Quantos ônibus seus seguidores no Twitter lotariam?
É sempre complicado saber se você é um sucesso no Twitter ou não. Afinal, o que são 100, 200, 10 mil seguidores? Com o que comparar para saber se você é popular mesmo ou não?
Para facilitar, o Cassano Institute of Bizarre Technologies (CIBT) desenvolveu essa simples calculadora que o ajuda a tangibilizar em situações do dia-a-dia seu séquito de seguidores. É a versão Twitter da famosa tática de explicar o tamanho das coisas em "campos de futebol" ou em "área do Espírito Santo".
Basta preencher o campo abaixo com seu número de seguidores e mandar bala!
A gambiarra é a melhor amiga do homem. É ela que permite a inovação e a perpetuidade da espécie. Sem ela não haveria o McGyver, por exemplo. Além de nos permitir fazer mil coisas, a gambiarra também pode assumir mil significados.
Gambiarra pode ser...
Um animal "Uma gambiarra de três metros e 600 Kg encalhou na costa Sul de Santa Catarina..."
Um prato "Hmmm... Vou pedir essa gambiarra à bolonhesa, com rúcula e tomate seco. Mas dá pra trocar o manjericão por orégano grego?"
Um jogador italiano "Canavarro avança, toca para Gambiarra, tabela com Cassano e é gol. Gooool!!!"
Um remédio "Pra curar essa micose você vai tomar uma gambiarra 500mg de 8 em 8h."
Um lugar "Quando visitei Gambiarra ano passado choveu o tempo todo, mas os restaurantes eram ótimos"
1 - Compre um caminhão. Passe a escrever tudo o que você twittaria no pára-choque. 2 - Passe a falar seus tweets para estranhos. Por exemplo, vire-se para a senhora a seu lado no ônibus e diga: “Odeio festa em que servem Kovac. Pronto, falei”. 3 – Escreva seus tweets em post-its e prenda na geladeira. De tempos em tempos, fotografe sua geladeira e mande a foto para o Flickr. 4 – Descubra outras funções para seu celular. Como joguinhos ou telefonar, por exemplo. 5 – Dê mais atenção para seu abandonado agregador de RSS. 6 – Leia jornais. De preferência impressos, para evitar a eventual tentação de twittar alguma matéria específica. 7 – Compre uma lata de spray. Imortalize seus tweets em muros e paredes. Recomenda-se aprender Le Parkour e contratar um bom advogado. 8 – Volte a blogar. 9 – Sempre que vier uma vontade de twittar, o braço começar a tremer e você procurar o celular/PDA/smartphone/EeePC/laptop, pense “Só por hoje não twittarei. Só por hoje” 10 – Monte uma Herbalife para ex-twitteiros em abstinência. “Deixe de twittar agora. Pergunte-me como”.
Recebemos esta mensagem do trema e julgamos por bem, em nome da Ordem Democrática, publicá-la, na íntegra, neste Brogue:
“Prezados,
Não venho aqui encher lingüiça nem esbanjar uma eloqüência inconseqüente. Estou tranqüilo quanto ao papel que venho desempenhando na sociedade, da qual tenho sido vítima com freqüência de ataques.
Não sou menino. Vivi e vi muito. Desde 43 que perambulo por estradas e ditongos da vida. Que o diga o U, este grande amigo a quem não me canso de garantir que tenha voz neste mundo de crescente exclusão.
Também o diga o Müller, outro grande defensor de minha carreira, bem como todo o nobre povo alemão, este sim um apreciador do chucrute, da música clássica e do legítimo trema germânico.
Ao ver decretada assim minha expatriação, penso nesse povo sem memória e sem afeto. Desterraram seu último e apaixonado imperador e agora me trocam por kas, dáblius e ipsilones representantes do imperialismo saxão. Sempre suspeitei que minha morte ou exílio estavam sendo há décadas tramadas por alguém.
Não sabia se pelos comunistas, pelos socialistas, pelos capitalistas ou pelos fãs de Marylin Manson. Agora eu sei. Foram os dáblius, esses vês pervertidos que sempre andam de mãos dadas, em plena luz do dia. Caracteres pederastas, esses dáblius. Pederastas e traidores. Quem me lê sabe se tem a mão ensangüentada.
Me espanta a hipocrisia destes mesmos abraçadores de árvores e defensores da ecologia e do seqüestro de carbono tirarem dessa forma o acento e o acalento dos pingüins. Agora eles têm de agüentar. Por um, por dez ou por cinqüenta anos. Até o fim de tudo. Verão, na pele, a falta que um trema faz, delinqüentes ortográficos, seres de índole eqüina.
