Coisas idiotas em que eu acreditava quando criança
Todos os helicópteros tinham uma lâmpada amarela na parte de baixo. E eles explodiriam se essa lâmpada encostasse em qualquer coisa. (então por que diabos eles tinham essa lâmpada!?)
O ar passaria por qualquer mínimo buraco. Eu nunca morreria sufocado se tivesse uma agulha para fazer buracos em paredes, caixas, sacos ou qualquer coisa na qual estivesse dentro. (ainda bem que nunca tentei provar a teoria)
Se eu desse voltas em torno do Sol, na direção contrária à rotação, e muito, muito rápido, eu voltaria no tempo. (Muito Jornada nas Estrelas) Se eu conseguisse um barril, um cano e uma bicicleta, eu conseguiria fazer um submarino para brincar na piscina de uma tia. (Mais uma vez fui salvo por minha falta de iniciativa e pela dificuldade de se conseguir barris de madeira aos 10 anos de idade)
Cobrir o rosto com o lençol o protege de toda e qualquer ameaça. (Imagina os policiais do Bope enrolados no lençol?)
Se todos os habitantes, carros, tratores e caminhões do planeta andassem ao mesmo tempo na mesma direção, poderíamos alterar a rotação do planeta. (Hmm... errr... até provas em contrário eu ainda acredito nisso)
A gambiarra é a melhor amiga do homem. É ela que permite a inovação e a perpetuidade da espécie. Sem ela não haveria o McGyver, por exemplo. Além de nos permitir fazer mil coisas, a gambiarra também pode assumir mil significados.
Gambiarra pode ser...
Um animal "Uma gambiarra de três metros e 600 Kg encalhou na costa Sul de Santa Catarina..."
Um prato "Hmmm... Vou pedir essa gambiarra à bolonhesa, com rúcula e tomate seco. Mas dá pra trocar o manjericão por orégano grego?"
Um jogador italiano "Canavarro avança, toca para Gambiarra, tabela com Cassano e é gol. Gooool!!!"
Um remédio "Pra curar essa micose você vai tomar uma gambiarra 500mg de 8 em 8h."
Um lugar "Quando visitei Gambiarra ano passado choveu o tempo todo, mas os restaurantes eram ótimos"
1 - Compre um caminhão. Passe a escrever tudo o que você twittaria no pára-choque. 2 - Passe a falar seus tweets para estranhos. Por exemplo, vire-se para a senhora a seu lado no ônibus e diga: “Odeio festa em que servem Kovac. Pronto, falei”. 3 – Escreva seus tweets em post-its e prenda na geladeira. De tempos em tempos, fotografe sua geladeira e mande a foto para o Flickr. 4 – Descubra outras funções para seu celular. Como joguinhos ou telefonar, por exemplo. 5 – Dê mais atenção para seu abandonado agregador de RSS. 6 – Leia jornais. De preferência impressos, para evitar a eventual tentação de twittar alguma matéria específica. 7 – Compre uma lata de spray. Imortalize seus tweets em muros e paredes. Recomenda-se aprender Le Parkour e contratar um bom advogado. 8 – Volte a blogar. 9 – Sempre que vier uma vontade de twittar, o braço começar a tremer e você procurar o celular/PDA/smartphone/EeePC/laptop, pense “Só por hoje não twittarei. Só por hoje” 10 – Monte uma Herbalife para ex-twitteiros em abstinência. “Deixe de twittar agora. Pergunte-me como”.
Recebemos esta mensagem do trema e julgamos por bem, em nome da Ordem Democrática, publicá-la, na íntegra, neste Brogue:
“Prezados,
Não venho aqui encher lingüiça nem esbanjar uma eloqüência inconseqüente. Estou tranqüilo quanto ao papel que venho desempenhando na sociedade, da qual tenho sido vítima com freqüência de ataques.
Não sou menino. Vivi e vi muito. Desde 43 que perambulo por estradas e ditongos da vida. Que o diga o U, este grande amigo a quem não me canso de garantir que tenha voz neste mundo de crescente exclusão.
Também o diga o Müller, outro grande defensor de minha carreira, bem como todo o nobre povo alemão, este sim um apreciador do chucrute, da música clássica e do legítimo trema germânico.
Ao ver decretada assim minha expatriação, penso nesse povo sem memória e sem afeto. Desterraram seu último e apaixonado imperador e agora me trocam por kas, dáblius e ipsilones representantes do imperialismo saxão. Sempre suspeitei que minha morte ou exílio estavam sendo há décadas tramadas por alguém.
Não sabia se pelos comunistas, pelos socialistas, pelos capitalistas ou pelos fãs de Marylin Manson. Agora eu sei. Foram os dáblius, esses vês pervertidos que sempre andam de mãos dadas, em plena luz do dia. Caracteres pederastas, esses dáblius. Pederastas e traidores. Quem me lê sabe se tem a mão ensangüentada.
Me espanta a hipocrisia destes mesmos abraçadores de árvores e defensores da ecologia e do seqüestro de carbono tirarem dessa forma o acento e o acalento dos pingüins. Agora eles têm de agüentar. Por um, por dez ou por cinqüenta anos. Até o fim de tudo. Verão, na pele, a falta que um trema faz, delinqüentes ortográficos, seres de índole eqüina.
Vou-me. Partirei de volta para o velho mundo, onde ainda há espaço para tremas, lamparinas e fados tristes. Saio desta vida para a ubiqüidade.”
Foi lançada durante o Blogcamp-RJ a edição especial da revista Feed-se, com o tema "Democracia". O momento não poderia ser mais oportuno, visto que as eleições se aproximam e temos vivido recentemente os altos e baixos do mais democrático de todos os meios de comunicação, a rede.
Leitura obrigatória, até porque é rápida e pra lá de prazerosa.
Esta edição tem, inclusive, a modesta contribuição deste que voz fala, com uma versão revista e ampliada de um post aqui do Brogue, sobre o pouco explorado poder da Gentileza na blogosfera.
Não uso Macs. Minto. Usei um eMac por alguns meses assim que cheguei a meu emprego anterior, em 2001. O computador com cara de lancheira estava sobrando, fui lá e usei. Não era ruim. Também não era bom.
Uso PCs. Meu atual é um Sony Vaio. Quase uma categoria distinta, dado o peso da marca, o design e a qualidade. Meu primeiro PC foi um 286 com monitor de fósforo âmbar (só tinha duas cores, preto e um marrom-amarelado).
Nessa época, um amigo que tinha um Amiga (o incrível computador da Commodore) me sacaneava a todo momento. Também pudera. O Amiga tinha um processador de som incrível. Tocava MODs e até sintetizador de voz tinha. Editava vídeo como ninguém, tanto que era o xodó dos filmadores de casamento. O Amiga tinha cores. Muitas cores. Também tinha um sistema com interface gráfica, folders e multitarefa. O sistema, o Workbench, cabia num disquete de 800Kb.
O Amiga era mesmo fantástico. E eu com meu 286 que só fazia beep-beep, jamais imaginou reproduzir um vídeo e que rodava "Príncipe da Pérsia" em seu MS-DOS.
Eu sofri, mas resisti. Porque aquele era meu computador e não tinha dinheiro para outro. Porque sentia que aquilo ali ia vingar. Sei lá. Porque sabia que, mesmo sofrível, o PC era um salto em relação a meu MSX. Que era melhor que meu CP-400. Que dava de dez em meu MC-1000 da CCE.
Insisti. 286, 386SX, 486, Pentium, Pentium II, Pentium III e por aí vai. O Amiga era cool. O 286 era como passar crachá para entrar em casa.
Mas, hoje, qual a diferença entre Mac e PC? Além da coolzisse da Apple, o que os difere?
Quer saber? Tanto faz. Tanto faz se é um Mac ou se é um PC. O que importa é: o que você faz com ele?
Taí uma boa pauta para anúncios da MS: Mostrar coisas incríveis, cool criadas por PCs. No final, só uma assinatura simples: "Seu computador é só um computador. Cool é o que você faz com ele". Ou algo assim.
Como planejar sua estratégia em mídias sociais pensando em sexo?
Seguindo a série de dicas de mídias sociais para neófitos, uma breve apresentação sobre como escolher a estratégia ideal para sua marca/produto. Para ajudar, uma analogia com um assunto de grande interesse.
O surreal equívoco da Justiça, que tirou do ar o site errado numa tentativa de passar a régua no Twitter inteiro por causa de um perfil falso foi o estopim para uma rápida e poderosa mobilização da blogosfera. Isso prova o total despreparo da Justiça brasileira em lidar com o tema, assunto que foi exaustivamente debatido em diversos blogs ao longo de poucas horas. Da Raquel Recuero veio uma das melhores definições do que acontecia: “é como demolir a cidade porque pixaram um muro”.
Mais do que a bizarrice da situação, o que me chamou a atenção foi essa força e agilidade em “defender a cidade”. Mesma energia que conseguiu mais de 100 mil assinaturas à petição contra a lei de cibercrimes, conduzida pelo diligente Caribé. Uma agenda positiva. Uma agenda construtiva.
É disso que tenho sentido falta. Não estou falando em transformar blogs e twitters em um chatíssimo congresso do Partido Comunista. Estamos aqui para falar de bizarrices, de virais, mussumdays etc. A web é isso. Trabalho e diversão. Os dois ao mesmo tempo.
Mas vejo muita, mas muita energia sendo gasta em agendas negativas. Num prazer quase mórbido de apedrejar o trabalho alheio. Em apontar erros e meter dedos nas feridas de empresas, marcas, agências. Não precisa ser cordeirinho. Não precisa aceitar qualquer proposta caracu. Mas será que essa nossa arrogância disfarçada de “independência a qualquer custo” não pode nos levar a uma karma police? Vamos jogar os infiéis e compradores de posts na fogueira?
Porque a gente não faz como o Caribé e direciona toda essa energia pruma agenda positiva? Que trate de temas como meio-ambiente, como segurança, como educação. Que crie virais do bem. Deve ter um jeito de fazer isso sem abraçar árvores ou fazer passeata vestido de branco em Copacabana. Deve ter um jeito de agir sem cair no estereótipo da “classe média indignada”.
Vamos nessa? Vamos mostrar nossa força? Vamos melhorar o mundo (ou o Brasil, ou nossa cidade, ou nossa empresa) um clique por vez? Um post por vez? Um tweet por vez?
10 coisas para fazer se você virar uma partícula elementar do universo
O mundo pode acabar. Nesta quarta. Quando ligarem o LHC (Grande Colisor de Hádrons), na Suíça, duas coisas podem acontecer:
1) Partículas microscópicas vão girar, girar, girar, esbarrar umas nas outras, gritar “ai”, soltar uma fagulha e desaparecer. Os cientistas vão fotografar essas fagulhas e dizer: “Ei! Finalmente fotografei a fagulha!”.
Ou... 2) Partículas microscópicas vão girar, girar, girar, esbarrar umas nas outras, gritar “ai”, soltar uma partícula de anti-matéria e dar origem a um buraco negro. Os cientistas vão dizer “Puta merda!” e serão tragados pelo buraco negro. Depois, todos os queijos e relógios suíços serão tragados pelo buraco. Em seguida, todo o dinheiro do Maluf escorrerá (isso deve levar algum tempo). Daí para a Terra toda virar um grande buraco será apenas um pentelhésimo de segundo.
Mas nem tudo estará perdido (mentira, estará perdido sim). Você pode aproveitar esse reencontro consigo mesmo na forma de uma partícula elementar do universo primitivo de várias maneiras:
1) Pense em todas as contas que você tem a pagar. Sorria, elas não existem mais! 2) Pense no PSTU. E no PSOL. E no PT. No PPB. No DEM. No PSDB também. Pense no Lula. Sorria, eles não existem mais! 3) Você não reclamava de falta de espaço? Agora você tem literalmente um universo inteiro a seu dispor. 4) Chega de seguir a luz dos outros. Chegou sua hora de brilhar. Faça como uma boa partícula elementar, junte-se a outras (muitas outras) e vire um átomo de Hélio. Mais alguns milhões de Hélios e um pouco de sorte e... voilá! Você virou uma estrela! 5) Procure um cometa. Grude nele. Espere alguns milhões de anos até que ele caia em um planeta. Lembre-se dos quatro dias que você teve para jogar Spore e inicie a vida nesse lugar. 6) Repasse mentalmente as mil e tantas páginas de O Senhor dos Anéis, incluindo os apêndices. Você terá alguns bilhões de anos para relembrar cada diálogo entre Frodo e Sam até que algo minimamente interessante aconteça no espaço. 7) Dê um pulo na Lua e grude na bandeira americana. Se eles não te pedirem visto, é claro. 8) Ache um satélite que não tenha sido tragado pelo buraco negro e se instale nele. Comece a cantar “Escrito nas Estrelas” até que alguma forma avançada de vida se emputeça e venha acabar contigo. 9) Procure uma partícula elementar do universo do sexo oposto e pratique a criação de particulinhas elementares do universo. 10) Tente encontrar a partícula elementar do universo de quem teve a idéia de ligar o LHC e cubra ela de porrada.
Bom fim-de-mundo para vocês! Obrigado pela preferência.
A passagem pela Jedicon desse ano foi rápida porque dali segui direto para o Descolagem. Os dois eventos aconteceram na Tijuca. Um reuniu nerds fãs de Star Wars. Outro, nerds blogueiros, twitteiros e ligados em tecnologia.
Usando o poder da Força para não torrar todo meu dinheiro nas barraquinhas da Jedicon (a única tentação consumista no Descolagem era o cachorro-quente Geneal), me permiti três pequenos mimos:
- Uma miniatura de uma X-Wing em chumbo (excelente trabalho artesanal. No ano passado já tinha comprado um R2-D2 da mesma dupla de artesãos); - Uma camiseta de baby Darth Vader; - Um R2-D2 pra coleção, que ninguém é de ferro.
O único ponto a lamentar foi ter perdido o show do "Stormtroopers do Sucesso".
Eis que me deparo com um de meus jogos favoritos de Odissey (sim: Odissey, Fluminense, Pepsi e Bob's. Nunca fui com a maioria): "Duelo no Velho Oeste".
A mecânica era simples como a de todos os jogos da época: atire no seu adversário e torça para sua bala não bater numa das árvores. Caso contrário, ela vai começar a ricochetear e pode acabar matando você mesmo.
O jogo era garantia de horas de risadas com assassinatos bem-bolados e suicídios ridículos. Um clássico injustamente esquecido pelo tempo.
