CDATA[Em visita à Infnet, fui abordado por um jovem, cabelo grande, jaqueta azul, aquele olhar determinado de quem quer sugar toda informação que passar por sua frente. Eu estava sentado em um banco, me dividindo entre o laptop, o celular e o Blackberry. Ele se aproximou, se sentou ao meu lado, pensou duas vezes e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em visita à Infnet, fui abordado por um jovem, cabelo grande, jaqueta azul, aquele olhar determinado de quem quer sugar toda informação que passar por sua frente.</p>
<p>Eu estava sentado em um banco, me dividindo entre o laptop, o celular e o Blackberry. Ele se aproximou, se sentou ao meu lado, pensou duas vezes e perguntou:</p>
<p>- Você palestrou no 12o Encontro de Web Design, não foi?</p>
<p>Respondi que sim e confirmei com ele se tinha sido aquele no Hotel Glória, no Rio. Ele continuou:</p>
<p>- Foi meu primeiro evento desse tipo, nunca tinha ido. Gostei muito de todas as palestras. Elas me motivaram a me esforçar.</p>
<p>Ele contou que começou a trabalhar com web como frila, inclusive com clientes europeus. Com a grana dos frilas, entrou para a graduação no Infnet. Contou também que trabalha em um projeto social, o Kabum, voltado para inclusão digital de jovens carentes.</p>
<p>- É fácil lidar com os alunos, porque eu moro na Rocinha -, revelou o jovem profissional, que nunca tinha ido a um evento da área e que, inspirado pelas apresentações, acreditou que poderia seguir carreira, conquistou clientes e investiu em mais conhecimento. E que não esperou o bolo crescer para começar a dividir.</p>
<p>É uma alegria e uma honra muito grande saber que tenho uma modesta participação nisso, por, junto com outros profissionais, ter subido naquele palco no Hotel Glória e inspirado pessoas a perseguirem sonhos &#8211; alguns que eles nem sabiam que tinham até aquele dia. </p>
<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?linkurl=http%3A%2F%2Fwww.cassano.com.br%2Fbrogue%2F2009%2F08%2Fseeding-e-isso-inspirar-pessoas-a-inspirar-pessoas.htm&amp;linkname=Seeding%20%C3%A9%20isso%3A%20inspirar%20pessoas%20a%20inspirar%20pessoas">Compartilhe e salve!</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>(Minhas) grandes descobertas da Humanidade: a batata corada</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Jul 2009 00:09:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rcassano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[aprendizado]]></category>
		<category><![CDATA[curiosidade]]></category>
		<category><![CDATA[descobertas]]></category>
		<category><![CDATA[infância]]></category>
		<category><![CDATA[memórias]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu devia ter uns 12 anos. Para todos os efeitos, era uma criança. Colecionava bonecos, assistia Transformers na TV, devorava quadrinhos e enciclopédias e, hábito que preservo, adorava batatas. Passando férias na casa de uns tios, fomos pernoitar em uma fazenda (talvez um sítio, mas para mim era um latifúndio sem fim) em Teresópolis. Foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu devia ter uns 12 anos. Para todos os efeitos, era uma criança. Colecionava bonecos, assistia Transformers na TV, devorava quadrinhos e enciclopédias e, hábito que preservo, adorava batatas.</p>
<p>Passando férias na casa de uns tios, fomos pernoitar em uma fazenda (talvez um sítio, mas para mim era um latifúndio sem fim) em Teresópolis. Foi um fim de semana de muitas descobertas. Por exemplo, ao nadar em uma piscina de água natural, aprendi como é – literalmente – engolir sapo. No caso, pequenos girinos. A sensação é muito parecida com engolir uma aspirina, com a diferença de que, nesse caso, você fica imaginando a aspirina sacudindo a cauda dentro do seu estômago.</p>
<p>Também descobri, andando pelo gramado onde havia uma quadra de tênis, que cobras fazem buracos no chão, não por acaso chamados “buracos de cobra”. E que a presença de cobras ali estava intimamente ligada à presença dos sapos, pais do girino que eu havia engolido. “Onde tem sapo, tem cobra”. E pior, que eu não deveria pisar nos sapos, visto que eles lançariam um líquido venenoso que prontamente me deixaria cego.</p>
<p>Minha crença na precisa mira dos sapos foi total e instantânea. Idem para a constatação de que todo e qualquer buraco tinha uma cobra dentro (sem duplo sentido, por favor, eu mal tinha 12 anos).</p>
<p>Com a noite caindo, e todos recolhidos ao interior da grande casa, aprendi a jogar paciência (sim, achei extremamente divertido). Mas minha cabeça estava lá fora. Mais exatamente, no céu que gradativamente escurecia.</p>
<p>Tinha grande esperança de ali, longe da cidade, finalmente contemplar a Via Láctea, mancha branca que deveria cobrir boa parte do céu em noites sem lua e sem a poluição das cidades. Aquela era minha grande oportunidade de, como bom cientista, comprovar com meus próprios olhos o que as enciclopédias diziam.</p>
<p>Mas então a ciência foi derrotada pelos sapos. Ao abrir a porta da casa, já envolta num breu absoluto, eu pude ouvir os coaxares, vindo de toda parte. Não sabia se eles estavam perto, ou longe. E, pior, não fazia idéia de onde estavam todas aquelas cobras à caça de sapos. A escuridão fez do gramado em torno da casa uma savana selvagem.</p>
<p>Não tive coragem de sair, e da porta, sob as telhas da varanda, não dava para ver o céu. Tive que esperar muitos anos ainda para descobrir que os livros não mentiam.</p>
