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	<title>Brogue do Cassano :: Comunicação, nerdices, mídias sociais e tecnologia</title>
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	<description>Nerdices, tecnologia, internet, comunicação, mídias sociais e milkshake</description>
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		<title>Paulo Barros e o mashup como forma de inovar</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Feb 2010 21:45:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rcassano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Treconologia]]></category>
		<category><![CDATA[carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[inovação]]></category>
		<category><![CDATA[mash up]]></category>
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		<description><![CDATA[Não entendo muito de carnaval (até desfilei uma vez, mas isso é outra história), mas curto acompanhar os desfiles. E desde o carnaval 2007, quando apresentou um enredo sobre fotografia, sou fã da Unidos da Tijuca. Este ano, depois de muito bater na trave, a agremiação faturou o carnaval do Rio de Janeiro. Paulo Barros, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não entendo muito de carnaval (<a href="http://www.cassano.com.br/brogue/2008/02/tem-nerd-no-samba.htm">até desfilei uma vez, mas isso é outra história</a>), mas curto acompanhar os desfiles. E desde o carnaval 2007, <a href="http://www.cassano.com.br/brogue/2007/02/o-que-a-unidos-da-tijuca-nos-ensina.htm">quando apresentou um enredo sobre fotografia</a>, sou fã da Unidos da Tijuca. Este ano, depois de muito bater na trave, a agremiação faturou o carnaval do Rio de Janeiro. Paulo Barros, o carnavalesco, mais uma vez é incensado por público e pela imprensa. O que ele tem de especial?</p>
<p><a href="http://www.cassano.com.br/wp-content/uploads/2010/02/unidos_tijuca.jpg"><img src="http://www.cassano.com.br/wp-content/uploads/2010/02/unidos_tijuca-300x191.jpg" alt="Desfile da Unidos da Tijuca / Carnaval 2010" title="Unidos da Tijuca" width="300" height="191" class="alignleft size-medium wp-image-717" /></a>Paulo Barros não vive 100% o mundo do carnaval. Isso é visível em seu discurso e em suas referências. Ele vive em diversos mundos, como a maioria de nós. Olha o mundo e suas tendências como inspiração. E, mais que tudo, <strong>Paulo Barros entendeu que vivemos a era do mashup</strong>.</p>
<p>Seus desfiles saem da mesmice e encantam porque não procuram inovar dentro do repertório repleto de “miscigenação”, índios, e “&#8230; é carnaval!”. Ele busca inovar trazendo elementos corriqueiros de outros universos.</p>
<p>Sua premiada comissão de frente com bailarinos fazendo seis trocas de roupa a cada dois minutos nada mais é do que um truque do mundo do ilusionismo. O mesmo caminho levou Jack Sparrow, Batman, Michael Jackson e Homem-Aranha para a Avenida. Seus desfiles trazem elementos do teatro, do cinema, dos quadrinhos.</p>
<p>O enredo foi sugerido por um adolescente, via Orkut. Paulo Barros não fala de internet de forma caricata e desentendida, como fez a Portela este mesmo ano. Ele traz a internet como linguagem, como cultura.</p>
<p>O segredo de Paulo Barros é a mistura. Ele cria a partir não das referências que desenterrou de gravuras da época de Cabral, ou de lendas indígenas desconhecidas. Ele cria a partir das referências que cada um de nós, que não vive 100% carnaval, temos. Paulo descobriu que é muito mais fácil e inovar pelo mashup do que por variações sobre o mesmo tema.</p>
<p>Se você quiser inovar, ser um Paulo Barros na sua indústria, tente descobrir o que é seu carnaval e que elementos você pode trazer dos carnavais dos outros.</p>
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		<title>Conjugações do verbo buzzar</title>
		<link>http://www.cassano.com.br/brogue/2010/02/conjugacoes-do-verbo-buzzar.htm</link>
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		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 21:01:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rcassano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[buzz]]></category>
		<category><![CDATA[buzzar]]></category>
		<category><![CDATA[conjugação]]></category>
		<category><![CDATA[google buzz]]></category>
		<category><![CDATA[twitter]]></category>
		<category><![CDATA[verbos]]></category>

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		<description><![CDATA[Atendendo a pedidos, atualização do &#8220;Guia de Conjugação do Verbo Tuitar&#8221; para o novo Buzz, do Google.
Quando vós buzzares, lembrai-vos destas conjugações.
Formas Nominais:
infinitivo: buzzar
gerúndio: buzzando
particípio: buzzado
Presente do Indicativo
eu buzzo
tu buzzas
ele buzza
nós buzzamos
vós buzzais
eles buzzam
Imperfeito do Indicativo
eu buzzava
tu buzzavas
ele buzzava
nós buzzávamos
vós buzzáveis
eles buzzavam
Perfeito do Indicativo
eu buzzei
tu buzzaste
ele buzzou
nós buzzamos
vós buzzastes
eles buzzaram
Mais-que-perfeito do Indicativo
eu buzzara
tu buzzaras
ele buzzara
nós [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Atendendo a pedidos, atualização do &#8220;<a href="http://www.cassano.com.br/brogue/2009/03/conjugacoes-do-verbo-tuitar.htm">Guia de Conjugação do Verbo Tuitar</a>&#8221; para o novo Buzz, do Google.</p>
<p>Quando vós buzzares, lembrai-vos destas conjugações.</p>
<p><strong>Formas Nominais:</strong><br />
<strong>infinitivo</strong>: buzzar<br />
<strong>gerúndio</strong>: buzzando<br />
<strong>particípio</strong>: buzzado</p>
<p><strong>Presente do Indicativo</strong><br />
eu buzzo<br />
tu buzzas<br />
ele buzza<br />
nós buzzamos<br />
vós buzzais<br />
eles buzzam</p>
<p><strong>Imperfeito do Indicativo</strong><br />
eu buzzava<br />
tu buzzavas<br />
ele buzzava<br />
nós buzzávamos<br />
vós buzzáveis<br />
eles buzzavam</p>
<p><strong>Perfeito do Indicativo</strong><br />
eu buzzei<br />
tu buzzaste<br />
ele buzzou<br />
nós buzzamos<br />
vós buzzastes<br />
eles buzzaram</p>
<p><strong>Mais-que-perfeito do Indicativo</strong><br />
eu buzzara<br />
tu buzzaras<br />
ele buzzara<br />
nós buzzáramos<br />
vós buzzáreis<br />
eles buzzaram</p>
<p><strong>Futuro do Pretérito do Indicativo</strong><br />
eu buzzaria<br />
tu buzzarias<br />
ele buzzaria<br />
nós buzzaríamos<br />
vós buzzaríeis<br />
eles buzzariam</p>
<p><strong>Futuro do Presente do Indicativo</strong><br />
eu buzzarei<br />
tu buzzarás<br />
ele buzzará<br />
nós buzzaremos<br />
vós buzzareis<br />
eles buzzarão</p>
<p><strong>Presente do Subjuntivo</strong><br />
que eu buzze<br />
que tu buzzes<br />
que ele buzze<br />
que nós buzzemos<br />
que vós buzzeis<br />
que eles buzzem</p>
<p><strong>Imperfeito do Subjuntivo</strong><br />
se eu buzzasse<br />
se tu buzzasses<br />
se ele buzzasse<br />
se nós buzzássemos<br />
se vós buzzásseis<br />
se eles buzzassem</p>
<p><strong>Futuro do Subjuntivo</strong><br />
quando eu buzzar<br />
quando tu buzzares<br />
quando ele buzzar<br />
quando nós buzzarmos<br />
quando vós buzzardes<br />
quando eles buzzarem</p>
<p><strong>Imperativo Afirmativo</strong><br />
buzza tu<br />
buzze ele<br />
buzzemos nós<br />
buzzai vós<br />
buzzem eles</p>
<p><strong>Imperativo Negativo</strong><br />
não buzzes tu<br />
não buzze ele<br />
não buzzemos nós<br />
não buzzeis vós<br />
não buzzem eles</p>
<p><strong>Infinitivo Pessoal</strong><br />
por buzzar eu<br />
por buzzares tu<br />
por buzzar ele<br />
por buzzarmos nós<br />
por buzzardes vós<br />
por buzzarem eles</p>
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		<title>Ciborgues em rede – as redes sociais e o mito do homem-máquina</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Feb 2010 00:06:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rcassano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[ciborgues]]></category>
		<category><![CDATA[CIBT]]></category>
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		<category><![CDATA[futuro]]></category>
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		<description><![CDATA[Lá está ela sobre a mesa, o encarando. Branca, pálida, com enunciados que zombam de você. Eles sabem a verdade. Sabem que você não sabe o que eles sabem. No caso, eles sabem a resposta, e você não. A professora caminha por entre as fileiras de carteiras de madeira, seus colegas concentrados, o barulho do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Lá está ela sobre a mesa, o encarando. Branca, pálida, com enunciados que zombam de você. Eles sabem a verdade. Sabem que você não sabe o que eles sabem. No caso, eles sabem a resposta, e você não. A professora caminha por entre as fileiras de carteiras de madeira, seus colegas concentrados, o barulho do grafite rascunhando somas, multiplicações, divisões. E os enunciados das questões zombando de você.</p>
<p>Você trava. “Quanto é 8 vezes 7?”. A resposta não vem. Você repassa mentalmente a tabuada, mas se perde antes de chegar lá. A professora passa por você. Desta vez, o cálculo vem rápido: “faltam umas cinco carteiras até ela se virar novamente. Dá tempo.” Você força o lápis contra a mesa. A ponta se quebra. Então, discretamente leva os dedos até o estojo. Puxa o zíper com cuidado para não fazer qualquer barulho. Enquanto os dedos tateiam sem pressa pelo apontador, os olhos vasculham o interior do estojo, em busca do lápis-tabuada. Lá está a resposta. Você aponta seu lápis e escreve “56” na prova.