É verdade. Não gosto. Do nome. Cansa a quantidade de vezes em que temos que explicar que mídia social não tem nada a ver com ONGs, abraçar árvores ou apoiar a pastoral do menor. E social tem, pra nós brasileiros, essa eterna associação humanitária-assistencialista.
E o problema não termina aí. Mesmo quando as pessoas entendem o social pelo lado de “fazer social”, ou seja, de coisas que se faz junto de outras pessoas, há quem interprete o “mídia” como sinônimo de “aquilo que os profissionais que trabalham com Excel fazem para publicar ou veicular em revistas ou TV a criação dos criativos”. Há muita gente que entende mídia social simplesmente como uma opção barata e moderna ao banner. Ou ao quadradinho no jornal. Ou à meia página. Ao spot de 30 segundos.
Não vou dizer que a mídia social não ajude nesse sentido. As ações de seeding, que a cada dia chegam mais, são isso. Alguém cria um produto ou campanha e recorre às agências de mídia social para escoar essa mensagem como parte do plano de mídia. Já fiz isso pelos dois lados (pela agência que cria e pela que escoa) e a coisa existe e, quase sempre, funciona.
Mas mídia social é mais que isso. Muito mais.
Pra começar, mídia social é uma tradução meio capenga. Melhor seria “meio social”, no sentido de ecossistema social. Ou mesmo de sistema social, porque as redes sociais nada mais são do que sistemas onde todo mundo é administrador. Onde as conexões são feitas entre pessoas e não máquinas. O meio social é a matrix.
Mídia social pressupõe olhar a relação mensagem-consumidor-produto de forma radicalmente diferente. Matricial e complexa no lugar de linear. Pressupõe, portanto, repensar o lugar do consumidor na cadeia produtiva. Ele sai da ponta para estar presente de ponta a ponta. Isso vale pra publicidade, é claro, mas também para tudo quando é “P” do marketing.
Mídia social pressupõe repensar o papel dos veículos. Repensar o papel do mídia. E também da criação. Como é que você quer que a agência de mídia social propague um conceito ou produto que tem problema? Ou que é ótimo, só não foi pensado de forma a ser facilmente propagável?
Montar uma estratégia de mídias sociais é botar na equação uma complexa soma de fatores (quem serão os vetores, em que contexto, por que motivos) e criar uma rede de canos. Aí você fica prontinho, com seus canos a postos, esperando as esferas que o cliente ficou de entregar. Então o boy da empresa chega com um pacote cheio de cubinhos e fala “propaga aí”. Não rola. Os cubinhos vão ficar paradinhos entupindo teu cano e, depois, é você que entra por ele (e entala). Quando a estratégia de mídia social permeia desde o início da campanha, é melhor. Desde o início do produto, é ótimo.
Isso é mais que abraçar árvore. É mais que panfletar mensagens. Adoraria se tivéssemos um outro nome para “mídia social”. Um que fosse digno do tamanho daquilo que ele representa.
Top 5 melhores usos de “filho da puta” na música brasileira
1. Faroeste Caboclo – Legião Urbana
"Jeremias, eu sou homem. coisa que você não é E não atiro pelas costas não Olha pra cá filha-da-puta, sem-vergonha Dá uma olhada no meu sangue e vem sentir o teu perdão”
-- Simplesmente libertador. O que mais dizer pro safado que te mete bala nas costas? Me lembro quando essa música tocava na Rádio Cidade (RIP), e o f.d.p. era substituído por um apito. Aí era hora de cantar a plenos pulmões e, quando a mãe vinha brigar, a resposta era sempre a mesma: “É a música, mãe!”
2. Papai Noel Velho Batuta – Garotos Podres
“Papai Noel velho batuta Rejeita os miseráveis Eu quero matá-lo! Aquele porco capitalista
Presenteia os ricos E cospe nos pobres Presenteia os ricos E cospe nos pobres.”
-- Pérola do punk brasileiro, esse hit dos garotos podres é sublime porque a letra NÃO fala f.d.p. Mas a rima é inevitável. E punk que se preze não despreza uma rima que termine com “uta”.
3. Filha da puta - Ultraje a Rigor
“Filha da puta É tudo filho da puta.”
-- Pra mim, não tem Roberto DaMatta, não tem Vinícius, nem Gilberto Freire. O maior pensador e filósofo sobre o brasileiro é o Roger, do Ultraje. Essa música resume o que a gente pensa, se não dos brasileiros, mas dessa corja que nos governa.
4. Esporrei na manivela – Raimundos
“Entrei no trem, esporrei na manivela Cobrador filha-da-puta me jogou pela janela”
-- Essa é a música com mais palavrões por metro quadrado do mundo. O legal aqui é que, perto dos outros termos na letra, o “filha-da-puta” chega a ser singelo. É quase um “papai me dá um abraço?”.
Todo equipado, preparado na linha de partida Daqui a pouco vai ser dada a saída Todo mundo nervoso e eu não tó nem aí (O importante é competir!)
Então tá, vamo lá, nem vou me preocupar Já tá tudo armado pra eu me conformar Eu vou tentar só pra não falar que eu nem sou atleta
Ia ser legal chegar junto na frente Mas iam falar que quero ser diferente Tá bom demais, pelo menos eu não saio da reta Por isso eu sempre sou
Terceiro! Ôba-Ôba! Terceiro! Ôba-Ôba! Terceiro! Ôba-Ôba! Terceiro! Ôba-Ôba! Terceiro! Pra mim tá louco de bom!
Marcando passo vou seguindo sem ser muito ligeiro Com cuidado pra não ser o primeiro É bonito, eu imito mas o pódium não é pra mim (Eu não sou a fim!)
Se eu me esforço demais vou ficar cansado Já dá pra enganar eu ficando suado Se reclamarem eu boto a culpa no patrocinador
Não botaram fé porque não ia dar pé Não ia dar pé porque não botaram fé De qualquer forma eu pego um bronze porque eu gosto da cor Por isso eu sempre sou
Terceiro! Ôba-Ôba! Terceiro! Ôba-Ôba! Terceiro! Ôba-Ôba! Terceiro! Ôba-Ôba! Terceiro! Pra mim tá louco de bom!
O que fazer se um alienígena com tentáculos aparecer na sua casa?
1. Esconda sua bateria e os discos do Phil Collins (ele pode querer exercitar seus 20 braços); 2. Esconda o controle remoto da TV; 3. Aproveite para limpar o video das janelas pelo lado de fora; 4. Disfarce-o como uma samambaia se chegar alguma visita; 5. Um espanador em cada tentáculo e sua casa logo virará um brinco; 6. Mas convém esconder louças e cristais (se você adotar a dica #5); 7. Chame o Fox Mulder (A Scully não vai acreditar em você); 8. Coloque o ET para fazer malabarismo nos sinais (faróis) de trânsito; 9. Dê um celular pra ele. Essa gente adora entrar na casa dos outros pra telefonar; 10. Corte a vodka. E o whisky. Evite fumar também. Se ainda assim o alienígena continuar na sua casa, entre em pânico.
Convenhamos: um dia as diferentes maneiras de se acender uma pira olímpica acabam. Já se acendeu tochas fazendo churrasco de pomba (88), com arco e flecha (92, mesmo errando o alvo), com uma pira-voadora (2004) e, agora, com um ginasta-empresário pendurado no ar.
Se o Rio quer mesmo ganhar e fazer bonito com as Olimpíadas cariocas, precisa inovar no acendimento da pira. Então, o CIBT vem aqui sugerir 10 maneiras criativas de se acender uma pira olímpica: 1. Com um balão: sabia que havia algo de bom guardado nos balões que tanto incendeiam nossas matas nativas. O atleta acende a bucha do balão que sobe, sobe, sobe, desce, desce, desce... e acende a pira. 2. Girando o termostato: o atleta acende o “registro-geral-piloto”, gira o termostato e aperta o botão da estrelinha. Pã! Uma pira que é assim, digamos, uma Brastemp. 3. Por concentração de ex-BBBs. Imagine acumular umas 20 exs-BBBs numa pira de 5 metros quadrados. É fogo demais junto. Impossível a pira não se acender por auto-combustão. 4. Por um jogador do Botafogo. Simplesmente para não deixar passar o trocadilho. Sacaram? Bota – fogo?Anh? Anh? 5. Com um Jornada nas Estrelas. É quase cópia da flecha de Barcelona, mas é diferente: chama o Bernard para sacar uma bola em chamas direto até a pira. 6. Com o motor da Ferrari: o atleta entrega a tocha para Felipe Massa, que acelera sua Ferrari até o motor estourar bem em cima da pira, incendiando tudo. 7. Com um gato. Simples: toda a eletricidade do estádio olímpico vem de um gato (gambiarra, emenda, como queiram) bem no meio da pira. Uma hora ela vai pegar fogo. 8. Usando “O Segredo”. Basta pedir aos 100 mil cidadãos presentes ao estádio para visualizarem com força e alegria a pira acesa. Tanta energia positiva resultará num belo acendimento místico. 9. Por Galvanismo: um mecanismo gera um grau de calor a cada decibel gritado por Galvão Bueno. Se aparecerem imagens dos Ronaldos no telão vai dar para manter a pira acessa por um mês. 10. Por celular. O Pedro Bial aparece no telão dizendo: “Se você quer que a pira se acenda, ligue para 0800pirapira ou envie SMS para 43pira...”
Depois dessa, não vai ser por falta de fogo que os jogos de 2016 não vêm pra cá.
Eu queria ser um rock star e disparar sem dó um dó distorcido no meio do salto e cair de joelhos segurando a nota fazendo careta quebrando a guitarra atirando a palheta
e eu me vestiria como se ninguém estivesse ali usaria um cabelo estranho, como se ninguém estivesse vendo mas eles estariam ali, eles estariam sempre ali
meus dois milhões de amigos. meus dois milhões de amigos.
todo rock star tem dois milhões de amigos.
queria ser galã de cinema, beijar a mocinha no fim da cena, ter um dublê para ser eu, sempre que eu correr perigo.
um galã de cinema, letras maiúsculas na fachada nome nos créditos de entrada agradecer pela estátua como se ninguém estivesse vendo, mas eles estariam ali, eles estariam sempre ali
meus dois milhões de amigos. meus dois milhões de amigos.
todo galã de cinema tem dois milhões de amigos.
e eu queria ser um escritor best seller, ter hábitos estranhos, uma casa na escócia e traçaria tramas sobre a escória e sobre a história
e daria autógrafos pra gente na fila livro após livro como se anotasse um telefone como se ninguém estivesse vendo, mas eles estariam ali, eles estariam sempre ali
meus dois milhões de amigos. meus dois milhões de amigos.
todo best seller tem dois milhões de amigos.
onde estarão escondidos onde estarão escondidos o que estarão esperando
meus dois milhões de amigos meus dois milhões de amigos
Dia da blogagem política 2: Democracia - ruim com ela, pior sem ela
Uma vez levantei um tema polêmico: o sucesso dos Big Brothers da vida abririam espaço para uma democracia direta? Isto é, um sistema onde o Legislativo não seria mais necessário, já que a tecnologia permitiria a todos criarem suas propostas de Lei (em formato Wiki), e todos votariam nas propostas usando as tecnologias disponíveis. As mesmas usadas pela massa para mandar candidatas a musas da Playboy pro paredão.
Realidade ao mesmo tempo fascinante e assustadora. Imaginem o perigo da manipulação pela mídia. Imaginem o (terrível dizer isso) risco da supremacia da imbecilidade. Você confiaria a constituição à mesma massa que elege o casal Garotinho, ajoelha para o deus Crivela ou se mobiliza para dar milhões para Caubóis, Bambans e Alemães da vida?
A verdade é que nossos representantes não são dignos, mas eles construíram uma rede que os torna indispensáveis à democracia. Como deixar a massa ignorante e analfabeta decidir por si seu destino? Como alijá-la e deixar tudo nas mãos de uma minoria? Abandonar o modelo democrático na perigosa egotrip do "eu sei o que é melhor pro povo"?
Baita sinuca de bico. Baita risco à Democracia. Enquanto isso não acontece, nos resta eleger bem os candidatos. Daí a inutilidade do voto nulo (que tanto pratiquei). É vã a esperança de que os votos nulos inviabilizem um pleito. E, se isso acontecer, estaremos até dando um recado de nossa indignação, mas nenhuma solução.
É difícil, tarefa quase impossível, achar alguém que faça jus a nosso voto. Mas é nosso dever procurar, ao menos. E, se não encontramos ninguém, porque não nos habilitamos nós mesmos?
Será que fugir do mundo podre da política é o melhor que os cidadãos de bem podem fazer? Deixar a política para os vermes de sempre é a contribuição que podemos dar? Lembrem-se das palavras de Raul Seixas: "se você quer entrar num buraco de rato, de rato você tem de transar".
Patriotismo é acordar cedo num sábado, rumar para Bangu e me juntar a algumas centenas de papa-bocas-livres, curiosos, cabos eleitorais e puxa-sacos num café da manhã promovido por alguns dos ícones da decadência política brasileira.
Logo na entrada a mesa repleta de "quitutes pra pobre". Muito pão, biscoito e bolo pra encher logo a pança.
No som, berram jingles dos candidatos a prefeito e vereador. Melodias pegajosas e lugares-comuns como "fazer mais pela cidade", "povo feliz", "compromisso com o Rio" e "um Rio melhor pra você".
Na chegada dos candidatos, abraços apertados nos eleitores desconhecidos, sorrisos amarelos e gestos de jóia. O público se divide entre cercar os candidatos (pra pegar autógrafos, pedir para taparem o buraco da rua, coisas assim) e atacar os pães.
Começa. Surge do nada uma horda de jovens uniformizados que gritam e aplaudem com ênfase. Algo me diz que o partido contratou a claquete do Raul Gil ou do Silvio Santos. Elas nao deixam a gente ver nada. Vou ter de levantar. Ficar de pé, agora? O César Maia não merece isso.
Discurso rápido, metralhadora giratória contra os outros candidatos (falando a verdade, o que é pior). Nem uma palavra sobre o próprio e catastrófico governo. E foi-se embora, deixando a palavra para seus protegidos.
Nos saturamos daquele espetáculo de enrolação e fomos embora logo em seguida, não sem antes ver minha esposa, de dedo em riste, dizendo para o prefeito umas verdades sobre o descaso com a educação. Missão cumprida e a triste constatação de que a política é cada vez mais um espetáculo sujo.