<p>Mas a grande e mais fantástica descoberta ainda estaria por vir. Mais exatamente, no almoço do dia seguinte. Quando elas chegaram, olhei com estranheza. Afinal, tinham aquelas bordas queimadinhas, em leve tom de marrom, exatamente como as fritas. Tinham aquela superfície mais áspera, seca, também como as fritas. Mas eram redondinhas, como uma batata na manteiga. Era um conjunto de forma, aparência e textura novo para mim. Eram minhas primeiras batatas coradas.</p>
<p>Àquela altura eu era um homem rodado de batatas. Já tinha comido várias, de muitos tipos. Fritas, palha, palito, purê, de forno&#8230; mas coradas, meio assadas meio fritas, crocantes por fora e macias como um purê por dentro&#8230; ah&#8230; foi minha primeira vez.</p>
<p>Acho que se me dissessem que havia mais um prato cheio de batatas coradas no meio da grama, à noite, eu enfrentaria sapos e cobras pelo direito de repetir no jantar a descoberta do almoço.</p>
<p>Isso tem uns vinte anos. Mais, talvez. Mas consigo reviver cada detalhe. Da sala com vigas e teto de madeira, de iluminação suave, do sabor daquela nova batata, do coaxar dos sapos.</p>
<p>E do aprendizado: o mágico, o fantástico, o maravilhoso da ignorância é a alegria incomparável quando percebemos que acabamos de descobrir algo. Que não precisa ser o fogo, a roda, a penicilina. Pode ser as regras do jogo de paciência. Ou o sabor de uma batata corada. Basta ser algo que não sabíamos que existia e que agora conhecemos bem.</p>
<p>Quando se tem 12 anos, o mundo inteiro é um laboratório e tudo são grandes descobertas. Felizes aqueles que têm 12 anos para sempre.</p>
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		<title>Sobre rankings, celebridades e a natureza humana</title>
		<link>http://www.cassano.com.br/brogue/2009/06/sobre-rankings-celebridades-e-a-natureza-humana.htm</link>
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		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 02:46:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rcassano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Treconologia]]></category>
		<category><![CDATA[capital social]]></category>
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		<description><![CDATA[O brilhante Alex Primo tem feito alguns posts em seu blog discutindo o sentido (ou a falta de) em se falar de celebridades da web. Isso me remeteu a outra boa e velha discussão: por que continuamos obcecados por virais, celebridades, TOP 10s e rankings que, teoricamente, deveriam ter sido banidos com a disseminação da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O brilhante Alex Primo tem feito alguns<a href="http://www.interney.net/blogs/alexprimo/2009/05/28/existem_celebridades_com_blogs_mas_nao_d" target="_blank"> posts em seu blog</a> discutindo o sentido (ou a falta de) em se falar de celebridades da web. Isso me remeteu a outra boa e velha discussão: por que continuamos obcecados por virais, celebridades, TOP 10s e rankings que, teoricamente, deveriam ter sido banidos com a disseminação da internet e das redes sociais?</p>
<p>Ora, acreditávamos que, livres da ameaça perniciosa da mídia de massa, finalmente poderíamos ver os filmes que quiséssemos, ouvir as bandas mais obscuras, nos informar nas fontes mais diversas. Estaríamos livres dos rankings da Billboard, mais vendidos da Veja ou maiores bilheterias nos EUA. Também estaríamos livres das celebridades ocas da TV.</p>
<p>Antes de entrar nos detalhes dessa discussão, vale um breve exercício. Acho que, cegos e apaixonados pela revolução tecnológica, atribuímos a ela uma responsabilidade além do que a tecnologia (qualquer uma) pode entregar: ousamos pensar que ela mudaria a essência do que somos.</p>
<p>Que me perdoem os ciberpunks, mas a tecnologia não muda o Homem. Darwin muda o Homem. Ou Deus, se preferir, muda o Homem. A internet e as tecnologias em geral mudam COMO fazemos as coisas, mudam O QUE fazemos, mudam até o QUANDO ou QUANTO fazemos. Mas a tecnologia não consegue mudar POR QUE fazemos. Porque o motivador de nossas ações são nossas necessidades e desejos mais íntimos.</p>
<p>Em alguma instância, mais próxima ou remota, comer um Big Mac, esperar o chefe sair da sala para ver o vídeo da Maíra do BBB no computador do trabalho ou baixar o filme dos X-Men são ações solicitadas pelo TCP-IP da existência: nosso DNA.</p>
<p>Partindo-se da premissa de que as tecnologias trazem respostas novas para problemas reformulados a partir de necessidades perenes, celebridades, rankings e TOP 10s são respostas a uma necessidade orgânica e psicológica nossa. Não são invenção maquiavélica e exclusiva da comunicação de massa.</p>
<p>Provavelmente, a gente gosta mesmo de baixaria e violência. Seja em que mídia for.</p>
<p>Sem entrar no mérito da validade ou não de se usar o termo “celebridade” para os fenômenos específicos da blogosfera, acredito que um conceito fundamental para entendermos esse comportamento da mídia de massa no contexto das redes sociais é o da escala: em muitos aspectos (não em todos, é claro), as redes sociais se comportam como um emaranhado de redes massivas em miniatura.</p>
<p>Explico antes que me crucifiquem: no que diz respeito a nossas buscas por referências externas, a internet não veio acabar com rankings, blockbusters, “mais vendidos”etc. Ela apenas fragmentou estes universos. Mudou as fontes. Se antes dependíamos da Billboard para nos dizer quais os 10 melhores discos do mês, hoje formamos nosso próprio ranking no Last.fm.</p>