</p></blockquote>
<p><a href="http://www.cassano.com.br/wp-content/uploads/2010/02/tabuada.jpg"><img src="http://www.cassano.com.br/wp-content/uploads/2010/02/tabuada-300x225.jpg" alt="" title="Lápis Tabuada" width="300" height="225" class="alignleft size-medium wp-image-707" /></a>Quase todo mundo já recorreu aos préstimos do lápis-tabuada, ou do colega da carteira da frente. O que fizemos, nessas situações, foi recorrer a uma ferramenta externa – o lápis ou os neurônios do colega – para ampliar nossos sentidos, nossas habilidades ou capacidades físicas. </p>
<p>Macacos e humanos possuem cérebros mais desenvolvidos que a maioria dos seres vivos. Some o cérebro a polegares opositores e você tem espécies animais plenamente adaptadas à invenção e ao uso de ferramentas. O monolito de <em>2001 – Uma Odisséia no Espaço</em>, que motiva os saltos evolutivos, faz com que o neanderthal perceba que ossos de mamute podem dar excelentes porretes e, com isso, ele ganha vantagem na luta pela sobrevivência. O lápis-tabuada, no dia da prova de matemática, cumpriu exatamente o papel do osso pré-histórico em 2001. A diferença é que você não precisou golpear a professora com o lápis até ela te dar uma nota 10.</p>
<p>Costumamos associar tecnologia a coisas que piscam, têm fios e custam caro. Na prática, quaisquer ferramentas que ampliam nossos sentidos e capacidades – de ossos de mamute a iPhones – são tecnologias. E quando a tecnologia e a ferramenta se tornam tão íntimas de nós, tão ligadas a nossos cérebros, ela se torna parte de nós. Nós viramos ciborgues.</p>
<p><strong>Todo taxista é um Robocop</strong><br />
Se você dirige, parabéns, você é praticamente um Robocop. Você não pensa: “vou girar o volante 30 graus, pressionar o pedal direito uns quatro centímetros, soltar o pé dois centímetros, pisar com o pé esquerdo o máximo que puder e mover esta alavanca da posição superior esquerda para esta imediatamente à direita e inferior”. Você simplesmente faz a curva e engata a segunda. O carro é uma extensão de seu corpo.</p>
<p>O mesmo vale para lápis, canetas, o mouse e, agora, a internet e as redes sociais.</p>
<p>Eu tenho uma memória horrível. Ruim mesmo. Há tempos brinco que terceirizei meu cérebro com o Google para livrar neurônios para coisas mais importantes. E é meio que verdade. Eu já não preciso saber dados exatos, números de telefone, endereços. Só preciso saber usar a discreta caixa sobre fundo branco, de onde surgem todas as respostas. </p>
<p><strong>Se você não está no Orkut, você não faz aniversário</strong><br />
Dia desses ouvi uma frase que achei tão divertida quanto simbólica: “Se você não está no Orkut, você não faz aniversário”. Faz sentido. Quando decidimos nos tornar dependentes dos telefones celulares, passamos a não saber mais nenhum número de telefone de cor. Agora, as agendas de papel foram definitivamente enterradas, já que recorremos aos avisos do Orkut – e de outras redes sociais – para saber quando é o aniversário de nossos amigos. Terceirizamos com o Google inclusive nossa memória afetiva. E quanto mais nos sentirmos à vontade com esta relação, mais ciborgues seremos.</p>
<p>O celular é um excelente exemplo da simbiose homem-máquina. Os heavy users manipulam seus aparelhos sem sequer olhar para eles. Sabem exatamente onde está cada coisa e liberam importantes áreas do cérebro para raciocinar sobre outras coisas. Usar o celular se torna um processo mecânico, como caminhar, descascar uma banana ou amarrar os sapatos.</p>
<p>Será que, além de alertar aniversários dos amigos, as redes sociais produzem a mesma relação? O que acontecerá conosco conforme deixarmos de terceirizar nossos cérebros com máquinas e passarmos a terceirizar nossos cérebros mais e mais com outras pessoas – algumas próximas como os colegas da escola, outras desconhecidas no outro lado do planeta?</p>
<p><strong>Nasce o homem-humano?</strong><br />
Será de fato o nascimento de um novo ciborgue? Não um homem-máquina, mas o ciborgue homem-humanidade? Será que precisamos mergulhar de cabeça numa Matrix tecnológica para nos conectarmos aos outros humanos?</p>
<p>Pois há indícios que nos ajudam a pensar desta forma.</p>
<p>No RPG<em> Dungeons &#038; Dragons</em>, o Observador (Beholder) é um monstro dos mais cascudos. Ele é uma esfera flutuante com centenas de olhos, e essa capacidade de ver em todas as direções, além de um raio petrificante, fazem dele um inimigo cruel. Em <em>O Senhor dos Anéis</em>, inspiração para o próprio D&#038;D, as <em>palantíri </em>eram espécies de bolas de cristal, usadas apenas por reis e grandes magos, para, entre outras coisas, poder observar o que se passava em terras distantes. </p>
<p>As redes sociais fizeram com que nossos computadores mais triviais, que nossos celulares e videogames se transformassem em palantíris. A cada instante, milhares de fotos são tiradas em câmeras digitais e celulares ao redor do mundo. E uma parcela cada vez maior dessas fotos têm destino certo: a “nuvem”, como é chamada a camada de serviços em rede que disponibilizam acesso a conteúdo de e para qualquer lugar.</p>
<p><strong>O Olho do Observador</strong><br />
As fotos que são capturadas e enviadas para redes sociais como o Twitter, por exemplo, tem por característica o imediatismo. Não são fotos elaboradas e artísticas, comuns às comunidades de imagem, como o Flickr. São registros – muitas vezes sem foco ou enquadramento adequado – do agora. Aqui, hoje, ao vivo. Quando se resolve acompanhar a timeline – seqüência de imagens postadas a cada instante, independentemente do autor –, o resultado é um sentimento de voyerismo extremo, mágico como numa bola de cristal. Temos a sensação – quase real e acertada – de estarmos vendo o mundo todo, agora, ao vivo. Não por câmeras instaladas em monumentos e praças, mas na intimidade de gente de toda a parte. Polaróides daquilo que pessoas de todo tipo julgaram relevante de ser compartilhado, de ser registrado, de ser preservado.</p>
<p>Também ligado ao Twitter e reforçando o famoso “jeitinho brasileiro” está um serviço informal de alertas que se utiliza da agilidade dos microblogs e da possibilidade de atualização da rua, por meio de celulares, para compartilhar a localização de blitzes policiais com bafômetros. Desta forma, pessoas dispostas a correr o risco de consumir álcool e dirigir podem evitar os bloqueios policiais da Operação Lei Seca.</p>
<p>É claro que o exemplo aqui é de algo no mínimo irresponsável e ilegal. Espancar pessoas com ossos de mamutes também não devia ser algo bacana nem na pré-história. Bombas atômicas nunca foram divertidas. Seria leviano achar que só usaríamos tecnologia para fins benéficos e altruístas. O fato é que, usando redes sociais e os neurônios dos amigos, estamos adquirindo poderes, como a famosa Percepção Extra-sensorial (PES), um sexto sentido que nos torna homens-aranha, capazes de notar quando um perigo se aproxima. Mesmo que esse perigo seja justamente a Lei.</p>
<p>Usaremos a simbiose homem-humanos para o mal? Para a criação de uma sociedade padronizada e pasteurizada? Correremos risco do controle por algum Grande Irmão? Ou seremos capazes de coisas antes restritas aos magos da ficção? Será que um dia, como no livro <em>Neuromancer</em>, de William Gibson, vamos mudar nossa alma para a máquina, como um software buscando um novo hardware, mais potente, durador e com menos bugs e limitações?</p>
<p>Nos idos de 1999, o hiperconectado jornalista Carlos Alberto Teixeira, o C.A.T. antecipava: “Um dia, todo mundo ainda vai implantar um chip no quengo”. A minha dúvida não é se um dia isso vai mesmo acontecer. A questão é: já aconteceu?</p>
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		<title>Paul: o primeiro e o último</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Feb 2010 23:53:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rcassano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[CD]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[consumo]]></category>
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		<description><![CDATA[All the Best!, uma coletânea da carreira-solo de Paul McCartney até meados dos anos 90, foi meu primeiro CD. Lembro de cada segundo de fascinação com o disco prateado, o som sem ruídos, sem risco de a fita embolar. Isso foi em 1992 e eu tinha acabado de ganhar um trambolhudo CD Player CCE. Daí [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>All the Best!</em>, uma coletânea da carreira-solo de Paul McCartney até meados dos anos 90, foi meu primeiro CD. Lembro de cada segundo de fascinação com o disco prateado, o som sem ruídos, sem risco de a fita embolar. Isso foi em 1992 e eu tinha acabado de ganhar um trambolhudo CD Player CCE. Daí em diante foram anos de consumo quase compulsivo das bolachinhas cintilantes.</p>
<p><div id="attachment_703" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.cassano.com.br/wp-content/uploads/2010/02/PaulNYC_CD.jpg"><img src="http://www.cassano.com.br/wp-content/uploads/2010/02/PaulNYC_CD-300x268.jpg" alt="Capa do CD Good Evening New York, de Paul McCartney" title="PaulNYC_CD" width="300" height="268" class="size-medium wp-image-703" /></a><p class="wp-caption-text">O último CD que eu compro?</p></div>18 anos depois faço algo que há muitos meses não fazia: compro um CD. É <em>Good Evening New York</em>, registro de uma (espetacular) performance de vovô-Paul nos Estados Unidos, em 2009. Chego em casa e repito o ritual de quase duas décadas: Tiro o plástico, vejo o encarte, me delicio com fotos, com a arte, com a experiência do produto físico, real, palpável. </p>
<p>Então me dou conta de que esse pode ser o último CD que eu compro. Salvo em ofertas com preços imbatíveis ou em pacotes atraentes (este Paul é um álbum duplo, mais um DVD do show), já não faz sentido comprar CDs, levar para casa e ripá-los. Mais simples seria baixá-los, legalmente mesmo. O CD físico não é mais de onde a música sai magicamente. É apenas o backup dos arquivos digitalizados que ouvimos no PC, no celular ou nas nuvens, via Last.fm.</p>
<p>Bate uma saudade, uma certa nostalgia. Lá na virada dos anos 90 para os 2000, nos primeiros debates sobre MP3, Bruno Gouveia, líder do Biquíni Cavadão e nerd assumido, escreveu sobre o tema em uma revista que eu editava. Ele levava fé no MP3 mas com ressalvas. “O MP3 não deve substituir o álbum, o CD, em todos os casos. Imagina você perder o álbum branco dos Beatles num crash do HD!”, disse ele.</p>
<p>Hoje o álbum branco está nas nuvens, dos torrents aos serviços legais. Está em videogames. Nenhuma destas experiências substitui a inauguração de um CD recém-comprado. Nenhuma delas substitui o cheiro do álbum guardado décadas, as marcas do tempo, o ingresso do show devidamente guardado ali.</p>
<p>Mas não posso esquecer que construí essas referências no primeiro contato com Paul, 18 anos atrás. No momento em que uma moribunda indústria nascia. No momento em que eu amadurecia como consumidor de música. Por mais que nossa geração tenha triplicado o tempo em que alguém se considera jovem, não dá para negar que, pelo menos no que diz respeito à relação com o produto música, todos da minha idade pra cima são tiozões. Ou vovozões como Paul McCartney. E o futuro da música não será composto por nós.</p>
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		<title>2010: De redes sociais para jogos sociais</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Jan 2010 15:21:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rcassano</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A pedido da Revista Webdesign, tentei prever algumas tendências para 2010 em redes sociais e mídia digital, em geral. Como qualquer previsão, o risco de errar é maior que o de acertar. Quem viver, verá.