- Sabe a banda favorita do Twitter? Twitted Sister. - E a série favorita? Twittlight Zone. - Cantiga de ninar? Twitt twitt little star. - Produtora de filmes favorita? Twitthieth Century Fox (by @sergiokeller) - Atriz-twitteira? Twitneth Patrol - Modelo Favorita? Twitggy (by @sergiokeller) - Cantor esquisitão? Twiggy Pop - Monstrinhos que se reproduzem com comida? Twemlins - Top model brasileira? Twittele Bündchen - Ursinho favorito? Twinnie , the Pooh (by @sergiokeller)
Sabe de mais trocadilhos? Mande para @rcassano no twitter que eu atualizo a lista aqui.
Se você é designer, ótimo. Se não, trate de ficar amigo de um. Descobri que eles são a verdadeira força oculta do mundo. Maçonaria? Opus Dei? Máfia? Que nada. Os designers são o verdadeiro clube da luta.
Eles estão por toda parte, todos se conhecem e são regidos por rígidas regras de conduta. É um grupo mais unido que motoboy e blogueiro. E eles sabem o que todas as empresas do mundo estão criando, sabem todas as técnicas das agências para influenciar, manipular e dialogar com as pessoas. Eles sabem tudo! E como estão constantemente trocando de emprego uns com os outros, garantem sempre uma informação fresquinha para o Clube.
Não há como esconder algo de um designer. Não tem projeto secreto. E, principalmente, não há como escapar quando eles colocarem bombas no prédio da Mastercard. Pelo menos se você for amigo dos designers eles provavelmente não vão urinar na sua sopa.
O site oficial da FOA traz o acompanhamento em tempo real da prova, com todos os tempos, trecho a trecho e comentários (melhores que os do Galvão). Uma das funcionalidades, o Lap Chart, é uma fantástica forma de visualizar a prova, na forma de gráficos.
Sabe aqueles dados todos que o Galvão diz por ser amigo pessoal e camaradão de todos os odões da F1? Tá tudo lá, pra qualquer zé mané com conexão à internet.
Diga "eu já sabia!" toda vez que o Reginaldo disser: "Massa mais rápido que Hamilton no segundo trecho..."
E, pra completar, a turma-geek descobriu como transformar a F1 num evento colaborativo. Você vê pela tv, acompanha via Formula1.com e comenta pelo twitter. Basta usar e seguir a tag #F1.
O papel social dos blogs e a polêmica do "blog de aluguel"
O papel do jornalismo é levar informação e opinião para as pessoas.
Blogs não são jornalismo. Ou pelo menos não têm a menor obrigação de ser. Mas cada vez mais pessoas confiam nos blogs como fonte de informação.
Vocês se lembram por que os blogs cresceram? “Porque eram feitos por pessoas apaixonadas e não estavam sujeitos ao viés editorial da grande imprensa”. Foi a liberdade, a autonomia, que fez a blogosfera crescer.
Não porque traz reportagens apuradas por isenção, mas porque o blog é, em essência, opinativo.
E você confia numa opinião de uma pessoa física (vulgo ser humano), mas não de uma pessoa jurídica. Por quê? Não sei. Algum complexo capitalista/colonizado de que “pessoas são boas” e “empresas são más”.
Mas fato é que as pessoas pensam assim, concordemos ou não. E isso fez a blogosfera florescer, com sua enorme gama de gente incrível falando coisas fantásticas e gente idiota falando bobagem.
Mas aí uma coisa aconteceu. Os blogs - tão sem querer como artistas que de repente viram celebridades e se fascinam/espantam com o assédio – tomaram o papel social da imprensa de formadora de opinião.
O que faz um jornal ser um jornal? A estrutura administrativa da empresa? O poder de escrever coisas e imprimir em papel que suja a mão? Ou uma instituição com um papel definido na sociedade?
Quem assume – querendo ou não – um papel na sociedade arca com os ônus e os bônus disso. Preservar a integridade dessa relação é um deles.
Isso significa que devemos todos ser blogueiros filantrópicos-budistas-marxistas? Que devemos nos benzer ao ver uma nota de R$ 100? Chamar a polícia cada vez que um “mimo” chega na caixa de correio?
Não. Todo mundo tem o direito de ser reconhecido (financeiramente, inclusive) por aquilo que faz bem. E se isso acontece com um blogueiro, é porque ele passou a fazer parte de um mundo não de pessoas físicas, mas de pessoas jurídicas. Um mundo de transações. Com sua ética própria. Ônus e bônus próprios.
O que me parece é que adoramos o flash dos fotógrafos mas ficamos p* quando os fãs vêm pedir autógrafos. Nada contra quem quer brincar. Mas ou segue as regras ou nem desce pro play.
Receber um presente e fazer um post sem dizer que ele foi motivado pelo presente é trair o vínculo de confiança estabelecido com o leitor. Num blog meramente pessoal, ok. É seu “personal weblog”, você escreve o que quiser nele. Mas se ele passa a ter papel econômico (gera “receita”) e social (forma opinião), a coisa muda de figura.
Reforço aqui que não sou contra os mimos, especialmente quando ele é o produto em si, enviado para ser degustado/resenhado. Mas se você ganha um produto B de presente e fala bem do produto A sem dizer a motivação para o “elogio”, isso não é opinião. É permuta. Jabá. Mesmo dizer discretamente, como os “publieditoriais”, é meio estranho.
Notaram? Há uma diferença sutil entre enviar seu produto para formadores de opinião (dar um livro, um ingresso para uma pré-estréia, convite para uma apresentação, test-drive exclusivo etc) e dar algo de valor monetário que não é o produto em si.
Receber a bacaninha geladeira da Coca-Cola não é pecado nenhum. É sinal de que o papel social como formador de opinião está sendo bem cumprido. Fazer um post, sem problema. Elogiar o produto sem falar do presente? Estranho. É se arriscar a receber, sim, a alcunha de “blog de aluguel”. Ou de "varal de release", como se diz na imprensa. O problema é quando se generaliza e rotula-se toda a blogosfera por alguns gatos pingados.
Mas isso só acontece porque estamos no meio de um processo, em um mercado imaturo ainda, que tem muito a crescer. As mídias geradas por usuários e as redes sociais são o fantástico e inevitável caminho da propaganda. Não fosse não teria eu mesmo migrado para uma empresa especializada nisso, e não distribuiria produtos a blogueiros (sim, eu faço isso) na esperança de que blogueiros gostem dos produtos que enviamos e resolvam falar bem deles. Ou que falem mal. Ou que não falem nada.
Como profissional de comunicação, faz sentido que eu queira mandar pro editor de um blog um produto bacana de um cliente meu que tenha tudo a ver com um blog de produtos bacanas. Faz sentido que eu imagine que o editor de um blog de coisas bacanas possa ter interesse em compartilhar essa coisa bacana com seu público. Se ele achar bacana. Se ele estiver a fim de postar.
Mas não deixa de assustar quando tentamos nos aproximar da área editorial de um blog e recebemos um mídia kit com o preço do post tabelado. Se esse é o futuro, é bom que isso seja combinado com todo mundo, até para que eu, como leitor, saiba quem é veículo de conteúdo e quem é “Páginas Amarelas”.
Pra terminar esse longo post, ressalto que blogueiro não tem que ter vergonha de ser formador de opinião e receber os louros e arpões inerentes a isso. Não temos que ver os blogs como terreno sagrado onde publicidade é pecado. Quero ganhar dinheiro pelo lado da agência e quero ver meus amigos blogueiros ricos. Mas todo poder traz sua devida dose de responsabilidade.
Está na hora de nos unirmos para fortalecer cada vez mais as redes sociais. Até porque, se a gente mata justamente aquilo que fez a blogosfera crescer (a ousadia, a personalidade, a identidade fragmentada em zilhões de blogs que se cruzam o tempo todo), ela morre. Estamos vendendo a raiz para pagar o adubo da planta!
O sempre sensacional Last.fm está com alguns features interessantes em teste. Um deles lista as faixa mais removidas pelos usuários de seus scrobbles.
Eu nem sabia que dava para desenviar uma faixa para o Last.fm, mas fato é que muita gente ouve certas músicas mas não quer manchar sua biografia musical. Aí é só ouvir na encolha e depois apagar as provas.
Modelos de mãos nuas trepam em pau de sebo em programa de TV comendo coxa de galinha e chupando picolé para provar que rola de mulher ser o sexo forte
Seu tarado,
Parabéns. Você acabou de fazer deste o post de blog de maior sucesso no Google em todos os tempos. Nada como uma boa estratégia de SEO... A boa e velha tática SExO. :-)
A idéia desse post-pegadinha é antiga. Nasceu quase junto com o Brogue, na verdade.
O post mais acessado, até hoje, é uma singela entrevista que fiz com o cientista César Ades, para a Revista Oi, intitulado "César Ades e o sexo animal".
Uma das buscas que mais trazem visitantes para o Brogue? "Sexo com animais".
Ainda sobre o Twitter, alguns perfis que identifiquei nesses primeiros dias seguindo desconhecidos pelas ruas:
- Twitteiro Google - Aquele que se acha muito. - Twitteiro GPS - Usa o Twitter para rastrear cada passo que dá. - Twitteiro Professor Xavier - usa o Twitter para transmitir seus pensamentos para os outros cérebros. - Twitteiro Billy The Kid - o lance é ser rápido e passar os links "irados, maneiros, carácoles, você viu isso?" antes dos outros. - Twitteiro Fátima Bernardes - É um plantão de notícias. Enquanto twitta, cantarola: tan-tantan-tantan-tantantantan... - Twitteiro Louro de Jack Sparrow - Fica dando reply aos posts de famosos para ver se consegue seguidores.
Nada contra nenhum dos perfis. Todos são igualmente fascinantes, cada um descobrindo qual a aplicação ideal para o Twitter. Aliás, o mais bacana nele é isso. Ninguém sabe exatamente para que serve e, uma vez que você começa, fica difícil parar.
Depois de muito tatear sem convicção, me rendi ao Twitter. Ainda estou tateando, descobrindo qual o tom ideal.
E, de quebra, encontrei alguns complementos bacanas do Firefox 3 (eu baixei nas primeiras 24hs, e você?). Um deles é o twitbar. O funcionamento é simplérrimo. Você escreve seu tweet na barra de endereços (aquela mesmo, aqui em cima, onde você digita os endereços dos sites), clica numa discreta bolinha no canto direito e pronto. Foi pra conta.
Ideal para twitar escondido no horário de trabalho. Você abre o site da Gazeta Mercantil e fica falando asneira pela barra de endereços.
O www.copyscape.com é um interessante serviço que te ajuda a saber quem anda "plagiando" seu conteúdo. Ele inclusive sugere a instalação de um selo, tipo DNA Security: "Protegido - Não copie!".
Bacana porque funciona (achei altos debates sobre textos meus que eu desconhecia), mas anacrônico. Impedir cópia?
Então deixo aqui registrado: POR FAVOR, COPIE OS TEXTOS DO BROGUE. Mas, por favor, sempre cite a fonte e deixe um link para cá em retribuição.
A rede mundial de pessoas e essa coisa chamada internet
Algumas coisas óbvias podem ser surpreendentes. Aliás, olhar e analisar o óbvio é um saudável exercício que todos deveriam praticar. Aconteceu comigo quando fui tentar resumir o que, hoje, é a internet.
Foi como estar num restaurante giratório. Você dá a primeira garfada no bife enquanto observa a vista. E quando está encurralando a última ervilha na borda do prato, olha de novo para a janela envidraçada e se surpreende por tudo estar diferente. Você sabe que está no mesmo restaurante, na mesma cidade, com o mesmo bife com ervilhas, sabe que o restaurante está girando e ainda assim se surpreende ao notar, de repente, que o panorama mudou completamente.
Quando a internet ganhou as páginas dos jornais, na segunda metade dos anos 90 (e quando a maioria de nós formou sua visão do que é esse treco), a palavra-chave para ela era ACESSO. É só lembrar. Uns 9 em 10 comentários mencionavam o fato de você “poder ver os quadros do Louvre sem sair de casa”. Ou a ver Biblioteca do Congresso Americano. Ou acessar as livrarias e lojas do mundo todo. Ou tentar acompanhar uma rádio da Bósnia pelo RealPlayer, com aquela sua conexão horrorosa e picotada.
A internet abriu as portas para um novo mundo. E como era esse mundo? Bem dizia toda e qualquer menção a ela na Rede Globo: “internet – vírgula – a rede mundial de computadores – vírgula”. Era você, humano, entrando num emaranhado de máquinas. Tron. Matrix. Neuromancer.
Éramos forasteiros. Voyeurs de dados.
O que a gente fazia na rede? Surfava. Navegava. Pulava de site em site. A internet, estar online, era, em si, a atividade. Meio e fim.
E nos fascinamos em acompanhar cada passo, cada software, cada inovação, cada viral. Tão atento que somos em buscar o hoje, o agora, o daqui a pouco, nos surpreendemos ao olhar pela vidraça e perceber que, de forma tão contínua que nem notamos, o panorama mudou completamente.
A cada dia, avalanches de novos brasileiros entram na internet. Entram em lan-houses. Ou em seus computadores Positivo comprados em 24 vezes nas Casas Bahia. Brasileiros jovens. Brasileiros velhos.
Brasileiros que nunca ouviram falar do Cadê?. Nunca acessaram o Yahoo!. Nem sabem do JB Online, o primeiro jornal brasileiro na internet. Desconhecem IRC, Napster, guerra dos browsers. A internet deles é outra. Completamente diferente.
Eles têm o Orkut como ponto de partida. Como seu sistema operacional. É no Orkut que interagem com fotos, com vídeos, com amigos. O MSN é seu e-mail. E para eles, internet não tem nada a ver com acesso. Internet, para eles, é RELACIONAMENTO.
Essa geração (não só etária, mas sobretudo econômica) nunca conheceu uma web solitária, da navegação noturna, surf virtual madrugadas a dentro. As redes sociais não são a mais nova e quente novidade. A web para eles é necessariamente uma atividade social. É inerente. Faz parte. Pão e manteiga. A característica gregária de novo povo, então, torna isso ainda mais forte.
Para eles, a internet não tem a menor cara de “rede mundial de computadores”. É uma rede de pessoas. Amigos, dos amigos, dos amigos. Comunidades das comunidades.
Quando eles “surfam”, é praticamente uma pesca com rede de arrasto. Recentemente, o guru Jacob Nielsen alertou: “os usuários estão ficando mais egoístas e impacientes”. Claro. Nunca tiveram modem de 2.400. Não se fascinam com hiperlinks, sites que se ligam... entram no Google, digitam o que querem, entram no site (pela porta dos fundos), resolvem sua vida, caem fora e vão socializar. A internet já não é fim, é meio.
