Quantos smurfs são necessários para se fazer uma medalha de ouro?
Em tempo de Olimpíadas, o CIBT (Cassano Institute of Bizarre Technologies) foi buscar a solução para um enigma que tira o sono de milhões: quantos smurfs são necessários para se fazer uma medalha de ouro?
Fomos além. Como chinês come cachorro, criancinha, polui o mundo e falsifica tudo o que encontra pela frente, muito provavelmente todas as medalhas do maior espetáculo da Terra terão sido feitas de simpáticas pessoinhas comunistas dissidentes azuis. Então, calcularemos o TOTAL de smurfs consumidos na epopéia atlética.
Uma medalha olímpica pesa 150 gramas. Destes, 6 gramas são de ouro. Para todas as medalhas distribuídas este ano, são necessários 13 Kg de ouro.
Aí começam nossas contas. Muitos acreditam que seis smurfs são suficientes para se criar uma poção que transformaria qualquer quantidade de metais em ouro. Ora, você, eu e o Paulo Coelho sabemos que seis smurfs no liquidificador não enchem nem um milkshake de Smurfmaltine, logo jamais renderiam quantidade suficiente para fazer 13 Kg de ouro.
Portanto, seguiremos a mesma teoria por trás do Grande Colidor Gargameliano de Hádrons: cada smurf rende seu peso em ouro.
Imaginemos que cada smurf pesa o mesmo que um camundongo, ou algo em torno de 15 gramas.
Logo, chegamos à seguinte fórmula:
Ts = OM / PS, onde
Ts = Total de Smurfs; OM = Ouro necessário para medalhas; e PS = Peso de um smurf saudável.
No que temos:
Ts = 13000 / 15 Ts = 867
867 smurfs mortos em nome da paz? Da união dos povos? Da Visa, único cartão aceito em Beijing?
Isso se o processo não sofrer alguma das intervenções abaixo:
1) Ocorrer sob gestão do Maluf: - Nesse caso, deve-se adicionar 10% ao total de smurfs necessários, o que aumentaria o número para 954 smurfs. 2) Ser conduzido por um blogueiro: - Nesse caso, o resultado seriam 867 smurfs, dois mil comentários e 15 geladeiras USB.
3) Ser conduzido pelo Poder Executivo Federal: - Nesse caso, os números seriam arredondados para facilitar a conta, o que daria 1.000 smurfs e um discurso iniciado por: “Nunca na história desse país tantos smurfs...”
O CIBT está aberto à colaboração popular, com outras diferentes variações para o cálculo dos smurfs consumidos nessa Olimpíada. Você pode mandar sua teoria nos comentários ou via twitter, com a tag #smurfs.
Eu queria ser um rock star e disparar sem dó um dó distorcido no meio do salto e cair de joelhos segurando a nota fazendo careta quebrando a guitarra atirando a palheta
e eu me vestiria como se ninguém estivesse ali usaria um cabelo estranho, como se ninguém estivesse vendo mas eles estariam ali, eles estariam sempre ali
meus dois milhões de amigos. meus dois milhões de amigos.
todo rock star tem dois milhões de amigos.
queria ser galã de cinema, beijar a mocinha no fim da cena, ter um dublê para ser eu, sempre que eu correr perigo.
um galã de cinema, letras maiúsculas na fachada nome nos créditos de entrada agradecer pela estátua como se ninguém estivesse vendo, mas eles estariam ali, eles estariam sempre ali
meus dois milhões de amigos. meus dois milhões de amigos.
todo galã de cinema tem dois milhões de amigos.
e eu queria ser um escritor best seller, ter hábitos estranhos, uma casa na escócia e traçaria tramas sobre a escória e sobre a história
e daria autógrafos pra gente na fila livro após livro como se anotasse um telefone como se ninguém estivesse vendo, mas eles estariam ali, eles estariam sempre ali
meus dois milhões de amigos. meus dois milhões de amigos.
todo best seller tem dois milhões de amigos.