“Prever o futuro é a melhor maneira de garantir seu lugar na história, como alguém que previu algo absolutamente errado. Embora [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A pedido da <a href="http://www.arteccom.com.br/webdesign/downloads/73/opiniao_73.pdf">Revista Webdesign</a>, tentei prever algumas tendências para 2010 em redes sociais e mídia digital, em geral. Como qualquer previsão, o risco de errar é maior que o de acertar. Quem viver, verá.</p>
<p>“Prever o futuro é a melhor maneira de garantir seu lugar na história, como alguém que previu algo absolutamente errado. Embora quase tudo que nos cerca seja evolutivo, vez em quando surge uma ruptura, algo que não havia sido previsto e que muda tudo. Isso vale tanto para o 11 de setembro como para o Twitter.</p>
<p>Mesmo assim, vou arriscar duas tendências que, acredito, farão barulho em 2010:</p>
<p><strong>1. O fim das redes sociais</strong></p>
<p>As redes sociais continuarão seu processo de crescimento e de amadurecimento. Elas serão inevitáveis e<br />
indispensáveis. Serão fortes e impactarão profundamente a forma de consumo e de troca/manutenção de laços afetivos e de informação. Elas serão tão grandes que desaparecerão. Mídias sociais, cada vez mais, se tornarão sinônimo de internet. Que cada vez mais se torna sinônimo de mundo.</p>
<p><strong>2. Jogos de Guerra. E de compras, e de amor, e de viagens</strong></p>
<p>Jogos. Por toda parte. Acredito num esfriamento da exploração do capital social, de fomentar o espírito de<br />
colaboração, participação e coautoria em troca da possibilidade de se virar microcelebridade. Esse espírito é<br />
fundamental em redes sociais, mas é natural apenas em uma pequena (porém poderosa) parcela das pessoas.</p>
<p>O apelo lúdico dos jogos, porém, tem alcance bem maior. Iniciativas ainda mambembes, como o FourSquare e<br />
os jogos de Facebook, nos apontam um caminho: travestir redes sociais como jogos para motivar a cocriação. Ou agregar redes sociais a jogos &#8211; XBOX 360 e sua Live -, impactando os games, os consoles e até a pirataria.”</p>
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		<title>Como identificar um dono de smartphone?</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 00:41:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rcassano</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Smartphones são aqueles celulares que agregam tantas funções que viram poderosos computadores de bolso, demandam uma Itaipu de energia para funcionarem e, em geral, são péssimos telefones. Mas quem tem, não vive sem (rima horrorosa). Tanto que dá para identificar fácil-fácil quem é dono de um iPhone, Android ou afim:
O dono de smartphone:

Ao entrar em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Smartphones são aqueles celulares que agregam tantas funções que viram poderosos computadores de bolso, demandam uma Itaipu de energia para funcionarem e, em geral, são péssimos telefones. Mas quem tem, não vive sem (rima horrorosa). Tanto que dá para identificar fácil-fácil quem é dono de um iPhone, Android ou afim:</p>
<p><strong>O dono de smartphone:</strong></p>
<ol>
<li>Ao entrar em qualquer ambiente desconhecido, ele checa todo o perímetro da sala em busca de tomadas onde possa recarregar a bateria;</li>
<li>Ele desenvolve uma incrível capacidade de andar e desviar de objetos enquanto se concentra totalmente em responder a uma piada por e-mail ou procurar por menções a si mesmo no Twitter;</li>
<li>Ele aprende (ou acha que aprende) a dirigir enquanto digita com as duas mãos no aparelho;</li>
<li>Ele não acha seu aparelho grande. As calças é que têm bolsos cada vez menores!</li>
<li>Foi banido de gincanas culturais em bares por uso excessivo de Wikipedia;</li>
<li>Ao conhecer novas pessoas, busca desesperadamente uma desculpa para fazer contas, ver as horas ou checar o trânsito no aparelho. Pode apresentar tremedeiras ou suor frio se, em alguns segundos, ninguém perguntar &#8220;Que aparelho é esse?&#8221;;</li>
<li>Mesmo com sol forte lá fora, ele sai de guarda-chuva se esta for a previsão do tempo no smartphone;</li>
<li>Não existe horário estranho para responder um e-mail. De preferência com o aviso de “Enviado de meu smarphone”;</li>
<li>Ele tem o telefone do adido cultural de Honduras no Iêmen, mas não tem o telefone da irmã no aparelho (claro, ele nunca trocou cartões de visita com ela);</li>
<li>Ele não fica muito tempo com o mesmo aparelho. Isso o faz retornar constantemente ao item 6 e aumenta a intensidade dos demais.</li>
</ol>
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		<title>Minha palestra no EDTED &#8211; Recife</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Nov 2009 17:27:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rcassano</dc:creator>
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		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
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		<description><![CDATA[Recife é uma cidade incrível. Explosão de mar, sol, cultura, tecnologia e de corajosos jovens empreendedores que, a 20 metros da praia de Boa Viagem num sábado de sol, dedicaram seu dia a ouvir palestras de Julius Wiedemann, Gil Giardelli e Luli Radfahrer e eu falando sobre design e redes sociais.
Como não é todo dia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recife é uma cidade incrível. Explosão de mar, sol, cultura, tecnologia e de corajosos jovens empreendedores que, a 20 metros da praia de Boa Viagem num sábado de sol, dedicaram seu dia a ouvir palestras de Julius Wiedemann, Gil Giardelli e Luli Radfahrer e eu falando sobre design e redes sociais.</p>
<p>Como não é todo dia que a gente vai a Recife, todo mundo fez ajustes nas apresentações. Aproveitei para incluir conteúdos novos. Ficou tão grande, que acabei cortando de 10 para 7 lições aprendidas. Mas ficou legal. Parece que o povo gostou.</p>
<p>Valeu Recife. Até a próxima!</p>
<div id="__ss_2500054" style="width: 425px; text-align: left;"><object style="margin:0px" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="355" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=ewd2009rec-091114110759-phpapp01&amp;stripped_title=7-coisas-que-aprendi-sobre-redes-sociais-edted-recife" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed style="margin:0px" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="355" src="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=ewd2009rec-091114110759-phpapp01&amp;stripped_title=7-coisas-que-aprendi-sobre-redes-sociais-edted-recife" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<div style="font-size: 11px; font-family: tahoma,arial; height: 26px; padding-top: 2px;">View more <a style="text-decoration:underline;" href="http://www.slideshare.net/">documents</a> from <a style="text-decoration:underline;" href="http://www.slideshare.net/rcassano">Roberto Cassano</a>.</div>
</div>
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		<title>Twitter: perdemos tempo demais com nossas regras e etiquetas?</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 21:38:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rcassano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
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		<description><![CDATA[Eu sou o homem que falava cassanês. Cassanês, dizem, é meu dialeto particular, que consiste em despejar palavras de maneira extremamente rápida, não raro pela metade e de forma muitas vezes incompreensível. Tento maneirar durante palestras ou entrevistas, mas no dia-a-dia é difícil mesmo segurar o ritmo. Mas acontece algo curioso. As pessoas mais próximas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Eu sou o homem que falava cassanês.</strong> Cassanês, dizem, é meu dialeto particular, que consiste em despejar palavras de maneira extremamente rápida, não raro pela metade e de forma muitas vezes incompreensível. Tento maneirar durante palestras ou entrevistas, mas no dia-a-dia é difícil mesmo segurar o ritmo. Mas acontece algo curioso. As pessoas mais próximas, que convivem comigo, acabam por aprender cassanês. Até onde eu sei, não há cursos, apostilas, gramáticas ou regras de como falar rápido-enrolado como eu. Elas aprendem por osmose. Assim como a gente acaba aprendendo a ouvir/falar um idioma só por estarmos vivendo num país.</p>
<p>O fenômeno que faz com que a convivência nos faça perceber e aprender códigos, regras e éticas de cada meio, vale para o uso da tecnologia e das redes sociais. Percebo isso quando <strong>vejo os novatos do Twitter dando RTs, usando tags, falando “corrão”</strong>. Como eles aprenderam? Qual foi seu manual?</p>
<p>Se é fato que há regras e etiquetas que sobrevivem ao crescimento do Twitter – e que definem a cultura de quem usa a ferramenta como algo maior que a ferramenta em si –, também é inevitável que muitas das “leis verbais” da rede se percam com seu crescimento. A vida é assim, não adianta fazer #mimimi.</p>
<p>Dá para dizer que <strong>quanto menor é a comunidade, quanto mais de nicho, mais regras ela tem. E mais destas regras são respeitadas</strong>. Experimente observar um grupo de motoqueiros, tipo <em>Hell’s Angels</em>. São inúmeros rituais, saudações, códigos&#8230; <strong>o mesmo vale para caminhoneiros, escoteiros, maçons e pioneiros do Twitter</strong>. Mas quando abrimos o foco de “caminhoneiros” para “motoristas”, os códigos rareiam e é preciso pôr polícia na rua para garantir que as regras básicas sejam respeitadas.</p>
<p>Conforme o Twitter cresce, reduz-se a sensação de grupo, de tribo. Como já não faz sentido falar em “internautas”, como a “blogosfera” hoje representa mais a panela dos <em>early</em> <em>adopters</em>, daqui a pouco não fará sentido nos percebemos como tuiteiros, twitters, o que for.</p>
<p><strong>O crescimento do Twitter diluirá suas regrinhas</strong>. Daqui a pouco USAR SEU JEITINHO E ESCREVER TUDO EM CAIXA ALTA pode deixar de ser falta grave (100 pontos na Carteira Twitteira de Habilitação). Dar RT sem citar a fonte pode não representar mais a apreensão da carteirinha de internauta. Usar script para ganhar usuários deixará de ser um problema. Na verdade, deixará de ser uma solução, quando nós, sub-celebridades digitais, assumirmos nosso posto real num ambiente popular e popularizado. <strong>E nada disso é necessariamente ruim.</strong></p>
<p>Quando o Homem instala uma sociedade, um grupo, há três coisas que ele invariavelmente acaba fazendo:</p>
<p><strong>1) </strong><strong>Ergue uma Igreja;</strong></p>
<p><strong>2) </strong><strong>Extermina os índios;</strong></p>
<p><strong>3) </strong><strong>Cria regras.</strong></p>
<p>As igrejas do vilarejo chamado Twitter são os gurus, os pioneiros, aqueles que elegemos como representantes das melhores práticas, líderes espirituais incontestes. Os índios não foram exterminados, mas a verdade é que, para os pioneiros, quanto mais os nativos do Orkut ficarem longe, melhor. <strong>Um dos motivos que nos faz adorar os <em>memes</em> é que sabemos que a maioria das pessoas não faz idéia do que eles são</strong>. Os <em>memes</em>, por serem exclusivos, nos mantêm ligados como grupo. Conhecer a Susan Boyle, o Zina, seguir o @realwbonner, saber do barraco A, B ou C. É o que nos une. Quando todos conhecem – ou quando o conhecimento está disperso – o grupo se dissipa.</p>
<p>Isso posto, será que faz sentido gastarmos tanta energia discutindo as vaidades de nosso mundinho? Será que não é perder tempo demais explorando só a parte visível do iceberg? <strong>Se o Twitter, como nosso ecossistema digital, não sobrevive a um bando de adolescentes clamando pelos Jonas Brothers ou tem sua credibilidade ameaçada por um post pago aqui e uma jovem que usa scripts acolá, o problema não está nem nos Jonas Brothers nem no script. O problema está no Twitter. </strong>O problema é dessa “sociedade” que a gente criou, que é frágil demais. Que depende de regras fadadas ao esquecimento. Os índios estão invadindo o forte-apache e queimando a igreja. Quer saber? Deixa invadir. Vai ser bom pra todo mundo.</p>
<p>O Twitter, as redes sociais em geral, são só o começo. Não adianta murar o terreno agora, pois o terreno está se expandindo, crescendo, novas espécies surgindo.  A gente tem mania de ficar discutindo porque o mar está recuando na praia ao invés de se preparar para o tsunami que vem em seguida. #<strong>prontofalei</strong>.</p>
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		<title>10 coisas que o Rio poderia aprender com São Paulo</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 17:56:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rcassano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[cidades]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>

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		<description><![CDATA[ Sou carioca, do tipo que força o erre de mermão e o chi de “tchia” e “leitche”. Que fala futiból e se emociona com as mesmas paisagens há mais de trinta anos. Mas isso não me impede de reconhecer algumas coisas que, sim, os cariocas podem e precisam aprender com os paulistas.