A gente vem falando isso há alguns anos, mas é como um petista no poder. De repente aquele discurso todo vira realidade, ali do lado de fora da janela giratória. Visões e sonhos realizados são sempre assustadores, porque a gente precisa rapidinho achar algo novo pra sonhar.
Entender, embarcar e respeitar essa nova dinâmica social da rede, portanto, está longe de ser a “nova moda dos publicitários”. E, mais importante, não está ligada a tecnologia nenhuma. Second Life, Orkut, Open Social... não importa.
A gente finalmente não está mais falando de computadores.
Já não somos forasteiros na matrix. O mundo é o nosso. Mundo real. Com baleia morrendo, aquecimento global, dengue, PT, Bush e créu. Esse mundo que é uma grande rede mundial de pessoas, onde elas propagam idéias em velocidade estonteante. É nele que estamos inseridos. É ele que vemos do lado de fora da janela. É ele que vemos quando ligamos nossos computadores, celulares, videogames e nabaztags nessa coisa chamada internet.
Enquanto você está dormindo, tem um japonês estudando. Enquanto você está comendo, tem um japonês estudando. Enquanto você está lendo blogs,tem um japonês estudando. Enquanto você está procriando, tem um japonês estudando. Enquanto você está no trânsito, tem um japonês estudando. Enquanto você está vendo futebol, tem um japonês estudando. Enquanto você está sambando, tem um japonês estudando. Enquanto você está trocando a frase do MSN, tem um japonês estudando.
Enquanto você está no banheiro, tem um japonês estudando.
Resistir é inútil.
Também é inútil se desesperar por causa disso.
A verdade é muito pior.
Enquanto um japonês está no banheiro, tem cinco chineses estudando.
* Baseado no aforisma "enquanto você está c*g*ndo, tem um japonês estudando", de Allan Kirsten.
Geeks têm enorme tendência a gastar dinheiro com (in)utilidades eletrônicas. Por isso, para manter as finanças saudáveis, tenho uma tática que gostaria de compartilhar com os companheiros nerds.
Quando boto na cabeça que preciso desesperadamente de uma quinquilharia eletrônica, eu passo a pesquisar muito, mas muito, mas muito mesmo sobre a coisa. Mergulho no Mercado Livre, leio em fóruns, vejo vídeos... pesquiso tanto que a vontade passa. Assim, economizo uns trocados.
É assim que sei tudo sobre o Nintendo Wii e sobre os mais modernos celulares sensíveis ao toque e com GPS. E por isso que ainda não tenho videogame e preservo o valentíssimo K750.
Só que agora deu uma necessidade tremenda de ter meu próprio robô. Acho que chegou a hora de ter algum treco eletrônico que ande pela casa, leia os e-mails pra mim, me mostre a previsão do tempo, me lembre dos compromissos e ajude a explodir a Estrela da Morte se for preciso.
Alguma sugestão de links antes que eu vá à falência total?
Sinal dos tempos. Ontem, comprando alguns acessórios plásticos para banheiro na Casa & Vídeo, entro na fila, cercado de balas e chocolates e me encaminho a um dos caixas.
Ali, enquanto espero a caixa checar os códigos de barra, começo a olhar para aqueles produtos expostos ali esperando por nossa compra por impulso. Os "suspeitos usuais" estavam por lá: pilhas, mais balas e chocolates, agarradinhos... e pen drives Kingston.
Isso mesmo! Pen drive (512Mb por R$ 19,90) ali, na boca do caixa, ao lado das Balas Garoto.
Quando mesmo custava o megabyte de armazenamento há 10 anos?
Não sei se algum guru já cantou essa pedra, mas se eu fosse você eu largaria agora esse mouse e pararia por uns minutos para pensar em como redirecionar sua carreira para um único e simples propósito: trabalhar em algo relacionado ao trânsito de veículos.
Escrevo isso inspirado pelo vídeo abaixo (que descobri no Update or Die), que só reforça uma teoria que há muito me persegue: o trânsito é mágico.
Pense comigo. Com o crescimento acelerado da indústria automobilística o destino de toda cidade é se tornar uma grande São Paulo (acredite, essa não é uma boa notícia), e o destino de São Paulo é se tornar algo entre Constantine, Guerra dos Mundos e Platoon.
Passamos cada vez mais uma considerável parte de nossas vidas no trânsito. Encará-lo como uma doença crônica é uma boa oportunidade de negócio. Vale investir (e lucrar) com a prevenção do problema (engenharia de tráfego, tecnologias de controle etc) mas também vale investir (e lucrar) em simplesmente tornar mais agradável a vida de quem passa horas engarrafado.
E aí? Qual vai ser sua grande sacada?
Se você não entendeu nada do vídeo, explico: os cientistas japoneses recriaram em laboratório os engarrafamentos sem motivo aparente. A causa real: as diferenças de frenagem e aceleração dos veículos, pequenos descompassos, quando somados e repetidos causam essas retenções.
Se um sistema de rádio das rodovias controlasse remotamente a velocidade dos carros, fazendo com que eles mantivessem uma velocidade constante e uma distância específica para o carro da frente, não existiriam engarrafamentos.
Aceitei o convite do blogueiro-amigo Rafael Cruz para escrever um texto para a "Semana do Artigo Livre", em um de seus blogs, o Tecnologia e Cinema. O desafio era dos mais cruéis: "escreva sobre o que quiser". Eu, num arroubo de criativididade, resolvi escrever sobre o quê? Tecnologia e cinema... Confiram no blog do Rafael ou aqui emabaixo.
Homens pré-históricos olham meio bolados para um bloco negro. Se cutucam. Esbarram. Se estranham. A porrada estanca. Um deles pega um enorme pedaço de osso. Percebe que aquilo o tornou mais forte. Mete a porrada nos outros. Vence a luta. Em comemoração, joga o osso pro alto. O osso sobe, e subimos junto, até o espaço, onde o osso se torna uma estação espacial. O mesmo homem, as mesmas ferramentas. A mesma cabeça de jegue pronta para fazer besteiras.
É engraçado como até hoje a gente acompanhe as feiras tecnológicas esperando aquilo que nos trará a redenção cibernética ou nossa terrível destruição. No campo do audiovisual, para quem acompanha o mercado do alambrado, me parece estarmos nessa situação, onde os suportes voltam ao centro de um debate onde nunca deveriam ser os protagonistas. O que tenho lido/visto/ouvido? Da inútil batalha HD-DVD x Blu-Ray. Que a gente poderá pedir pizza ou comprar a blusa da Regina Duarte com a TV digital. E que vamos ter que gastar uma grana no decodificador para que nossa experiência com “Zorra Total” seja transformada. Que a internet está destruindo a indústria do DVD.
É exatamente a mesma inócua discussão sobre o mercado de música. Parece que ainda tem gente jurando de pé junto que a indústria (ou a arte) é sobre hardware: discos, leitores, projetores. É tudo ferramenta. Osso. Que pode ser usado tanto para mandar o homem pro espaço como para esmurrar o quengo de um neanderthal. Pouco se dedica a estudar como criar/adaptar as obras para cada novo suporte. A famosa “quarta tela” do celular, por exemplo. Está cada vez mais popular e o que de conteúdo significativo temos para ela? Pouco.
Porque não dá para ver “2001″ numa tela de iPhone. E periga de a bateria acabar antes de “E o Vento Levou”. Como é essa mídia? Essa linguagem? Os notáveis esforços como o da Mobilefest ainda estão presos ao campo da experimentação. Coisas como as “Histórias contadas por coelhos em 30 segundos” deviam estar nas lojas, não apenas uma brincadeira da internet. Mas o mais bacana, o mais inerente ao ser humano (além cabeça de jegue pronta para fazer besteiras), ainda está em segundo plano: como contar histórias com os novos ossos que a indústria nos apresenta? Como contar histórias no celular? Numa sala digital de cinema? No iPhone? No Youtube? Muito se tem feito, mas não dá para dizer que já tenhamos uma linguagem. Alguma sugestão?
Quis o destino que eu fosse parar na Sapucaí neste carnaval. Logo eu, nerd de carteirinha, com meu armário cheio de camisetas pretas e uns 30 CDs de rock inglês para cada um que lembre remotamente um samba. Mas pintou a fantasia num sorteio de rádio AM. O ganhador não podia desfilar e nos ofereceu o prêmio. Como de fantasia dada não se olha as plumas, lá fui eu.
A primeira constatação é que a TV não mostra um lado fortíssimo do carnaval: ele fede. E muito. A chuva inclemente aumentava a sensação de caminhar sobre um tênue riacho de urina. A concentração da Mocidade Independente era em frente ao sugestivo edifício Balança mas não cai.
Novato, acabei chegando cedo demais. Na concentração, apenas alguns gatos pingados e pinguços. E o cheiro. Levamos a fantasia (algo que teoricamente representava a Folia de Reis, com direito a saiote rodado e uma igreja enorme na cabeça) num saco de lixo para nos vestirmos na hora.
Por volta das 19h30, rumamos para a concentração propriamente dita e nos paramentamos. O chapéu pesava e machucava a testa. A dúvida era se conseguiríamos atravessar a Avenida com uma Candelária sobre o quengo.
As pessoas se vestiam (ou despiam) ali mesmo. Outra constatação. O carnaval é um computador em que o dono desativa o “firewall” por quatro dias. Nesse ínterim, vale-tudo.
E outra descoberta. Talvez a experiência mais próxima da preparação para o início do desfile seja a militar. As alas, como os pelotões, se põem em seus devidos lugares. Sargentos (no caso vestidos de oficiais do Império) comandam aos berros: “Quero colunas de oito! Colunas de oito!”. Um desatento vira o nono passageiro na coluna da frente e leva um chega pra lá de um Capitão Nascimento do carnaval. “Vai pra trás, zero meia!”
Começa o desfile. Quer dizer, começa para quem está na frente da escola. A gente só sabe por causa dos fogos de artifício. Nada se move. Não se ouve nada. Apenas a espera. De pé, estático, saia rodada e uma Catedral da Sé apertando a testa. Dói. O sapato aperta. Por sorte não faz calor. O capitão nascimento faz uma recontagem das colunas.
Então, o carro à frente se move. Começou. Seguimos num anda-e-para que mais parece uma procissão. Até que a Sapucaí se aproxima. As luzes aumentam. Já dá para ouvir o baticum. Alguém ordena: “Samba! Samba se não te mandam lá pra trás!”. Eu obedeço. Com tantos aparatos sambar não é difícil. Basta se mover como um boneco gigante de Olinda.
Vem a esquina. E a luz. E uma multidão acenando bandeiras, cantando, aplaudindo. Aplaudindo quem? Eu, que não sei sambar? Eu, que tenho cara de gringo e sou ajudado/explorado por tudo que é taxista, pivete, camelô? Quem sou eu?
Naquele momento, descubro que não há identidade. Aplaudem a escola. “A escola somos nozes”. Eu sou a escola. Samba, condenado! Olha o buraco, olha o buraco. Corre, corre. Olha o relógio. Tá bom, ta bom.
Ih, olha a bateria no recuo! Achei o som baixo. Decepcionou. O Sepultura faz mais barulho. Nação Zumbi faz mais barulho. A Madrinha da bateria tava parada, bebendo água. Só deve sambar quando a câmera focaliza.
Um soldado imperial bigodudo passou meio desfile mandando eu andar mais rápido. Uns foliões bêbados na coluna de trás teimavam em enganchar suas plumas em nossos chapéus.
Enfim, a apoteose. A passarela não me pareceu tão curta como dizem. A galera da dispersão vibra. Só quero saber de tirar o chapéu. Dali, mais uns metros de lama e urina e entramos num táxi. Pra casa, por favor. Mas cuidado com a fantasia. Sábado eu quero voltar com ela.
Mais uma do fundo do baú (ou melhor, da minha gaveta da casa dos meus pais): Lemmings original, em disquete.
Você já deve ter ouvido falar ou mesmo jogado Lemmings. É um jogo sensacional, do comecinho da década de 90, onde você deve evitar que Lemmings suicidas se joguem de penhascos.
Eis aqui um legítico exemplar da primeira edição do game, com direito a manual. Tudo cabia nesse disquete de 3 1/4, de 720 Kb.
Melhor que isso só mesmo o manual. O trecho fotografado para a posteridade fala dos requisitos técnicos e das vantagens que o jogador terá se tiver em seu computador um novo dispositivo chamado "mouse". Diz o manual":
Para sistemas MS-DOS com hard disks: 1. Ligue seu computador com versão 3.0 ou superior do DOS. Se você quiser usar um mouse (Sim, sim! Use um mouse!), certifique-se de que o driver de seu mouse esteja instalado. 2. Insira o disco apropriado no drive de disquetes e rode o programa de instalação. 3. Digite o diretório em que você deseja instalar o programa Lemmings, e inicie o programa digitando "LEMMINGS" 4. Se perguntado, selecione a placa gráfica disponível (N. do T. Você podia optar pelo CGA de 4 cores ou pelo potente EGA de 16) 5. Se ingadado sobre o tipo de equipamento, selecione a opção 1. 6. Você deve estar agora no menu principal. Se você estiver usando um mouse, simplesmente clique com seu botão esquerdo para continuar. Se não, aperte F4 para selecionar seu método de controle e então pressione seu botão de "disparar" ou equivalente para começar!
Revirando o acervo histórico do CIBT (também conhecido como "casa dos meus pais"), encontrei algumas peças muito interessantes que acho bacana compartilhar com os leitores. Especialmente os nascidos após os anos 80 e que consideram máquinas de escrever fantásticas impressoras que imprimem enquanto se digita.
Para começar, um incrível aparato das telecomunicações chamado "Pager". Para vocês que não eram nascidos no tempo do Amendocrem e do cometa Halley, pagers são os antepassados do celular. Ou, mais precisamente, do SMS.
O funcionamento era simples:
1 - Você contratava a assinatura de um serviço de pager (geralmente Teletrim ou Conectel) e ganhava um aparelhinho desses, movido a uma pilha AA e com uma tela LCD de uma linha de texto). 2 - Você distribuía o número de seu pager para seus amigos. 3 - Seus amigos ligavam para uma central, diziam seu número e ditavam a mensagem para uma atendente. 4 - Pouco depois, o pager (que você garbosamente usava preso na cintura, ao lado da pochete) vibrava. Era só apertar uma tecla e ler a mensagem, escrita quase sem erros e quase inteligível. 5 - Daí você corria pro orelhão e ligava de volta para a pessoa. Fantástica a tecnologia, não?