onde estarão escondidos onde estarão escondidos o que estarão esperando
meus dois milhões de amigos meus dois milhões de amigos
Acorda. Escova os dentes. Xixi. Se arruma. Toma café. Faz número dois. Pega a chave. Sai. Espera o ônibus. Entra no ônibus. Fica em pé. Desce do ônibus. Entra no escritório. Bebe café. Senta. Liga o computador. Escreve coisas. Desce pra rua. Almoça. Volta. Liga o computador. Escreve coisas. Desliga o computador. Espera o ônibus. Entra no ônibus. Fica em pé. Desce do ônibus. Entra em casa. Acende a luz. Toma banho. Bota o pijama. Janta. Toma café. Escova os dentes. Deita. Apaga a luz. Estrelas, planetas, galáxias brilham esverdeadas no teto do quarto. Dorme. Não sonha. Acorda. Escova os dentes. Xixi. Se arruma...
Quando a bomba atômica explodiu, ele estava lendo jornal no vaso sanitário. Ela estava esperando no quarto, nua. A TV falava de múmias que morreram abraçadas. Ela achou lindo. Chorou. As paredes do banheiro se dissolveram enquanto ele lia no horóscopo que aquele ia ser um dia quente pra ele.
Já era a terceira antena que nascia atrás da orelha. Começou a ficar preocupado. Fora isso, nada de especial. O pessoal da repartição ainda não tinha reparado. Mas as antenas estavam crescendo. Pelo menos já dava para ouvir o jogo. O problema era pra dormir. Maldita rádio pirata.
Aceitei o convite do blogueiro-amigo Rafael Cruz para escrever um texto para a "Semana do Artigo Livre", em um de seus blogs, o Tecnologia e Cinema. O desafio era dos mais cruéis: "escreva sobre o que quiser". Eu, num arroubo de criativididade, resolvi escrever sobre o quê? Tecnologia e cinema... Confiram no blog do Rafael ou aqui emabaixo.
Homens pré-históricos olham meio bolados para um bloco negro. Se cutucam. Esbarram. Se estranham. A porrada estanca. Um deles pega um enorme pedaço de osso. Percebe que aquilo o tornou mais forte. Mete a porrada nos outros. Vence a luta. Em comemoração, joga o osso pro alto. O osso sobe, e subimos junto, até o espaço, onde o osso se torna uma estação espacial. O mesmo homem, as mesmas ferramentas. A mesma cabeça de jegue pronta para fazer besteiras.
É engraçado como até hoje a gente acompanhe as feiras tecnológicas esperando aquilo que nos trará a redenção cibernética ou nossa terrível destruição. No campo do audiovisual, para quem acompanha o mercado do alambrado, me parece estarmos nessa situação, onde os suportes voltam ao centro de um debate onde nunca deveriam ser os protagonistas. O que tenho lido/visto/ouvido? Da inútil batalha HD-DVD x Blu-Ray. Que a gente poderá pedir pizza ou comprar a blusa da Regina Duarte com a TV digital. E que vamos ter que gastar uma grana no decodificador para que nossa experiência com “Zorra Total” seja transformada. Que a internet está destruindo a indústria do DVD.
É exatamente a mesma inócua discussão sobre o mercado de música. Parece que ainda tem gente jurando de pé junto que a indústria (ou a arte) é sobre hardware: discos, leitores, projetores. É tudo ferramenta. Osso. Que pode ser usado tanto para mandar o homem pro espaço como para esmurrar o quengo de um neanderthal. Pouco se dedica a estudar como criar/adaptar as obras para cada novo suporte. A famosa “quarta tela” do celular, por exemplo. Está cada vez mais popular e o que de conteúdo significativo temos para ela? Pouco.