São Paulo é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-677" title="O Rio" src="http://www.cassano.com.br/wp-content/uploads/2009/10/rio-150x150.jpg" alt="O Rio" width="150" height="150" /> Sou carioca, do tipo que força o erre de <em>mermão </em>e o chi de “tchia” e “leitche”. Que fala <em>futiból </em>e se emociona com as mesmas paisagens há mais de trinta anos. Mas isso não me impede de reconhecer algumas coisas que, sim, os cariocas podem e precisam aprender com os paulistas.</p>
<p>São Paulo é uma cidade estranha. É gigante, mas ao mesmo tempo provinciana. Julgo crer que muitos paulistas (e paulistanos) ignoram o fato de que existe civilização ao norte de Santos. É um lugar de leitura difícil, que não se explica totalmente na esquina da Ipiranga com São João, nem na deselegância discreta de suas meninas.<br />
<img class="alignright size-thumbnail wp-image-678" title="São Paulo" src="http://www.cassano.com.br/wp-content/uploads/2009/10/saopaulo-150x150.jpg" alt="São Paulo" width="150" height="150" /><br />
São Paulo se revela aos poucos, tímida. Vai mostrando sua face, um certo charme. Uma lógica própria perdida entre concreto e motoboys. Lógica que, como tal, faz sentido. Até o ponto em que você entende São Paulo e consegue ver além do óbvio, além do preconceito.</p>
<p>Há muitas coisas boas em São Paulo. Coisas que não me incomodariam nem um pouco se fizessem parte de uma “paulistização do carioca”. Por exemplo:</p>
<p>1)	Paulistas respeitam cruzamentos nas ruas;<br />
2)	Os sinais/semáforos/faróis ficam colocados no lado de lá do cruzamento. Assim, ninguém precisa ficar de pescoço torto só porque parou bem embaixo do dito-cujo;<br />
<strong>3)</strong> Nota Fiscal Paulista. Imagino que isso tenha reduzido horrores a sonegação, e com um benefício palpável para as pessoas (mesmo que simbólico);<br />
<strong>4)</strong> Futebol profissional;<br />
<strong>5)</strong> Aquela lombada invertida em alguns cruzamentos. Ok, elas detonam a suspensão, mas forçam o motorista a dar uma paradinha e olhar para os lados antes de avançar;<br />
<strong>6)</strong> Leis que pegam. Tenho a impressão de que algumas leis pegam em São Paulo (e outras não). Aqui, me parece que nenhuma lei pega, nunca;<br />
<strong>7)</strong> Metrô que realmente liga o ponto A ao ponto B;<br />
<strong>8)</strong> Obras. São Paulo está permanentemente em obras. Tem sempre algo subindo, um viaduto, uma nova estrada. Quando se resolve fazer obras no Rio saem monstros bizarros como a Cidade da Música;<br />
<strong>9)</strong> Friozinho gostoso. Não reclamaria se dias de Rio 40<sup>o</sup> fossem intercalados com noites de Rio 10<sup>o</sup>, vendo um filme na TV e acompanhados de boa comida e vinho;<br />
<strong>10)</strong> Macarrão. Aliás, São Paulo é a prova de que massa e macarrão não são a mesma coisa.</p>
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		<item>
		<title>Philip K. Dick, Ubik e o pretérito do futuro</title>
		<link>http://www.cassano.com.br/brogue/2009/09/ubik-e-o-preterito-do-futuro.htm</link>
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		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 02:31:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Prosa e verso]]></category>

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		<description><![CDATA[Acabo de ler o excelente Ubik, de Philip K. Dick, um dos maiores nomes da literatura de ficção científica de todos os tempos. Aliás, um dos apelos do livro é que ele foi considerado pela revista Time um dos 100 melhores em língua inglesa escritos depois de 1923. E faz jus à honraria.
Publicado em 1969, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acabo de ler o excelente <em>Ubik</em>, de Philip K. Dick, um dos maiores nomes da literatura de ficção científica de todos os tempos. Aliás, um dos apelos do livro é que ele foi considerado pela revista <em>Time </em>um dos 100 melhores em língua inglesa escritos depois de 1923. E faz jus à honraria.</p>
<div id="attachment_665" class="wp-caption alignleft" style="width: 210px"><img class="size-full wp-image-665" title="Ubik, de Philip K. Dick" src="http://www.cassano.com.br/wp-content/uploads/2009/09/Aleph_Ubik.jpg" alt="Capa de Ubik, de Philip K. Dick" width="200" height="299" /><p class="wp-caption-text">Ubik, de Philip K. Dick</p></div>
<p>Publicado em 1969, <em>Ubik </em>está para <em>Minority Report </em>assim como <em>Neuromancer</em>, de William Gibson, está para <em>Matrix</em>. Estão lá precogs, pessoas capazes de prever o futuro e uma ousada visão de como seria o amanhã.</p>
<p>E é sobre a arriscada tarefa de prever o futuro que pretendo falar. Em tempos de evolução tecnológica e cultural cada vez mais rápida, o ofício de escritor de ficção científica se tornou tão ingrato quanto o de técnico do Fluminense. A chance de prever futuros anacrônicos é enorme e a saída mais honrosa  acaba sendo apelar para mundos fantásticos e universos paralelos. Mas a previsão furada tem enorme valor. Ela nos permite saber o que não passa de evolução e o que de fato foi revolucionário.</p>
<p>Pensemos nas comunicações. Um item mais presente na ficção científica em geral do que venezuelanas em finais do Miss Universo é o videofone. Até os Jetsons têm um aparelho desses. Mas quantas obras anteciparam o telefone celular? <em>Jornada nas Estrelas </em>conta ou já era recente demais?</p>
<p>A internet, então, passou longe da maioria. Um de meus heróis literários, Douglas Adams, previu a Wikipedia, ao descrever o <em>Guia do Mochileiro das Galáxias </em>como uma obra coletiva. Adams, por sinal, já mereceu um post exclusivo pelas previsões de seus livros. Se bem que, nesse caso, ele está mais para inspirador/provocador do futuro.</p>
<p>Os videofones estão presentes em <em>Ubik, </em>que foi publicado no ano em que o homem pisou na Lua. Dick empurrou a história bem pra frente, para não ter que se explicar com chatos como eu. Ela se passa em um futuro longínquo (para o autor): 1992. No ano em que vimos pela TV um arqueiro errando a pira olímpica nas Olimpíadas de Barcelona, Dick imaginou que teríamos espaçonaves explorando o espaço, e colônias em Marte e na Lua.</p>
<p><strong>Outras deliciosas previsões:</strong></p>
<p>- O custo de vida aumentaria tanto que tudo passaria a ser pago. Os personagens do livro <strong>pagam a seus próprios eletrodomésticos</strong> pelas coisas mais simples, como fazer café, ligar o chuveiro, ver as notícias ou abrir a porta.</p>
<p>- O mais curioso é COMO eles pagam: moedas. <strong>Moedinhas por toda parte</strong>.</p>
<p>- Mas também existe uma espécie de <strong>cartão de crédito</strong>, dispositivos que armazenam o dinheiro da época, os pós-creds.</p>
<p>- O mais legal é a <strong>máquina de notícias</strong>. Ela é operada por voz, e permite total customização. O usuário pede à máquina o que ele quer ver. Incrível visão quando o máximo da tecnologia da época era a nascente transmissão em broadcast via satélite. Ao escolher o que se quer ver, a máquina&#8230; imprime em quatro cores uma folha com as matérias escolhidas. Dick preferiu não fazer da TV ou do telefone o meio de informação, mas sim o papel, produzido sob demanda e com alta tecnologia.</p>
<p>- Ao tentar operar uma <strong>nave espacial</strong>, os personagens operam um sistema eletrônico de busca de informações que, ao encontrar o que é procurado, gera um <strong>cartão perfurado</strong>, que é inserido no computador para passar as informações.</p>
<p>- <strong>Cigarro</strong>. Muitos. Todo mundo fuma.</p>
<p>- Áudio: A tecnologia futurista de áudio inclui <strong>rádio-gravadores</strong> poderosos, que gravam e reproduzem cassetes como ninguém. Nisso ele acertou. Se hoje vivemos a era do MP3, em 1992 os CDs ainda engatinhavam e os K7s imperavam.</p>
<p>- A limpeza dos apartamentos é feita por <strong>robôs</strong>. Mediante o pagamento de algumas moedas, claro.</p>
<p>- Mídia: existe uma <strong>TV planetária</strong>, e anúncios nesta TV, em caixas de fósforos e malas-diretas ainda são ótimas oportunidades de comunicação.</p>
<p>E tem mais, que guardo para quem ler <em>Ubik. </em>Nada disso diminui o valor do livro ou do autor, morto em 1982. Pelo contrário. Nos depararmos com uma previsão de um futuro que já passou adiciona uma nova e deliciosa camada a um livro já interessantíssimo. Fica a dica.</p>
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		<title>Seeding é isso: inspirar pessoas a inspirar pessoas</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Aug 2009 00:21:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rcassano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[EDTED]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[ewd]]></category>
		<category><![CDATA[futuro]]></category>
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		<description><![CDATA[Em visita à Infnet, fui abordado por um jovem, cabelo grande, jaqueta azul, aquele olhar determinado de quem quer sugar toda informação que passar por sua frente.