Vou-me. Partirei de volta para o velho mundo, onde ainda há espaço para tremas, lamparinas e fados tristes. Saio desta vida para a ubiqüidade.”
10 coisas para fazer se você virar uma partícula elementar do universo
O mundo pode acabar. Nesta quarta. Quando ligarem o LHC (Grande Colisor de Hádrons), na Suíça, duas coisas podem acontecer:
1) Partículas microscópicas vão girar, girar, girar, esbarrar umas nas outras, gritar “ai”, soltar uma fagulha e desaparecer. Os cientistas vão fotografar essas fagulhas e dizer: “Ei! Finalmente fotografei a fagulha!”.
Ou... 2) Partículas microscópicas vão girar, girar, girar, esbarrar umas nas outras, gritar “ai”, soltar uma partícula de anti-matéria e dar origem a um buraco negro. Os cientistas vão dizer “Puta merda!” e serão tragados pelo buraco negro. Depois, todos os queijos e relógios suíços serão tragados pelo buraco. Em seguida, todo o dinheiro do Maluf escorrerá (isso deve levar algum tempo). Daí para a Terra toda virar um grande buraco será apenas um pentelhésimo de segundo.
Mas nem tudo estará perdido (mentira, estará perdido sim). Você pode aproveitar esse reencontro consigo mesmo na forma de uma partícula elementar do universo primitivo de várias maneiras:
1) Pense em todas as contas que você tem a pagar. Sorria, elas não existem mais! 2) Pense no PSTU. E no PSOL. E no PT. No PPB. No DEM. No PSDB também. Pense no Lula. Sorria, eles não existem mais! 3) Você não reclamava de falta de espaço? Agora você tem literalmente um universo inteiro a seu dispor. 4) Chega de seguir a luz dos outros. Chegou sua hora de brilhar. Faça como uma boa partícula elementar, junte-se a outras (muitas outras) e vire um átomo de Hélio. Mais alguns milhões de Hélios e um pouco de sorte e... voilá! Você virou uma estrela! 5) Procure um cometa. Grude nele. Espere alguns milhões de anos até que ele caia em um planeta. Lembre-se dos quatro dias que você teve para jogar Spore e inicie a vida nesse lugar. 6) Repasse mentalmente as mil e tantas páginas de O Senhor dos Anéis, incluindo os apêndices. Você terá alguns bilhões de anos para relembrar cada diálogo entre Frodo e Sam até que algo minimamente interessante aconteça no espaço. 7) Dê um pulo na Lua e grude na bandeira americana. Se eles não te pedirem visto, é claro. 8) Ache um satélite que não tenha sido tragado pelo buraco negro e se instale nele. Comece a cantar “Escrito nas Estrelas” até que alguma forma avançada de vida se emputeça e venha acabar contigo. 9) Procure uma partícula elementar do universo do sexo oposto e pratique a criação de particulinhas elementares do universo. 10) Tente encontrar a partícula elementar do universo de quem teve a idéia de ligar o LHC e cubra ela de porrada.
Bom fim-de-mundo para vocês! Obrigado pela preferência.
Top 5 melhores usos de “filho da puta” na música brasileira
1. Faroeste Caboclo – Legião Urbana
"Jeremias, eu sou homem. coisa que você não é E não atiro pelas costas não Olha pra cá filha-da-puta, sem-vergonha Dá uma olhada no meu sangue e vem sentir o teu perdão”
-- Simplesmente libertador. O que mais dizer pro safado que te mete bala nas costas? Me lembro quando essa música tocava na Rádio Cidade (RIP), e o f.d.p. era substituído por um apito. Aí era hora de cantar a plenos pulmões e, quando a mãe vinha brigar, a resposta era sempre a mesma: “É a música, mãe!”
2. Papai Noel Velho Batuta – Garotos Podres
“Papai Noel velho batuta Rejeita os miseráveis Eu quero matá-lo! Aquele porco capitalista
Presenteia os ricos E cospe nos pobres Presenteia os ricos E cospe nos pobres.”
-- Pérola do punk brasileiro, esse hit dos garotos podres é sublime porque a letra NÃO fala f.d.p. Mas a rima é inevitável. E punk que se preze não despreza uma rima que termine com “uta”.
3. Filha da puta - Ultraje a Rigor
“Filha da puta É tudo filho da puta.”
-- Pra mim, não tem Roberto DaMatta, não tem Vinícius, nem Gilberto Freire. O maior pensador e filósofo sobre o brasileiro é o Roger, do Ultraje. Essa música resume o que a gente pensa, se não dos brasileiros, mas dessa corja que nos governa.
