Brogue do Cassano
 

26 Agosto, 2008  

Não gosto de mídia social

É verdade. Não gosto. Do nome. Cansa a quantidade de vezes em que temos que explicar que mídia social não tem nada a ver com ONGs, abraçar árvores ou apoiar a pastoral do menor. E social tem, pra nós brasileiros, essa eterna associação humanitária-assistencialista.

E o problema não termina aí. Mesmo quando as pessoas entendem o social pelo lado de “fazer social”, ou seja, de coisas que se faz junto de outras pessoas, há quem interprete o “mídia” como sinônimo de “aquilo que os profissionais que trabalham com Excel fazem para publicar ou veicular em revistas ou TV a criação dos criativos”. Há muita gente que entende mídia social simplesmente como uma opção barata e moderna ao banner. Ou ao quadradinho no jornal. Ou à meia página. Ao spot de 30 segundos.

Não vou dizer que a mídia social não ajude nesse sentido. As ações de seeding, que a cada dia chegam mais, são isso. Alguém cria um produto ou campanha e recorre às agências de mídia social para escoar essa mensagem como parte do plano de mídia. Já fiz isso pelos dois lados (pela agência que cria e pela que escoa) e a coisa existe e, quase sempre, funciona.

Mas mídia social é mais que isso. Muito mais.

Pra começar, mídia social é uma tradução meio capenga. Melhor seria “meio social”, no sentido de ecossistema social. Ou mesmo de sistema social, porque as redes sociais nada mais são do que sistemas onde todo mundo é administrador. Onde as conexões são feitas entre pessoas e não máquinas. O meio social é a matrix.

Mídia social pressupõe olhar a relação mensagem-consumidor-produto de forma radicalmente diferente. Matricial e complexa no lugar de linear. Pressupõe, portanto, repensar o lugar do consumidor na cadeia produtiva. Ele sai da ponta para estar presente de ponta a ponta. Isso vale pra publicidade, é claro, mas também para tudo quando é “P” do marketing.

Mídia social pressupõe repensar o papel dos veículos. Repensar o papel do mídia. E também da criação. Como é que você quer que a agência de mídia social propague um conceito ou produto que tem problema? Ou que é ótimo, só não foi pensado de forma a ser facilmente propagável?

Montar uma estratégia de mídias sociais é botar na equação uma complexa soma de fatores (quem serão os vetores, em que contexto, por que motivos) e criar uma rede de canos. Aí você fica prontinho, com seus canos a postos, esperando as esferas que o cliente ficou de entregar. Então o boy da empresa chega com um pacote cheio de cubinhos e fala “propaga aí”. Não rola. Os cubinhos vão ficar paradinhos entupindo teu cano e, depois, é você que entra por ele (e entala). Quando a estratégia de mídia social permeia desde o início da campanha, é melhor. Desde o início do produto, é ótimo.

Isso é mais que abraçar árvore. É mais que panfletar mensagens. Adoraria se tivéssemos um outro nome para “mídia social”. Um que fosse digno do tamanho daquilo que ele representa.

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22 Agosto, 2008  

Top 5 melhores usos de “filho da puta” na música brasileira

1. Faroeste Caboclo – Legião Urbana
"Jeremias, eu sou homem. coisa que você não é
E não atiro pelas costas não
Olha pra cá filha-da-puta, sem-vergonha
Dá uma olhada no meu sangue e vem sentir o teu perdão”
-- Simplesmente libertador. O que mais dizer pro safado que te mete bala nas costas? Me lembro quando essa música tocava na Rádio Cidade (RIP), e o f.d.p. era substituído por um apito. Aí era hora de cantar a plenos pulmões e, quando a mãe vinha brigar, a resposta era sempre a mesma: “É a música, mãe!”

2. Papai Noel Velho Batuta – Garotos Podres
“Papai Noel velho batuta
Rejeita os miseráveis
Eu quero matá-lo!
Aquele porco capitalista

Presenteia os ricos
E cospe nos pobres
Presenteia os ricos
E cospe nos pobres.”
-- Pérola do punk brasileiro, esse hit dos garotos podres é sublime porque a letra NÃO fala f.d.p. Mas a rima é inevitável. E punk que se preze não despreza uma rima que termine com “uta”.

3. Filha da puta - Ultraje a Rigor
“Filha da puta
É tudo filho da puta.”
-- Pra mim, não tem Roberto DaMatta, não tem Vinícius, nem Gilberto Freire. O maior pensador e filósofo sobre o brasileiro é o Roger, do Ultraje. Essa música resume o que a gente pensa, se não dos brasileiros, mas dessa corja que nos governa.

4. Esporrei na manivela – Raimundos
“Entrei no trem, esporrei na manivela
Cobrador filha-da-puta me jogou pela janela”
-- Essa é a música com mais palavrões por metro quadrado do mundo. O legal aqui é que, perto dos outros termos na letra, o “filha-da-puta” chega a ser singelo. É quase um “papai me dá um abraço?”.

5. Vossa excelência – Titãs
“Senhores!
Senhores!
Senhores!
Minha Senhora!
Senhores!
Senhores!
Filha da Puta!
Bandido!
Corrupto!
Ladrão!”
-- De novo, eles! Os maiores, os conhecidos. Os verdadeiros filhos da puta dessa terra de Cabral. Como se escreve f.d.p. na urna eletrônica?

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COB divulga novo hino olímpico brasileiro

Terceiro
Ultraje a Rigor

Todo equipado, preparado na linha de partida
Daqui a pouco vai ser dada a saída
Todo mundo nervoso e eu não tó nem aí (O importante é competir!)

Então tá, vamo lá, nem vou me preocupar
Já tá tudo armado pra eu me conformar
Eu vou tentar só pra não falar que eu nem sou atleta

Ia ser legal chegar junto na frente
Mas iam falar que quero ser diferente
Tá bom demais, pelo menos eu não saio da reta
Por isso eu sempre sou

Terceiro! Ôba-Ôba!
Terceiro! Ôba-Ôba!
Terceiro! Ôba-Ôba!
Terceiro! Ôba-Ôba!
Terceiro!
Pra mim tá louco de bom!

Marcando passo vou seguindo sem ser muito ligeiro
Com cuidado pra não ser o primeiro
É bonito, eu imito mas o pódium não é pra mim (Eu não sou a fim!)

Se eu me esforço demais vou ficar cansado
Já dá pra enganar eu ficando suado
Se reclamarem eu boto a culpa no patrocinador

Não botaram fé porque não ia dar pé
Não ia dar pé porque não botaram fé
De qualquer forma eu pego um bronze porque eu gosto da cor
Por isso eu sempre sou

Terceiro! Ôba-Ôba!
Terceiro! Ôba-Ôba!
Terceiro! Ôba-Ôba!
Terceiro! Ôba-Ôba!
Terceiro!
Pra mim tá louco de bom!

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20 Agosto, 2008  

Primeira cruzada temática da blogosfera brasileira

Jabá: Quem tentou pronunciar Youtube? Qual o mamífero mais odiado do twitter? Que blog tem nome de réptil desdentado? Teste seus conhecimentos e divirta-se no COQUETEL mais cyber que você já viu.
Cruzada dos Blogs COQUETEL

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18 Agosto, 2008  

Relatório da McCann sobre redes sociais



12 Agosto, 2008  

O que fazer se um alienígena com tentáculos aparecer na sua casa?

Flying_Spaghetti_Monster1. Esconda sua bateria e os discos do Phil Collins (ele pode querer exercitar seus 20 braços);
2. Esconda o controle remoto da TV;
3. Aproveite para limpar o video das janelas pelo lado de fora;
4. Disfarce-o como uma samambaia se chegar alguma visita;
5. Um espanador em cada tentáculo e sua casa logo virará um brinco;
6. Mas convém esconder louças e cristais (se você adotar a dica #5);
7. Chame o Fox Mulder (A Scully não vai acreditar em você);
8. Coloque o ET para fazer malabarismo nos sinais (faróis) de trânsito;
9. Dê um celular pra ele. Essa gente adora entrar na casa dos outros pra telefonar;
10. Corte a vodka. E o whisky. Evite fumar também. Se ainda assim o alienígena continuar na sua casa, entre em pânico.