Porque não dá para ver “2001″ numa tela de iPhone. E periga de a bateria acabar antes de “E o Vento Levou”. Como é essa mídia? Essa linguagem? Os notáveis esforços como o da Mobilefest ainda estão presos ao campo da experimentação. Coisas como as “Histórias contadas por coelhos em 30 segundos” deviam estar nas lojas, não apenas uma brincadeira da internet. Mas o mais bacana, o mais inerente ao ser humano (além cabeça de jegue pronta para fazer besteiras), ainda está em segundo plano: como contar histórias com os novos ossos que a indústria nos apresenta? Como contar histórias no celular? Numa sala digital de cinema? No iPhone? No Youtube? Muito se tem feito, mas não dá para dizer que já tenhamos uma linguagem. Alguma sugestão?
Olhos rasos d’água, acabo de ouvir In Rainbows, sétimo álbum do Radiohead. Ouço em MP3, desbloqueado, que baixei na Internet. O link do arquivo zip? Quem me passou foi a própria banda, por e-mail. Ouço sem medo do Capitão Nascimento bater na minha casa. Paguei 2,5 libras (uns R$ 10) pelo download.
Para quem não sabe (sei lá, muita gente vive em Marte esses dias), o Radiohead lançou ontem (10/10) seu novo álbum de uma maneira revolucionária: distribuição pela internet, sem DRM. O preço? Você decide. Um campo em branco pergunta ao usuário quanto ele deseja pagar pelo álbum (grátis é uma opção). Eu quis pagar. Primeiro, porque fiz duas juras na vida: “Nunca mais passarei fome novamente” (mentira, fiz não) e “Jamais piratearei um Radiohead, um Legião Urbana ou um Los Hermanos” (essa eu fiz mesmo). Segundo, porque acho que R$ 10 é preço mais do que justo por um disco. Terceiro, porque preciso retribuir esses 11 anos de felicidade e de ininterruptas e incontáveis reproduções de Ok Computer & cia.
O álbum? Curtinho, 10 faixas, 42 minutos, maravilhoso. Radiohead. Menos hermético e eletrônico do que Kid A e Amnesiac (brilhantes mas que você leva um tempão para digerir), com faixas que a banda vem executando ao vivo há algum tempo. As letras não deu para sacar ainda e aí a gente começa a ver a falta que faz uma capinha, um encarte, um “deitar no sofá e ficar ouvindo o som lendo os encartes”. Mas nada que Google não resolva.
Como ser um intelectual sem precisar usar a cabeça
Quem pôde prestigiar ao menos um dos eventos do Festival do Rio percebeu que para ser cult não basta conhecer de cor a filmografia de Bruñuel. É preciso ter estilo. Então, para ajudar aqueles que querem ser bem-recebidos nos Espaço Unibanco da vida sem ter de ver horas de filmes húngaros sem legenda, o CIBT (Cassano Institute of Bizarre Technologies) mapeou centenas de cinéfilos e chegou ao figurino perfeito para saraus literários e outros encontros-cabeça:
Nos pés: tênis All-star. Quanto mais “Bamba ou Conga-style” melhor.
Calça: jeans, desbotada e desfiada.
Cinto: qualquer um desde que não combine com nenhuma outra peça. Verde cai sempre bem.
Camiseta: de malha, limpa. Não pode combinar nem com o tênis, nem com o cinto. Pode ter algum dizer espirituoso, do tipo “Heisenberg pode estar aqui”.
Casaco: se estiver frio (ou se pelo menos não estiver torrando) um casaquinho sobre o ombro lhe dará uns 10 pontos de QI.
Bolsa: Estilo universitário, trespassada (cuidado com camisetas brancas, ou podem achar que você está com o uniforme do Vasco, algo totalmente não-intelectual). Se for a bolsa do “1o festival de cinema de guerrilha de Botucatu, 1987” você sai de lá convidado para dar palestras.
Cuidados faciais: Não faça a barba nem penteie o cabelo no dia do evento. Se quiser, faça metade da barba uns três dias antes, para ficar aquela coisa despretensiosamente esculhambada.
Pronto. Vista-se para matar e seja reconhecido como um verdadeiro gênio da 7a arte, um mestre da filosofia e um profundo conhecedor da literatura da extinta Iugoslávia.