Eu estava sentado em um banco, me dividindo entre o laptop, o celular e o Blackberry. Ele se aproximou, se sentou ao meu lado, pensou duas vezes e perguntou:
- [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em visita à Infnet, fui abordado por um jovem, cabelo grande, jaqueta azul, aquele olhar determinado de quem quer sugar toda informação que passar por sua frente.</p>
<p>Eu estava sentado em um banco, me dividindo entre o laptop, o celular e o Blackberry. Ele se aproximou, se sentou ao meu lado, pensou duas vezes e perguntou:</p>
<p>- Você palestrou no 12o Encontro de Web Design, não foi?</p>
<p>Respondi que sim e confirmei com ele se tinha sido aquele no Hotel Glória, no Rio. Ele continuou:</p>
<p>- Foi meu primeiro evento desse tipo, nunca tinha ido. Gostei muito de todas as palestras. Elas me motivaram a me esforçar.</p>
<p>Ele contou que começou a trabalhar com web como frila, inclusive com clientes europeus. Com a grana dos frilas, entrou para a graduação no Infnet. Contou também que trabalha em um projeto social, o Kabum, voltado para inclusão digital de jovens carentes.</p>
<p>- É fácil lidar com os alunos, porque eu moro na Rocinha -, revelou o jovem profissional, que nunca tinha ido a um evento da área e que, inspirado pelas apresentações, acreditou que poderia seguir carreira, conquistou clientes e investiu em mais conhecimento. E que não esperou o bolo crescer para começar a dividir.</p>
<p>É uma alegria e uma honra muito grande saber que tenho uma modesta participação nisso, por, junto com outros profissionais, ter subido naquele palco no Hotel Glória e inspirado pessoas a perseguirem sonhos &#8211; alguns que eles nem sabiam que tinham até aquele dia. </p>
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		<title>(Minhas) grandes descobertas da Humanidade: a batata corada</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Jul 2009 00:09:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rcassano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[aprendizado]]></category>
		<category><![CDATA[curiosidade]]></category>
		<category><![CDATA[descobertas]]></category>
		<category><![CDATA[infância]]></category>
		<category><![CDATA[memórias]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu devia ter uns 12 anos. Para todos os efeitos, era uma criança. Colecionava bonecos, assistia Transformers na TV, devorava quadrinhos e enciclopédias e, hábito que preservo, adorava batatas.
Passando férias na casa de uns tios, fomos pernoitar em uma fazenda (talvez um sítio, mas para mim era um latifúndio sem fim) em Teresópolis. Foi um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu devia ter uns 12 anos. Para todos os efeitos, era uma criança. Colecionava bonecos, assistia Transformers na TV, devorava quadrinhos e enciclopédias e, hábito que preservo, adorava batatas.</p>
<p>Passando férias na casa de uns tios, fomos pernoitar em uma fazenda (talvez um sítio, mas para mim era um latifúndio sem fim) em Teresópolis. Foi um fim de semana de muitas descobertas. Por exemplo, ao nadar em uma piscina de água natural, aprendi como é – literalmente – engolir sapo. No caso, pequenos girinos. A sensação é muito parecida com engolir uma aspirina, com a diferença de que, nesse caso, você fica imaginando a aspirina sacudindo a cauda dentro do seu estômago.</p>
<p>Também descobri, andando pelo gramado onde havia uma quadra de tênis, que cobras fazem buracos no chão, não por acaso chamados “buracos de cobra”. E que a presença de cobras ali estava intimamente ligada à presença dos sapos, pais do girino que eu havia engolido. “Onde tem sapo, tem cobra”. E pior, que eu não deveria pisar nos sapos, visto que eles lançariam um líquido venenoso que prontamente me deixaria cego.</p>
<p>Minha crença na precisa mira dos sapos foi total e instantânea. Idem para a constatação de que todo e qualquer buraco tinha uma cobra dentro (sem duplo sentido, por favor, eu mal tinha 12 anos).</p>
<p>Com a noite caindo, e todos recolhidos ao interior da grande casa, aprendi a jogar paciência (sim, achei extremamente divertido). Mas minha cabeça estava lá fora. Mais exatamente, no céu que gradativamente escurecia.</p>
<p>Tinha grande esperança de ali, longe da cidade, finalmente contemplar a Via Láctea, mancha branca que deveria cobrir boa parte do céu em noites sem lua e sem a poluição das cidades. Aquela era minha grande oportunidade de, como bom cientista, comprovar com meus próprios olhos o que as enciclopédias diziam.</p>
<p>Mas então a ciência foi derrotada pelos sapos. Ao abrir a porta da casa, já envolta num breu absoluto, eu pude ouvir os coaxares, vindo de toda parte. Não sabia se eles estavam perto, ou longe. E, pior, não fazia idéia de onde estavam todas aquelas cobras à caça de sapos. A escuridão fez do gramado em torno da casa uma savana selvagem.</p>
<p>Não tive coragem de sair, e da porta, sob as telhas da varanda, não dava para ver o céu. Tive que esperar muitos anos ainda para descobrir que os livros não mentiam.</p>
<p>Mas a grande e mais fantástica descoberta ainda estaria por vir. Mais exatamente, no almoço do dia seguinte. Quando elas chegaram, olhei com estranheza. Afinal, tinham aquelas bordas queimadinhas, em leve tom de marrom, exatamente como as fritas. Tinham aquela superfície mais áspera, seca, também como as fritas. Mas eram redondinhas, como uma batata na manteiga. Era um conjunto de forma, aparência e textura novo para mim. Eram minhas primeiras batatas coradas.</p>
<p>Àquela altura eu era um homem rodado de batatas. Já tinha comido várias, de muitos tipos. Fritas, palha, palito, purê, de forno&#8230; mas coradas, meio assadas meio fritas, crocantes por fora e macias como um purê por dentro&#8230; ah&#8230; foi minha primeira vez.</p>
<p>Acho que se me dissessem que havia mais um prato cheio de batatas coradas no meio da grama, à noite, eu enfrentaria sapos e cobras pelo direito de repetir no jantar a descoberta do almoço.</p>
<p>Isso tem uns vinte anos. Mais, talvez. Mas consigo reviver cada detalhe. Da sala com vigas e teto de madeira, de iluminação suave, do sabor daquela nova batata, do coaxar dos sapos.</p>
<p>E do aprendizado: o mágico, o fantástico, o maravilhoso da ignorância é a alegria incomparável quando percebemos que acabamos de descobrir algo. Que não precisa ser o fogo, a roda, a penicilina. Pode ser as regras do jogo de paciência. Ou o sabor de uma batata corada. Basta ser algo que não sabíamos que existia e que agora conhecemos bem.</p>
<p>Quando se tem 12 anos, o mundo inteiro é um laboratório e tudo são grandes descobertas. Felizes aqueles que têm 12 anos para sempre.</p>
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		<title>Gerador de pautas para o Globo Repórter</title>
		<link>http://www.cassano.com.br/brogue/2009/06/gerador-de-pautas-para-o-globo-reporter.htm</link>
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		<pubDate>Sun, 21 Jun 2009 21:21:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rcassano</dc:creator>
				<category><![CDATA[CIBT]]></category>
		<category><![CDATA[globo repórter]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>

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		<description><![CDATA[O Globo Repórter sempre foi uma das melhores coisas da TV aberta. Em tempos pré-TV a cabo, era a fonte praticamente exclusiva de bons documentários e ainda hoje traz reportagens excelentes, mas que acabam seguindo uma fórmula bastante específica. 
Pensando nisso, os especialistas do Cassano Institute of Bizarre Technologies (CIBT) desenvolveram uma ferramenta para ajudar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <em>Globo Repórter</em> sempre foi uma das melhores coisas da TV aberta. Em tempos pré-TV a cabo, era a fonte praticamente exclusiva de bons documentários e ainda hoje traz reportagens excelentes, mas que acabam seguindo uma fórmula bastante específica. </p>
<p>Pensando nisso, os especialistas do Cassano Institute of Bizarre Technologies (CIBT) desenvolveram uma ferramenta para ajudar a criar pautas para muitas sextas-feiras. Para utilizar, basta selecionar um trecho de cada campo abaixo e ver o tema que surge.</p>
<p><code></p>
<form>
<table border=0>
<tr>
<td>
<select>
<option>Parte 1</option><br />
<option>A vida selvagem</option><br />
<option>Os twitteiros</option><br />
<option>Os rem&eacute;dios</option><br />
<option>A medicina</option><br />
<option>As ervas</option><br />
<option>Os idosos</option><br />
<option>Os animais</option><br />
<option>As plantas</option><br />
<option>Os alimentos</option><br />
<option>O lobo guar&aacute;</option><br />
<option>O pica-pau</option><br />
<option>As frutas</option><br />
<option>As girafas</option><br />
<option>Os &iacute;ndios</option></p>
</select>
</td>
<td>
<select>
<option>Parte 2</option><br />
<option>da Amazônia</option><br />
<option>do Pantanal</option><br />
<option>da Mãe-Joana</option><br />
<option>do Brasil</option><br />
<option>do M&eacute;ier</option><br />
<option>de Botucatu</option><br />
<option>do Oriente</option><br />
<option>do Himalaia</option><br />
<option>das grandes cidades</option><br />
<option>do Twitter</option><br />
<option>da Natureza</option><br />
<option>dos &iacute;ndios</option><br />
</select>
</td>
</tr>
</table>
</form>
<p></code></p>
<p>E você? Tem alguma sugestão de pauta?</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Sobre rankings, celebridades e a natureza humana</title>
		<link>http://www.cassano.com.br/brogue/2009/06/sobre-rankings-celebridades-e-a-natureza-humana.htm</link>
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		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 02:46:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rcassano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Treconologia]]></category>
		<category><![CDATA[capital social]]></category>
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		<category><![CDATA[CIBT]]></category>
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		<category><![CDATA[social media]]></category>
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		<description><![CDATA[O brilhante Alex Primo tem feito alguns posts em seu blog discutindo o sentido (ou a falta de) em se falar de celebridades da web. Isso me remeteu a outra boa e velha discussão: por que continuamos obcecados por virais, celebridades, TOP 10s e rankings que, teoricamente, deveriam ter sido banidos com a disseminação da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O brilhante Alex Primo tem feito alguns<a href="http://www.interney.net/blogs/alexprimo/2009/05/28/existem_celebridades_com_blogs_mas_nao_d" target="_blank"> posts em seu blog</a> discutindo o sentido (ou a falta de) em se falar de celebridades da web. Isso me remeteu a outra boa e velha discussão: por que continuamos obcecados por virais, celebridades, TOP 10s e rankings que, teoricamente, deveriam ter sido banidos com a disseminação da internet e das redes sociais?</p>
<p>Ora, acreditávamos que, livres da ameaça perniciosa da mídia de massa, finalmente poderíamos ver os filmes que quiséssemos, ouvir as bandas mais obscuras, nos informar nas fontes mais diversas. Estaríamos livres dos rankings da Billboard, mais vendidos da Veja ou maiores bilheterias nos EUA. Também estaríamos livres das celebridades ocas da TV.</p>
<p>Antes de entrar nos detalhes dessa discussão, vale um breve exercício. Acho que, cegos e apaixonados pela revolução tecnológica, atribuímos a ela uma responsabilidade além do que a tecnologia (qualquer uma) pode entregar: ousamos pensar que ela mudaria a essência do que somos.</p>
<p>Que me perdoem os ciberpunks, mas a tecnologia não muda o Homem. Darwin muda o Homem. Ou Deus, se preferir, muda o Homem. A internet e as tecnologias em geral mudam COMO fazemos as coisas, mudam O QUE fazemos, mudam até o QUANDO ou QUANTO fazemos. Mas a tecnologia não consegue mudar POR QUE fazemos. Porque o motivador de nossas ações são nossas necessidades e desejos mais íntimos.</p>
<p>Em alguma instância, mais próxima ou remota, comer um Big Mac, esperar o chefe sair da sala para ver o vídeo da Maíra do BBB no computador do trabalho ou baixar o filme dos X-Men são ações solicitadas pelo TCP-IP da existência: nosso DNA.</p>
<p>Partindo-se da premissa de que as tecnologias trazem respostas novas para problemas reformulados a partir de necessidades perenes, celebridades, rankings e TOP 10s são respostas a uma necessidade orgânica e psicológica nossa. Não são invenção maquiavélica e exclusiva da comunicação de massa.</p>
<p>Provavelmente, a gente gosta mesmo de baixaria e violência. Seja em que mídia for.</p>
<p>Sem entrar no mérito da validade ou não de se usar o termo “celebridade” para os fenômenos específicos da blogosfera, acredito que um conceito fundamental para entendermos esse comportamento da mídia de massa no contexto das redes sociais é o da escala: em muitos aspectos (não em todos, é claro), as redes sociais se comportam como um emaranhado de redes massivas em miniatura.</p>
<p>Explico antes que me crucifiquem: no que diz respeito a nossas buscas por referências externas, a internet não veio acabar com rankings, blockbusters, “mais vendidos”etc. Ela apenas fragmentou estes universos. Mudou as fontes. Se antes dependíamos da Billboard para nos dizer quais os 10 melhores discos do mês, hoje formamos nosso próprio ranking no Last.fm.</p>