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11 Agosto, 2008  

10 maneiras de se acender uma pira olímpica

Convenhamos: um dia as diferentes maneiras de se acender uma pira olímpica acabam. Já se acendeu tochas fazendo churrasco de pomba (88), com arco e flecha (92, mesmo errando o alvo), com uma pira-voadora (2004) e, agora, com um ginasta-empresário pendurado no ar.

Se o Rio quer mesmo ganhar e fazer bonito com as Olimpíadas cariocas, precisa inovar no acendimento da pira. Então, o CIBT vem aqui sugerir 10 maneiras criativas de se acender uma pira olímpica:

1. Com um balão
: sabia que havia algo de bom guardado nos balões que tanto incendeiam nossas matas nativas. O atleta acende a bucha do balão que sobe, sobe, sobe, desce, desce, desce... e acende a pira.
2. Girando o termostato: o atleta acende o “registro-geral-piloto”, gira o termostato e aperta o botão da estrelinha. Pã! Uma pira que é assim, digamos, uma Brastemp.
3. Por concentração de ex-BBBs. Imagine acumular umas 20 exs-BBBs numa pira de 5 metros quadrados. É fogo demais junto. Impossível a pira não se acender por auto-combustão.
4. Por um jogador do Botafogo. Simplesmente para não deixar passar o trocadilho. Sacaram? Bota – fogo?Anh? Anh?
5. Com um Jornada nas Estrelas. É quase cópia da flecha de Barcelona, mas é diferente: chama o Bernard para sacar uma bola em chamas direto até a pira.
6. Com o motor da Ferrari: o atleta entrega a tocha para Felipe Massa, que acelera sua Ferrari até o motor estourar bem em cima da pira, incendiando tudo.
7. Com um gato. Simples: toda a eletricidade do estádio olímpico vem de um gato (gambiarra, emenda, como queiram) bem no meio da pira. Uma hora ela vai pegar fogo.
8. Usando “O Segredo”. Basta pedir aos 100 mil cidadãos presentes ao estádio para visualizarem com força e alegria a pira acesa. Tanta energia positiva resultará num belo acendimento místico.
9. Por Galvanismo: um mecanismo gera um grau de calor a cada decibel gritado por Galvão Bueno. Se aparecerem imagens dos Ronaldos no telão vai dar para manter a pira acessa por um mês.
10. Por celular. O Pedro Bial aparece no telão dizendo: “Se você quer que a pira se acenda, ligue para 0800pirapira ou envie SMS para 43pira...”

Depois dessa, não vai ser por falta de fogo que os jogos de 2016 não vêm pra cá.

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22 Julho, 2008  

Todo rock star tem dois milhões de amigos

Eu queria ser um rock star
e disparar sem dó
um dó distorcido
no meio do salto
e cair de joelhos
segurando a nota
fazendo careta
quebrando a guitarra
atirando a palheta

e eu me vestiria como se ninguém estivesse ali
usaria um cabelo estranho,
como se ninguém estivesse vendo
mas eles estariam ali,
eles estariam sempre ali

meus dois milhões de amigos.
meus dois milhões de amigos.

todo rock star tem dois milhões de amigos.

queria ser galã de cinema,
beijar a mocinha no fim da cena,
ter um dublê para ser eu,
sempre que eu correr perigo.

um galã de cinema,
letras maiúsculas na fachada
nome nos créditos de entrada
agradecer pela estátua
como se ninguém estivesse vendo,
mas eles estariam ali,
eles estariam sempre ali

meus dois milhões de amigos.
meus dois milhões de amigos.

todo galã de cinema tem dois milhões de amigos.

e eu queria ser um escritor best seller,
ter hábitos estranhos,
uma casa na escócia
e traçaria tramas
sobre a escória e
sobre a história

e daria autógrafos
pra gente na fila
livro após livro
como se anotasse um telefone
como se ninguém estivesse vendo,
mas eles estariam ali,
eles estariam sempre ali

meus dois milhões de amigos.
meus dois milhões de amigos.

todo best seller tem dois milhões de amigos.

onde estarão escondidos
onde estarão escondidos
o que estarão esperando

meus dois milhões de amigos
meus dois milhões de amigos

todo mundo tem direito a dois milhões de amigos.

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19 Julho, 2008  

Dia da blogagem política 2: Democracia - ruim com ela, pior sem ela

Uma vez levantei um tema polêmico: o sucesso dos Big Brothers da vida abririam espaço para uma democracia direta? Isto é, um sistema onde o Legislativo não seria mais necessário, já que a tecnologia permitiria a todos criarem suas propostas de Lei (em formato Wiki), e todos votariam nas propostas usando as tecnologias disponíveis. As mesmas usadas pela massa para mandar candidatas a musas da Playboy pro paredão.

Realidade ao mesmo tempo fascinante e assustadora. Imaginem o perigo da manipulação pela mídia. Imaginem o (terrível dizer isso) risco da supremacia da imbecilidade. Você confiaria a constituição à mesma massa que elege o casal Garotinho, ajoelha para o deus Crivela ou se mobiliza para dar milhões para Caubóis, Bambans e Alemães da vida?

A verdade é que nossos representantes não são dignos, mas eles construíram uma rede que os torna indispensáveis à democracia. Como deixar a massa ignorante e analfabeta decidir por si seu destino? Como alijá-la e deixar tudo nas mãos de uma minoria? Abandonar o modelo democrático na perigosa egotrip do "eu sei o que é melhor pro povo"?

Baita sinuca de bico. Baita risco à Democracia. Enquanto isso não acontece, nos resta eleger bem os candidatos. Daí a inutilidade do voto nulo (que tanto pratiquei). É vã a esperança de que os votos nulos inviabilizem um pleito. E, se isso acontecer, estaremos até dando um recado de nossa indignação, mas nenhuma solução.

É difícil, tarefa quase impossível, achar alguém que faça jus a nosso voto. Mas é nosso dever procurar, ao menos. E, se não encontramos ninguém, porque não nos habilitamos nós mesmos?

Será que fugir do mundo podre da política é o melhor que os cidadãos de bem podem fazer? Deixar a política para os vermes de sempre é a contribuição que podemos dar? Lembrem-se das palavras de Raul Seixas: "se você quer entrar num buraco de rato, de rato você tem de transar".

P.S. Comece a fazer sua parte assinando a petição contra a equivocada e perigosa (má)redação da Lei de Cibercrimes: http://www.petitiononline.com/veto2008/petition.html

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Dia da blogagem política 1: Café com o prefeito

Patriotismo é acordar cedo num sábado, rumar para Bangu e me juntar a algumas centenas de papa-bocas-livres, curiosos, cabos eleitorais e puxa-sacos num café da manhã promovido por alguns dos ícones da decadência política brasileira.

Logo na entrada a mesa repleta de "quitutes pra pobre". Muito pão, biscoito e bolo pra encher logo a pança.

No som, berram jingles dos candidatos a prefeito e vereador. Melodias pegajosas e lugares-comuns como "fazer mais pela cidade", "povo feliz", "compromisso com o Rio" e "um Rio melhor pra você".

Na chegada dos candidatos, abraços apertados nos eleitores desconhecidos, sorrisos amarelos e gestos de jóia. O público se divide entre cercar os candidatos (pra pegar autógrafos, pedir para taparem o buraco da rua, coisas assim) e atacar os pães.

Começa. Surge do nada uma horda de jovens uniformizados que gritam e aplaudem com ênfase. Algo me diz que o partido contratou a claquete do Raul Gil ou do Silvio Santos. Elas nao deixam a gente ver nada. Vou ter de levantar. Ficar de pé, agora? O César Maia não merece isso.

Discurso rápido, metralhadora giratória contra os outros candidatos (falando a verdade, o que é pior). Nem uma palavra sobre o próprio e catastrófico governo. E foi-se embora, deixando a palavra para seus protegidos.