Não chovia, nem trovejava ou relampeava - essas coisas que nuvens fazem.
Apenas nuveava, suave e delicada, se esgueirando por entre árvores, o cachorro do vigia e os esqueletos de prédios que alguém que nunca teve a cabeça nas nuvens vendeu mas não terminou de construir.
Do outro lado da janela, a nuvem nuveava.
E era estranho olhar para baixo e ver aquela cena que guardamos para o alto. Olhei para o alto e busquei gatos, grama, coisa de baixo. Nada. Apenas outras nuvens, que nuveavam no alto como minha nuvem nuveava no baixo.
Então surgiu o sol. E a nuvem se deu adeus. Dissipou-se sobre o cachorro, as árvores e os prédios sem gente e sem alma.
E assim terminou a história da nuvem que cansou do alto e veio nuvear aqui em baixo, do outro lado da janela.
Tem músicas que a gente consegue ouvir hora após hora, dia após dia... por exemplo, eu ouço semanalmente há dez anos pelo menos dois discos: "Ok Computer" e "The Best of The Smiths". Fora a discografia completa da Legião.
Minha lista de músicas que eu ouviria se fosse congelado em carbono feito Han Solo ou em suspensão animada por longos anos, como em Aliens:
Girl Afraid e How Soon Is Now, The Smiths
Sad but True e Enter Sandman, Metallica
Stranger in a strange land e The Trooper, Iron Maiden
Metal contra as nuvens e Eu Sei, Legião Urbana
Even Flow e Jeremy, Pearl Jam
Karma Police e Paranoid Android, Radiohead
Don´t Stop Till you get enough e Billie Jean, Michael Jackson Quem sabe e O Vencedor, Los Hermanos
Sheena is a punk rocker e I believe in miracles, Ramones
Os designers devem conhecer este site. Além disso, o software preferido de quem faz programação visual de impressos, o InDesign, possui este recurso de fábrica. Mas não resisti a compartilhar um pequeno achado: um gerador online de textos em latim, o famoso Lorem ipsum dolor sit amet.
Você entra no www.lipsum.com, escolhe quantos parágrafos, palavras, letras (bytes) ou listas você quer gerar em texto falso e... voilà! Habemos latim! Especialmente útil quando você monta um protótipo, lay-out ou afim, quer simular a massa de texto mas não quer que o cliente fique revisando as palavras que só estão lá para encher lingüiça.
Mas o latim não é infalível. Uma vez, uma alta executiva italiana de uma grande empresa, ao receber nosso belíssimo projeto gráfico de um trabalho, se pôs a ler e a revisar o lorem ipsum... Logo, se for apresentar projeto para algum cliente italiano (ou para qualquer padre católico ou quem domine a língua de Cesar), prefira textos falsos em grego, esperanto ou russo. Ou o bom e velho nonono...
Potato potato potato pota... Desligou o motor, desmontou e entrou na cidade à pé, segurando a moto pelo guidão, envolto pelo criquilar dos grilos e pelo barulho das próprias botas chapinhando nas poças sobre a terra enlameada.
A rua principal estava deserta e escura. Apenas a lua e o frágil cintilar das velas e luzes de leitura que escapavam pelas janelas com cortinas de renda. Se tivesse um coldre, estaria tateando as ancas só para se certificar se sua Colt estaria no lugar, tão forte era o clima de faroeste na cidadezinha.
Mas ele não tinha um coldre. Parou e tirou do bolso da camisa um papel amassado e molhado pela chuva. Conferiu o número e buscou por referências nas fachadas das casas de madeira. Número 66. Encostou a Harley na lateral, ao lado de um canteiro de rosas, e desamarrou sua maleta da garupa.
Guardou o papel no bolso e tirou um relógio antigo de algibeira. Dez para meia-noite. Por pouco não se atrasara. Deu a volta e olhou de novo para a fachada. No segundo andar, a única janela estava aberta e a cortina de rendado branco se agitava como uma flâmula.