<p>Se antes a Veja nos dizia que livros ler, hoje vemos que livros as pessoas mais parecidas conosco estão lendo na Amazon ou em redes sociais de livros. Se antes a bilheteria nos EUA era fundamental para definirmos que filmes veríamos no final de semana, hoje esse processo acontece na Net Movies, acontece no Torrent.</p>
<p>Mas os rankings permanecem. Se antes lia-se Paulo Coelho porque ele vendeu milhões de exemplares, hoje se segue o @fulano porque ele já tem 2 mil seguidores. “E não deve ter 2 mil seguidores à toa”.</p>
<p>Os meios, as ferramentas, os formadores de opinião mudaram. Mas a necessidade de termos respaldo na opinião de nossas (agora múltiplas) tribos permanecem. Antes pensávamos: “Um milhão de pessoas não podem estar erradas”. Hoje pensamos: “Todo mundo não pode estar errado.”</p>
<p>E nosso “todo mundo” equivale a 200 pessoas que curtem Zumbi do Mato (eu curto). 50 cineastas amadores de Botucatu. 20 evangélicas lésbicas de Bom Jesus do Itabapoana. O francês Michel Maffesolli retratou com precisão o aspecto tribal da geração das redes sociais&#8230; antes de existirem as redes sociais.</p>
<p>Porque isso não vem de Cupertino ou Mountain View, na Califórnia, vem de nosso cérebro. A gente simplesmente não consegue pensar sozinho. “Certo” ou “Errado” são conceitos relativos que dependem da cara de aprovação ou condenação do sujeito a seu lado.</p>
<p>Precisamos da “opinião dos outros”, mesmo que seja para negá-la. E isso gera as sub-pseudo-celebridades da web, isso gera as<em> tag clouds</em>, <em>trending</em><em> topics</em>, <em>trendhunters</em> e o que mais você disser em inglês que responda a uma pergunta básica: “Isso aqui é bom mesmo ou eu que sou um idiota?”</p>
<p>Isso explica nossa ridícula fascinação por número de seguidores, leitores de <em>feed</em>, amigos no Orkut. Ser uma pessoa tímida <em>offline</em> fazia você ser um forasteiro nas diversas tribos que freqüentava, mas você só era um Zé Ninguém uma tribo por vez. Não ter amigos no Orkut ou seguidores no Twitter faz de você um forasteiro no mundo, um lunático falando sozinho, um segregado, um Botsuana do capital social.</p>
<p>Voltando às celebridades da web, elas podem não ter o mesmo alcance de seus pares tradicionais. Podem não ter a disseminação multi-plataforma, nem ter um altar bacana como o da Paris Hilton. É, pode ser. Mas a motivação para colocá-las no alto desse altar é igualzinha. E a total falta de necessidade de algum conteúdo, ato, feito ou propósito real para se levar a celebridade ao altar também.</p>
<p>As redes são outras, as escalas são outras, as dinâmicas totalmente diferentes. Mas as pessoas&#8230; ah, essas são as mesmas. E continuarão sendo.</p>
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		<item>
		<title>Fantasmas na máquina</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Jun 2009 02:38:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu me impressiono com algumas coisas. Filmes, acontecimentos. As imagens do tsunami demoraram a sair da minha cabeça. Quase virei terrorista depois de Clube da Luta e nem mesmo o Robin Williams, no papel de uma babá bicentenária interpretando um professor, conseguiu reduzir o efeito que Sociedade dos Poetas Mortos fez em meu espírito candidato [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu me impressiono com algumas coisas. Filmes, acontecimentos. As imagens do tsunami demoraram a sair da minha cabeça. Quase virei terrorista depois de <em>Clube da Luta</em> e nem mesmo o Robin Williams, no papel de uma babá bicentenária interpretando um professor, conseguiu reduzir o efeito que <em>Sociedade dos Poetas Mortos</em> fez em meu espírito candidato a escritor.</p>
<p>E já escrevi aqui, na forma de poemas ou posts, sobre o pavor e fascínio que sinto pelo vazio, pelo desaparecimento. Seja o desaparecimento do que criamos – aprisionado em um suporte digital fadado ao apodrecimento – seja o desaparecimento de quem amamos, ou de nós mesmos.</p>
<p>Este ano já experimentei a perda de várias pessoas. De algumas muito próximas a desconhecidos que, pelas circunstâncias de suas partidas, nos fazem refletir sobre como aproveitamos nossa estada. Quando vejo gente sendo subitamente subtraída deste mundo físico, por acidentes ou fatalidades, não consigo não olhar com estranheza para os fantasmas na máquina que permanecem. Os registros inacabados nos perfis sociais que ficam perdidos, órfãos de nós mesmos, pela internet.</p>
<p>Um perfil é diferente de um texto, de uma foto. Se deixamos cartas, textos, posts, filmes&#8230; são coisas que criamos. E que ajudarão os outros a se lembrarem de nós quando partirmos. Mas os perfis, supostamente, não são coisas que criamos. Eles são nós mesmos. Os perfis, teoricamente, são uma representação digital do que somos. Do que pensamos, do que sentimos.</p>
<p><strong>Os perfis pretendem ser a digitalização de nossa alma.</strong></p>
<p>E se partimos sem chance de responder, pela última vez, “o que estou fazendo agora?”, “o que estou ouvindo?” e todas as perguntas que nos forçam a viver cada vez mais presos ao presente, sobrevivem nossos fantasmas digitais, como obras inacabadas. </p>