Nos saturamos daquele espetáculo de enrolação e fomos embora logo em seguida, não sem antes ver minha esposa, de dedo em riste, dizendo para o prefeito umas verdades sobre o descaso com a educação. Missão cumprida e a triste constatação de que a política é cada vez mais um espetáculo sujo.

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15 Julho, 2008  

Coleção de trocadilhos infames com o Twitter

- Sabe a banda favorita do Twitter? Twitted Sister.
- E a série favorita? Twittlight Zone.
- Cantiga de ninar? Twitt twitt little star.
- Produtora de filmes favorita? Twitthieth Century Fox (by @sergiokeller)
- Atriz-twitteira? Twitneth Patrol
- Modelo Favorita? Twitggy (by @sergiokeller)
- Cantor esquisitão? Twiggy Pop
- Monstrinhos que se reproduzem com comida? Twemlins
- Top model brasileira? Twittele Bündchen
- Ursinho favorito? Twinnie , the Pooh (by @sergiokeller)

Sabe de mais trocadilhos? Mande para @rcassano no twitter que eu atualizo a lista aqui.

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14 Julho, 2008  

Trate bem seu amigo designer

Se você é designer, ótimo. Se não, trate de ficar amigo de um. Descobri que eles são a verdadeira força oculta do mundo. Maçonaria? Opus Dei? Máfia? Que nada. Os designers são o verdadeiro clube da luta.

Clube da Luta Eles estão por toda parte, todos se conhecem e são regidos por rígidas regras de conduta. É um grupo mais unido que motoboy e blogueiro. E eles sabem o que todas as empresas do mundo estão criando, sabem todas as técnicas das agências para influenciar, manipular e dialogar com as pessoas. Eles sabem tudo! E como estão constantemente trocando de emprego uns com os outros, garantem sempre uma informação fresquinha para o Clube.

Não há como esconder algo de um designer. Não tem projeto secreto. E, principalmente, não há como escapar quando eles colocarem bombas no prédio da Mastercard. Pelo menos se você for amigo dos designers eles provavelmente não vão urinar na sua sopa.

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06 Julho, 2008  

LiveChart: e Twitter: uma outra Formula1

Foi pelo Twitter que descobri uma outra forma de acompanhar as corridas de Fórmula 1.

Ligar a TV e abrir, no computador, o www.formula1.com.

O site oficial da FOA traz o acompanhamento em tempo real da prova, com todos os tempos, trecho a trecho e comentários (melhores que os do Galvão). Uma das funcionalidades, o Lap Chart, é uma fantástica forma de visualizar a prova, na forma de gráficos.

LiveChart F1Sabe aqueles dados todos que o Galvão diz por ser amigo pessoal e camaradão de todos os odões da F1? Tá tudo lá, pra qualquer zé mané com conexão à internet.

Diga "eu já sabia!" toda vez que o Reginaldo disser: "Massa mais rápido que Hamilton no segundo trecho..."

E, pra completar, a turma-geek descobriu como transformar a F1 num evento colaborativo. Você vê pela tv, acompanha via Formula1.com e comenta pelo twitter. Basta usar e seguir a tag #F1.

Siga o Brogue no Twitter.

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04 Julho, 2008  

O papel social dos blogs e a polêmica do "blog de aluguel"

O papel do jornalismo é levar informação e opinião para as pessoas.

Blogs não são jornalismo. Ou pelo menos não têm a menor obrigação de ser. Mas cada vez mais pessoas confiam nos blogs como fonte de informação.

Vocês se lembram por que os blogs cresceram? “Porque eram feitos por pessoas apaixonadas e não estavam sujeitos ao viés editorial da grande imprensa”. Foi a liberdade, a autonomia, que fez a blogosfera crescer.

Não porque traz reportagens apuradas por isenção, mas porque o blog é, em essência, opinativo.

E você confia numa opinião de uma pessoa física (vulgo ser humano), mas não de uma pessoa jurídica. Por quê? Não sei. Algum complexo capitalista/colonizado de que “pessoas são boas” e “empresas são más”.

Mas fato é que as pessoas pensam assim, concordemos ou não. E isso fez a blogosfera florescer, com sua enorme gama de gente incrível falando coisas fantásticas e gente idiota falando bobagem.

Mas aí uma coisa aconteceu. Os blogs - tão sem querer como artistas que de repente viram celebridades e se fascinam/espantam com o assédio – tomaram o papel social da imprensa de formadora de opinião.

O que faz um jornal ser um jornal? A estrutura administrativa da empresa? O poder de escrever coisas e imprimir em papel que suja a mão? Ou uma instituição com um papel definido na sociedade?

Quem assume – querendo ou não – um papel na sociedade arca com os ônus e os bônus disso. Preservar a integridade dessa relação é um deles.

Isso significa que devemos todos ser blogueiros filantrópicos-budistas-marxistas? Que devemos nos benzer ao ver uma nota de R$ 100? Chamar a polícia cada vez que um “mimo” chega na caixa de correio?

Não. Todo mundo tem o direito de ser reconhecido (financeiramente, inclusive) por aquilo que faz bem. E se isso acontece com um blogueiro, é porque ele passou a fazer parte de um mundo não de pessoas físicas, mas de pessoas jurídicas. Um mundo de transações. Com sua ética própria. Ônus e bônus próprios.

O que me parece é que adoramos o flash dos fotógrafos mas ficamos p* quando os fãs vêm pedir autógrafos. Nada contra quem quer brincar. Mas ou segue as regras ou nem desce pro play.

Receber um presente e fazer um post sem dizer que ele foi motivado pelo presente é trair o vínculo de confiança estabelecido com o leitor. Num blog meramente pessoal, ok. É seu “personal weblog”, você escreve o que quiser nele. Mas se ele passa a ter papel econômico (gera “receita”) e social (forma opinião), a coisa muda de figura.

Reforço aqui que não sou contra os mimos, especialmente quando ele é o produto em si, enviado para ser degustado/resenhado. Mas se você ganha um produto B de presente e fala bem do produto A sem dizer a motivação para o “elogio”, isso não é opinião. É permuta. Jabá. Mesmo dizer discretamente, como os “publieditoriais”, é meio estranho.

Notaram? Há uma diferença sutil entre enviar seu produto para formadores de opinião (dar um livro, um ingresso para uma pré-estréia, convite para uma apresentação, test-drive exclusivo etc) e dar algo de valor monetário que não é o produto em si.

Receber a bacaninha geladeira da Coca-Cola não é pecado nenhum. É sinal de que o papel social como formador de opinião está sendo bem cumprido. Fazer um post, sem problema. Elogiar o produto sem falar do presente? Estranho. É se arriscar a receber, sim, a alcunha de “blog de aluguel”. Ou de "varal de release", como se diz na imprensa. O problema é quando se generaliza e rotula-se toda a blogosfera por alguns gatos pingados.

Mas isso só acontece porque estamos no meio de um processo, em um mercado imaturo ainda, que tem muito a crescer. As mídias geradas por usuários e as redes sociais são o fantástico e inevitável caminho da propaganda. Não fosse não teria eu mesmo migrado para uma empresa especializada nisso, e não distribuiria produtos a blogueiros (sim, eu faço isso) na esperança de que blogueiros gostem dos produtos que enviamos e resolvam falar bem deles. Ou que falem mal. Ou que não falem nada.

Como profissional de comunicação, faz sentido que eu queira mandar pro editor de um blog um produto bacana de um cliente meu que tenha tudo a ver com um blog de produtos bacanas. Faz sentido que eu imagine que o editor de um blog de coisas bacanas possa ter interesse em compartilhar essa coisa bacana com seu público. Se ele achar bacana. Se ele estiver a fim de postar.

Mas não deixa de assustar quando tentamos nos aproximar da área editorial de um blog e recebemos um mídia kit com o preço do post tabelado. Se esse é o futuro, é bom que isso seja combinado com todo mundo, até para que eu, como leitor, saiba quem é veículo de conteúdo e quem é “Páginas Amarelas”.