P.S. Os pagers também tinham jogos. A diversão da época era alinhar pagers sobre uma mesa, mandar mensagens para os dois e ver qual chegava na outra ponta primeiro, movidos pelo potente vibracall.
Sempre que vejo uma anteninha Wi-Fi me lembro de uma assustadora teoria defendida pelo amigo André Santoro, hoje radicado em São Paulo, terra da primeira torre de transmissão de TV Digital do Brasil. Ele, desde o fim da década de 90, pelo menos, carrega uma grande preocupação: será possível que todas essas ondas eletromagnéticas que percorrem nossos corpos dia e noite não façam mal algum? A discussão é antiga, mas a coisa realmente fica estranha quando a gente pára e faz as contas. Se você, radiológico leitor, vive em algum centro urbano, muito provavelmente seu corpo está sendo atravessado neste exato momento por: - Emissoras de rádio AM - Emissoras de rádio FM - Ondas curtas e médias (incluindo walkie talkies) - TV VHS - TV UHF - TV Digital (em SP, numa modulação chamada Muliplexação por Divisão de Freqüência Ortogonal) - Sinal de celular da Claro, TIM, Vivo e Oi (no Rio) - Sinal de rádio/celular da Nextel - Sinal da TVA - Sinal da Sky - Internet por rádio - Sinal de GPS - Interferências eletromagnéticas provocadas por eletrodomésticos - Bluetooth - Wi-Fi (de tantas redes quando houver onde você está) - Radiação solar e outras naturais.
É muita onda... será mesmo que “não há evidências conclusivas que associem essa tralha toda a problemas em humanos”, como diria Nick Naylor?
Como tirar proveito da internet gratuita em Copacabana?
Esta semana a Princesinha do Mar ganhou acesso sem fio à internet, graças à uma rede wi-fi instalada pelo governo do estado, que pretende cobrir todo o Rio e a Baixada Fluminense com internet sem fio gratuita.
Utilizar a internet do meio da praia deve ser uma experiência tanto incrível como curta. Digo curta, porque uma dessas duas coisas acontecerá inevitavelmente logo após você ligar todo garboso seu Macbook à internet copabanesca:
1 – Você perderá seu Macbook depois que entrar areia por todas aquelas portas de conexões super-fashion dos Macs... ou 2 – Você perderá seu Macbook depois que um arrastão, um motoboy, uma gangue de bicicleta ou um trombadinha entrar com tudo em cima de você atraído pelas portas de conexões super-fashion dos Macs...
Enquanto isso não, acontece, o Cassano Institute of Bizarre Technologies (CIBT) traz propostas de utilização da rede wi-fi, elaboradas em nossos laboratórios em Vladivostok:
1 – Seguindo o exemplo da camiseta com detector de Wi-Fi, arrase com um sungão que pisca quando pega um sinal forte sudoeste. Ou a versão fio dental que brilha no escuro, digo, na nuvem Wi-Fi.
2 – Você que é dono de quiosques pode arrasar com os guarda-sóis conectados. Uma pequena tela presa à lona traz a previsão do tempo, permite pedir aquela cervejinha e ainda tem telefones úteis para turistas, como o do Plataforma, da Help e da Delegacia de Atendimento ao Turista.
3 – Você já entrou nos sites mais irados, pegou a condição das ondas, caiu no posto 9 só para descobrir que ali estava flat? E o swell tava mesmo no posto 1? Isso é passado. Agora você pode acompanhar os sites mais hang loose da internet direto de seu pranchão. Isso é que é surfar na rede!
4 – Encontrou um tatuí? Mais do que imediatamente anote as coordenadas da descoberta e suba para o Google Earth. Logo-logo teremos a primeira Tatuipedia, com a localização geográfica de todos os tatuís remanescentes de copacabana. Aparelho GPS e pá de plastico não inclusos.
5 – Por fim, você pode passar a praia inteira adicionando seus novos amigos do Cantagalo, Pavão-Pavãozinho e da Ladeira dos Tabajaras no Orkut.
P.S. Brincadeiras à parte, acredito que levar wi-fi à praia é bom como marketing da cidade. Mas os efeitos disso podem ser fantásticos se for feito um trabalho sério de levar redes wireless para favelas e comunidades carentes. O caro, hoje, é a internet, não o computador. E a rede sem fio não pode ser controlada pelo tráfico, nem por milícia. Não depende do pobre homem da Net tomar coragem para subir o Morro. Pode ser uma fantástica forma de inclusão social dessas pessoas. Torço sinceramente para que tudo não passe de papo de político.
“O diabo está nos detalhes”. No nome das coisas, por exemplo. Como se chama o período entre a segunda e a sexta-feira? “Dias úteis”. Como se o sábado e o domingo fossem dias inúteis e, como tais, dispensáveis.
Na relação trabalhista, esses dias também têm outra nomenclatura: “Descanso remunerado”. Ou seja, é a caridade do patrão que paga para você descansar. Como você recebe pelo domingo, conclui-se que descansar no domingo faz parte de suas obrigações como empregado.
Logo, a função do domingo é garantir que você trabalhe mais na segunda. Se você resolve pegar o domingão para ir à praia, à Convenção Jedi e a uma micareta, e chegar em frangalhos na segundona, seu chefe tem todo o direito de lhe passar um sermão.
É por isso que defendo mudanças nessa nossa relação com o trabalho. Tudo bem que realizar um ofício é super recompensador e bacana, mas a vida é um pouco mais que isso, certo? O que proponho:
Semana de quatro dias trabalháveis (antigos “úteis): trabalhamos de terça à sexta e usamos sábado, domingo e segunda como bem entendermos.
Carga horária de 10 horas diárias. Já trabalhamos isso mesmo, ou mais. Na prática, temos uma carga de quase 50 horas semanais. Oficializemos as 40 em 4 dias. Isso inclusive gerará mais empregos, acabará com as horas extras e não afetará a necessidade de produtividade das empresas.
Fim do descanso remunerado. O salário deve corresponder ao trabalho. Não é preciso uma relação paternalista ou de caridade entre patrão e empregado. Basta um salário digno que permita à pessoa usar bem seu tempo livre.
Manter as férias remuneradas, mas sem aquele bônus de 30% (mesmo motivo acima).
Nosso tempo livre é nosso, e não deve ser bancado pela empresa nem controlado por ela (seu direito, já que paga por ele).
É meio louco e, admito, leviano, pois não levei em conta os aspectos econômicos e legais ligados a isso. Mas a idéia do wikibanco também era doida e teve um bom ibope.
Em tempos de aquecimento global, crise no Senado e globalização, até mesmo os macumbeiros precisam fazer uma reengenharia, cortar custos, integrar elementos web 2.0 a seus negócios e aprender as palavras de ordem da nova economia. Foi o que fez o cidadão responsável por esse anúncio veiculado em táxis do Rio de Janeiro.
Se você sentir que seu astral não anda lá essas coisas, ligue pra ele. O consultor em assuntos afro-esotéricos garante atendimento personalizado para você alcançar boas vibrações. Mais discrição só no Boston Medical Group. E não se esqueça: “aqui o fato é real”.
O desafio de encontrar algo cool... pega o link do YouTube e embeda no blog. Sabe aquele vídeo viral? O vídeo novo da Sony? Ou aquela notícia que você pegou via RSS? Manda bala que dá ibope.
Ser um cara ligado é ter uma penca de RSS no iGoogle ou seja lá onde for. É conseguir entender essa sopa de letrinha. E ser rápido no gatilho. Esperto e trendsetter é aquele que lê os RSSes dos outros e publica no blog antes que o mundo perceba.
É claro que o cara precisa falar inglês. De Nova York, por favor. Com sotaque do Boing Boing. E ficar conectado 24 x 7 em seu iPhone desbloqueado na Uruguaiana. A lei da selva: update ou morre. ctrl-c / ctrl-v. Gênio.
O post original, de onde vem? Talvez de uma enciclopédia empoeirada. Ou talvez seja tudo mentira. Ou talvez alguém use menos o Google e mais um treco todo arcaico, que não vem de Nova York nem vende na Apple Store. Cérebro.
Aliás, tô precisando de um novo. É melhor procurar no Google ou no Mercado Livre?
1 - Sinal amarelo 2 - Instruções das aeromoças 3 - Carnaval de Ribeirão Preto 4 - Preliminar da Série C do Brasileirão 5 - Sinal de "Ocupado" do MSN Messenger 6 - Distribuidor de panfletos no centro 7 - Programação da TV Senado 8 - Constituição Federal 9 - CD novo do KLB 10 - Listas de blogs
Depois de quase um mês sem atualizações, os leitores do Brogue começaram a se revoltar. Feliz pacotão de surpresas. Primeiro, que o Brogue tem leitores. Segundo, que alguém ainda consegue se revoltar com alguma coisa nesse país anestesiado pela avalanche de descalabros.
Um de nossos leitores mais assíduos inclusive sugeriu pautas. Então, vamos lá tentar juntar todos os temas propostos num texto só:
Não foi a ausência de Pelé, a surpresa fake do Blatter, a comitiva de políticos na Suíça nem as declarações do presidente. O mais ridículo no anúncio do Brasil como sede da Copa de 2014 foram as comemorações falsas. Gente dançando no pelourinho, performances em São Paulo, o camisão aberto no Cristo e no Pão de Açúcar. Aqueles figurantes pagos para fingir estarem felizes contrastavam com a abissal indiferença no mundo real.
Não sou xiita nem adepto do complexo de inferioridade de achar que a gente é incapaz de organizar uma Copa. Dá para fazer, e para fazer bem-feito, é claro. Talvez não seja a prioridade e talvez, se deixarem o César Maia participar, bilhões serão gastos sem nenhum resultado positivo para a sociedade além de um punhado de belos e modernos estádios e outros tantos bilhões desperdiçados ralo abaixo. Mas, no geral, é uma boa oportunidade de fazer as coisas saírem do lugar. Durante o Pan tivemos a fugaz sensação de que as coisas poderiam funcionar, de que o Rio poderia ser um bom lugar, etc etc etc.
Tomemos pelo lado bom: em 2014, durante um mês, vamos achar que o Brasil tem jeito. Por hoje, parece o melhor que podemos esperar. Afinal, há sempre uma luz no fim do túnel (contanto que não seja o Rebouças), e o Brasil ainda pode decolar (desde que não seja de BRA nem de Congonhas).
Por fim, é esperar para ver se, em 2014, alguém ainda vai lançar CD, se poderemos escolher o quanto pagar por cada novo disco e se o Radioheadterá tido razão.
Para fechar (e aguçar a deprê), esse vídeo incrível que mostra a Cidade Maravilhosa no auge da forma, em 1936. Incrível o que nosso povo e nossos governantes conseguiram destruir em pouco mais de 70 anos.
As boas idéias flanam por aí e, geralmente, são ridiculamente simples. Por exemplo, a bela idéia de se criar capas transadas para laptops! Sim! Carregar seu notebook numa maleta é implorar para ser assaltado. Levá-lo solto na mochila é um passaporte para arranhões e tufos de poeira dentro da porta USB... E agora? As capas de neoprene são extremamente práticas, mas todas oscilam entre o preto básico e o chumbo discreto.
Como ser uma pessoa moderna sem perder o estilo? Simples! Com as capas Nimin (www.nimin.com.br), idéia de uma esperta turma de São Paulo. São modelos de nomes sugestivos como "Ovo", "Te quiero fucsia", "céu de estrelas" e "Consuelo Celestial" (que se parece com a capa que Frida Kahlo teria se tivesse tido um notebook, mas infelizmente esgotada).
Os preços são mais salgados que os de uma capa normal (em torno de R$ 60), mas estilo tem seu preço, certo?
Fica a dica e o aviso de que não ganhei um único centavo por este post (céu de estrelas tamanho 13'' widescreen, por favor... :-) ).
Acabou de chegar um press-release intitulado: “Bailarina Nipônica estréia com requebra de quadris nas Noites do Harém”.
É isso mesmo. A nota, acompanhada de foto 3 x 4 para comprovar a veracidade das informações, fala sobre uma japonesa (ou descendente, sei lá) chamada Suellem (!), que exibe dança do ventre em uma casa de chá egípcia em São Paulo. É de dar nó na ONU e rende umas três seqüências para o filme Babel.
É quase tão bizarro quanto se deparar com um dinamarquês chamado João recitando poemas turcos na Etiópia.
Além de se enquadrar na categoria “mais-informação-do-que-eu-preciso-para-viver”, é a prova de que... de que... bem, deve provar alguma coisa...
Como ser um intelectual sem precisar usar a cabeça
Quem pôde prestigiar ao menos um dos eventos do Festival do Rio percebeu que para ser cult não basta conhecer de cor a filmografia de Bruñuel. É preciso ter estilo. Então, para ajudar aqueles que querem ser bem-recebidos nos Espaço Unibanco da vida sem ter de ver horas de filmes húngaros sem legenda, o CIBT (Cassano Institute of Bizarre Technologies) mapeou centenas de cinéfilos e chegou ao figurino perfeito para saraus literários e outros encontros-cabeça:
Nos pés: tênis All-star. Quanto mais “Bamba ou Conga-style” melhor.
Calça: jeans, desbotada e desfiada.
Cinto: qualquer um desde que não combine com nenhuma outra peça. Verde cai sempre bem.
Camiseta: de malha, limpa. Não pode combinar nem com o tênis, nem com o cinto. Pode ter algum dizer espirituoso, do tipo “Heisenberg pode estar aqui”.
Casaco: se estiver frio (ou se pelo menos não estiver torrando) um casaquinho sobre o ombro lhe dará uns 10 pontos de QI.
Bolsa: Estilo universitário, trespassada (cuidado com camisetas brancas, ou podem achar que você está com o uniforme do Vasco, algo totalmente não-intelectual). Se for a bolsa do “1o festival de cinema de guerrilha de Botucatu, 1987” você sai de lá convidado para dar palestras.
Cuidados faciais: Não faça a barba nem penteie o cabelo no dia do evento. Se quiser, faça metade da barba uns três dias antes, para ficar aquela coisa despretensiosamente esculhambada.
Pronto. Vista-se para matar e seja reconhecido como um verdadeiro gênio da 7a arte, um mestre da filosofia e um profundo conhecedor da literatura da extinta Iugoslávia.
Eu moro mal. E, por morar mal, costumo passar com freqüência pela Avenida Brasil e pelas pilastras repletas de escritos do Profeta Gentileza, do qual sempre fui admirador.
Para quem também se interessa pela vida e obra deste brasileiro, fica a dica para esses últimos dias de Bienal do Livro, no Rio de Janeiro: passar no estande da Eduff (Editora da UFF) e comprar "Brasil: Tempo de Gentileza", livro de Leonardo Guelman publicado em 2000 e meio complicado de encontrar.