<p>Que fim eles deveriam levar? Devem ficar ali, congelados no tempo até que sucumbam ao fim inevitável das redes sociais (sim, porque não há empresa eterna, serviço eterno)? Deveriam continuar envelhecendo no Orkut, com sua idade atualizada e suas “fotos recentes”? Deveriam retirar-se de cena? Ou, no fundo, será que nada disso importa?</p>
<p>Tenho conhecidos e amigos que partiram e cujos perfis viveram ainda por muito tempo, recebendo mensagens e comentários, num ritual moderno de celebração aos que se foram. A cada tragédia de comoção nacional, os perfis das vítimas em redes sociais recebem dezenas, centenas de mensagens que nunca serão lidas, como flores deixadas num túmulo. É um gesto tão mórbido quanto singelo e comovente. Como se a pessoa virtual sobrevivesse à sua metade real.</p>
<p>Parece que o cenário de ficção científica onde transferiríamos nossa consciência para a máquina, a fim de nos livrarmos de nossos corpos físicos, não é assim tão absurdo. Quando eu me for, continuarei vivo digitalmente naquilo que crio na Rede. Virtualmente vivo até que se apague meu último eu virtual. Um Gato de Schrödinger contemporâneo, onde não se saberá ao certo se eu de fato ainda respiro ou não. Existe vida após o <em>shut down</em>?</p>
<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?linkurl=http%3A%2F%2Fwww.cassano.com.br%2Fbrogue%2F2009%2F06%2Ffantasmas-na-maquina.htm&amp;linkname=Fantasmas%20na%20m%C3%A1quina">Compartilhe e salve!</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Blog de papel ensina a escrever</title>
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		<pubDate>Tue, 12 May 2009 01:38:11 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Por meio de minha mãe, que é professora da Rede Estadual do Rio de Janeiro, tomei contato com um projeto muito interessante: o Almanaque da Rede. Concebido por Sonia Rodrigues, filha do imortal tricolor Nelson Rodrigues, trata-se um uma abordagem inovadora para um desafio e tanto: fazer a geração Orkut-Créu-MSNaprender, exercitar e, principalmente, gostar de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por meio de minha mãe, que é professora da Rede Estadual do Rio de Janeiro, tomei contato com um projeto muito interessante: o <a href="http://www.almanaquedarede.com.br/">Almanaque da Rede</a>. Concebido por Sonia Rodrigues, filha do imortal tricolor Nelson Rodrigues, trata-se um uma abordagem inovadora para um desafio e tanto: fazer a geração Orkut-Créu-MSNaprender, exercitar e, principalmente, gostar de escrever. E de conhecer as diferentes formas de escrita, do miguxês ao português erudito.</p>
<p><img src="http://www.cassano.com.br/wp-content/uploads/2009/05/almanaquedarede-300x185.jpg" alt="almanaquedarede" title="almanaquedarede" width="300" height="185" class="alignright size-medium wp-image-618" /> O projeto contempla uma espécie de agenda de papel, distribuída para alunos do primeiro ano do ensino médio da rede estadual. Nela, além de espaço para dados do aluno (nome, e-mail, perfil no Facebook, perfil no Orkut, comunidades favoritas etc), há dicas de internet (como fazer buscas, downloads, sites interessantes, o que é e como usar blogs, Twitter e afins), dicas de Português e outras disciplinas (por exemplo, comparando o texto de um scrap de Orkut com o de um currículo) e muitos, mas muitos, exercícios de construção de textos.</p>
<p>No lugar de regrinhas chatas, regras de um jogo. Ícones coloridos representam diversos elementos de uma narrativa (personagem, motivo, desfecho etc), de uma dissertação, descrição etc. Para fazer uso do Almanaque e de seu “Blog de Papel”, o aluno precisa encarar a construção de textos como um jogo. Um desafio a ser vencido. Um enigma a ser desvendado. É bem mais do que uma redação de “Minhas férias”.</p>
<p>A parte digital tem ferramentas e conteúdos para alunos e professores. Entre elas, a possibilidade de transpor o blog de papel para um ambiente online. E espaços para os alunos publicarem suas redações, que concorrerão a prêmios.</p>
<p>Parece uma tentativa desesperada de juntar tudo que é inovador e atraente num projeto só – interatividade, tecnologia, redes sociais, jogos e uma linguagem jovem e contemporânea. Mas tudo ali parece ter sido bem pensado, bem estruturado. Nada soa gratuito. O projeto, fruto da tese de doutorado em Literatura de Sonia, é muito consistente e autêntico.</p>
<p>É uma corajosa e valiosa tentativa de se modernizar o ensino. Em minha visão de leigo em educação, o Almanaque busca ensinar os alunos a pensar – não há melhor exercício para organizar o pensamento do que escrever – , e, ao usar a internet como isca para o estudo, acaba realizando uma efetiva inclusão digital, ao dar o básico de informações e mostrar o vasto mundo digital para uma turma que, por mais que esteja conectada, na maioria das vezes não vai além do Orkut e do MSN. </p>
<p>Pena que em muitos colégios, o Almanaque não veio junto com uma boa apresentação sobre o projeto, e o material impresso foi desprezado como “mais uma agendinha”.</p>