Pra terminar esse longo post, ressalto que blogueiro não tem que ter vergonha de ser formador de opinião e receber os louros e arpões inerentes a isso. Não temos que ver os blogs como terreno sagrado onde publicidade é pecado. Quero ganhar dinheiro pelo lado da agência e quero ver meus amigos blogueiros ricos. Mas todo poder traz sua devida dose de responsabilidade.

Está na hora de nos unirmos para fortalecer cada vez mais as redes sociais. Até porque, se a gente mata justamente aquilo que fez a blogosfera crescer (a ousadia, a personalidade, a identidade fragmentada em zilhões de blogs que se cruzam o tempo todo), ela morre. Estamos vendendo a raiz para pagar o adubo da planta!

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23 Junho, 2008  

Top 5 músicas mais indesejadas do Last.fm

O sempre sensacional Last.fm está com alguns features interessantes em teste. Um deles lista as faixa mais removidas pelos usuários de seus scrobbles.

Eu nem sabia que dava para desenviar uma faixa para o Last.fm, mas fato é que muita gente ouve certas músicas mas não quer manchar sua biografia musical. Aí é só ouvir na encolha e depois apagar as provas.

As músicas que mais envergonham seus fãs são:

#1 Britney Spears – Piece Of Me

#2 Nelly Furtado – Say It Right

#3 Britney Spears – Gimme More

#4 Amy Winehouse – Rehab

#5 Avril Lavigne – Girlfriend

Confira o serviço em http://playground.last.fm/unwanted.

Siga o Brogue no Twitter - www.twitter.com/rcassano

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20 Junho, 2008  

Modelos de mãos nuas trepam em pau de sebo em programa de TV comendo coxa de galinha e chupando picolé para provar que rola de mulher ser o sexo forte

Seu tarado,

Parabéns. Você acabou de fazer deste o post de blog de maior sucesso no Google em todos os tempos. Nada como uma boa estratégia de SEO... A boa e velha tática SExO. :-)

A idéia desse post-pegadinha é antiga. Nasceu quase junto com o Brogue, na verdade.

O post mais acessado, até hoje, é uma singela entrevista que fiz com o cientista César Ades, para a Revista Oi, intitulado "César Ades e o sexo animal".

Uma das buscas que mais trazem visitantes para o Brogue? "Sexo com animais".

Seus pervertidos.

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19 Junho, 2008  

Tipos de twitteiros

Ainda sobre o Twitter, alguns perfis que identifiquei nesses primeiros dias seguindo desconhecidos pelas ruas:

- Twitteiro Google - Aquele que se acha muito.
- Twitteiro GPS - Usa o Twitter para rastrear cada passo que dá.
- Twitteiro Professor Xavier - usa o Twitter para transmitir seus pensamentos para os outros cérebros.
- Twitteiro Billy The Kid - o lance é ser rápido e passar os links "irados, maneiros, carácoles, você viu isso?" antes dos outros.
- Twitteiro Fátima Bernardes - É um plantão de notícias. Enquanto twitta, cantarola: tan-tantan-tantan-tantantantan...
- Twitteiro Louro de Jack Sparrow - Fica dando reply aos posts de famosos para ver se consegue seguidores.

Nada contra nenhum dos perfis. Todos são igualmente fascinantes, cada um descobrindo qual a aplicação ideal para o Twitter. Aliás, o mais bacana nele é isso. Ninguém sabe exatamente para que serve e, uma vez que você começa, fica difícil parar.

Qual é o seu perfil de twitteiro?

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Twitteiro, eu?

Depois de muito tatear sem convicção, me rendi ao Twitter. Ainda estou tateando, descobrindo qual o tom ideal.

E, de quebra, encontrei alguns complementos bacanas do Firefox 3 (eu baixei nas primeiras 24hs, e você?). Um deles é o twitbar. O funcionamento é simplérrimo. Você escreve seu tweet na barra de endereços (aquela mesmo, aqui em cima, onde você digita os endereços dos sites), clica numa discreta bolinha no canto direito e pronto. Foi pra conta.

Ideal para twitar escondido no horário de trabalho. Você abre o site da Gazeta Mercantil e fica falando asneira pela barra de endereços.

Para quem quiser seguir o Broguinho (o Brogue em miniatura), basta acessar http://www.twitter.com/rcassano

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13 Junho, 2008  

Proteção contra cópia? Que nada...

O www.copyscape.com é um interessante serviço que te ajuda a saber quem anda "plagiando" seu conteúdo. Ele inclusive sugere a instalação de um selo, tipo DNA Security: "Protegido - Não copie!".

Bacana porque funciona (achei altos debates sobre textos meus que eu desconhecia), mas anacrônico. Impedir cópia?

Então deixo aqui registrado: POR FAVOR, COPIE OS TEXTOS DO BROGUE. Mas, por favor, sempre cite a fonte e deixe um link para cá em retribuição.

Que mané impedir cópia... :-)

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28 Maio, 2008  

A rede mundial de pessoas e essa coisa chamada internet

Algumas coisas óbvias podem ser surpreendentes. Aliás, olhar e analisar o óbvio é um saudável exercício que todos deveriam praticar. Aconteceu comigo quando fui tentar resumir o que, hoje, é a internet.

Foi como estar num restaurante giratório. Você dá a primeira garfada no bife enquanto observa a vista. E quando está encurralando a última ervilha na borda do prato, olha de novo para a janela envidraçada e se surpreende por tudo estar diferente. Você sabe que está no mesmo restaurante, na mesma cidade, com o mesmo bife com ervilhas, sabe que o restaurante está girando e ainda assim se surpreende ao notar, de repente, que o panorama mudou completamente.

Quando a internet ganhou as páginas dos jornais, na segunda metade dos anos 90 (e quando a maioria de nós formou sua visão do que é esse treco), a palavra-chave para ela era ACESSO. É só lembrar. Uns 9 em 10 comentários mencionavam o fato de você “poder ver os quadros do Louvre sem sair de casa”. Ou a ver Biblioteca do Congresso Americano. Ou acessar as livrarias e lojas do mundo todo. Ou tentar acompanhar uma rádio da Bósnia pelo RealPlayer, com aquela sua conexão horrorosa e picotada.

A internet abriu as portas para um novo mundo. E como era esse mundo? Bem dizia toda e qualquer menção a ela na Rede Globo: “internet – vírgula – a rede mundial de computadores – vírgula”. Era você, humano, entrando num emaranhado de máquinas. Tron. Matrix. Neuromancer.

Éramos forasteiros. Voyeurs de dados.

O que a gente fazia na rede? Surfava. Navegava. Pulava de site em site. A internet, estar online, era, em si, a atividade. Meio e fim.

E nos fascinamos em acompanhar cada passo, cada software, cada inovação, cada viral. Tão atento que somos em buscar o hoje, o agora, o daqui a pouco, nos surpreendemos ao olhar pela vidraça e perceber que, de forma tão contínua que nem notamos, o panorama mudou completamente.

A cada dia, avalanches de novos brasileiros entram na internet. Entram em lan-houses. Ou em seus computadores Positivo comprados em 24 vezes nas Casas Bahia. Brasileiros jovens. Brasileiros velhos.

Brasileiros que nunca ouviram falar do Cadê?. Nunca acessaram o Yahoo!. Nem sabem do JB Online, o primeiro jornal brasileiro na internet. Desconhecem IRC, Napster, guerra dos browsers.

A internet deles é outra. Completamente diferente.


Eles têm o Orkut como ponto de partida. Como seu sistema operacional. É no Orkut que interagem com fotos, com vídeos, com amigos. O MSN é seu e-mail. E para eles, internet não tem nada a ver com acesso. Internet, para eles, é RELACIONAMENTO.

Essa geração (não só etária, mas sobretudo econômica) nunca conheceu uma web solitária, da navegação noturna, surf virtual madrugadas a dentro. As redes sociais não são a mais nova e quente novidade. A web para eles é necessariamente uma atividade social. É inerente. Faz parte. Pão e manteiga. A característica gregária de novo povo, então, torna isso ainda mais forte.

Para eles, a internet não tem a menor cara de “rede mundial de computadores”. É uma rede de pessoas. Amigos, dos amigos, dos amigos. Comunidades das comunidades.

