Arquivo para 'Música'

10 músicas em versões Nerd

1. Pen drives me crazy
2. Rock around the overclock
3. Quando o Sun bater no Windows do teu quarto
4. Backup (Yesterday)
5. Flashdance, Flexdance e Javadance
6. Another Wii in the Wall
7. Me apaixonei pelo avatar errado
8. We will iPod you
9. Opera Mobile do Malandro
10. F1! (Help!)

Paguei dez real no novo Radiohead

Radiohead - In RainbowsOlhos rasos d’água, acabo de ouvir In Rainbows, sétimo álbum do Radiohead. Ouço em MP3, desbloqueado, que baixei na Internet. O link do arquivo zip? Quem me passou foi a própria banda, por e-mail. Ouço sem medo do Capitão Nascimento bater na minha casa. Paguei 2,5 libras (uns R$ 10) pelo download.

Para quem não sabe (sei lá, muita gente vive em Marte esses dias), o Radiohead lançou ontem (10/10) seu novo álbum de uma maneira revolucionária: distribuição pela internet, sem DRM. O preço? Você decide. Um campo em branco pergunta ao usuário quanto ele deseja pagar pelo álbum (grátis é uma opção). Eu quis pagar. Primeiro, porque fiz duas juras na vida: “Nunca mais passarei fome novamente” (mentira, fiz não) e “Jamais piratearei um Radiohead, um Legião Urbana ou um Los Hermanos” (essa eu fiz mesmo). Segundo, porque acho que R$ 10 é preço mais do que justo por um disco. Terceiro, porque preciso retribuir esses 11 anos de felicidade e de ininterruptas e incontáveis reproduções de Ok Computer & cia.

O álbum? Curtinho, 10 faixas, 42 minutos, maravilhoso. Radiohead. Menos hermético e eletrônico do que Kid A e Amnesiac (brilhantes mas que você leva um tempão para digerir), com faixas que a banda vem executando ao vivo há algum tempo. As letras não deu para sacar ainda e aí a gente começa a ver a falta que faz uma capinha, um encarte, um “deitar no sofá e ficar ouvindo o som lendo os encartes”. Mas nada que Google não resolva.

O disco saiu ontem. O hit até agora é a faixa 3, Nude, com quase 9 mil ouvintes no Last.fm (http://www.last.fm/music/Radiohead/In+Rainbows). Obrigado Radiohead. Quer o seu? Compra (ou só baixa) aqui: www.radiohead.com

É esquisito mas é bom

Sempre achei Bjork uma pessoa muito esquisita.

Por outro lado, soube que a islandesa anda exibindo o incrível Reactable (veja o vídeo) em sua turnê. E isso é beeem legal.

E no último sábado a vi cantando com uma banda que tinha um Macbook e um coro de 10 islandeses no Saturday Night Live. Totalmente geek também, o que chamou minha atenção.

Então, na segunda-feira, caiu em minhas mãos um belíssimo exemplar da versão brasileira da Rolling Stone. Matéria vai matéria vem, surge uma entrevista com Bjork.

Duas vezes em três dias é demais para ser coincidência. Então resolvi arriscar me pus a ouvir “Volta”, novo trabalho da esquimó.

O disco, assim como a Bjork, é muito esquisito.

Mas, assim como a Bjork, é esquisito mas é legal.

Discos com músicas que começam com apitos de navio não podem ser de todo ruins.

Taí a dica. “Volta”, da Bjork. Disponível nas melhores lojas ou vocês sabem aonde.

Se um dia eu entender o disco eu explico pra vocês.

Meu encontro com o Rei

Acontece com quase todo mundo. Um dia, de repente, você se vê no meio de um show do Roberto Carlos.

Numa escala dos espetáculos que já pude assistir, fica alguns milhões de anos-luz abaixo do R.E.M. no Rock in Rio e da Legião Urbana no Metropolitan, mas está bem acima de uma palestra-show do Augusto Cury (isso existe, acredite) e de um pocket-show do Jota Quest.

Assistir a um show de Roberto Carlos é como sentar na mesma mesa de bar com um grupo de controladores de vôo ou de operadores da bolsa. Você presenciará um diálogo incrivelmente divertido, desde que você entenda as quinhentas gírias, referências e jargões restritos àquele grupo.

A seqüência das músicas, as balzaquianas histéricas, as declarações de amor de meninas, senhoras, vovós e homens (!!!), o final sempre com “Jesus Cristo” e o arremesso de rosas… é um mais do mesmo que faz todo sentido para aquele grupo fiel. E, justiça seja feita, algumas canções de fato merecem constar em nosso repertório musical coletivo.

Mas um mistério permanece. Se os arranjos são bastante convencionais, se as músicas são as mesmas há décadas, se os músicos são os mesmos há décadas, se até a senhora de vestido de oncinha na mesa do lado subiria ao palco e tocaria as canções…

Por que a banda do Roberto Carlos precisa de um maestro!?!?!?

Músicas que eu ouviria um milhão de vezes

Tem músicas que a gente consegue ouvir hora após hora, dia após dia… por exemplo, eu ouço semanalmente há dez anos pelo menos dois discos: “Ok Computer” e “The Best of The Smiths”. Fora a discografia completa da Legião.

Minha lista de músicas que eu ouviria se fosse congelado em carbono feito Han Solo ou em suspensão animada por longos anos, como em Aliens:

Girl Afraid e How Soon Is Now, The Smiths

Sad but True e Enter Sandman, Metallica

Stranger in a strange land e The Trooper, Iron Maiden

Metal contra as nuvens e Eu Sei, Legião Urbana

Even Flow e Jeremy, Pearl Jam

Karma Police e Paranoid Android, Radiohead

Don´t Stop Till you get enough e Billie Jean, Michael Jackson

Quem sabe
e O Vencedor, Los Hermanos

Sheena is a punk rocker e I believe in miracles, Ramones

It’s the end of Last.fm as we know it… and the CBS will feel fine…

Last.fm
Não sei se fico feliz ou em pânico com essa notícia. A CBS comprou o site inglês Last.fm pela bagatela de US$ 280 milhões. Deveria ficar feliz por ver gente que tem idéias geniais e as executa com primazia sendo recompensada. E triste porque normalmente o fim das histórias das criativas start-ups compradas por gigantes não é nada feliz… Seriam estes os last days do Last.fm?

Resta torcer para, com essa grana, eles desenvolverem um plug-in que funcione nos novos Walkman, da Sony-Ericsson…

P.S.1. Confira a notícia da compra na Info Exame
P.S.2. Não conhece o Last.fm? Ë só conferir (e clicar) no meu hit parade na coluna cinza aqui ao lado.
P.S.3. O título desta nota é do bravo Leonardo Paiva.

Gollum e Smeagol cantam Barry White

O cúmulo da pop-nerd-art. Gollum e Smeagol (de O Senhor dos Anéis) cantam Barry White. Precisa dizer mais? Sensacional.

Heck, No! (I´ll never listen to techno)

O videoclip abaixo já foi visto mais de um milhão de vezes no You Tube. A banda? Maldroid, que nem sequer tem um disco gravado. Tudo que existe é um EP, Malfunction, com cinco músicas e vídeos hiper bem-bolados. A banda estourou quando ganhou um concurso de vídeos no You Tube, no final do ano passado. Por aqui, ainda não é muito conhecida.

Com vocês, “Heck, No! (I´ll never listen to techno)”, uma música sobre o dia em que os robôs dominarem o planeta.