Arquivo para 'Humor'

10 significados diferentes para "Pô aí, beleza?"

1. pô aí, beleza? – Olá, como vai a família?

2. pô aí, beleza. – Eu vou bem, obrigado.

3. pô aí, beleza! – Tudo bem. Negócio fechado!

4. pô aí… beleza… – Cara, vem cá e olha isso. Olha que incrível!

5. pô… aí! beleza? – deixa eu analisar todas as alternativas. É. Legal. Sim! Você concorda?

6. pô aí! Beleza!? – Cara, há quanto tempo não nos vemos! Como você está?

7. pô… aí… beleza… – É. pensando bem… não sei… ah, que se dane. Tô dentro.

8. pô aí! Beleza! – Boa idéia! Vamos agora!

9. pô aí? Beleza? – Olha só esse lance. Tá pensando o mesmo que seu? Será que dá m*?

10. pô aí? Beleza! – Puxa… não tinha pensado nisso! Vambora!

Microconto: Don’t be evil

“Não faz sentido”. Ele continuava a olhar, perplexo. Tirou os olhos do microscópio. “Não pode ser!”. Olhou ao redor. Ninguém tinha percebido nada. “Puta que pariu!”. Uma assistente olhou pra ele, intrigada. Então ele rapidamente jogou fora a lâmina com uma célula-tronco humana. Lá dentro, no DNA, ele jurava ter lido “© Google Inc.”.

Microconto: O menino que queria ser astronauta

Acorda. Escova os dentes. Xixi. Se arruma. Toma café. Faz número dois. Pega a chave. Sai. Espera o ônibus. Entra no ônibus. Fica em pé. Desce do ônibus. Entra no escritório. Bebe café. Senta. Liga o computador. Escreve coisas. Desce pra rua. Almoça. Volta. Liga o computador. Escreve coisas. Desliga o computador. Espera o ônibus. Entra no ônibus. Fica em pé. Desce do ônibus. Entra em casa. Acende a luz. Toma banho. Bota o pijama. Janta. Toma café. Escova os dentes. Deita. Apaga a luz. Estrelas, planetas, galáxias brilham esverdeadas no teto do quarto. Dorme. Não sonha. Acorda. Escova os dentes. Xixi. Se arruma…

Microconto: Um dia quente

Quando a bomba atômica explodiu, ele estava lendo jornal no vaso sanitário. Ela estava esperando no quarto, nua. A TV falava de múmias que morreram abraçadas. Ela achou lindo. Chorou. As paredes do banheiro se dissolveram enquanto ele lia no horóscopo que aquele ia ser um dia quente pra ele.

Microconto: O homem antenado

Já era a terceira antena que nascia atrás da orelha. Começou a ficar preocupado. Fora isso, nada de especial. O pessoal da repartição ainda não tinha reparado. Mas as antenas estavam crescendo. Pelo menos já dava para ouvir o jogo. O problema era pra dormir. Maldita rádio pirata.

Tem nerd no samba

Quis o destino que eu fosse parar na Sapucaí neste carnaval. Logo eu, nerd de carteirinha, com meu armário cheio de camisetas pretas e uns 30 CDs de rock inglês para cada um que lembre remotamente um samba. Mas pintou a fantasia num sorteio de rádio AM. O ganhador não podia desfilar e nos ofereceu o prêmio. Como de fantasia dada não se olha as plumas, lá fui eu.

A primeira constatação é que a TV não mostra um lado fortíssimo do carnaval: ele fede. E muito. A chuva inclemente aumentava a sensação de caminhar sobre um tênue riacho de urina. A concentração da Mocidade Independente era em frente ao sugestivo edifício Balança mas não cai.

Novato, acabei chegando cedo demais. Na concentração, apenas alguns gatos pingados e pinguços. E o cheiro. Levamos a fantasia (algo que teoricamente representava a Folia de Reis, com direito a saiote rodado e uma igreja enorme na cabeça) num saco de lixo para nos vestirmos na hora.

Por volta das 19h30, rumamos para a concentração propriamente dita e nos paramentamos. O chapéu pesava e machucava a testa. A dúvida era se conseguiríamos atravessar a Avenida com uma Candelária sobre o quengo.

As pessoas se vestiam (ou despiam) ali mesmo. Outra constatação. O carnaval é um computador em que o dono desativa o “firewall” por quatro dias. Nesse ínterim, vale-tudo.

E outra descoberta. Talvez a experiência mais próxima da preparação para o início do desfile seja a militar. As alas, como os pelotões, se põem em seus devidos lugares. Sargentos (no caso vestidos de oficiais do Império) comandam aos berros: “Quero colunas de oito! Colunas de oito!”. Um desatento vira o nono passageiro na coluna da frente e leva um chega pra lá de um Capitão Nascimento do carnaval. “Vai pra trás, zero meia!”