Quando eles “surfam”, é praticamente uma pesca com rede de arrasto. Recentemente, o guru Jacob Nielsen alertou: “os usuários estão ficando mais egoístas e impacientes”. Claro. Nunca tiveram modem de 2.400. Não se fascinam com hiperlinks, sites que se ligam... entram no Google, digitam o que querem, entram no site (pela porta dos fundos), resolvem sua vida, caem fora e vão socializar. A internet já não é fim, é meio.

A gente vem falando isso há alguns anos, mas é como um petista no poder. De repente aquele discurso todo vira realidade, ali do lado de fora da janela giratória. Visões e sonhos realizados são sempre assustadores, porque a gente precisa rapidinho achar algo novo pra sonhar.

Entender, embarcar e respeitar essa nova dinâmica social da rede, portanto, está longe de ser a “nova moda dos publicitários”. E, mais importante, não está ligada a tecnologia nenhuma. Second Life, Orkut, Open Social... não importa.

A gente finalmente não está mais falando de computadores.

Já não somos forasteiros na matrix. O mundo é o nosso. Mundo real. Com baleia morrendo, aquecimento global, dengue, PT, Bush e créu. Esse mundo que é uma grande rede mundial de pessoas, onde elas propagam idéias em velocidade estonteante. É nele que estamos inseridos. É ele que vemos do lado de fora da janela. É ele que vemos quando ligamos nossos computadores, celulares, videogames e nabaztags nessa coisa chamada internet.

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14 Maio, 2008  

Resistir é inútil

Enquanto você está dormindo, tem um japonês estudando.
Enquanto você está comendo, tem um japonês estudando.
Enquanto você está lendo blogs,tem um japonês estudando.
Enquanto você está procriando, tem um japonês estudando.
Enquanto você está no trânsito, tem um japonês estudando.
Enquanto você está vendo futebol, tem um japonês estudando.
Enquanto você está sambando, tem um japonês estudando.
Enquanto você está trocando a frase do MSN, tem um japonês estudando.

Enquanto você está no banheiro, tem um japonês estudando.

Resistir é inútil.

Também é inútil se desesperar por causa disso.

A verdade é muito pior.

Enquanto um japonês está no banheiro, tem cinco chineses estudando.


* Baseado no aforisma "enquanto você está c*g*ndo, tem um japonês estudando", de Allan Kirsten.

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06 Maio, 2008  

I need my R2-D2

Geeks têm enorme tendência a gastar dinheiro com (in)utilidades eletrônicas. Por isso, para manter as finanças saudáveis, tenho uma tática que gostaria de compartilhar com os companheiros nerds.

Quando boto na cabeça que preciso desesperadamente de uma quinquilharia eletrônica, eu passo a pesquisar muito, mas muito, mas muito mesmo sobre a coisa. Mergulho no Mercado Livre, leio em fóruns, vejo vídeos... pesquiso tanto que a vontade passa. Assim, economizo uns trocados.

É assim que sei tudo sobre o Nintendo Wii e sobre os mais modernos celulares sensíveis ao toque e com GPS. E por isso que ainda não tenho videogame e preservo o valentíssimo K750.

Só que agora deu uma necessidade tremenda de ter meu próprio robô. Acho que chegou a hora de ter algum treco eletrônico que ande pela casa, leia os e-mails pra mim, me mostre a previsão do tempo, me lembre dos compromissos e ajude a explodir a Estrela da Morte se for preciso.

Alguma sugestão de links antes que eu vá à falência total?

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28 Abril, 2008  

10 significados diferentes para "Pô aí, beleza?"

1. pô aí, beleza? - Olá, como vai a família?

2. pô aí, beleza. - Eu vou bem, obrigado.

3. pô aí, beleza! - Tudo bem. Negócio fechado!

4. pô aí... beleza... - Cara, vem cá e olha isso. Olha que incrível!

5. pô... aí! beleza? - deixa eu analisar todas as alternativas. É. Legal. Sim! Você concorda?

6. pô aí! Beleza!? - Cara, há quanto tempo não nos vemos! Como você está?

7. pô... aí... beleza... - É. pensando bem... não sei... ah, que se dane. Tô dentro.

8. pô aí! Beleza! - Boa idéia! Vamos agora!

9. pô aí? Beleza? - Olha só esse lance. Tá pensando o mesmo que seu? Será que dá m*?

10. pô aí? Beleza! - Puxa... não tinha pensado nisso! Vambora!

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Olha o pen drive!!!

Sinal dos tempos. Ontem, comprando alguns acessórios plásticos para banheiro na Casa & Vídeo, entro na fila, cercado de balas e chocolates e me encaminho a um dos caixas.

Ali, enquanto espero a caixa checar os códigos de barra, começo a olhar para aqueles produtos expostos ali esperando por nossa compra por impulso. Os "suspeitos usuais" estavam por lá: pilhas, mais balas e chocolates, agarradinhos... e pen drives Kingston.

Isso mesmo! Pen drive (512Mb por R$ 19,90) ali, na boca do caixa, ao lado das Balas Garoto.

Quando mesmo custava o megabyte de armazenamento há 10 anos?

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09 Março, 2008  

Mercado em trânsito

Não sei se algum guru já cantou essa pedra, mas se eu fosse você eu largaria agora esse mouse e pararia por uns minutos para pensar em como redirecionar sua carreira para um único e simples propósito: trabalhar em algo relacionado ao trânsito de veículos.

Escrevo isso inspirado pelo vídeo abaixo (que descobri no Update or Die), que só reforça uma teoria que há muito me persegue: o trânsito é mágico.

Pense comigo. Com o crescimento acelerado da indústria automobilística o destino de toda cidade é se tornar uma grande São Paulo (acredite, essa não é uma boa notícia), e o destino de São Paulo é se tornar algo entre Constantine, Guerra dos Mundos e Platoon.

Passamos cada vez mais uma considerável parte de nossas vidas no trânsito. Encará-lo como uma doença crônica é uma boa oportunidade de negócio. Vale investir (e lucrar) com a prevenção do problema (engenharia de tráfego, tecnologias de controle etc) mas também vale investir (e lucrar) em simplesmente tornar mais agradável a vida de quem passa horas engarrafado.

E aí? Qual vai ser sua grande sacada?



Se você não entendeu nada do vídeo, explico: os cientistas japoneses recriaram em laboratório os engarrafamentos sem motivo aparente. A causa real: as diferenças de frenagem e aceleração dos veículos, pequenos descompassos, quando somados e repetidos causam essas retenções.

Se um sistema de rádio das rodovias controlasse remotamente a velocidade dos carros, fazendo com que eles mantivessem uma velocidade constante e uma distância específica para o carro da frente, não existiriam engarrafamentos.

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02 Março, 2008  

Tecnologia é puro osso

Aceitei o convite do blogueiro-amigo Rafael Cruz para escrever um texto para a "Semana do Artigo Livre", em um de seus blogs, o Tecnologia e Cinema. O desafio era dos mais cruéis: "escreva sobre o que quiser". Eu, num arroubo de criativididade, resolvi escrever sobre o quê? Tecnologia e cinema... Confiram no blog do Rafael ou aqui emabaixo.

2001
Homens pré-históricos olham meio bolados para um bloco negro. Se cutucam. Esbarram. Se estranham. A porrada estanca. Um deles pega um enorme pedaço de osso. Percebe que aquilo o tornou mais forte. Mete a porrada nos outros. Vence a luta. Em comemoração, joga o osso pro alto. O osso sobe, e subimos junto, até o espaço, onde o osso se torna uma estação espacial. O mesmo homem, as mesmas ferramentas. A mesma cabeça de jegue pronta para fazer besteiras.

É engraçado como até hoje a gente acompanhe as feiras tecnológicas esperando aquilo que nos trará a redenção cibernética ou nossa terrível destruição. No campo do audiovisual, para quem acompanha o mercado do alambrado, me parece estarmos nessa situação, onde os suportes voltam ao centro de um debate onde nunca deveriam ser os protagonistas. O que tenho lido/visto/ouvido? Da inútil batalha HD-DVD x Blu-Ray. Que a gente poderá pedir pizza ou comprar a blusa da Regina Duarte com a TV digital. E que vamos ter que gastar uma grana no decodificador para que nossa experiência com “Zorra Total” seja transformada. Que a internet está destruindo a indústria do DVD.