Limpou as botas no capacho de xaxim. Tocou de leve a fria maçaneta. Um calafrio percorreu todo seu corpo. Sacudiu a cabeça e fez o sinal da cruz. Girou. A porta se abriu. Passou pela cadeira de balanço, onde uma almofada de costura repousava perfurada por agulhas como uma boneca vodu. Notou, na penumbra, os belos pratos de louça na cristaleira. Subiu devagar a escada, com cuidado para não deixar a madeira traiçoeira ranger.
A porta do quarto estava aberta. Depositou a maleta em uma cadeira sob a janela. Puxou a cortina para dentro e fechou-a delicadamente. Sobre a cama de viúva, cansada de tanto se debater, dormia uma moça de uns 20 anos, de pele branca e longos cabelos negros, camisola de pano grosso, amarrada pelos pulsos e pés.
Constantino abriu a maleta. Pegou o incensário e depositou certa quantidade de cânfora nele. O cheiro do incenso rapidamente se espalhou pelo quarto, em espiral, como espíritos flanando pelo éter. Pegou a Bíblia, a abriu e começou a rezar em voz baixa.
Por fim, pegou a pistola. Enquanto atarraxava o silenciador, se aproximou da cama. Era uma bela jovem. Não era de se admirar que o demônio a tivesse possuído. E que todas as tentativas de exorcismo tenham falhado. Não houve qualquer sucesso, e era por isso que ele estava ali. Ele era chamado sempre que as coisas davam errado.
Aquele era seu trabalho. Rapidez, discrição e precisão eram as características. O tiro acertou a testa, a meia distância dos dois olhos. Guardou a pistola e o incensário, enquanto o sangue ensopava o travesseiro. Terminou suas orações e caminhou para a porta.
Quando entrou no beco ao lado da casa, notou uma luz acessa no sobrado da frente e sentiu o aroma de incenso no ar. Ele poderia ter sido visto. Abriu rapidamente a maleta, jogou a pistola num monte de lama e escondeu o punhado de cânfora no tanque de sua Harley.
Puxou a moto até a rua, montou e ligou o motor. Tirou do bolso um papel molhado e amassado e memorizou outro endereço. Rapidez, discrição e precisão. Tudo que um padre como ele precisa. Acelerou. Potato potato potato...
(*) x x 0000FF FF0000 x 0000FF FFFFFF FF0000 x 0000FF FFFFFF FF0000 x 0000FF FFFFFF FF0000 x 0000FF FFFFFF FF0000 x 0000FF FFFFFF FF0000 x FFFFFF x x x x x xxx xxxxx
O título deste post tem seis palavras, mas não é um conto. O que, então, faz com que uma frase de seis palavras seja um micro-conto? O fato de, magicamente, elas terem uma história, uma ação, um sentimento, uma imagem na mente, a imaginação do que se sucede ou do que aconteceu antes... experimente. Crie os seus!
Helen Sue acordou deprimida, magneticamente atraída pelo frasco repleto de Prozacs. Fechou os olhos, apertou os dedos sobre a colcha de cetim azul-turquesa, encheu o pulmão de ar e gritou para que todos os seus neurônios pudessem ouvir:
– Eu posso ser amada! Eu serei amada! Eu... serei... amada!!!
Então fez escova. Maquiou-se como se fosse a um casamento. Depois de quinze trocas, escolheu a sua roupa mais matadora. Pegou sua bolsa e foi para a rua.
Parou no ponto de ônibus, girando sobre o próprio eixo para evitar que o vento estragasse seu penteado. Fez sinal. Então sentiu alguém tocando de leve sobre seu ombro. Mal se virou, e uma voz masculina, firme, forte e destemida fez a pergunta. Não uma pergunta qualquer, mas a pergunta pela qual Helen Sue havia esperado por toda sua triste vida:
– Você acredita em amor à primeira vista?
O coração disparou. 100, 200, 300, um milhão de batidas por minuto... seu coração poderia fazer o ônibus que parara em vão para Helen dar a volta na Lua e voltar. O homem era lindo, e a olhava fixamente nos olhos esperando por uma resposta, que veio num grito a plenos pulmões:
– Sim! Sim! Acredito!