4. Esporrei na manivela – Raimundos
“Entrei no trem, esporrei na manivela Cobrador filha-da-puta me jogou pela janela”
-- Essa é a música com mais palavrões por metro quadrado do mundo. O legal aqui é que, perto dos outros termos na letra, o “filha-da-puta” chega a ser singelo. É quase um “papai me dá um abraço?”.
Todo equipado, preparado na linha de partida Daqui a pouco vai ser dada a saída Todo mundo nervoso e eu não tó nem aí (O importante é competir!)
Então tá, vamo lá, nem vou me preocupar Já tá tudo armado pra eu me conformar Eu vou tentar só pra não falar que eu nem sou atleta
Ia ser legal chegar junto na frente Mas iam falar que quero ser diferente Tá bom demais, pelo menos eu não saio da reta Por isso eu sempre sou
Terceiro! Ôba-Ôba! Terceiro! Ôba-Ôba! Terceiro! Ôba-Ôba! Terceiro! Ôba-Ôba! Terceiro! Pra mim tá louco de bom!
Marcando passo vou seguindo sem ser muito ligeiro Com cuidado pra não ser o primeiro É bonito, eu imito mas o pódium não é pra mim (Eu não sou a fim!)
Se eu me esforço demais vou ficar cansado Já dá pra enganar eu ficando suado Se reclamarem eu boto a culpa no patrocinador
Não botaram fé porque não ia dar pé Não ia dar pé porque não botaram fé De qualquer forma eu pego um bronze porque eu gosto da cor Por isso eu sempre sou
Terceiro! Ôba-Ôba! Terceiro! Ôba-Ôba! Terceiro! Ôba-Ôba! Terceiro! Ôba-Ôba! Terceiro! Pra mim tá louco de bom!
O que fazer se um alienígena com tentáculos aparecer na sua casa?
1. Esconda sua bateria e os discos do Phil Collins (ele pode querer exercitar seus 20 braços); 2. Esconda o controle remoto da TV; 3. Aproveite para limpar o video das janelas pelo lado de fora; 4. Disfarce-o como uma samambaia se chegar alguma visita; 5. Um espanador em cada tentáculo e sua casa logo virará um brinco; 6. Mas convém esconder louças e cristais (se você adotar a dica #5); 7. Chame o Fox Mulder (A Scully não vai acreditar em você); 8. Coloque o ET para fazer malabarismo nos sinais (faróis) de trânsito; 9. Dê um celular pra ele. Essa gente adora entrar na casa dos outros pra telefonar; 10. Corte a vodka. E o whisky. Evite fumar também. Se ainda assim o alienígena continuar na sua casa, entre em pânico.
Convenhamos: um dia as diferentes maneiras de se acender uma pira olímpica acabam. Já se acendeu tochas fazendo churrasco de pomba (88), com arco e flecha (92, mesmo errando o alvo), com uma pira-voadora (2004) e, agora, com um ginasta-empresário pendurado no ar.
Se o Rio quer mesmo ganhar e fazer bonito com as Olimpíadas cariocas, precisa inovar no acendimento da pira. Então, o CIBT vem aqui sugerir 10 maneiras criativas de se acender uma pira olímpica: 1. Com um balão: sabia que havia algo de bom guardado nos balões que tanto incendeiam nossas matas nativas. O atleta acende a bucha do balão que sobe, sobe, sobe, desce, desce, desce... e acende a pira. 2. Girando o termostato: o atleta acende o “registro-geral-piloto”, gira o termostato e aperta o botão da estrelinha. Pã! Uma pira que é assim, digamos, uma Brastemp. 3. Por concentração de ex-BBBs. Imagine acumular umas 20 exs-BBBs numa pira de 5 metros quadrados. É fogo demais junto. Impossível a pira não se acender por auto-combustão. 4. Por um jogador do Botafogo. Simplesmente para não deixar passar o trocadilho. Sacaram? Bota – fogo?Anh? Anh? 5. Com um Jornada nas Estrelas. É quase cópia da flecha de Barcelona, mas é diferente: chama o Bernard para sacar uma bola em chamas direto até a pira. 6. Com o motor da Ferrari: o atleta entrega a tocha para Felipe Massa, que acelera sua Ferrari até o motor estourar bem em cima da pira, incendiando tudo. 7. Com um gato. Simples: toda a eletricidade do estádio olímpico vem de um gato (gambiarra, emenda, como queiram) bem no meio da pira. Uma hora ela vai pegar fogo. 8. Usando “O Segredo”. Basta pedir aos 100 mil cidadãos presentes ao estádio para visualizarem com força e alegria a pira acesa. Tanta energia positiva resultará num belo acendimento místico. 9. Por Galvanismo: um mecanismo gera um grau de calor a cada decibel gritado por Galvão Bueno. Se aparecerem imagens dos Ronaldos no telão vai dar para manter a pira acessa por um mês. 10. Por celular. O Pedro Bial aparece no telão dizendo: “Se você quer que a pira se acenda, ligue para 0800pirapira ou envie SMS para 43pira...”