É exatamente a mesma inócua discussão sobre o mercado de música. Parece que ainda tem gente jurando de pé junto que a indústria (ou a arte) é sobre hardware: discos, leitores, projetores. É tudo ferramenta. Osso. Que pode ser usado tanto para mandar o homem pro espaço como para esmurrar o quengo de um neanderthal. Pouco se dedica a estudar como criar/adaptar as obras para cada novo suporte. A famosa “quarta tela” do celular, por exemplo. Está cada vez mais popular e o que de conteúdo significativo temos para ela? Pouco.

Porque não dá para ver “2001″ numa tela de iPhone. E periga de a bateria acabar antes de “E o Vento Levou”. Como é essa mídia? Essa linguagem? Os notáveis esforços como o da Mobilefest ainda estão presos ao campo da experimentação. Coisas como as “Histórias contadas por coelhos em 30 segundos” deviam estar nas lojas, não apenas uma brincadeira da internet. Mas o mais bacana, o mais inerente ao ser humano (além cabeça de jegue pronta para fazer besteiras), ainda está em segundo plano: como contar histórias com os novos ossos que a indústria nos apresenta? Como contar histórias no celular? Numa sala digital de cinema? No iPhone? No Youtube? Muito se tem feito, mas não dá para dizer que já tenhamos uma linguagem. Alguma sugestão?

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06 Fevereiro, 2008  

Tem nerd no samba

Quis o destino que eu fosse parar na Sapucaí neste carnaval. Logo eu, nerd de carteirinha, com meu armário cheio de camisetas pretas e uns 30 CDs de rock inglês para cada um que lembre remotamente um samba. Mas pintou a fantasia num sorteio de rádio AM. O ganhador não podia desfilar e nos ofereceu o prêmio. Como de fantasia dada não se olha as plumas, lá fui eu.

A primeira constatação é que a TV não mostra um lado fortíssimo do carnaval: ele fede. E muito. A chuva inclemente aumentava a sensação de caminhar sobre um tênue riacho de urina. A concentração da Mocidade Independente era em frente ao sugestivo edifício Balança mas não cai.

Novato, acabei chegando cedo demais. Na concentração, apenas alguns gatos pingados e pinguços. E o cheiro. Levamos a fantasia (algo que teoricamente representava a Folia de Reis, com direito a saiote rodado e uma igreja enorme na cabeça) num saco de lixo para nos vestirmos na hora.

Por volta das 19h30, rumamos para a concentração propriamente dita e nos paramentamos. O chapéu pesava e machucava a testa. A dúvida era se conseguiríamos atravessar a Avenida com uma Candelária sobre o quengo.

As pessoas se vestiam (ou despiam) ali mesmo. Outra constatação. O carnaval é um computador em que o dono desativa o “firewall” por quatro dias. Nesse ínterim, vale-tudo.

E outra descoberta. Talvez a experiência mais próxima da preparação para o início do desfile seja a militar. As alas, como os pelotões, se põem em seus devidos lugares. Sargentos (no caso vestidos de oficiais do Império) comandam aos berros: “Quero colunas de oito! Colunas de oito!”. Um desatento vira o nono passageiro na coluna da frente e leva um chega pra lá de um Capitão Nascimento do carnaval. “Vai pra trás, zero meia!”

Começa o desfile. Quer dizer, começa para quem está na frente da escola. A gente só sabe por causa dos fogos de artifício. Nada se move. Não se ouve nada. Apenas a espera. De pé, estático, saia rodada e uma Catedral da Sé apertando a testa. Dói. O sapato aperta. Por sorte não faz calor. O capitão nascimento faz uma recontagem das colunas.

Então, o carro à frente se move. Começou. Seguimos num anda-e-para que mais parece uma procissão. Até que a Sapucaí se aproxima. As luzes aumentam. Já dá para ouvir o baticum. Alguém ordena: “Samba! Samba se não te mandam lá pra trás!”. Eu obedeço. Com tantos aparatos sambar não é difícil. Basta se mover como um boneco gigante de Olinda.

Vem a esquina. E a luz. E uma multidão acenando bandeiras, cantando, aplaudindo. Aplaudindo quem? Eu, que não sei sambar? Eu, que tenho cara de gringo e sou ajudado/explorado por tudo que é taxista, pivete, camelô? Quem sou eu?

Naquele momento, descubro que não há identidade. Aplaudem a escola. “A escola somos nozes”. Eu sou a escola. Samba, condenado! Olha o buraco, olha o buraco. Corre, corre. Olha o relógio. Tá bom, ta bom.

Ih, olha a bateria no recuo! Achei o som baixo. Decepcionou. O Sepultura faz mais barulho. Nação Zumbi faz mais barulho. A Madrinha da bateria tava parada, bebendo água. Só deve sambar quando a câmera focaliza.

Um soldado imperial bigodudo passou meio desfile mandando eu andar mais rápido. Uns foliões bêbados na coluna de trás teimavam em enganchar suas plumas em nossos chapéus.

Enfim, a apoteose. A passarela não me pareceu tão curta como dizem. A galera da dispersão vibra. Só quero saber de tirar o chapéu. Dali, mais uns metros de lama e urina e entramos num táxi. Pra casa, por favor. Mas cuidado com a fantasia. Sábado eu quero voltar com ela.

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05 Fevereiro, 2008  

Museu de grandes novidades - Lemmings

Mais uma do fundo do baú (ou melhor, da minha gaveta da casa dos meus pais): Lemmings original, em disquete.

Você já deve ter ouvido falar ou mesmo jogado Lemmings. É um jogo sensacional, do comecinho da década de 90, onde você deve evitar que Lemmings suicidas se joguem de penhascos.

Eis aqui um legítico exemplar da primeira edição do game, com direito a manual. Tudo cabia nesse disquete de 3 1/4, de 720 Kb.

disquete e manual do jogo Lemmings

Melhor que isso só mesmo o manual. O trecho fotografado para a posteridade fala dos requisitos técnicos e das vantagens que o jogador terá se tiver em seu computador um novo dispositivo chamado "mouse". Diz o manual":

Para sistemas MS-DOS com hard disks:
1. Ligue seu computador com versão 3.0 ou superior do DOS. Se você quiser usar um mouse (Sim, sim! Use um mouse!), certifique-se de que o driver de seu mouse esteja instalado.
2. Insira o disco apropriado no drive de disquetes e rode o programa de instalação.
3. Digite o diretório em que você deseja instalar o programa Lemmings, e inicie o programa digitando "LEMMINGS"
4. Se perguntado, selecione a placa gráfica disponível (N. do T. Você podia optar pelo CGA de 4 cores ou pelo potente EGA de 16)
5. Se ingadado sobre o tipo de equipamento, selecione a opção 1.
6. Você deve estar agora no menu principal. Se você estiver usando um mouse, simplesmente clique com seu botão esquerdo para continuar. Se não, aperte F4 para selecionar seu método de controle e então pressione seu botão de "disparar" ou equivalente para começar!

Manual do jogo Lemmings

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Museu de grandes novidades - O pager

Revirando o acervo histórico do CIBT (também conhecido como "casa dos meus pais"), encontrei algumas peças muito interessantes que acho bacana compartilhar com os leitores. Especialmente os nascidos após os anos 80 e que consideram máquinas de escrever fantásticas impressoras que imprimem enquanto se digita.

Para começar, um incrível aparato das telecomunicações chamado "Pager". Para vocês que não eram nascidos no tempo do Amendocrem e do cometa Halley, pagers são os antepassados do celular. Ou, mais precisamente, do SMS.