O livro custa R$ 60 e o CD-ROM com documentário custa R$ 25. Se você seqüestrar algum professor (crachá verde) passando pelas redondezas e disser que o livro na verdade é dele, você ganha 10% de desconto.
Não vai à Bienal? Tem erro não. Veja mais alguns sites para seu dia ter mais amorrrr:
Sempre preocupado em melhorar o mundo, o Cassano Institute of Bizarre Technologies (CIBT) resolveu propor uma nova forma de se pedir um táxi.
Veja como é o processo atual:
Você liga para o número. Um andróide atende do outro lado: – Robocoop, boa noite. – Oi. Eu queria pedir um táxi para às 10h30. – Não entendi, senhor. O senhor deseja pedir um táxi? – Não. Na verdade eu me sinto muito só. Queria falar com alguém. Mas pra não perder a viagem eu vou querer agendar um táxi para as 10h30. – Qual seu telefone de cadastro, por favor? – 8888-8888. – É o Sr. Roberto? – Isso. – E o senhor está na Rua Y? – Não. No Santos Dumont. – No aeroporto? – Não. Na casa de Santos Dumont, em Petrópolis. Mas pode me encontrar no aeroporto mesmo, às 10h30. – Para onde vai? – Para o lugar Y. – De imediato? – Não, às 10h30. (Não adianta querer adiantar as informações, pois o andróide só grava uma informação por vez.) – O que o senhor está vestindo? – Terno preto. – O senhor pode esperar no Relógio? – Sim, posso.
Então o andróide repete tudo o que você disse para se certificar se está tudo certo. Depois que você desliga, ele fica implorando pelo rádio até que um taxista minta dizendo que está perto do Santos Dumont (quando na verdade ele está em Madureira) e finja anotar as coordenadas passadas pelo andróide da central.
Uns 10 minutos após o horário marcado, geralmente chega o taxista. – Senhor Roberto? Não era pro senhor estar de terno verde?
O novo formato:
Não seria muito mais fácil se a gente assumisse sem culpa que esse sistema pode ser bem mais mecânico? Algo como:
– Robocoop, boa noite. Por favor, diga seu telefone de cadastro: – 888-8888 (o sistema poderia filtrar quais taxistas já atenderam a este cliente e que, provavelmente, já conhecem o caminho que ele fará) – Onde o sr. se encontra, Sr. Roberto? (se eu não for o senhor Roberto, é hora de dizer e repetir o telefone de cadastro). – No Santos Dumont. (o sistema tem um “favoritos” e perceberá que o Santos Dumont mais requisitado é, por acaso, o aeroporto. Então ele filtra quais as viaturas próximas ao endereço solicitado (pelo GPS), destacando se alguma já atendeu ao mesmo cliente.) – O senhor vai para sua residência, no endereço Y? – Isso mesmo! Que legal! – É para agora ou quer agendar? – Quero agendar para as 10h30. (o sistema já exclui aqueles taxistas com corridas programadas para o horário marcado) – O senhor está vestindo o quê? – Terno preto. – Perfeito. O sr. se importaria de aguardar no relógio? – Não, tranqüilo.
E pronto! Como ele sempre te faz uma pergunta, você não precisa adivinhar a hora exata de passar as informações. No lado de lá, após o pedido, o sistema envia um alerta de rádio para o taxista (localizado por GPS) e os dados do cliente seguem por SMS, para não se ter erro. Da mesma forma, um cliente cadastrado pode pedir seu táxi por SMS (excelente para você não ter que explicar como se chega em Curicica ainda a bordo do avião).
Obra em casa e visita aos pais são ocasiões perfeitas para revivals. Aqui compartilho dois com vocês.
O Pequeno Químico, representado aqui pela caixa bem conservada, foi uma espécie de iniciação científica. Adorava misturar os elementos e ver as reações acontecendo. Ou colecionar mosquitos dentro dos tubos de ensaio para posterior análise em um pequeno microscópio que ainda existe em algum lugar.
O outro revival foi me deparar com meu primeiro iate. O Dolphin II é uma lancha equipada com potente motor a pilha e capacidade para uns 10 playmobils playboys. O único problema é que dita embarcação não possui quilha (aquela barbatana que fica embaixo dos barcos) e emborcou em sua viagem inaugural entre as margens leste e oeste de uma piscina. Pior: as dezenas de bandeirolas que adornavam o deck não eram à prova d'água. Um terrível erro de projeto.
Mais de 20 anos depois, já sem as bandeirolas, a lancha pôde voltar ao mar. Como se pode notar pelo enjoado passageiro de verde, a estabilidade do barco de bandeira britânica ainda não é das melhores.
Hoje é dia de cada blogueiro indicar outros cinco blogs para gerar uma inflação blogária e deixar todos os blogueiros podres de ricos com seus blogs. Logo, apresento aqui minhas cinco sugestões de blogs (eu já falei em blogs hoje?).
Então vamos às compras, digo, às dicas:
- Fotos da Sandy Pelada (http://rockdeindio.com/fsp/) Além de ter o melhor nome de blog do últimos tempos, é de um humor ácido, preciso e certeiro. Imperdível (aviso antes que seja tarde: o site não tem nenhuma foto da Sandy).
- Trizle (http://www.trizle.com/) A gente também precisa trabalhar, né? O Trizle beira a auto-ajuda corporativa, mas é tão bem escrito que você nem nota.
- Lista 10 (http://lista10.blogspot.com) Simples como o nome indica, é uma relação aleatória de TOP 10s sobre qualquer coisa. Tão bacana que tem até um texto aqui do Brogue... :-)
Exatamente por ser uma informação totalmente desinteressante, poucos sabem que um de meus passatempos prediletos é a astronomia amadora. E menos pessoas ainda sabem que as cartas celestes (um mapa das estrelas no céu) são uma ferramenta indispensável para a prática.
Do Anuário do astrônomo Rogério Mourão a programas como o francês Cartes do Ciel (excelente!) ou o widget do Starry Night, há boas opções para quem quer transformar o computador num observatório.
Mas agora surge uma que promete ser, se não a mais científicamente completa, a mais divertida de todas: a versão celeste do Google Earth, o Sky. Ainda não baixei, mas já compartilho link para matéria do Boing Boing sobre a novidade: http://www.boingboing.net/2007/08/21/googles_new_astronom.html.
Por outro lado, soube que a islandesa anda exibindo o incrível Reactable (veja o vídeo) em sua turnê. E isso é beeem legal.
E no último sábado a vi cantando com uma banda que tinha um Macbook e um coro de 10 islandeses no Saturday Night Live. Totalmente geek também, o que chamou minha atenção.
Então, na segunda-feira, caiu em minhas mãos um belíssimo exemplar da versão brasileira da Rolling Stone. Matéria vai matéria vem, surge uma entrevista com Bjork.
Duas vezes em três dias é demais para ser coincidência. Então resolvi arriscar me pus a ouvir “Volta”, novo trabalho da esquimó.
O disco, assim como a Bjork, é muito esquisito.
Mas, assim como a Bjork, é esquisito mas é legal.
Discos com músicas que começam com apitos de navio não podem ser de todo ruins.
Taí a dica. “Volta”, da Bjork. Disponível nas melhores lojas ou vocês sabem aonde.
Se um dia eu entender o disco eu explico pra vocês.
Essa deu ontem na INFO Online... e se a gente for às ruas pedindo o fechamento de Elton John? Me espanta não a crítica em si, mas o egocentrismo do músico. Tudo: blogs, Google, You Tube, comunidades, e-commerce, serviços etc só servem para prejudicar o processo de criação musical. Afinal, o que mais se faz na vida?
Elton John defende o fim da internet
O cantor inglês Elton John pediu o fechamento da internet, pois acredita que a rede está acabando com a indústria musical, segundo informações da agência Ansa.
Para o músico, a internet fez as pessoas deixarem de se comunicar, atrapalhando o processo de criação. "Os artistas se sentam em suas casas e fazem seus próprios discos, que às vezes são bons, mas não têm uma visão artística a longo prazo", afirmou.
Elton John espera que o próximo movimento musical acabe com a rede mundial de computadores. "Saíamos às ruas, marchemos e façamos protestos, em vez de nos sentarmos em casa e entrarmos em blogs", disse.
O cantor admite ser tecnófobo e diz se sentir atrás dos tempos modernos. "Não tenho celular, nem iPod ou nada parecido. Quando tenho que compor música, simplesmente me sento em frente ao piano."
O último disco do músico, "The Captain & The Kid", vendeu apenas 100 mil cópias. O músico culpa os downloads pela vendagem modesta. (As informações são da Info Online)
De todas as (belíssimas) instalações do bem-sucedido Pan do Rio de Janeiro, o Velódromo é a de futuro menos empolgante. Afinal, o ciclismo não é a paixão nacional e há chances de a pista de madeira da Sibéria nem ser homologada para competições internacionais. Portanto, cumpro aqui meu dever cívico propondo novas utilidades para o complexo de R$ 15 milhões:
1 – Um ofurô gigante – Venha escaldar-se neste belíssimo ofurô de madeira siberiana! Excelente para os moradores da Barra que se acham chiques demais para o Piscinão de Ramos. 2 – A maior arena de Beyblade do mundo – Lembra daqueles piões que foram febre alguns anos atrás e que disputavam lutas em arenas de plástico? Podemos entrar para o Guiness com a maior luta de piões do mundo!!!
3 – Uma roleta tamanho-família – Se um dia liberarmos o jogo (oficialmente, digo), que seja em GRANDE estilo. Imagine uma bola gigante girando pela madeira da Sibéria, girando, girando até... preto 17!
4 – O autorama – Se o autódromo foi desconfigurado para receber o complexo esportivo que abriga o Velódromo, que as corridas passem a ser disputadas nele. O Velódromo pode se transformar num circuito Oval para a Fórmula Indy de Autorama, ou talvez o Campeonato Infantil (até 5 anos) de Indy. O vencedor dá banho de Toddynho na equipe e agradece à minha mãe, ao meu pai e a você.
O jornalista Beto Largman, do blog Feira Moderna, promove na próxima segunda-feira, dia 6, no Rio, o “I Encontro BLS – Blogueiros, leitores e simpatizantes”. Apesar do nome para lá de duvidoso, é uma excelente iniciativa e conta com gente boa no programa.
Replico abaixo o e-mail convite do Largman para que ele apresente a programação:
“A idéia é reunir pessoas que, de alguma maneira, estejam ligadas ao assunto. Por isso, foram convidados Alexandre Inagaki (Agência Riot), que falará sobre blogs e marketing viral; Paulo Mussoi (coordenador dos blogs do Globo Online) vai mostrar a visão de uma grande empresa de comunicação sobre os blogs; Carlos Cardoso, que vive exclusivamente do seu blog, um problogger; Fabio Seixas (analista de sistemas, sócio-fundador do Camiseteria.com e diretor de marketing do WeShow.com) vai detalhar como é possível rentabilizar um blog e Alessandro Barbosa Lima (a confirmar), diretor do E.life, explicará como funciona a monitoração do boca-a-boca na web. O objetivo é que o encontro seja um fórum livre de debates e idéias.”
Acredito que a tendência de blogs e blogueiros é, como tudo que dá certo, desaparecer. Não no sentido de deixarem de existir, mas de serem tão comuns a ponto de perderem o nome próprio. Já não faz muito sentido falar em “internautas”, por exemplo. Nem fará sentido sermos “blogueiros” e, muito menos, “simpatizantes”. Seremos apenas humanos. Ou, quem sabe, ciborgues.
A programação do encontro: - Rentabilização de Blogs - Como a mídia tradicional está encarando os blogs - Vivendo de blog: o problogger - O marketing e os blogs, marketing viral e estratégias de guerrilha - Monitoração e análise da comunicação boca-a-boca na web
Quando? Segunda, dia 6, às 19h. Onde? No Armazém Digital – Shopping Rio Design/Leblon (Avenida Ataulfo de Paiva, 270 - Loja 104 - Tel: (21) 2274-5999) Quanto? "Di grátis"
Acontece com quase todo mundo. Um dia, de repente, você se vê no meio de um show do Roberto Carlos.
Numa escala dos espetáculos que já pude assistir, fica alguns milhões de anos-luz abaixo do R.E.M. no Rock in Rio e da Legião Urbana no Metropolitan, mas está bem acima de uma palestra-show do Augusto Cury (isso existe, acredite) e de um pocket-show do Jota Quest.
Assistir a um show de Roberto Carlos é como sentar na mesma mesa de bar com um grupo de controladores de vôo ou de operadores da bolsa. Você presenciará um diálogo incrivelmente divertido, desde que você entenda as quinhentas gírias, referências e jargões restritos àquele grupo.
A seqüência das músicas, as balzaquianas histéricas, as declarações de amor de meninas, senhoras, vovós e homens (!!!), o final sempre com “Jesus Cristo” e o arremesso de rosas... é um mais do mesmo que faz todo sentido para aquele grupo fiel. E, justiça seja feita, algumas canções de fato merecem constar em nosso repertório musical coletivo.
Mas um mistério permanece. Se os arranjos são bastante convencionais, se as músicas são as mesmas há décadas, se os músicos são os mesmos há décadas, se até a senhora de vestido de oncinha na mesa do lado subiria ao palco e tocaria as canções...
Por que a banda do Roberto Carlos precisa de um maestro!?!?!?
Em março de 2005 falei aqui no Brogue sobre meu primeiro computador, o MC-1000 da CCE. Na última semana, o leitor Emerson José da Costa nos brindou com sua incrível Wiki do MC-1000 que, como ele mesmo diz, “para o bem e para o mal foi o primeiro micrinho de muitos brasileiros”. É verdade. A Wiki tem várias informações sobre o computador e seus potentes 16Kb de RAM, além de um emulador em Java. Tentei fazer um programinha simples em Basic mas já não me lembro da sintaxe...
A Av. Embaixador Abelardo Bueno, em Jacarepaguá/ Barra, liga a Vila Pan-Americana às instalações esportivas no Autódromo, Rio Centro e Cidade do Rock. Como forma de dar as boas-vindas aos atletas do Pan e de valorizar os imóveis às margens da avenida, a incorporadora Carvalho Hosken e a construtora RJZ Cyrela patrocinaram um belo trabalho paisagístico. Estão sendo plantadas mais de mil palmeiras e algumas plantas coloridas. Tudo muito bacana, super “Miami style”, como o povo da região gosta.