Depois dessa, não vai ser por falta de fogo que os jogos de 2016 não vêm pra cá.
Quantos smurfs são necessários para se fazer uma medalha de ouro?
Em tempo de Olimpíadas, o CIBT (Cassano Institute of Bizarre Technologies) foi buscar a solução para um enigma que tira o sono de milhões: quantos smurfs são necessários para se fazer uma medalha de ouro?
Fomos além. Como chinês come cachorro, criancinha, polui o mundo e falsifica tudo o que encontra pela frente, muito provavelmente todas as medalhas do maior espetáculo da Terra terão sido feitas de simpáticas pessoinhas comunistas dissidentes azuis. Então, calcularemos o TOTAL de smurfs consumidos na epopéia atlética.
Uma medalha olímpica pesa 150 gramas. Destes, 6 gramas são de ouro. Para todas as medalhas distribuídas este ano, são necessários 13 Kg de ouro.
Aí começam nossas contas. Muitos acreditam que seis smurfs são suficientes para se criar uma poção que transformaria qualquer quantidade de metais em ouro. Ora, você, eu e o Paulo Coelho sabemos que seis smurfs no liquidificador não enchem nem um milkshake de Smurfmaltine, logo jamais renderiam quantidade suficiente para fazer 13 Kg de ouro.
Portanto, seguiremos a mesma teoria por trás do Grande Colidor Gargameliano de Hádrons: cada smurf rende seu peso em ouro.
Imaginemos que cada smurf pesa o mesmo que um camundongo, ou algo em torno de 15 gramas.
Logo, chegamos à seguinte fórmula:
Ts = OM / PS, onde
Ts = Total de Smurfs; OM = Ouro necessário para medalhas; e PS = Peso de um smurf saudável.
No que temos:
Ts = 13000 / 15 Ts = 867
867 smurfs mortos em nome da paz? Da união dos povos? Da Visa, único cartão aceito em Beijing?
Isso se o processo não sofrer alguma das intervenções abaixo:
1) Ocorrer sob gestão do Maluf: - Nesse caso, deve-se adicionar 10% ao total de smurfs necessários, o que aumentaria o número para 954 smurfs. 2) Ser conduzido por um blogueiro: - Nesse caso, o resultado seriam 867 smurfs, dois mil comentários e 15 geladeiras USB.
3) Ser conduzido pelo Poder Executivo Federal: - Nesse caso, os números seriam arredondados para facilitar a conta, o que daria 1.000 smurfs e um discurso iniciado por: “Nunca na história desse país tantos smurfs...”
O CIBT está aberto à colaboração popular, com outras diferentes variações para o cálculo dos smurfs consumidos nessa Olimpíada. Você pode mandar sua teoria nos comentários ou via twitter, com a tag #smurfs.
10 coisas que você NÃO deve fazer com um sabre de luz
1. Palitar os dentes 2. Fazer a barba 3. Tirar meleca 4. Sexo 5. Praticar salto em altura 6. Usar como barreira numa prova de 400m 7. Fazer o "Eu te nomeio Sir Fulano de Tal" em alguém 8. Fazer piercing 9. Comer comida japonesa (no caso, com dois sabres de luz) 10. Fazer malabarismo em sinais de trânsito
- Sabe a banda favorita do Twitter? Twitted Sister. - E a série favorita? Twittlight Zone. - Cantiga de ninar? Twitt twitt little star. - Produtora de filmes favorita? Twitthieth Century Fox (by @sergiokeller) - Atriz-twitteira? Twitneth Patrol - Modelo Favorita? Twitggy (by @sergiokeller) - Cantor esquisitão? Twiggy Pop - Monstrinhos que se reproduzem com comida? Twemlins - Top model brasileira? Twittele Bündchen - Ursinho favorito? Twinnie , the Pooh (by @sergiokeller)
Sabe de mais trocadilhos? Mande para @rcassano no twitter que eu atualizo a lista aqui.
O sempre sensacional Last.fm está com alguns features interessantes em teste. Um deles lista as faixa mais removidas pelos usuários de seus scrobbles.