<p>Se antes a Veja nos dizia que livros ler, hoje vemos que livros as pessoas mais parecidas conosco estão lendo na Amazon ou em redes sociais de livros. Se antes a bilheteria nos EUA era fundamental para definirmos que filmes veríamos no final de semana, hoje esse processo acontece na Net Movies, acontece no Torrent.</p>
<p>Mas os rankings permanecem. Se antes lia-se Paulo Coelho porque ele vendeu milhões de exemplares, hoje se segue o @fulano porque ele já tem 2 mil seguidores. “E não deve ter 2 mil seguidores à toa”.</p>
<p>Os meios, as ferramentas, os formadores de opinião mudaram. Mas a necessidade de termos respaldo na opinião de nossas (agora múltiplas) tribos permanecem. Antes pensávamos: “Um milhão de pessoas não podem estar erradas”. Hoje pensamos: “Todo mundo não pode estar errado.”</p>
<p>E nosso “todo mundo” equivale a 200 pessoas que curtem Zumbi do Mato (eu curto). 50 cineastas amadores de Botucatu. 20 evangélicas lésbicas de Bom Jesus do Itabapoana. O francês Michel Maffesolli retratou com precisão o aspecto tribal da geração das redes sociais&#8230; antes de existirem as redes sociais.</p>
<p>Porque isso não vem de Cupertino ou Mountain View, na Califórnia, vem de nosso cérebro. A gente simplesmente não consegue pensar sozinho. “Certo” ou “Errado” são conceitos relativos que dependem da cara de aprovação ou condenação do sujeito a seu lado.</p>
<p>Precisamos da “opinião dos outros”, mesmo que seja para negá-la. E isso gera as sub-pseudo-celebridades da web, isso gera as<em> tag clouds</em>, <em>trending</em><em> topics</em>, <em>trendhunters</em> e o que mais você disser em inglês que responda a uma pergunta básica: “Isso aqui é bom mesmo ou eu que sou um idiota?”</p>
<p>Isso explica nossa ridícula fascinação por número de seguidores, leitores de <em>feed</em>, amigos no Orkut. Ser uma pessoa tímida <em>offline</em> fazia você ser um forasteiro nas diversas tribos que freqüentava, mas você só era um Zé Ninguém uma tribo por vez. Não ter amigos no Orkut ou seguidores no Twitter faz de você um forasteiro no mundo, um lunático falando sozinho, um segregado, um Botsuana do capital social.</p>
<p>Voltando às celebridades da web, elas podem não ter o mesmo alcance de seus pares tradicionais. Podem não ter a disseminação multi-plataforma, nem ter um altar bacana como o da Paris Hilton. É, pode ser. Mas a motivação para colocá-las no alto desse altar é igualzinha. E a total falta de necessidade de algum conteúdo, ato, feito ou propósito real para se levar a celebridade ao altar também.</p>
<p>As redes são outras, as escalas são outras, as dinâmicas totalmente diferentes. Mas as pessoas&#8230; ah, essas são as mesmas. E continuarão sendo.</p>
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		</item>
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		<title>Motos perpétuos e boca-a-boca em redes sociais</title>
		<link>http://www.cassano.com.br/brogue/2009/06/motos-perpetuos-e-boca-a-boca-em-redes-sociais.htm</link>
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		<pubDate>Mon, 08 Jun 2009 01:10:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rcassano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[palestra]]></category>
		<category><![CDATA[redes sociais]]></category>
		<category><![CDATA[smbr]]></category>
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		<description><![CDATA[Como prometido, aqui está a pequena apresentação que fiz no Social Media Brasil (SMBR), dia 5 de junho último, em São Paulo. A idéia foi pensar como a usabilidade de uma rede social afeta o trabalho de disseminação de uma mensagem de pessoa em pessoa.

O moto perpétuo do boca-a-boca
View more Microsoft Word documents from Roberto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como prometido, aqui está a pequena apresentação que fiz no Social Media Brasil (SMBR), dia 5 de junho último, em São Paulo. A idéia foi pensar como a usabilidade de uma rede social afeta o trabalho de disseminação de uma mensagem de pessoa em pessoa.</p>
<p><code><center>
<div style="width:425px;text-align:left" id="__ss_1546285"><a style="font:14px Helvetica,Arial,Sans-serif;display:block;margin:12px 0 3px 0;text-decoration:underline;" href="http://www.slideshare.net/rcassano/o-moto-contnuo-do-bocaaboca?type=presentation" title="O moto perpétuo do boca-a-boca">O moto perpétuo do boca-a-boca</a><object style="margin:0px" width="425" height="355"><param name="movie" value="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=smbr-090607195915-phpapp01&#038;stripped_title=o-moto-contnuo-do-bocaaboca" /><param name="allowFullScreen" value="true"/><param name="allowScriptAccess" value="always"/><embed src="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=smbr-090607195915-phpapp01&#038;stripped_title=o-moto-contnuo-do-bocaaboca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="355"></embed></object>
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</div>
<p></center></code></p>
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		<title>Fantasmas na máquina</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Jun 2009 02:38:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
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		<description><![CDATA[Eu me impressiono com algumas coisas. Filmes, acontecimentos. As imagens do tsunami demoraram a sair da minha cabeça. Quase virei terrorista depois de Clube da Luta e nem mesmo o Robin Williams, no papel de uma babá bicentenária interpretando um professor, conseguiu reduzir o efeito que Sociedade dos Poetas Mortos fez em meu espírito candidato [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu me impressiono com algumas coisas. Filmes, acontecimentos. As imagens do tsunami demoraram a sair da minha cabeça. Quase virei terrorista depois de <em>Clube da Luta</em> e nem mesmo o Robin Williams, no papel de uma babá bicentenária interpretando um professor, conseguiu reduzir o efeito que <em>Sociedade dos Poetas Mortos</em> fez em meu espírito candidato a escritor.</p>
<p>E já escrevi aqui, na forma de poemas ou posts, sobre o pavor e fascínio que sinto pelo vazio, pelo desaparecimento. Seja o desaparecimento do que criamos – aprisionado em um suporte digital fadado ao apodrecimento – seja o desaparecimento de quem amamos, ou de nós mesmos.</p>
<p>Este ano já experimentei a perda de várias pessoas. De algumas muito próximas a desconhecidos que, pelas circunstâncias de suas partidas, nos fazem refletir sobre como aproveitamos nossa estada. Quando vejo gente sendo subitamente subtraída deste mundo físico, por acidentes ou fatalidades, não consigo não olhar com estranheza para os fantasmas na máquina que permanecem. Os registros inacabados nos perfis sociais que ficam perdidos, órfãos de nós mesmos, pela internet.</p>
<p>Um perfil é diferente de um texto, de uma foto. Se deixamos cartas, textos, posts, filmes&#8230; são coisas que criamos. E que ajudarão os outros a se lembrarem de nós quando partirmos. Mas os perfis, supostamente, não são coisas que criamos. Eles são nós mesmos. Os perfis, teoricamente, são uma representação digital do que somos. Do que pensamos, do que sentimos.</p>
<p><strong>Os perfis pretendem ser a digitalização de nossa alma.</strong></p>
<p>E se partimos sem chance de responder, pela última vez, “o que estou fazendo agora?”, “o que estou ouvindo?” e todas as perguntas que nos forçam a viver cada vez mais presos ao presente, sobrevivem nossos fantasmas digitais, como obras inacabadas. </p>
<p>Que fim eles deveriam levar? Devem ficar ali, congelados no tempo até que sucumbam ao fim inevitável das redes sociais (sim, porque não há empresa eterna, serviço eterno)? Deveriam continuar envelhecendo no Orkut, com sua idade atualizada e suas “fotos recentes”? Deveriam retirar-se de cena? Ou, no fundo, será que nada disso importa?</p>
<p>Tenho conhecidos e amigos que partiram e cujos perfis viveram ainda por muito tempo, recebendo mensagens e comentários, num ritual moderno de celebração aos que se foram. A cada tragédia de comoção nacional, os perfis das vítimas em redes sociais recebem dezenas, centenas de mensagens que nunca serão lidas, como flores deixadas num túmulo. É um gesto tão mórbido quanto singelo e comovente. Como se a pessoa virtual sobrevivesse à sua metade real.</p>
<p>Parece que o cenário de ficção científica onde transferiríamos nossa consciência para a máquina, a fim de nos livrarmos de nossos corpos físicos, não é assim tão absurdo. Quando eu me for, continuarei vivo digitalmente naquilo que crio na Rede. Virtualmente vivo até que se apague meu último eu virtual. Um Gato de Schrödinger contemporâneo, onde não se saberá ao certo se eu de fato ainda respiro ou não. Existe vida após o <em>shut down</em>?</p>
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		<title>Blog de papel ensina a escrever</title>
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		<pubDate>Tue, 12 May 2009 01:38:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
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		<description><![CDATA[Por meio de minha mãe, que é professora da Rede Estadual do Rio de Janeiro, tomei contato com um projeto muito interessante: o Almanaque da Rede. Concebido por Sonia Rodrigues, filha do imortal tricolor Nelson Rodrigues, trata-se um uma abordagem inovadora para um desafio e tanto: fazer a geração Orkut-Créu-MSNaprender, exercitar e, principalmente, gostar de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por meio de minha mãe, que é professora da Rede Estadual do Rio de Janeiro, tomei contato com um projeto muito interessante: o <a href="http://www.almanaquedarede.com.br/">Almanaque da Rede</a>. Concebido por Sonia Rodrigues, filha do imortal tricolor Nelson Rodrigues, trata-se um uma abordagem inovadora para um desafio e tanto: fazer a geração Orkut-Créu-MSNaprender, exercitar e, principalmente, gostar de escrever. E de conhecer as diferentes formas de escrita, do miguxês ao português erudito.</p>
<p><img src="http://www.cassano.com.br/wp-content/uploads/2009/05/almanaquedarede-300x185.jpg" alt="almanaquedarede" title="almanaquedarede" width="300" height="185" class="alignright size-medium wp-image-618" /> O projeto contempla uma espécie de agenda de papel, distribuída para alunos do primeiro ano do ensino médio da rede estadual. Nela, além de espaço para dados do aluno (nome, e-mail, perfil no Facebook, perfil no Orkut, comunidades favoritas etc), há dicas de internet (como fazer buscas, downloads, sites interessantes, o que é e como usar blogs, Twitter e afins), dicas de Português e outras disciplinas (por exemplo, comparando o texto de um scrap de Orkut com o de um currículo) e muitos, mas muitos, exercícios de construção de textos.</p>
<p>No lugar de regrinhas chatas, regras de um jogo. Ícones coloridos representam diversos elementos de uma narrativa (personagem, motivo, desfecho etc), de uma dissertação, descrição etc. Para fazer uso do Almanaque e de seu “Blog de Papel”, o aluno precisa encarar a construção de textos como um jogo. Um desafio a ser vencido. Um enigma a ser desvendado. É bem mais do que uma redação de “Minhas férias”.</p>
<p>A parte digital tem ferramentas e conteúdos para alunos e professores. Entre elas, a possibilidade de transpor o blog de papel para um ambiente online. E espaços para os alunos publicarem suas redações, que concorrerão a prêmios.</p>
<p>Parece uma tentativa desesperada de juntar tudo que é inovador e atraente num projeto só – interatividade, tecnologia, redes sociais, jogos e uma linguagem jovem e contemporânea. Mas tudo ali parece ter sido bem pensado, bem estruturado. Nada soa gratuito. O projeto, fruto da tese de doutorado em Literatura de Sonia, é muito consistente e autêntico.</p>
<p>É uma corajosa e valiosa tentativa de se modernizar o ensino. Em minha visão de leigo em educação, o Almanaque busca ensinar os alunos a pensar – não há melhor exercício para organizar o pensamento do que escrever – , e, ao usar a internet como isca para o estudo, acaba realizando uma efetiva inclusão digital, ao dar o básico de informações e mostrar o vasto mundo digital para uma turma que, por mais que esteja conectada, na maioria das vezes não vai além do Orkut e do MSN. </p>
<p>Pena que em muitos colégios, o Almanaque não veio junto com uma boa apresentação sobre o projeto, e o material impresso foi desprezado como “mais uma agendinha”.</p>
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		<title>Poeminhas matemáticos</title>
		<link>http://www.cassano.com.br/brogue/2009/04/poeminhas-matematicos.htm</link>
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		<pubDate>Wed, 22 Apr 2009 02:54:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rcassano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Prosa e verso]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
		<category><![CDATA[matemática]]></category>
		<category><![CDATA[números primos]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[tabuada]]></category>

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		<description><![CDATA[Zero à esquerda

O zero era revolucionário de esquerda.