<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?linkurl=http%3A%2F%2Fwww.cassano.com.br%2Fbrogue%2F2009%2F05%2Fblog-de-papel-ensina-a-escrever.htm&amp;linkname=Blog%20de%20papel%20ensina%20a%20escrever">Compartilhe e salve!</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Todo mundo quem?</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Apr 2009 18:59:44 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[&#8220;Todo mundo está falando que fulano vendeu um post&#8221;. É comum ouvir isso a cada polêmica ou nova febre no Twitter. “Todo mundo” alguma coisa. Na verdade, se você fizer uma enquete pelas ruas do Rio, de SP e de Recife, raríssimas serão as pessoas que estarão indignadas com o uso de scripts para seguir [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Todo mundo está falando que fulano vendeu um post&#8221;. É comum ouvir isso a cada polêmica ou nova febre no Twitter. “Todo mundo” alguma coisa. Na verdade, se você fizer uma enquete pelas ruas do Rio, de SP e de Recife, raríssimas serão as pessoas que estarão indignadas com o uso de scripts para seguir milhares de pessoas no Twitter. </p>
<p>O assunto, tampouco, foi pauta na reunião do G20, enredo de escola de samba (&#8220;<em>tuiteeeei&#8230; Lá da Sapucaí&#8230; E aí, e aí&#8230;</em>&#8220;) ou tema no sermão do padre (&#8220;<em>irmão, não seguireis a quem não te queres seguindo</em>&#8220;). Mas ainda assim a gente considera isso a preocupação maior de “todo mundo”.</p>
<p>Quem é “todo mundo”? Se a resposta é o infalível “depende”, o Twitter a torna ainda mais curiosa. A partir do momento em que você monta sua rede de 100, 200 seguidos, e começa a seguir aqueles desconhecidos com quem seus conhecidos conversam, você monta um universo fechado onde, mais ou menos, todo mundo segue todo mundo. É como um <em>Barrados no Baile</em>, onde todo mundo pegava todo mundo, só que sem a Shannon Doherty.</p>
<p>Como praticamente todas as conversas, desabafos, babados e polêmicas que você acompanha parecem fazer sentido – afinal você lê os diálogos quase inteiros -, têm-se a impressão de que você de fato segue “todo mundo”. Se seu universo de seguidos não toca no assunto, é porque o assunto obviamente não existe.</p>
<p>O novo Google somos nozes. São nossos contatos de primeiro e segundo grau que definem, via Twitter, o que é ou não é tendência. O que existe ou não. O que eu devo ver ou não. São eles que definem que posts pagos ou o viral da moda são o assunto preferido de “todo mundo”.</p>
<p>Para um humano normal, tal comportamento não passa de um fenômeno delicioso para os cientistas sociais analisarem. No fundo, ele não é novo. O “todo mundo” de cada sempre foi muito reduzido. A diferença é que agora ele tem ares de coisa quantificável. De fato aquele interminável rio de frases curtas parece ser tudo. Parece ser todo mundo.</p>
<p>Mas para quem trabalha com redes sociais, esse comportamento é perigoso. Precisamos praticar o sempre saudável exercício de nos afastarmos. De reconhecermos que, sim, “<em>Hanna Montanna</em>” é um dos assuntos mais quentes no Twitter hoje, embora ninguém que eu siga tenha falado sobre isso. É fundamental fugirmos do etnocentrismo, aqui travestido de um ciberetnocentrismo. De acharmos que virais, posts pagos e panes no Speedy são a paixão nacional. Mesmo que “todo mundo” só fale disso.</p>
<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?linkurl=http%3A%2F%2Fwww.cassano.com.br%2Fbrogue%2F2009%2F04%2Ftodo-mundo-quem.htm&amp;linkname=Todo%20mundo%20quem%3F">Compartilhe e salve!</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Faculdade: fazer ou não?</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Mar 2009 11:00:00 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Assim que terminou a sessão de perguntas do 14º Encontro de Web Design (EWD), uma jovem estudante interpelou os palestrantes, que conversávamos num canto do auditório. Ela queria escolher uma faculdade de design e não sabia qual escolher. Acho que as dicas que recebeu não eram exatamente as que procurava. Com estilos ou motivos diferentes, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Assim que terminou a sessão de perguntas do 14º Encontro de Web Design (EWD), uma jovem estudante interpelou os palestrantes, que conversávamos num canto do auditório. Ela queria escolher uma faculdade de design e não sabia qual escolher.</p>
<p>Acho que as dicas que recebeu não eram exatamente as que procurava. Com estilos ou motivos diferentes, nós a fizemos pensar duas vezes antes de fazer uma faculdade apenas por fazer uma faculdade, como se sua carreira dependesse disso e só começasse pra valer daqui a quatro ou cinco anos.</p>
<p>Isso me fez voltar a pensar sobre aquela <a href="http://www.cassano.com.br/brogue/2008/02/no-teremos-profisses-faremos-coisas.htm">história de profissões e carreiras</a>. Não consigo desprezar o curso universitário. Podem me chamar de antiquado, mas eu não abriria mão de minha graduação. Ela foi muito importante, mas não pelo conhecimento técnico que adquiri. Foi, sim, pelo processo de amadurecimento, pelo rito de passagem e pela cultura geral que fui forçado a absorver.</p>
<p>Hoje, não vejo muito sentido em graduações técnicas, como Jornalismo, Publicidade, Design ou Informática. Não tem nada ali – no que diz respeito aos lides, campanhas, serifas ou classes da vida – que não se aprenda quebrando a cabeça em casa ou em cursos menores, focados.</p>
<p>Acho que seríamos profissionais melhores se os publicitários fizessem cursos de técnica publicitária e se formassem em algo que os ajudasse a entender melhor as pessoas e suas necessidades, como Antropologia, Psicologia ou Sociologia. A mesma coisa para jornalistas, que poderiam estudar a fundo História, Ciências Sociais ou as mesmas graduações do publicitário e em seis meses (ou num bom estágio) pegar toda a técnica necessária.</p>