Então ele marcou um “X” num formulário sobre uma prancheta, agradeceu educadamente e foi embora, com seu crachá do Ibope.
Sempre quis criar meus próprios planetas. Mas nunca imaginei que seria tão fácil! Essa dica eu recebi de Cristiano Junqueira, e acredito que isso pode ir longe.
Trata-se de um pequeno truque de Photoshop que transforma fotos de paisagens (de preferência fotos panorâmicas) em pequenos planetas! Muuuuito bacana.
Essa foto é um detalhe de um lugar bastante conhecido do Rio de Janeiro. Ou ao menos deveria ser, pela importância do prédio e, principalmente, de quem fez esta obra de arte. Quem mata essa charada?
Falta tempo para escrever, mas tirar fotos é mais fácil. Principalmente com celulares fotogênicos, digo, fotográficos.
Para testar a nova versão do Picasa, abri um álbum Web de flagrantes que faço dos locais por onde passo. (não) Vale uma visita. O link ficará fixo aqui na barra lateral.
Eu tenho medo do meu corredor. E não tenho vergonha de confessar isso. Desde que a Regina Duarte assumiu fazer pipi nas calças por causa do Lula (e, coitada, ela estava certa), ninguém mais vai ao psicanalista para assumir seus medos. Eu tremo nas bases com meu corredor, pronto. Falei.
Explico. O andar onde vivo é um tanto quanto deserto. E de meu apartamento até a lixeira, do outro lado do prédio, é preciso passar por cinco portas, de madeira e aquelas de metal corta-fogo. O pior é quando elas se fecham atrás de você, fazendo um barulhão e deixando você preso num cubículo escuro com as mãos ocupadas segurando sacolas do Carrefour cheias de resto de Danoninho e papel higiênico usado.
Por isso, para homenagear meu medo e (a)testar a (falta de) popularidade deste blog, resolvi lançar um desafio a meus leitores e aos colegas blogueiros. "Você tem medo do quê?"
Comente aqui embaixo, ou produza sua própria "arte contra o medo". Você tem medo do quê? O meu está aqui, em vídeo. E em duas versões. Uma ao natural, e outra na versão "o terror, o terror", com sonoplastia e trilha sonora. Assustadora. Confira!
Agradecimentos:
À construtora do meu prédio, por ter criado um corredor sinistro
À Sony Ericsson, por ter criado o K750i, uma pequena jóia da tecnologia
À minha mãe, ao meu pai e a você.
Á Jerry Goldsmith, por ter composto a faixa The Door para o filme Alien.
Os vídeos:
Meu corredor me dá medo (Original Version)
Meu corredor me dá medo (Horror Version)
Se você também tem medo de corredor e quiser fazer um mash up (misturada) com esse aqui, baixe aqui os arquivos originais sem sonoplastia (AVI, 6 Mb) e com sonoplastia (MPG, 7 Mb).
O peito do pé do Pedro é preto O dedo do pé do Pedro é preto O braço esquerdo do Pedro é preto O braço direito do Pedro é preto Pedro é preto Pedro não conheceu o pai Pedro não consegue arrumar emprego Pedro nunca entrou numa universidade Pedro ganha menos pelo mesmo trabalho Pedro é sempre parado em blitz Pedro é confundido com bandido E tudo o que as pessoas se lembram é que o peito do pé do Pedro é preto
Não costumo publicar links aqui, mas esse vídeo é realmente sensacional. Recentemente concluí que o Ser Humano é inviável por natureza. Nenhuma outra razão a não ser nossa inviabilidade genética explicaria coisas como o Garotinho, o PT ou meu querido Fluminense. Simplesmente fomos programados para desenvolver nossos cânceres diários de egoísmo, ganância e auto-destruição.
Esse vídeo de animação é um alerta para a galáxia sobre o perigo que nós representamos.