Pager Teletrim

O funcionamento era simples:

1 - Você contratava a assinatura de um serviço de pager (geralmente Teletrim ou Conectel) e ganhava um aparelhinho desses, movido a uma pilha AA e com uma tela LCD de uma linha de texto).
2 - Você distribuía o número de seu pager para seus amigos.
3 - Seus amigos ligavam para uma central, diziam seu número e ditavam a mensagem para uma atendente.
4 - Pouco depois, o pager (que você garbosamente usava preso na cintura, ao lado da pochete) vibrava. Era só apertar uma tecla e ler a mensagem, escrita quase sem erros e quase inteligível.
5 - Daí você corria pro orelhão e ligava de volta para a pessoa. Fantástica a tecnologia, não?

P.S. Os pagers também tinham jogos. A diversão da época era alinhar pagers sobre uma mesa, mandar mensagens para os dois e ver qual chegava na outra ponta primeiro, movidos pelo potente vibracall.

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24 Janeiro, 2008  

Apocalipse carioca

Um dia os tatuís emergirão das areias em ato de vingança, pisoteando toda a cidade.

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10 Janeiro, 2008  

Raios, raios, raios triplos!!!

Sempre que vejo uma anteninha Wi-Fi me lembro de uma assustadora teoria defendida pelo amigo André Santoro, hoje radicado em São Paulo, terra da primeira torre de transmissão de TV Digital do Brasil. Ele, desde o fim da década de 90, pelo menos, carrega uma grande preocupação: será possível que todas essas ondas eletromagnéticas que percorrem nossos corpos dia e noite não façam mal algum?
A discussão é antiga, mas a coisa realmente fica estranha quando a gente pára e faz as contas. Se você, radiológico leitor, vive em algum centro urbano, muito provavelmente seu corpo está sendo atravessado neste exato momento por:
- Emissoras de rádio AM
- Emissoras de rádio FM
- Ondas curtas e médias (incluindo walkie talkies)
- TV VHS
- TV UHF
- TV Digital (em SP, numa modulação chamada Muliplexação por Divisão de Freqüência Ortogonal)
- Sinal de celular da Claro, TIM, Vivo e Oi (no Rio)
- Sinal de rádio/celular da Nextel
- Sinal da TVA
- Sinal da Sky
- Internet por rádio
- Sinal de GPS
- Interferências eletromagnéticas provocadas por eletrodomésticos
- Bluetooth
- Wi-Fi (de tantas redes quando houver onde você está)
- Radiação solar e outras naturais.

É muita onda... será mesmo que “não há evidências conclusivas que associem essa tralha toda a problemas em humanos”, como diria Nick Naylor?

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04 Janeiro, 2008  

Como tirar proveito da internet gratuita em Copacabana?

Esta semana a Princesinha do Mar ganhou acesso sem fio à internet, graças à uma rede wi-fi instalada pelo governo do estado, que pretende cobrir todo o Rio e a Baixada Fluminense com internet sem fio gratuita.

Utilizar a internet do meio da praia deve ser uma experiência tanto incrível como curta. Digo curta, porque uma dessas duas coisas acontecerá inevitavelmente logo após você ligar todo garboso seu Macbook à internet copabanesca:

1 – Você perderá seu Macbook depois que entrar areia por todas aquelas portas de conexões super-fashion dos Macs...
ou
2 – Você perderá seu Macbook depois que um arrastão, um motoboy, uma gangue de bicicleta ou um trombadinha entrar com tudo em cima de você atraído pelas portas de conexões super-fashion dos Macs...

Enquanto isso não, acontece, o Cassano Institute of Bizarre Technologies (CIBT) traz propostas de utilização da rede wi-fi, elaboradas em nossos laboratórios em Vladivostok:

1 – Seguindo o exemplo da camiseta com detector de Wi-Fi, arrase com um sungão que pisca quando pega um sinal forte sudoeste. Ou a versão fio dental que brilha no escuro, digo, na nuvem Wi-Fi.

2 – Você que é dono de quiosques pode arrasar com os guarda-sóis conectados. Uma pequena tela presa à lona traz a previsão do tempo, permite pedir aquela cervejinha e ainda tem telefones úteis para turistas, como o do Plataforma, da Help e da Delegacia de Atendimento ao Turista.

3 – Você já entrou nos sites mais irados, pegou a condição das ondas, caiu no posto 9 só para descobrir que ali estava flat? E o swell tava mesmo no posto 1? Isso é passado. Agora você pode acompanhar os sites mais hang loose da internet direto de seu pranchão. Isso é que é surfar na rede!

4 – Encontrou um tatuí? Mais do que imediatamente anote as coordenadas da descoberta e suba para o Google Earth. Logo-logo teremos a primeira Tatuipedia, com a localização geográfica de todos os tatuís remanescentes de copacabana. Aparelho GPS e pá de plastico não inclusos.

5 – Por fim, você pode passar a praia inteira adicionando seus novos amigos do Cantagalo, Pavão-Pavãozinho e da Ladeira dos Tabajaras no Orkut.

P.S. Brincadeiras à parte, acredito que levar wi-fi à praia é bom como marketing da cidade. Mas os efeitos disso podem ser fantásticos se for feito um trabalho sério de levar redes wireless para favelas e comunidades carentes. O caro, hoje, é a internet, não o computador. E a rede sem fio não pode ser controlada pelo tráfico, nem por milícia. Não depende do pobre homem da Net tomar coragem para subir o Morro. Pode ser uma fantástica forma de inclusão social dessas pessoas. Torço sinceramente para que tudo não passe de papo de político.

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31 Dezembro, 2007  

Por uma semana de 4 dias

“O diabo está nos detalhes”. No nome das coisas, por exemplo. Como se chama o período entre a segunda e a sexta-feira? “Dias úteis”. Como se o sábado e o domingo fossem dias inúteis e, como tais, dispensáveis.

Na relação trabalhista, esses dias também têm outra nomenclatura: “Descanso remunerado”. Ou seja, é a caridade do patrão que paga para você descansar. Como você recebe pelo domingo, conclui-se que descansar no domingo faz parte de suas obrigações como empregado.

Logo, a função do domingo é garantir que você trabalhe mais na segunda. Se você resolve pegar o domingão para ir à praia, à Convenção Jedi e a uma micareta, e chegar em frangalhos na segundona, seu chefe tem todo o direito de lhe passar um sermão.

É por isso que defendo mudanças nessa nossa relação com o trabalho. Tudo bem que realizar um ofício é super recompensador e bacana, mas a vida é um pouco mais que isso, certo?
O que proponho:
  • Semana de quatro dias trabalháveis (antigos “úteis): trabalhamos de terça à sexta e usamos sábado, domingo e segunda como bem entendermos.
  • Carga horária de 10 horas diárias. Já trabalhamos isso mesmo, ou mais. Na prática, temos uma carga de quase 50 horas semanais. Oficializemos as 40 em 4 dias. Isso inclusive gerará mais empregos, acabará com as horas extras e não afetará a necessidade de produtividade das empresas.
  • Fim do descanso remunerado. O salário deve corresponder ao trabalho. Não é preciso uma relação paternalista ou de caridade entre patrão e empregado. Basta um salário digno que permita à pessoa usar bem seu tempo livre.
  • Manter as férias remuneradas, mas sem aquele bônus de 30% (mesmo motivo acima).
  • Nosso tempo livre é nosso, e não deve ser bancado pela empresa nem controlado por ela (seu direito, já que paga por ele).
É meio louco e, admito, leviano, pois não levei em conta os aspectos econômicos e legais ligados a isso. Mas a idéia do wikibanco também era doida e teve um bom ibope.

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29 Dezembro, 2007  

Broguespectiva 2007



24 Dezembro, 2007  

As vassouras e o Aspira

Eu tinha prometido a mim mesmo jamais fazer paródias de Tropa de Elite, mas não resisti. Peço desculpas aos leitores.

As vassouras e o Aspira

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Macumba B2B

Em tempos de aquecimento global, crise no Senado e globalização, até mesmo os macumbeiros precisam fazer uma reengenharia, cortar custos, integrar elementos web 2.0 a seus negócios e aprender as palavras de ordem da nova economia. Foi o que fez o cidadão responsável por esse anúncio veiculado em táxis do Rio de Janeiro.