<p>E por aí vai. Se um designer vai ficar quatro anos estudando, é melhor que seja a História da Arte e do Design do que aprendendo técnicas ou ferramentas que estarão defasadas quando ele se formar. </p>
<p>Bom, respondendo à jovem do EWD: faça sim uma faculdade. Mas não aquela que te ensine a usar o martelo, mas sim a que te ensine porque martelar, quem já martelou antes e qual o papel do martelo no mundo.</p>
<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?linkurl=http%3A%2F%2Fwww.cassano.com.br%2Fbrogue%2F2009%2F03%2Ffaculdade-fazer-ou-nao.htm&amp;linkname=Faculdade%3A%20fazer%20ou%20n%C3%A3o%3F">Compartilhe e salve!</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Verdade é um conceito relativo?</title>
		<link>http://www.cassano.com.br/brogue/2009/02/verdade-e-um-conceito-relativo.htm</link>
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		<pubDate>Thu, 12 Feb 2009 13:01:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rcassano</dc:creator>
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		<category><![CDATA[ficção]]></category>
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		<category><![CDATA[realidade virtual]]></category>
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		<description><![CDATA[(ou melhor, a REALIDADE é um conceito relativo?) (update) Num artigo da Wired desse mês, Clive Thompson fala sobre como a oferta cada vez mais abundante de informações nos torna mais ignorantes. Ou seja: quando há excesso de verdades, acabamos ficando sem nenhuma. Isso me faz lembrar outro ponto que sempre me assola (junto com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>(ou melhor, a REALIDADE é um conceito relativo?)</strong> (update)<strong><br />
</strong></p>
<p>Num artigo da <a href="http://www.wired.com/techbiz/people/magazine/17-02/st_thompson" target="_blank">Wired desse mês</a>, Clive Thompson fala sobre como a oferta cada vez mais abundante de informações nos torna mais ignorantes. Ou seja: quando há excesso de verdades, acabamos ficando sem nenhuma.</p>
<p>Isso me faz lembrar outro ponto que sempre me assola (junto com o efeito de tantas redes wireless em nosso cérebro e a consistência ideal de um milkshake de Ovomaltine): verdade é um conceito relativo?</p>
<p>Eu acredito que sim. Que cada vez mais, a verdade é relativa.</p>
<p>Já faz um tempo que terceirizamos nosso cérebro para o Google. Já não se precisa saber nada. Você só precisa saber fazer a pergunta certa. Experimente fazer uma busca por “<em>the answer to life, the universe and everything</em>” no Google e veja o que ele responde.</p>
<p>Só que tem um problema. O Google não traz A resposta. Não traz UMA resposta. Traz 6.584.394 respostas. E qual é um comportamento totalmente previsível nosso? Vasculhar os links que ele retorna até aquele com a informação QUE NOS PARECE CORRETA.</p>
<p>Ou seja: escolhemos a verdade que mais se parece com aquela que imaginávamos. Pegamos a verdade que melhor cabe na gente. A verdade que não fica nem apertada na cintura nem muito longa nos braços.</p>
<p>Algo que me intriga (filósofos de plantão, manifestem-se) é se isso é mau. É realmente bom, ruim ou apocalíptico que cada um tenha sua verdade pessoal? Faz realmente diferença, no meio de tanta realidade aumentada, virtual, ficções que viram mitos e vice-versa, saber se algo existiu ou não?</p>
<p>O que é a verdade em tempos de Google?</p>
<p>Proponho um desafio: responda com sinceridade às perguntas abaixo e depois conte quantos &#8220;Não importa&#8221; você respondeu.</p>
<p><strong>Teste: Falso, Verdadeiro ou Não importa<br />
</strong><br />
<strong>- Leonardo diCaprio esteve a bordo do verdadeiro Titanic</strong><br />
Falso<br />
Verdadeiro<br />
Não importa<br />
<strong>- Existiu um navio chamado Poseidon, que virou de cabeça para baixo e afundou</strong><br />
Falso<br />
Verdadeiro<br />
Não importa<br />
<strong>- Anakin Skywalker é o pai de Luke Skywalker</strong><br />
Falso<br />
Verdadeiro<br />
Não importa<br />
<strong>- A área 51 fica no deserto de Nevada</strong><br />
Falso<br />
Verdadeiro<br />
Não importa<br />
<strong>- Tem um E.T. dissecado lá dentro</strong><br />
Falso<br />
Verdadeiro<br />
Não importa<br />
<strong>- A Atlântida tinha tecnologias muito avançadas para a época</strong><br />
Falso<br />
Verdadeiro<br />
Não importa<br />
<strong>- Os deuses eram astronautas</strong><br />
Falso<br />
Verdadeiro<br />
Não importa<br />
<strong>- Forrest Gump conheceu Elvis Presley</strong><br />
Falso<br />
Verdadeiro<br />
Não importa<br />
<strong>- Elvis não morreu</strong><br />
Falso<br />
Verdadeiro<br />
Não importa<br />
<strong>- Mario Gomes gosta de cenouras</strong><br />
Falso<br />
Verdadeiro<br />
Não importa<br />
<strong>- Nos anos 80, vendia-se tatuagens adesivas que, na verdade, era uma potente dose de LSD</strong><br />
Falso<br />
Verdadeiro<br />
Não importa</p>
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		<item>
		<title>O empresário e o empreendedor</title>
		<link>http://www.cassano.com.br/brogue/2009/02/o-empresario-e-o-empreendedor.htm</link>
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		<pubDate>Tue, 03 Feb 2009 11:58:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rcassano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
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		<category><![CDATA[capitalismo]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[inovação]]></category>