Um dia o zero se apaixonou pela vírgula.
Não que ela fosse formosa, muito pelo contrário.
Era magra, meio torta. Cambava prum lado.
Mas o zero se apaixonou porque percebeu que
longe da vírgula ele não era nada.
Números primos

Tio Pi se dividiu de raiva quando soube
que o 2 e o 17 andavam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Zero à esquerda<br />
</strong></p>
<p>O zero era revolucionário de esquerda.<br />
Um dia o zero se apaixonou pela vírgula.<br />
Não que ela fosse formosa, muito pelo contrário.<br />
Era magra, meio torta. Cambava prum lado.<br />
Mas o zero se apaixonou porque percebeu que<br />
longe da vírgula ele não era nada.</p>
<p><strong>Números primos<br />
</strong><br />
Tio Pi se dividiu de raiva quando soube<br />
que o 2 e o 17 andavam de mãos dadas<br />
num logarítmo escuro, longe dos pais.</p>
<p>Um escândalo que rompia com todos<br />
os denominadores da alta sociedade.</p>
<p>Pensou logo na imprensa sensacionalista,<br />
doida para fatorar em cima da multiplicação<br />
de fofocas sobre a família Tabuada.</p>
<p>Tio Pi chamou os jovens expoentes<br />
e deu-lhes um pito de segundo grau,<br />
ameaçou-lhes cortar o mal pela raiz<br />
e pôs fim ao namorico.</p>
<p>Que futuro teria esse namoro de primos?</p>
<p><strong>Vida<br />
</strong></p>
<p>Criança<br />
1+0=1000<br />
1+0=1000<br />
1+0=1000<br />
1+0=1000</p>
<p>Adolescente<br />
5 x 1<br />
5 x 1<br />
5 x 1<br />
5 x 1</p>
<p>Jovem<br />
1+1=1<br />
1+2=1<br />
1+3=1<br />
1+4=1</p>
<p>Adulto<br />
1+1=2<br />
1+1=2<br />
1+1=2<br />
1+1=3</p>
<p>Idoso<br />
3-1=1<br />
2-1=1<br />
2-1=0<br />
1-1=0</p>
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		<title>Todo mundo quem?</title>
		<link>http://www.cassano.com.br/brogue/2009/04/todo-mundo-quem.htm</link>
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		<pubDate>Sat, 11 Apr 2009 18:59:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[CIBT]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[etnocentrismo]]></category>
		<category><![CDATA[redes sociais]]></category>
		<category><![CDATA[sociologia]]></category>
		<category><![CDATA[twitter]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Todo mundo está falando que fulano vendeu um post&#8221;. É comum ouvir isso a cada polêmica ou nova febre no Twitter. “Todo mundo” alguma coisa. Na verdade, se você fizer uma enquete pelas ruas do Rio, de SP e de Recife, raríssimas serão as pessoas que estarão indignadas com o uso de scripts para seguir [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Todo mundo está falando que fulano vendeu um post&#8221;. É comum ouvir isso a cada polêmica ou nova febre no Twitter. “Todo mundo” alguma coisa. Na verdade, se você fizer uma enquete pelas ruas do Rio, de SP e de Recife, raríssimas serão as pessoas que estarão indignadas com o uso de scripts para seguir milhares de pessoas no Twitter. </p>
<p>O assunto, tampouco, foi pauta na reunião do G20, enredo de escola de samba (&#8220;<em>tuiteeeei&#8230; Lá da Sapucaí&#8230; E aí, e aí&#8230;</em>&#8220;) ou tema no sermão do padre (&#8220;<em>irmão, não seguireis a quem não te queres seguindo</em>&#8220;). Mas ainda assim a gente considera isso a preocupação maior de “todo mundo”.</p>
<p>Quem é “todo mundo”? Se a resposta é o infalível “depende”, o Twitter a torna ainda mais curiosa. A partir do momento em que você monta sua rede de 100, 200 seguidos, e começa a seguir aqueles desconhecidos com quem seus conhecidos conversam, você monta um universo fechado onde, mais ou menos, todo mundo segue todo mundo. É como um <em>Barrados no Baile</em>, onde todo mundo pegava todo mundo, só que sem a Shannon Doherty.</p>
<p>Como praticamente todas as conversas, desabafos, babados e polêmicas que você acompanha parecem fazer sentido – afinal você lê os diálogos quase inteiros -, têm-se a impressão de que você de fato segue “todo mundo”. Se seu universo de seguidos não toca no assunto, é porque o assunto obviamente não existe.</p>
<p>O novo Google somos nozes. São nossos contatos de primeiro e segundo grau que definem, via Twitter, o que é ou não é tendência. O que existe ou não. O que eu devo ver ou não. São eles que definem que posts pagos ou o viral da moda são o assunto preferido de “todo mundo”.</p>
<p>Para um humano normal, tal comportamento não passa de um fenômeno delicioso para os cientistas sociais analisarem. No fundo, ele não é novo. O “todo mundo” de cada sempre foi muito reduzido. A diferença é que agora ele tem ares de coisa quantificável. De fato aquele interminável rio de frases curtas parece ser tudo. Parece ser todo mundo.</p>
<p>Mas para quem trabalha com redes sociais, esse comportamento é perigoso. Precisamos praticar o sempre saudável exercício de nos afastarmos. De reconhecermos que, sim, “<em>Hanna Montanna</em>” é um dos assuntos mais quentes no Twitter hoje, embora ninguém que eu siga tenha falado sobre isso. É fundamental fugirmos do etnocentrismo, aqui travestido de um ciberetnocentrismo. De acharmos que virais, posts pagos e panes no Speedy são a paixão nacional. Mesmo que “todo mundo” só fale disso.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Faculdade: fazer ou não?</title>
		<link>http://www.cassano.com.br/brogue/2009/03/faculdade-fazer-ou-nao.htm</link>
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		<pubDate>Tue, 31 Mar 2009 11:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[carreiras]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[ewd]]></category>
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		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[profissões]]></category>
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		<description><![CDATA[Assim que terminou a sessão de perguntas do 14º Encontro de Web Design (EWD), uma jovem estudante interpelou os palestrantes, que conversávamos num canto do auditório. Ela queria escolher uma faculdade de design e não sabia qual escolher.
Acho que as dicas que recebeu não eram exatamente as que procurava. Com estilos ou motivos diferentes, nós [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Assim que terminou a sessão de perguntas do 14º Encontro de Web Design (EWD), uma jovem estudante interpelou os palestrantes, que conversávamos num canto do auditório. Ela queria escolher uma faculdade de design e não sabia qual escolher.</p>
<p>Acho que as dicas que recebeu não eram exatamente as que procurava. Com estilos ou motivos diferentes, nós a fizemos pensar duas vezes antes de fazer uma faculdade apenas por fazer uma faculdade, como se sua carreira dependesse disso e só começasse pra valer daqui a quatro ou cinco anos.</p>
<p>Isso me fez voltar a pensar sobre aquela <a href="http://www.cassano.com.br/brogue/2008/02/no-teremos-profisses-faremos-coisas.htm">história de profissões e carreiras</a>. Não consigo desprezar o curso universitário. Podem me chamar de antiquado, mas eu não abriria mão de minha graduação. Ela foi muito importante, mas não pelo conhecimento técnico que adquiri. Foi, sim, pelo processo de amadurecimento, pelo rito de passagem e pela cultura geral que fui forçado a absorver.</p>
<p>Hoje, não vejo muito sentido em graduações técnicas, como Jornalismo, Publicidade, Design ou Informática. Não tem nada ali – no que diz respeito aos lides, campanhas, serifas ou classes da vida – que não se aprenda quebrando a cabeça em casa ou em cursos menores, focados.</p>
<p>Acho que seríamos profissionais melhores se os publicitários fizessem cursos de técnica publicitária e se formassem em algo que os ajudasse a entender melhor as pessoas e suas necessidades, como Antropologia, Psicologia ou Sociologia. A mesma coisa para jornalistas, que poderiam estudar a fundo História, Ciências Sociais ou as mesmas graduações do publicitário e em seis meses (ou num bom estágio) pegar toda a técnica necessária.</p>
<p>E por aí vai. Se um designer vai ficar quatro anos estudando, é melhor que seja a História da Arte e do Design do que aprendendo técnicas ou ferramentas que estarão defasadas quando ele se formar. </p>
<p>Bom, respondendo à jovem do EWD: faça sim uma faculdade. Mas não aquela que te ensine a usar o martelo, mas sim a que te ensine porque martelar, quem já martelou antes e qual o papel do martelo no mundo.</p>
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		<title>10 coisas que aprendi sobre redes sociais &#8211; a palestra do 14o EWD/EDTED</title>
		<link>http://www.cassano.com.br/brogue/2009/03/10-coisas-que-aprendi-sobre-redes-sociais.htm</link>
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		<pubDate>Mon, 30 Mar 2009 15:02:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rcassano</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mais uma vez, foi uma experiência incrível participar do Encontro de Web Design. Foi minha terceira vez como palestrante. Desta vez, resolvi compartilhar um pouco do que aprendi, na prática, sobre redes sociais.