Começa o desfile. Quer dizer, começa para quem está na frente da escola. A gente só sabe por causa dos fogos de artifício. Nada se move. Não se ouve nada. Apenas a espera. De pé, estático, saia rodada e uma Catedral da Sé apertando a testa. Dói. O sapato aperta. Por sorte não faz calor. O capitão nascimento faz uma recontagem das colunas.

Então, o carro à frente se move. Começou. Seguimos num anda-e-para que mais parece uma procissão. Até que a Sapucaí se aproxima. As luzes aumentam. Já dá para ouvir o baticum. Alguém ordena: “Samba! Samba se não te mandam lá pra trás!”. Eu obedeço. Com tantos aparatos sambar não é difícil. Basta se mover como um boneco gigante de Olinda.

Vem a esquina. E a luz. E uma multidão acenando bandeiras, cantando, aplaudindo. Aplaudindo quem? Eu, que não sei sambar? Eu, que tenho cara de gringo e sou ajudado/explorado por tudo que é taxista, pivete, camelô? Quem sou eu?

Naquele momento, descubro que não há identidade. Aplaudem a escola. “A escola somos nozes”. Eu sou a escola. Samba, condenado! Olha o buraco, olha o buraco. Corre, corre. Olha o relógio. Tá bom, ta bom.

Ih, olha a bateria no recuo! Achei o som baixo. Decepcionou. O Sepultura faz mais barulho. Nação Zumbi faz mais barulho. A Madrinha da bateria tava parada, bebendo água. Só deve sambar quando a câmera focaliza.

Um soldado imperial bigodudo passou meio desfile mandando eu andar mais rápido. Uns foliões bêbados na coluna de trás teimavam em enganchar suas plumas em nossos chapéus.

Enfim, a apoteose. A passarela não me pareceu tão curta como dizem. A galera da dispersão vibra. Só quero saber de tirar o chapéu. Dali, mais uns metros de lama e urina e entramos num táxi. Pra casa, por favor. Mas cuidado com a fantasia. Sábado eu quero voltar com ela.

Museu de grandes novidades – Lemmings

Mais uma do fundo do baú (ou melhor, da minha gaveta da casa dos meus pais): Lemmings original, em disquete.

Você já deve ter ouvido falar ou mesmo jogado Lemmings. É um jogo sensacional, do comecinho da década de 90, onde você deve evitar que Lemmings suicidas se joguem de penhascos.

Eis aqui um legítico exemplar da primeira edição do game, com direito a manual. Tudo cabia nesse disquete de 3 1/4, de 720 Kb.

disquete e manual do jogo Lemmings

Melhor que isso só mesmo o manual. O trecho fotografado para a posteridade fala dos requisitos técnicos e das vantagens que o jogador terá se tiver em seu computador um novo dispositivo chamado “mouse”. Diz o manual”:

Para sistemas MS-DOS com hard disks:
1. Ligue seu computador com versão 3.0 ou superior do DOS. Se você quiser usar um mouse (Sim, sim! Use um mouse!), certifique-se de que o driver de seu mouse esteja instalado.
2. Insira o disco apropriado no drive de disquetes e rode o programa de instalação.
3. Digite o diretório em que você deseja instalar o programa Lemmings, e inicie o programa digitando “LEMMINGS”
4. Se perguntado, selecione a placa gráfica disponível (N. do T. Você podia optar pelo CGA de 4 cores ou pelo potente EGA de 16)
5. Se ingadado sobre o tipo de equipamento, selecione a opção 1.
6. Você deve estar agora no menu principal. Se você estiver usando um mouse, simplesmente clique com seu botão esquerdo para continuar. Se não, aperte F4 para selecionar seu método de controle e então pressione seu botão de “disparar” ou equivalente para começar!

Manual do jogo Lemmings

Mario Bros recriado como fase de Doom

Essa eu peguei no Boing Boing, que pegou no TechEBlog. A falta de originalidade ainda destruirá a humanidade.

Resumindo: um maluco recriou a primeira fase de Mario Bros com o engine de Doom. Muito legal.


Mario Bros Doom

As vassouras e o Aspira

Eu tinha prometido a mim mesmo jamais fazer paródias de Tropa de Elite, mas não resisti. Peço desculpas aos leitores.

As vassouras e o Aspira

Macumba B2B

Em tempos de aquecimento global, crise no Senado e globalização, até mesmo os macumbeiros precisam fazer uma reengenharia, cortar custos, integrar elementos web 2.0 a seus negócios e aprender as palavras de ordem da nova economia. Foi o que fez o cidadão responsável por esse anúncio veiculado em táxis do Rio de Janeiro.

Se você sentir que seu astral não anda lá essas coisas, ligue pra ele. O consultor em assuntos afro-esotéricos garante atendimento personalizado para você alcançar boas vibrações. Mais discrição só no Boston Medical Group. E não se esqueça: “aqui o fato é real”.

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