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		<description><![CDATA[O empresário age rápido porque se ele não fizer, outro vem e faz. O empreendedor age rápido porque se ele não fizer, ninguém fará. E o mundo sairá perdendo. O empresário entra no negócio porque acredita que dará um bom retorno. O empreendedor entra no negócio porque acredita que é o certo a ser feito. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O empresário age rápido porque se ele não fizer, outro vem e faz.<br />
O empreendedor age rápido porque se ele não fizer, ninguém fará. E o mundo sairá perdendo.</p>
<p>O empresário entra no negócio porque acredita que dará um bom retorno.<br />
O empreendedor entra no negócio porque acredita que é o certo a ser feito. E alguém precisa fazê-lo.</p>
<p>O empresário tem gente competente trabalhando para ele.<br />
O empreendedor tem gente competente trabalhando com ele.</p>
<p>O empresário escolhe o melhor trajeto estudando mapas de viagem.<br />
O empreendedor viaja e tira o melhor do lugar onde foi parar.</p>
<p>O empresário sonha em conquistar resultados.<br />
O resultado para o empreendedor é conquistar o que sonhou.</p>
<p>O empresário faz riqueza.<br />
O empreendedor faz história.</p>
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		<title>E se um dia deletarem nossas almas?</title>
		<link>http://www.cassano.com.br/brogue/2009/02/e-se-um-dia-deletarem-nossas-almas.htm</link>
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		<pubDate>Mon, 02 Feb 2009 00:59:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[caligrafia]]></category>
		<category><![CDATA[família]]></category>
		<category><![CDATA[futuro]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
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		<category><![CDATA[memória]]></category>

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		<description><![CDATA[Recentemente perdi minha avó, pessoa a quem muito amei e que muito me amou. Alguém que viu o Zeppelin sobrevoando o Rio de Janeiro, que cantou em rádio e ganhou os grandes prêmios da época (jogos de panelas e óleo de soja), que empreendeu de todas as formas que soube, enfim, que viveu intensamente. No [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recentemente perdi minha avó, pessoa a quem muito amei e que muito me amou. Alguém que viu o Zeppelin sobrevoando o Rio de Janeiro, que cantou em rádio e ganhou os grandes prêmios da época (jogos de panelas e óleo de soja), que empreendeu de todas as formas que soube, enfim, que viveu intensamente.</p>
<p>No triste trabalho de desmontar sua antiga casa, cercado por objetos pessoais, pela máquina de costura onde eu me escondia e fingia estar pilotando alguma coisa (ônibus, submarino, caminhão), me deparei com pequenos tesouros.</p>
<p>Fotos, muitas fotos. Algumas amareladas, outras em preto-e-branco. Pelas bordas, pelo tipo de impressão, pela data que algumas trazem gravadas, por diversos elementos além da foto em si, revive-se muito destes momentos. Situações que jamais vivi. Histórias em que não era nem nascido.</p>
<p>E, mais que as fotos, agendas que durante algumas décadas se transformaram em diários. Eram o MS Office da minha avó. Traziam a contabilidade do mês, os sonhos, as pequenas alegrias e muitas receitas culinárias. Na caligrafia inconfundível, traziam a alma de minha avó. Nas agendas, ela permanece. Sua força permanece.</p>
<p>Percorri minha vida inteira lendo as páginas daquelas agendas e não pude deixar de fazer o paralelo comigo mesmo. Quando eu bater as botas, o que as pessoas vão encontrar em meu apartamento? HDs? DVDs? Será que terão tempo, interesse ou equipamentos para ler o que está armazenado ali?</p>
<p>Que vestígio de mim encontrarão? Que seja autêntico? Nenhuma foto, nenhuma carta, nenhum diário à mão. Um ou outro cartão de datas festivas, uma ou outra anotação furtiva. Nada mais.</p>
<p>Já escrevi sobre isso antes. Mas o contexto e a falta de qualquer solução desde então me habilita a retomar o tema. Estamos vivendo uma geração que deixará poucos vestígios. É bem possível que, no futuro, quando vierem escavar nossas ruínas, descubram que nosso povo era meio estranho e tinha como objetos de adoração maior sacos plásticos de supermercado, garrafas PET e CDs da America Online.</p>
<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?linkurl=http%3A%2F%2Fwww.cassano.com.br%2Fbrogue%2F2009%2F02%2Fe-se-um-dia-deletarem-nossas-almas.htm&amp;linkname=E%20se%20um%20dia%20deletarem%20nossas%20almas%3F">Compartilhe e salve!</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Campus Party: de woodstock a micareta</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Jan 2009 11:13:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rcassano</dc:creator>
				<category><![CDATA[CIBT]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[campus party]]></category>
		<category><![CDATA[cparty]]></category>
		<category><![CDATA[futuro]]></category>