Como prometido, aí estão os slides:
10 coisas sobre redes sociais que aprendi ralando
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais uma vez, foi uma experiência incrível participar do Encontro de Web Design. Foi minha terceira vez como palestrante. Desta vez, resolvi compartilhar um pouco do que aprendi, na prática, sobre redes sociais.</p>
<p>Como prometido, aí estão os slides:</p>
<div id="__ss_1221091" style="width: 425px; text-align: left;"><a style="font:14px Helvetica,Arial,Sans-serif;display:block;margin:12px 0 3px 0;text-decoration:underline;" title="10 coisas sobre redes sociais que aprendi ralando" href="http://www.slideshare.net/rcassano/10-coisas-sobre-redes-sociais-que-aprendi-ralando?type=powerpoint">10 coisas sobre redes sociais que aprendi ralando</a><object width="425" height="355" data="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=ewd2009-090330081551-phpapp02&amp;rel=0&amp;stripped_title=10-coisas-sobre-redes-sociais-que-aprendi-ralando" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=ewd2009-090330081551-phpapp02&amp;rel=0&amp;stripped_title=10-coisas-sobre-redes-sociais-que-aprendi-ralando" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<div style="font-size: 11px; font-family: tahoma,arial; height: 26px; padding-top: 2px;">View more <a style="text-decoration:underline;" href="http://www.slideshare.net/">presentations</a> from <a style="text-decoration:underline;" href="http://www.slideshare.net/rcassano">Roberto Cassano</a>.</div>
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		<item>
		<title>O que você aprendeu sobre redes sociais?</title>
		<link>http://www.cassano.com.br/brogue/2009/03/o-que-voce-aprendeu-sobre-redes-sociais.htm</link>
		<comments>http://www.cassano.com.br/brogue/2009/03/o-que-voce-aprendeu-sobre-redes-sociais.htm#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 16 Mar 2009 04:00:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><code><center><iframe src="http://spreadsheets.google.com/embeddedform?key=pk_essFLOJd2erspb8V53ZA" width="550" height="1269" frameborder="0" marginheight="0" marginwidth="0">Loading...</iframe></center></code></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Conjugações do verbo tuitar</title>
		<link>http://www.cassano.com.br/brogue/2009/03/conjugacoes-do-verbo-tuitar.htm</link>
		<comments>http://www.cassano.com.br/brogue/2009/03/conjugacoes-do-verbo-tuitar.htm#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 15 Mar 2009 14:33:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[Prosa e verso]]></category>
		<category><![CDATA[conjugação]]></category>
		<category><![CDATA[Português]]></category>
		<category><![CDATA[tuitar]]></category>
		<category><![CDATA[twitter]]></category>
		<category><![CDATA[verbo]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando vós tuitardes, lembrai-vos destas conjugações.
Formas Nominais:
   infinitivo: tuitar
   gerúndio: tuitando
   particípio: tuitado
Presente do Indicativo
   eu tuito
   tu tuitas
   ele tuita
   nós tuitamos
   vós tuitais
   eles tuitam
Imperfeito do Indicativo
   eu tuitava
   tu tuitavas
 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando vós tuitardes, lembrai-vos destas conjugações.</p>
<p><strong>Formas Nominais:</strong><br />
   infinitivo: tuitar<br />
   gerúndio: tuitando<br />
   particípio: tuitado</p>
<p><strong>Presente do Indicativo</strong><br />
   eu tuito<br />
   tu tuitas<br />
   ele tuita<br />
   nós tuitamos<br />
   vós tuitais<br />
   eles tuitam</p>
<p><strong>Imperfeito do Indicativo</strong><br />
   eu tuitava<br />
   tu tuitavas<br />
   ele tuitava<br />
   nós tuitávamos<br />
   vós tuitáveis<br />
   eles tuitavam</p>
<p><strong>Perfeito do Indicativo</strong><br />
   eu tuitei<br />
   tu tuitaste<br />
   ele tuitou<br />
   nós tuitamos<br />
   vós tuitastes<br />
   eles tuitaram</p>
<p><strong>Mais-que-perfeito do Indicativo</strong><br />
   eu tuitara<br />
   tu tuitaras<br />
   ele tuitara<br />
   nós tuitáramos<br />
   vós tuitáreis<br />
   eles tuitaram</p>
<p><strong>Futuro do Pretérito do Indicativo</strong><br />
   eu tuitaria<br />
   tu tuitarias<br />
   ele tuitaria<br />
   nós tuitaríamos<br />
   vós tuitaríeis<br />
   eles tuitariam</p>
<p><strong>Futuro do Presente do Indicativo</strong><br />
   eu tuitarei<br />
   tu tuitarás<br />
   ele tuitará<br />
   nós tuitaremos<br />
   vós tuitareis<br />
   eles tuitarão</p>
<p><strong>Presente do Subjuntivo</strong><br />
   que eu tuite<br />
   que tu tuites<br />
   que ele tuite<br />
   que nós tuitemos<br />
   que vós tuiteis<br />
   que eles tuitem</p>
<p><strong>Imperfeito do Subjuntivo</strong><br />
   se eu tuitasse<br />
   se tu tuitasses<br />
   se ele tuitasse<br />
   se nós tuitássemos<br />
   se vós tuitásseis<br />
   se eles tuitassem</p>
<p><strong>Futuro do Subjuntivo</strong><br />
   quando eu tuitar<br />
   quando tu tuitares<br />
   quando ele tuitar<br />
   quando nós tuitarmos<br />
   quando vós tuitardes<br />
   quando eles tuitarem</p>
<p><strong>Imperativo Afirmativo</strong><br />
   tuita tu<br />
   tuite ele<br />
   tuitemos nós<br />
   tuitai vós<br />
   tuitem eles</p>
<p><strong>Imperativo Negativo</strong><br />
   não tuites tu<br />
   não tuite ele<br />
   não tuitemos nós<br />
   não tuiteis vós<br />
   não tuitem eles</p>
<p><strong>Infinitivo Pessoal</strong><br />
   por tuitar eu<br />
   por tuitares tu<br />
   por tuitar ele<br />
   por tuitarmos nós<br />
   por tuitardes vós<br />
   por tuitarem eles</p>
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		</item>
		<item>
		<title>A inspiração para o Tie Fighter?</title>
		<link>http://www.cassano.com.br/brogue/2009/03/a-inspiracao-para-o-tie-fighter.htm</link>
		<comments>http://www.cassano.com.br/brogue/2009/03/a-inspiracao-para-o-tie-fighter.htm#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 15 Mar 2009 02:00:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[guerra nas estrelas]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Star wars]]></category>
		<category><![CDATA[tie fighter]]></category>
		<category><![CDATA[wwii]]></category>

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		<description><![CDATA[Todo fã de Star Wars sabe que as cenas de batalha entre a Millenium Falcon (a nave pilotada por Han Solo) e Tie Fighters (os caças do Império) foram inspiradas em registros cinematográficos de pegas-pra-capar aéreos da Segunda Guerra Mundial.
Mas o que eu não sabia – e acredito que muitos não saibam – é que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todo fã de Star Wars sabe que as cenas de batalha entre a Millenium Falcon (a nave pilotada por Han Solo) e Tie Fighters (os caças do Império) foram inspiradas em registros cinematográficos de pegas-pra-capar aéreos da Segunda Guerra Mundial.</p>
<p>Mas o que eu não sabia – e acredito que muitos não saibam – é que o design do próprio Tie Fighter foi inspirado em aeronaves da Grande Guerra. Na imagem abaixo, o modelo original utilizado nas filmagens dos episódios IV, V e VI. Ao lado, foto tirada no Museu das Armas, em Paris, na fantástica exposição permanente sobre as guerras mundiais. Trata-se de um módulo de artilharia dos grandes aviões da época.</p>
<p>São ou não são muito parecidos?</p>
<p><img src="http://www.cassano.com.br/wp-content/uploads/2009/03/tie_fighter.jpg" alt="Tie Fighter original Vs Artilharia da Segunda Guerra" title="Tie Fighter original Vs Artilharia da Segunda Guerra" width="640" height="251" class="alignright size-full wp-image-585" /></p>
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		</item>
		<item>
		<title>O reboot final: a era do cyborg</title>
		<link>http://www.cassano.com.br/brogue/2009/02/o-reboot-final-a-era-do-cyborg.htm</link>
		<comments>http://www.cassano.com.br/brogue/2009/02/o-reboot-final-a-era-do-cyborg.htm#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 28 Feb 2009 14:26:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[CIBT]]></category>
		<category><![CDATA[biotecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[cyborgs]]></category>
		<category><![CDATA[futuro]]></category>
		<category><![CDATA[futurologia]]></category>
		<category><![CDATA[TED]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cassano.com.br/brogue/?p=580</guid>
		<description><![CDATA[Crise mundial, engenharia genética e robótica criarão o homem 2.0?

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Crise mundial, engenharia genética e robótica criarão o homem 2.0?</p>
<p><code><center><object width="446" height="326"><param name="movie" value="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf"></param><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="wmode" value="transparent"></param><param name="bgColor" value="#ffffff"></param><param name="flashvars" value="vu=http://video.ted.com/talks/embed/JuanEnriquez_2009-embed_high.flv&#038;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/JuanEnriquez-2009.embed_thumbnail.jpg&#038;vw=432&#038;vh=240&#038;ap=0&#038;ti=463" /><embed src="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" pluginspace="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" bgColor="#ffffff" width="446" height="326" allowFullScreen="true" flashvars="vu=http://video.ted.com/talks/embed/JuanEnriquez_2009-embed_high.flv&#038;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/JuanEnriquez-2009.embed_thumbnail.jpg&#038;vw=432&#038;vh=240&#038;ap=0&#038;ti=463"></embed></object></center></code></p>
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