Só tem um problema: entre as espécies mais utilizadas no paisagismo, a cargo da empresa Horto das Palmeiras, está um batalhão de bromélias. Isso mesmo, bromélias. Aquelas.
Liguemos os fatos: 1. Julho, o mês do Pan, é mês de muita chuva. 2. Jacarepaguá, até bem pouco tempo, era um enorme pântano, repleto de jacarés e mosquistos. Infelizmente, os pobres répteis picaram a mula. Mas sobraram os mosquitos. 3. Em 2005, a região de Jacarepaguá teve 20 mil casos de dengue. 4. Como eu, você e o Aedes sabemos bem, bromélias acumulam água da chuva. 5. Água da chuva acumulada em uma região com muitos casos de dengue termina em... mais dengue! 6. E quem são oito mil sangues-novos na região, prontinhos pro mosquito atacar?
Aeroporto de Curitiba, 20h30. O vôo que sairia às 21h está uma hora atrasado. É o Método Áreo de Tortura a Passageiros, no qual certa companhia aérea com nome de carro 1.0 é mestre.
O laptop que eu trouxe não tem Wi-Fi. A bateria do E61 foi-se. O sentimento de desconectividade, isolamento e vazio espiritual é enorme. É como sair de casa sem a carteira. Ou com meias folgadas que teimam em ficar deslizando sob o calcanhar.
Penso em coisas para fazer em um aeroporto que não incluam blogar, googar a ermo, entrar no MSN, esvaziar a caixa de e-mails, ver vídeos idiotas no Youtube ou ouvir algo no Last.fm. Algumas idéias para passar o tempo off-line:
1. Escrever uma trilogia 2. Ler uma trilogia 3. Redigir posts off-line (é quase como mandar um SMS via Correios) 4. Entrar na Laselva e fingir que tudo é novidade na vitrine 5. Entrar na Laselva e contar quantos livros da série “Pessoas mancas boazinhas não ficam ricas” existem. 6. Multiplicar os livros de Lair Ribeiro pelos livros de Augusto Cury e dividir pelo total de livros do tipo “Entenda o Código Da Vinci”. 7. Jogar jogo da velha sozinho. E perder. 8. Redescobrir como é escrever à mão. 9. Perceber que papel e caneta não aceita copy and paste 10. Escrever uma trilogia à mão, para depois passar à limpo e postar no blog, para virar livro e vender na Laselva.
P.S. Hoje, um dia depois, enquanto posto, vejo que se não estivesse eu desconectado, poderia ter ouvido os sábios conselhos da Ministra do Turismo Martha Suplício e relaxado um pouco mais, ao telefone com a Sra. Cassano...
Você adoraria ter um toco de madeira de 30 cm em sua sala e dizer que ele foi moldado em você em tamanho natural?
Você acha que tem um perfil sofisticado? Então você merece um pirolette.
Pirolettes são uma réplica em madeira de tudo aquilo que não é você.
Não entendeu? Calma. Vamos tentar de novo.
É como se selecionassem seu rosto no Photoshop e depois dessem um "select inverse".
Não ajudou, né? Última tentativa.
Pirolettes são esculturas de madeira moldadas em seu rosto. Um molde de seu perfil é usado para dar forma à uma tora de madeira que gira sobre um torno.
O resultado é um belo objeto cuja sombra revela seu perfil. O preço da brincadeira? 150 dólares.
1. Pessoas que correm para sentar no metrô. 2. Ônibus que pára fora do ponto. 3. Taxista que puxa assunto. 4. Ônibus frescão com pagode-ambiente. 5. Gente que fecha todas as janelas se começa a garoar. 6. Gente que senta no banco de idosos. 7. Idosos que não sentam no banco de idosos e ficam em pé do nosso lado. 8. Idosos com crianças de colo que não sentam no banco de idosos e ficam em pé do nosso lado. 9. Nextel: a única teleconferência com 45 pessoas sentadas e 60 de pé. 10. Goteira em ônibus com ar-condicionado.
It's the end of Last.fm as we know it... and the CBS will feel fine...
Não sei se fico feliz ou em pânico com essa notícia. A CBS comprou o site inglês Last.fm pela bagatela de US$ 280 milhões. Deveria ficar feliz por ver gente que tem idéias geniais e as executa com primazia sendo recompensada. E triste porque normalmente o fim das histórias das criativas start-ups compradas por gigantes não é nada feliz... Seriam estes os last days do Last.fm?
Resta torcer para, com essa grana, eles desenvolverem um plug-in que funcione nos novos Walkman, da Sony-Ericsson...
P.S.1. Confira a notícia da compra na Info Exame P.S.2. Não conhece o Last.fm? Ë só conferir (e clicar) no meu hit parade na coluna cinza aqui ao lado. P.S.3. O título desta nota é do bravo Leonardo Paiva.
É com orgulho que o CIBT (Cassano Institute of Bizarre Technologies) anuncia o vencedor do troféu “Screen Saver” para a funcionalidade tecnológica absolutamente inútil mais bacana. Depois de analisadas diversas traquitanas, nosso favorito foi...
O recurso de S.O.S. dos celulares Walkman/ Cybershot da Sony-Ericsson
Trata-se de uma funcionalidade onde, por meio de um menu, você ativa a luz do flash para piscar em código morse! Três piscadas curtas, três longas, três curtas.
Sensacional, incrível para impressionar suas tias em jantares de família e para testar as habilidades dos vizinhos escoteiros. Mas que dificilmente você lembrará de usar se ficar perdido na Floresta da Tijuca durante uma tempestade de granizo.
Parabéns Sony-Ericsson por essa deliciosa e inútil tecnologia! O CIBT aprova!
Um de nossos maiores desafios é saber o que se passa na cabeça dos consumidores de nossos clientes. Aliás, esse é o grande dilema de todas as empresas e agências interessadas em desenvolver um relacionamento mais profundo entre marcas e pessoas. Como ir além do share of mind, como estudar o comportamento das pessoas durante a decisão de compra?
Nesse sentido, uma área que ganha força é a do neuromarketing, que literalmente cai dentro do cérebro dos consumidores para entender os meandros que as marcas percorrem pela massa cinzenta dos clientes. Para ajudar nessa tarefa, a Hitachi desenvolveu uma espécie de tomógrafo portátil, que pode monitorar o fluxo sangüíneo no cérebro dos consumidores durante as compras. Na verdade, o aparelho se presta a diversos fins. O marketing é apenas um deles.
Poderemos saber, por exemplo, se a gostosa no anúncio de cerveja provoca uma avalanche de hemoglobinas na parte do cérebro responsável pelo prazer, ou se uma experiência de imersão de marca bombeia sangue (e processamento de informações) para as áreas do cérebro que cuidam das emoções.
É a evolução das pesquisas etnográficas, que estudam o consumidor em plena situação de compra ou consumo dos bens. Resta achar candidatos a sair por aí com esse disco voador na cabeça. Saiba mais no site Neurosciencemarketing.
De carro ou de ônibus? Dou o lugar ou finjo que durmo?
Tenho me divertido com um programa de organização de idéias chamado FreeMind. Ele é útil também para se desenhar árvores de sites e coisas assim.
Para demonstrar como ele funciona, segue um modelo mental que mostra o quão complicado é sair de casa para o trabalho todos os dias. Tente refazer mentalmente seu trajeto diário. Sugestões são bem-vindas.
Resolvi compartilhar as grandes idéias que provavelmente não colocarei em prática. Livre para quem quiser, desde que eu tenha os créditos e uma participação nos lucros.
Como melhorar o café-da-manhã? Uma maneira de tornar a experiência do café ainda melhor é evitar que o café-com-leite esfrie. Uma saída seria levarmos a tecnologia dos quase obsoletos isqueiros de automóveis para a mesa. - Imagine um pires de cerâmica cuja área central é uma resistência metálica em espiral (como o isqueiro do carro). - Enquanto você prepara seu café, o pires fica esquentando em uma base ligada na tomada. - Ao servir a mesa, você tira o pires (que está quente somente em seu centro, pois é de porcelana) e ele mantém o café com leite quentinho enquanto você prepara o pão, bolo etc...
* * *
Como fazer as pessoas atravessarem a rua na faixa de pedestres? Estou cada vez mais empenhado em aplicar todas as técnicas que utilizamos no marketing com finalidades sociais. Se a gente consegue fazer as pessoas voarem de Gol e beberem Schincariol, tudo é possível.
Note como os jornaleiros ou aqueles varais de jornal nas ruas sempre atraem os transeuntes (adoro essa palavra).
Então, que tal, em ruas estratégicas, colocarmos esses varais de jornais na direção exata da faixa de pedestres? Para poder ler as notícias por mais tempo, as pessoas darão preferência a atravessar na faixa e aguardarão sem pressa o sinal fechar, evitando acidentes.
Deve ser a radioatividade, a quantidade de celulares lá em casa ou algo na água. Sei que minha pequena varanda é quase um laboratório botânico.
Aqui você pode ver uma legítima Gérbera gêmea. A flor nasceu com caules siameses, e com flores que não se dão. Fica uma virada para cada lado. Dizem que é bem raro.
Aqui se vê as gérberas gêmeas em seu lugar de destaque na mesa, em cima do vaso cheio de trevos de quatro folhas. São tantos que resolvemos comercializá-los. Se quiser ser um dos primeiros a comprar este legítimo e ecológico talismã, fale comigo.
O multimídia e talentoso Leo Almeida deixou a TVE e agora se prepara para voltar às telas por outros meios. Confira o teaser de sua nova atração, integrada com seu projeto Web (www.eletroliteraria.com.br), prestes a ganhar as ruas...
Revirando tralhas, eis que me deparo com esta credencial da Sport Street Wear 97, feira de esportes realizada no Riocentro, Rio de Janeiro. Neste ano, eu fazia parte da equipe mucho loca do JB Online, o primeiro jornal brasileiro na Internet. Hoje vejo que muito do que fazíamos era por pura inconseqüência, e não pelo apoio do Jornal. Em todos os sentidos, éramos uma start up, assumindo riscos e perrengues como tal.
Nesta feira, participei (num sacrifício em nome do jornalismo) do primeiro salto de bungee jump transmitido ao vivo pela internet. A relevância disso? Nenhuma, exceto a demonstração de que aquela tal da internet estava ali para isso mesmo: surpreender. O autor da façanha foi Marcelo Botelho, o homem-webcam-ao-vivo. Eu fiquei lá no alto do guintaste, chacoalhando para lá e para cá com o peso dos cento-e-alguma-coisa quilos do Marcelo e sua câmera zigue-zagueando com o elástico.
Nesta feira, ainda fotografamos beldades que participaram do primeiro concurso de beleza da internet, a Musa do Verão do JB Online. Elas foram flagradas em um dos primeiros tours de internet do Brasil, o projeto "Verão 97 JB Online - não saia da rede neste verão" (sacaram o trocadilho? Rede, verão, internet?). Pegamos computadores e, durante o verão, instalamos redações móveis do Jornal do Brasil Online em Búzios, Angra e no Rio, levando a internet aos veranistas. Tudo transmitido ao vivo, por Botelho.
As instruções de emergência nas aeronaves nunca me pareceram completas o suficiente para lidar com todas as situações. Afinal, "pouso na água" é algo bem genérico. Que água? Onde? Com quem? Por isso, recorri ao inesgotável interesse humano por acidentes com aviões para trazer um pouco de luz a esse tema tão em queda, digo, em alta.
5 da manhã, sala de embarque do velho Galeão, no Rio de Janeiro. Uma batalha sangrenta entre um urso azul e uma Minnie de pelúcia faz uma criança berrar enlouquecidamente.
Alguns passageiros tentam dormir, em vão. A aeronave, é claro, está atrasada. A criança respira fundo. Sinto sono. Ela berra com força. Surge um Mickey da bolsa da mãe, provavelmente para cobrir o urso azul de porrada. A criança urra como um Mad Max. A sala de embarque se parece com a Cúpula do Trovão.
Algumas freiras aguardam a chamada. Isso não pode ser um mau sinal. Sinto sono. É a quinta viagem em menos de um mês. Isso não pode ser normal. Sinal dos tempos, coloco no walkman uma trilha sonora para abafar a criança histérica. O filme? Babel.
O videoclip abaixo já foi visto mais de um milhão de vezes no You Tube. A banda? Maldroid, que nem sequer tem um disco gravado. Tudo que existe é um EP, Malfunction, com cinco músicas e vídeos hiper bem-bolados. A banda estourou quando ganhou um concurso de vídeos no You Tube, no final do ano passado. Por aqui, ainda não é muito conhecida.
Com vocês, "Heck, No! (I´ll never listen to techno)", uma música sobre o dia em que os robôs dominarem o planeta.
Encontrei isso revirando documentos antigos na pasta Meus Documentos. Pode salvar sua vida em momentos de pânico:
Milk shake de Ovomaltine
Ingredientes:
4 colheres (sopa) bem cheias de Ovomaltine Chocolate 100ml de leite gelado (=1/2 copo) 4 bolas de sorvete de creme bem consistente
Modo de preparo: Bata o sorvete com o leite no liquidificador, até adquirir uma consistência cremosa. Acrescente o Ovomaltine Chocolate e bata rapidamente. Beba em seguida antes que os flocos crocantes se dissolvam.
Podemos assumir, sem medo de errar feio, que seus consumidores entendem tanto de seu produto ou de sua empresa como eu, sujeito meio estranho da cabeça e totalmente doente do pé, entendo os desfiles de carnaval.
Assisto religiosamente aos desfiles da Marquês de Sapucaí, tentando identificar a “conversa entre o tamborim e o surdo de primeira”, ou a inovação na ala das baianas. Suo frio buscando perceber o “Reino Encantado de Ilê-Aloá no Tempo das Garoas Místicas” num carro alegórico tão cheio de plumas, purpurinas e destaques como todos os outros.
Resumindo: não entendo nada de carnaval. Mas isso não me impede de gostar, de curtir, de consumir.
O mesmo acontece fora do período momesco. Quando seu consumidor compra, por exemplo, um barbeador elétrico, ele não precisa entender do revolucionário sistema helicoidal de lâminas. Por quê? Porque ele não compra barbeador, ele compra uma pele que parece bumbum de bebê. Ele compra uma história.
E ninguém compra uma história que não entende. Ninguém passa adiante um causo que não faz o menor sentido. É por isso que, ano após ano, minhas escolas favoritas são aquelas que se permitem entender. Como a Unidos da Tijuca neste ano, com um didático e divertido enredo sobre fotografia. Era fácil, sem legendas ou comentaristas, entender o que simbolizava cada ala. Simples, lindo, empolgante.