Se você sentir que seu astral não anda lá essas coisas, ligue pra ele. O consultor em assuntos afro-esotéricos garante atendimento personalizado para você alcançar boas vibrações. Mais discrição só no Boston Medical Group. E não se esqueça: “aqui o fato é real”.

Consultor em assuntos afro-esotéricos

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11 Dezembro, 2007  

A verdade sobre os blogs

O desafio de encontrar algo cool... pega o link do YouTube e embeda no blog. Sabe aquele vídeo viral? O vídeo novo da Sony? Ou aquela notícia que você pegou via RSS? Manda bala que dá ibope.

Ser um cara ligado é ter uma penca de RSS no iGoogle ou seja lá onde for. É conseguir entender essa sopa de letrinha. E ser rápido no gatilho. Esperto e trendsetter é aquele que lê os RSSes dos outros e publica no blog antes que o mundo perceba.

É claro que o cara precisa falar inglês. De Nova York, por favor. Com sotaque do Boing Boing. E ficar conectado 24 x 7 em seu iPhone desbloqueado na Uruguaiana. A lei da selva: update ou morre. ctrl-c / ctrl-v. Gênio.

O post original, de onde vem? Talvez de uma enciclopédia empoeirada. Ou talvez seja tudo mentira. Ou talvez alguém use menos o Google e mais um treco todo arcaico, que não vem de Nova York nem vende na Apple Store. Cérebro.

Aliás, tô precisando de um novo. É melhor procurar no Google ou no Mercado Livre?

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13 Novembro, 2007  

10 coisas muito ignoradas

1 - Sinal amarelo
2 - Instruções das aeromoças
3 - Carnaval de Ribeirão Preto
4 - Preliminar da Série C do Brasileirão
5 - Sinal de "Ocupado" do MSN Messenger
6 - Distribuidor de panfletos no centro
7 - Programação da TV Senado
8 - Constituição Federal
9 - CD novo do KLB
10 - Listas de blogs

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09 Novembro, 2007  

Por um mês menos ordinário (em 2014)

Depois de quase um mês sem atualizações, os leitores do Brogue começaram a se revoltar. Feliz pacotão de surpresas. Primeiro, que o Brogue tem leitores. Segundo, que alguém ainda consegue se revoltar com alguma coisa nesse país anestesiado pela avalanche de descalabros.

Um de nossos leitores mais assíduos inclusive sugeriu pautas. Então, vamos lá tentar juntar todos os temas propostos num texto só:

Não foi a ausência de Pelé, a surpresa fake do Blatter, a comitiva de políticos na Suíça nem as declarações do presidente. O mais ridículo no anúncio do Brasil como sede da Copa de 2014 foram as comemorações falsas. Gente dançando no pelourinho, performances em São Paulo, o camisão aberto no Cristo e no Pão de Açúcar. Aqueles figurantes pagos para fingir estarem felizes contrastavam com a abissal indiferença no mundo real.

Não sou xiita nem adepto do complexo de inferioridade de achar que a gente é incapaz de organizar uma Copa. Dá para fazer, e para fazer bem-feito, é claro. Talvez não seja a prioridade e talvez, se deixarem o César Maia participar, bilhões serão gastos sem nenhum resultado positivo para a sociedade além de um punhado de belos e modernos estádios e outros tantos bilhões desperdiçados ralo abaixo. Mas, no geral, é uma boa oportunidade de fazer as coisas saírem do lugar. Durante o Pan tivemos a fugaz sensação de que as coisas poderiam funcionar, de que o Rio poderia ser um bom lugar, etc etc etc.

Tomemos pelo lado bom: em 2014, durante um mês, vamos achar que o Brasil tem jeito. Por hoje, parece o melhor que podemos esperar. Afinal, há sempre uma luz no fim do túnel (contanto que não seja o Rebouças), e o Brasil ainda pode decolar (desde que não seja de BRA nem de Congonhas).

Por fim, é esperar para ver se, em 2014, alguém ainda vai lançar CD, se poderemos escolher o quanto pagar por cada novo disco e se o Radiohead terá tido razão.

Para fechar (e aguçar a deprê), esse vídeo incrível que mostra a Cidade Maravilhosa no auge da forma, em 1936. Incrível o que nosso povo e nossos governantes conseguiram destruir em pouco mais de 70 anos.

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06 Outubro, 2007  

Capas transadas para notebooks

As boas idéias flanam por aí e, geralmente, são ridiculamente simples. Por exemplo, a bela idéia de se criar capas transadas para laptops! Sim! Carregar seu notebook numa maleta é implorar para ser assaltado. Levá-lo solto na mochila é um passaporte para arranhões e tufos de poeira dentro da porta USB... E agora? As capas de neoprene são extremamente práticas, mas todas oscilam entre o preto básico e o chumbo discreto.

capa transada para notebookComo ser uma pessoa moderna sem perder o estilo? Simples! Com as capas Nimin (www.nimin.com.br), idéia de uma esperta turma de São Paulo. São modelos de nomes sugestivos como "Ovo", "Te quiero fucsia", "céu de estrelas" e "Consuelo Celestial" (que se parece com a capa que Frida Kahlo teria se tivesse tido um notebook, mas infelizmente esgotada).

Os preços são mais salgados que os de uma capa normal (em torno de R$ 60), mas estilo tem seu preço, certo?

Fica a dica e o aviso de que não ganhei um único centavo por este post (céu de estrelas tamanho 13'' widescreen, por favor... :-) ).

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03 Outubro, 2007  

A globalização me assusta

Acabou de chegar um press-release intitulado: “Bailarina Nipônica estréia com requebra de quadris nas Noites do Harém”.

Dançarina nipônicaÉ isso mesmo. A nota, acompanhada de foto 3 x 4 para comprovar a veracidade das informações, fala sobre uma japonesa (ou descendente, sei lá) chamada Suellem (!), que exibe dança do ventre em uma casa de chá egípcia em São Paulo. É de dar nó na ONU e rende umas três seqüências para o filme Babel.

É quase tão bizarro quanto se deparar com um dinamarquês chamado João recitando poemas turcos na Etiópia.

Além de se enquadrar na categoria “mais-informação-do-que-eu-preciso-para-viver”, é a prova de que... de que... bem, deve provar alguma coisa...

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01 Outubro, 2007  

Como ser um intelectual sem precisar usar a cabeça

Quem pôde prestigiar ao menos um dos eventos do Festival do Rio percebeu que para ser cult não basta conhecer de cor a filmografia de Bruñuel. É preciso ter estilo. Então, para ajudar aqueles que querem ser bem-recebidos nos Espaço Unibanco da vida sem ter de ver horas de filmes húngaros sem legenda, o CIBT (Cassano Institute of Bizarre Technologies) mapeou centenas de cinéfilos e chegou ao figurino perfeito para saraus literários e outros encontros-cabeça:

Nos pés: tênis All-star. Quanto mais “Bamba ou Conga-style” melhor.

Calça: jeans, desbotada e desfiada.

Cinto: qualquer um desde que não combine com nenhuma outra peça. Verde cai sempre bem.

Camiseta: de malha, limpa. Não pode combinar nem com o tênis, nem com o cinto. Pode ter algum dizer espirituoso, do tipo “Heisenberg pode estar aqui”.

Casaco: se estiver frio (ou se pelo menos não estiver torrando) um casaquinho sobre o ombro lhe dará uns 10 pontos de QI.

Bolsa: Estilo universitário, trespassada (cuidado com camisetas brancas, ou podem achar que você está com o uniforme do Vasco, algo totalmente não-intelectual). Se for a bolsa do “1o festival de cinema de guerrilha de Botucatu, 1987” você sai de lá convidado para dar palestras.

Cuidados faciais: Não faça a barba nem penteie o cabelo no dia do evento. Se quiser, faça metade da barba uns três dias antes, para ficar aquela coisa despretensiosamente esculhambada.

Pronto. Vista-se para matar e seja reconhecido como um verdadeiro gênio da 7a arte, um mestre da filosofia e um profundo conhecedor da literatura da extinta Iugoslávia.

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20 Setembro, 2007  

Gentileza gera gentileza

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