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		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Algo se perdeu na última edição da Campus Party. Pode ter sido o frescor da novidade. Ou a bela arquitetura do Pavilhão da Bienal, substituído pelo “sem-sal” Centro Imigrantes. Ou a mudança no perfil dos participantes, talvez interessados demais em social e menos em mídia, tecnologia, inovação. Enfim, senti (no curto tempo que fiquei por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Algo se perdeu na última edição da Campus Party. Pode ter sido o frescor da novidade. Ou a bela arquitetura do Pavilhão da Bienal, substituído pelo “sem-sal” Centro Imigrantes. Ou a mudança no perfil dos participantes, talvez interessados demais em social e menos em mídia, tecnologia, inovação. Enfim, senti (no curto tempo que fiquei por lá, apenas um dia), um clima mais de micareta geek do que o Woodstock geek do ano anterior.</p>
<p>Mas há coisas boas, e muitas. O evento mostrou, mais uma vez, que existe um mercado em torno deste universo, com diversas empresas que crescem e coexistem de forma pacífica, colaborativa. Mostrou que existe um considerável número de pessoas interessadas em tecnologia, mas não como produtos de consumo, um DVD que você compra e leva pra casa. Tecnologia como agente de mudança. Como inovação, como invenção, como revolução.</p>
<p>Perdi apresentações e debates que sei que foram excelentes. Temas que sua mera inclusão no Painel já justificam a plenária. E encontrei pessoas que estavam ali deixando seu tijolinho na construção do futuro. Os empreendedores, que exibiram seus projetos no CPLabs, a turma do faça-você-mesmo, e os sempre fascinantes garotos e garotas da robótica. Convenhamos, não há muitos espaços onde você pode passar dias imerso aprendendo a construir robôs. Isso muda uma vida. Isso faz perceber que, hoje e no futuro, não precisamos ter uma profissão. Podemos simplesmente fazer coisas, <a href="http://http://www.cassano.com.br/brogue/2008/02/no-teremos-profisses-faremos-coisas.htm" target="_self">como escrevi num post logo depois da Cparty do ano passado</a>. Esse espírito continua.</p>
<p>Esse espírito, que permaneceu em alguns grupos e bancadas, meio que se perdeu no todo (ou estava lá mas não consegui perceber). Para mim, a Campus Party é valiosa como espaço único para se reunir com conhecidos e desconhecidos e criar juntos. Em construir algo juntos. Para plantar a semente de projetos que poderão crescer nos meses seguintes, ou para despertar vocações. E nem tanto como um espaço para aparecer ou “rickrollear” mais que os outros. Não é o espírito Sapucaí do “ver-e-ser-visto”. Isso faz parte? Quebra gelo? Diverte? Claro! A Campus Party, como o nome diz, é uma grande festa. Mas isso a gente consegue em qualquer lugar. Até mesmo no carnaval que se aproxima.</p>
<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?linkurl=http%3A%2F%2Fwww.cassano.com.br%2Fbrogue%2F2009%2F01%2Fcampus-party-de-woodstock-a-micareta.htm&amp;linkname=Campus%20Party%3A%20de%20woodstock%20a%20micareta">Compartilhe e salve!</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Novos tempos, um novo Brogue</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Jan 2009 03:32:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[brogue]]></category>

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		<description><![CDATA[E finalmente o Brogue está de cara nova! Fiz uma pausa no Brogue no final de 2008 para uma penosa e divertida migração do Blogger para o WordPress. Nisso aproveita-se para mudar lay-out, conteúdo e tudo o mais. Cá estamos. De cara e estrutura novas. Tem mais coisa por vir e algumas páginas podem estar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E finalmente o Brogue está de cara nova!</p>
<p>Fiz uma pausa no Brogue no final de 2008 para uma penosa e divertida migração do Blogger para o WordPress. Nisso aproveita-se para mudar lay-out, conteúdo e tudo o mais.</p>
<p>Cá estamos. De cara e estrutura novas.</p>
<p>Tem mais coisa por vir e algumas páginas podem estar bugadas, especialmente links para posts antigos e a busca, que obviamente funcionou bem nos testes e morreu quando entrou no ar.</p>
<p>Agora já posso voltar a escrever. Assunto é o que não falta!</p>
<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?linkurl=http%3A%2F%2Fwww.cassano.com.br%2Fbrogue%2F2009%2F01%2Fnovos-tempos-um-novo-brogue.htm&amp;linkname=Novos%20tempos%2C%20um%20novo%20Brogue">Compartilhe e salve!</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Verdade perdida no meio de tanta notícia</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Dec 2008 20:23:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rcassano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Prosa e verso]]></category>

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		<description><![CDATA[notícia notícia notícia notícia notícia notícia notícia notícia notícia notícia notícia notícia notícia notícia notícia notícia notícia notícia notícia notícia notícia notícia notícia notícia notícia notícia notícia notícia notícia notícia notícia notícia notícia notícia notícia notícia notícia notícia notícia notícia notícia notícia notícia notícia notícia notícia notícia notícia notícia notícia notícia verdade notícia notícia notícia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: courier; font-size: xx-small;">notícia notícia notícia notícia notícia notícia<br />
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</span></p>
<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?linkurl=http%3A%2F%2Fwww.cassano.com.br%2Fbrogue%2F2008%2F12%2Fverdade-perdida-no-meio-de-tanta-notcia.htm&amp;linkname=Verdade%20perdida%20no%20meio%20de%20tanta%20not%C3%ADcia">Compartilhe e salve!</a></p>]]></content:encoded>
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