A escola não faturou o título, mas ficou entre as seis campeãs. E disse ao que veio, contou uma história.
Tenha isso em mente quando for posicionar ou comunicar seu produto, sua empresa, seu currículo. Mais que as especificações técnicas, que histórias sua marca conta? E elas estão sendo entendidas pelo público? Como sua marca ganha vida no imaginário do consumidor?
Não tente enfeitar o pavão, ou fazer com que as pessoas entendam a importância do “reino encantado de Ilê-Aloá no Tempo das Garoas Místicas”. Isso não importa. Deixe as especificações de lado e foque na experiência do consumidor, nas histórias que ele pode entender, vivenciar e repassar.
Foi uma notícia publicada hoje em O GLOBO que motivou este post. Ele fala da descoberta de dois esqueletos com mais de 5 mil anos que desrespeitaram o "até que a morte os separe" instituído alguns milhares de anos depois de sua morte.
Encontrado na Itália, o casal está visivelmente abraçado, olhando um para o outro. Ele parece estar segurando de leve o queixo da amada, como quem diz "Não se preocupe. estamos juntos até o fim".
O que terá acontecido a eles? Seriam estes os corpos de Romeu e Julieta? Seria a história desse casal a inspiração de Shakespeare ao criar sua peça?
Morrer junto de quem se ama é um privilégio de poucos. E um tema recorrente na arte. Como diz Morrissey, em There is a light that never goes out:
And if a double-decker bus crashes into us To die by your side is such a heavenly way to die And if a ten ton truck kills the both of us To die by your side, well, the pleasure and the privilege is mine
Rio aposenta o figuraça Coronel Marcos, dos bombeiros
Pingüin fritando na praia? Lá está ele. Baleia encalhada? Sempre a postos. Ressaca? Não saia de casa sem ouvir seus conselhos. Chuva, alagamento, destruição, caos? Conte com ele.
Um dos maiores figuraças do Rio de Janeiro, o coronel Marco Silva, Subcomandante-Geral e Chefe do Estado-Maior do Corpo de Bombeiros do RJ, foi aposentado pelo governador Sérgio Cabral, após 33 anos na Corporação.
O que será dos pingüins perdidos? Quem vai dar entrevistas no RJ TV falando da condição das praias e dos resgates de banhistas afogados? E agora? Quem poderá nos defender?
O coronel Marco visivelmente amava o que fazia. Tanto quanto gostava de falar na TV. Era presença garantida nos telejornais. E a TV gostava dele também. Havia uma cumplicidade, melhor chamar de parceria, entre a imprensa e o coronel.
Segundo uma matéria do jornal O DIA, para não cair em depressão, o ex-herói vai passar a distribuir donativos para famílias carentes. Acredito que se ele resolver se candidatar a qualquer cargo público, será eleito fácil-fácil.
Mas se eu fosse o Coronel não me preocuparia com os riscos do ócio. Quem leu gibi ou curte os filmes da Marvel e da DC sabe que super-herói que se preza nunca aposenta a capa. Ou, no caso, a sunga.
A informação está no pé de uma matéria de Reinaldo José Lopes, do portal G1 (leia aqui), sobre mamíferos malandros que planavam de árvore em árvore para tirar onda com a cara de dinossauros.
Ao mencionar outros mamíferos de responsa, o repórter cita o grandalhão Repenomamus, que tinha quase um metro e... pasmem!... comia bebês dinossauros.
Eu devia estar dormindo, contando pterodáctilos, quando esta notícia saiu. Fato é que ela soou como novidade para mim, e uma novidade daquelas.
Quantas vezes nos achamos pequenos demais para dar conta dos problemas que caem feito meteoros sobre a gente? Siga o exemplo de nossos ancestrais. Quando um T-Rex vier pela proa, tome a dianteira e coma o calango-gigante enquanto ele ainda é bebê.
Repita consigo mesmo: "eu sou mamífero e não desisto nunca".
Com determinação e dentes afiados, a gente come até dinossauro.
Essa foto é um detalhe de um lugar bastante conhecido do Rio de Janeiro. Ou ao menos deveria ser, pela importância do prédio e, principalmente, de quem fez esta obra de arte. Quem mata essa charada?
Falta tempo para escrever, mas tirar fotos é mais fácil. Principalmente com celulares fotogênicos, digo, fotográficos.
Para testar a nova versão do Picasa, abri um álbum Web de flagrantes que faço dos locais por onde passo. (não) Vale uma visita. O link ficará fixo aqui na barra lateral.
Tive a feliz oportunidade de voar de Varig pela primeira vez desde o quase sumiço da empresa. Foi uma ponte-aérea Rio-SP. Quantas surpresas!
1 - Pontualidade britânica, na ida e a na Volta. 2 - Surpresa negativa: a revista Ícaro parece ter tido suas asas derretidas no calor do momento, e as aeronaves não vêem sabão (pelo lado de fora) há muito tempo. 3 - Sanduíche quente, jornal do dia, café e refrigerante na ida. 4 - O choque total: Já tinha ouvido falar, mas ver e sentir é outra coisa: hambúrguer de picanha na volta. Quentíssimo. Uma delícia. 5 - O chocolatinho Kopenhagen, mais magrinho, retornou ao menu também. 6 - Milhas em dobro.
Essa é a minha Varig! Para a experiência ser completa, só faltava liberar aqueles lencinhos perfumados para todos. Eles estavam lá, mas só para quem pedia.
Ao fim da viagem, aproveitei os últimos meses da deliciosa caminhada pela pista do Santos Dumont (que será substituída pelos impessoais fingers da reforma do aeroporto) cantarolando: "Estrela brasileira, de Norte a Sul, iluminando... o céu azul..."
Onze de setembro. Dia de ficar com pena dos Estados Unidos. Dia de lembrar que a história é contada pelos vitoriosos. Mesmo se esta é a história de uma derrota.
Se tivessem morrido pessoas nas Torres Gêmeas na mesma proporção com que vidas civis se perdem no Iraque, teriam sido milhões, e não duas mil, as vítimas daque fatídico dia de céu azul em Nova York.
Então por que não nos comovemos com as histórias dos bombeiros heróicos que sobreviveram a um bombardeio cirúrgico americano? Por que nos preocupamos em rezar pelos mortos do velório na capelinha quando há uma vala comum lotada atrás de nós?
Rio de Janeiro. Um Honda em alta velocidade bate. Capota. Cinco belos jovens de classe média morrem. Uma morte estúpida. Imbecil. Desnecessária. Chocante. Vira manchete de jornal. A TV cobre a missa de sétimo dia. A classe-média-indignada veste camisetas e ameaça tomar as ruas em passeatas contra a imprudência no trânsito.
Poucas semanas antes, um carro em alta velocidade acerta a traseira de um caminhão. Cinco jovens morrem de forma estúpida. Imbecil. Desnecessária. Eram jovens pobres. Vinham de um Baile funk. O outro carro capotou na Lagoa. Este, bateu na Avenida Brasil.
O acidente ganha espaço nas páginas dos jornais populares.
Ninguém vestiu camisetas contra a imprudência no trânsito. Ninguém cobriu a missa de sétimo dia.
No nosso onze de setembro diário, nós somos ao mesmo tempo árabes e americanos.
Todos sabem que os filósofos, quando se cansam de divagar sobre o Cosmos em seus escritórios empoeirados, pegam seus carros amarelos e saem por aí disfarçados de taxistas. Pois bem. Outro dia fiz sinal para um filósofo no Centro do Rio de Janeiro, e ele me levou para uma viagem até minha casa, passando pelo real sentido da inclusão social.
Ao parar em um sinal do Centro, já quase deserto e recebendo os primeiros habitantes da sinistra noite urbana, fomos abordados por um senhor gordo, de longa barba branca. Ele parecia um Papai Noel maltrapilho, e vendia bolas de futebol. Ofereceu uma ao taxista, por R$ 10. Este recusou educadamente e o vendedor respondeu, sorridente, no mesmo tom. E partiu para oferecer suas bolas para outros motoristas. Então meu filósofo particular entrou em campo.
-- Ora, veja só -- disse ele. -- Antigamente quem tinha uma bola era rei. Era o dono da bola. O cara podia ser um perna-de-pau danado, mas se tivesse uma bola, tinha o poder. Era escalado em qualquer time. Afinal, sem ele não tinha jogo. Hoje não. Qualquer um tem uma bola.
Ele não se deu conta, mas havia identificado a maior inclusão social já ocorrida no Brasil. Maior que a inclusão digital, telefônica ou educacional, vivemos a inclusão bolotal. Agora todo mundo é dono da bola.
O que se conclui disso? Que é realmente verdade que quando todos têm o poder, ninguém tem de fato poder algum. Nenhum pereba se escala na pelada de domingo por ser dono da pelota. É preciso talento ou, ao menos, amigos influentes.
Isso quer dizer que muito mais gente pode jogar futebol agora. E que, aos ruins de bola, cabe a triste sina de ficar na arquibancada ou, no máximo, marcar o Alam(brado). Esses pernetas podem ocupar seu tempo estudando. E de zagueiros medíocres acabarão virando grandes cientistas. Ou símbolos da revolução maior que se materializa sobre nós: o fim dos donos da bola.
A indústria das telecomunicaÇões ainda é dominada por alguns donos da bola. Incluo aí os grupos de mídia. Num país de 180 milhões de pessoas, contamos nos dedos da mãos aqueles que definem os que os demais assistirão na tevê, por exemplo. Como o modelo da TV Digital foi escolhido por estes mesmos donos da bola, é possível que percamos a enorme oportunidade de distribuirmos bolas às pessoas. Se ficarmos como telespectadores passivos deste cenário, tudo o que teremos é um Vale a Pena Ver de Novo com a Narjara Tureta em altíssima resolução.
A esperanÇa pode estar na iptv, comandada pelos donos da bola das telecomunicações. Como eles não se forjaram em cima de um oligopólio das idéias (mas sim num oligopólio das redes de comunicação), estes grupos estão aptos a permitir uma internetizaÇão da TV.
A inclusão digital no Brasil não se dará por computadores. No Japão foram celulares. Aqui serão os televisores. Então nosso Youtube não nascerá na internet. Quando pudermos "ser", e não apenas "ver" nossa própria programação de tevê, aí sim seremos os donos da bola da mídia. E quando todos são os donos da bola, ninguém será "O" dono da bola. Parafraseando Renato Russo, para uma sociedade, o maior poder é quando ela se permite que ninguém tenha poder algum. Essa revolução não cairá sobre nosso colo, da mesma forma que ninguém nunca me escolheu para a lateral direita de seu time. Nós precisamos fazê-la acontecer. O momento é esse, e não dá para ficar ajeitando o meião, nem marcando o alambrado.
Paul Manger é um neurologista sul-africano. Segundo reportagem na edição de 18 de agosto de O Globo, ele chegou a uma conclusão assustadora: golfinhos são estúpidos. Tapados. Burros. Ignorantes. Toscos. Imbecis. Mobral total. Zé arruelas. Ou seja, mamíferos aquáticos desprovidos de qualquer intelecto.
Tal conclusão desafia o senso-comum de que a família de Flipper é, na verdade, super-hiper-inteligente. Até o gênio Douglas Adams baseou sua saga O Guia do Mochileiro das Galáxias no fato de golfinhos serem inteligentemente sabidos pra caramba.
Paul Manger acha que golfinhos são estúpidos porque eles não pulam de suas piscinas acrobáticas em Miami. E também porque seu cérebro tem mais enchimento do que neurônios. Mas isso é detalhe.
Então venho aqui desmascarar esse impostor de Paul Manger e provar que ele está errado. Seus argumentos são totalmente desprovidos de sentido. Parecem idéia de golfinho, digo, jumento. Pois vejamos:
1 – O homem é considerado um animal inteligente. Logo, deve agir de forma radicalmente diferentes de golfinhos.
2 – Mesmo assim, milhões de imigrantes ilegais comeriam peixe cru todo dia justamente para poder entrar na piscina dos golfinhos de Miami, morar lá e arrumar um emprego como taxista. Ou seja: quem pode condenar os golfinhos por não tentarem fugir da piscina se humanos matariam a Deborah Secco para estar lá?
3 – Paul Manger diz que qualquer animal inteligente, se ficar dentro de uma caixa, tentará escalar suas paredes para subir. Ora, quem já viu humanos tentando escalar a parede de elevadores? Ou pulando da janela de seus empregos enfadonhos? (ok, ok... esse item acontece vez em quando).
4 – E quantos humanos que você conhece conseguiriam nadar em círculos em alta velocidade, dar saltos acrobáticos por dentro de bambolês e ainda correr de costas sobre a água batendo palmas e comendo peixes crus?
5 – Por fim, a suprema injustiça. Imbecis mesmo, toscos, mobral, ignorantes e burros são, para mim, os cavalos. Ser mais subserviente não existe. Eles são irritantes. Você amarra um cavalo de uns 200 quilos num vareto e ele vai ficar a noite toda ali, na chuva, ou de dia sob um sol inclemente. Nem uma sombra o eqüino procura. Ele não argumenta, não questiona.
Cavalos nunca nadariam de costas sobre a água batendo palmas e comendo peixes crus. Logo, deixem os golfinhos em paz! Burro mesmo é o cavalo.
Num dos raros arroubos filosóficos em dias tão atribulados profissionalmente, divaguei sobre o que realmente importa. Cheguei à conclusão de que tudo na vida que é verdadeiramente fundamental tem poucas letras. Até quatro, em sua maioria. Faça o teste você mesmo. Ar, sol, mar, pai, mãe, água, luz, fé, Deus, pão...
E não é por acaso. Quando o Ser Humano aprendeu que poderia falar, e que poderia ser bastante divertido dar nome às coisas (especialmente quando fazer mímicas para tudo se tornou bastante cansativo), ele começou pelo simples. É claro! Imagine que você é um neanderthal e percebe que existe algo azul sobre você. Algo que você nunca toca, mas que está sempre lá. Algo que é tudo aquilo que não é chão (supondo que você já nomeou o chão).
Você olharia para cima e chamaria aquela imensidão azul, ainda não batizada, de abóbada celeste? Ou de pleniruplexo? Claro que não. Daria um nome simples. Sei lá. Talvez céu. As primeiras coisas a batizarmos, exatamente por serem as mais importantes, ganharam os nomes mais curtos. Ouso apostar que tais coisas possuem nomes simples em qualquer idioma. Até em nórdico ou chinês.
Moral da história? Desconfie e desabpegue-se de qualquer coisa com mais de 8 letras.