Eu nem sabia que dava para desenviar uma faixa para o Last.fm, mas fato é que muita gente ouve certas músicas mas não quer manchar sua biografia musical. Aí é só ouvir na encolha e depois apagar as provas.
Modelos de mãos nuas trepam em pau de sebo em programa de TV comendo coxa de galinha e chupando picolé para provar que rola de mulher ser o sexo forte
Seu tarado,
Parabéns. Você acabou de fazer deste o post de blog de maior sucesso no Google em todos os tempos. Nada como uma boa estratégia de SEO... A boa e velha tática SExO. :-)
A idéia desse post-pegadinha é antiga. Nasceu quase junto com o Brogue, na verdade.
O post mais acessado, até hoje, é uma singela entrevista que fiz com o cientista César Ades, para a Revista Oi, intitulado "César Ades e o sexo animal".
Uma das buscas que mais trazem visitantes para o Brogue? "Sexo com animais".
Ainda sobre o Twitter, alguns perfis que identifiquei nesses primeiros dias seguindo desconhecidos pelas ruas:
- Twitteiro Google - Aquele que se acha muito. - Twitteiro GPS - Usa o Twitter para rastrear cada passo que dá. - Twitteiro Professor Xavier - usa o Twitter para transmitir seus pensamentos para os outros cérebros. - Twitteiro Billy The Kid - o lance é ser rápido e passar os links "irados, maneiros, carácoles, você viu isso?" antes dos outros. - Twitteiro Fátima Bernardes - É um plantão de notícias. Enquanto twitta, cantarola: tan-tantan-tantan-tantantantan... - Twitteiro Louro de Jack Sparrow - Fica dando reply aos posts de famosos para ver se consegue seguidores.
Nada contra nenhum dos perfis. Todos são igualmente fascinantes, cada um descobrindo qual a aplicação ideal para o Twitter. Aliás, o mais bacana nele é isso. Ninguém sabe exatamente para que serve e, uma vez que você começa, fica difícil parar.
1. Pen drives me crazy 2. Rock around the overclock 3. Quando o Sun bater no Windows do teu quarto 4. Backup (Yesterday) 5. Flashdance, Flexdance e Javadance 6. Another Wii in the Wall 7. Me apaixonei pelo avatar errado 8. We will iPod you 9. Opera Mobile do Malandro 10. F1! (Help!)
Enquanto você está dormindo, tem um japonês estudando. Enquanto você está comendo, tem um japonês estudando. Enquanto você está lendo blogs,tem um japonês estudando. Enquanto você está procriando, tem um japonês estudando. Enquanto você está no trânsito, tem um japonês estudando. Enquanto você está vendo futebol, tem um japonês estudando. Enquanto você está sambando, tem um japonês estudando. Enquanto você está trocando a frase do MSN, tem um japonês estudando.
Enquanto você está no banheiro, tem um japonês estudando.
Resistir é inútil.
Também é inútil se desesperar por causa disso.
A verdade é muito pior.
Enquanto um japonês está no banheiro, tem cinco chineses estudando.
* Baseado no aforisma "enquanto você está c*g*ndo, tem um japonês estudando", de Allan Kirsten.
Geeks têm enorme tendência a gastar dinheiro com (in)utilidades eletrônicas. Por isso, para manter as finanças saudáveis, tenho uma tática que gostaria de compartilhar com os companheiros nerds.
Quando boto na cabeça que preciso desesperadamente de uma quinquilharia eletrônica, eu passo a pesquisar muito, mas muito, mas muito mesmo sobre a coisa. Mergulho no Mercado Livre, leio em fóruns, vejo vídeos... pesquiso tanto que a vontade passa. Assim, economizo uns trocados.
É assim que sei tudo sobre o Nintendo Wii e sobre os mais modernos celulares sensíveis ao toque e com GPS. E por isso que ainda não tenho videogame e preservo o valentíssimo K750.
Só que agora deu uma necessidade tremenda de ter meu próprio robô. Acho que chegou a hora de ter algum treco eletrônico que ande pela casa, leia os e-mails pra mim, me mostre a previsão do tempo, me lembre dos compromissos e ajude a explodir a Estrela da Morte se for preciso.
Alguma sugestão de links antes que eu vá à falência total?
Acorda. Escova os dentes. Xixi. Se arruma. Toma café. Faz número dois. Pega a chave. Sai. Espera o ônibus. Entra no ônibus. Fica em pé. Desce do ônibus. Entra no escritório. Bebe café. Senta. Liga o computador. Escreve coisas. Desce pra rua. Almoça. Volta. Liga o computador. Escreve coisas. Desliga o computador. Espera o ônibus. Entra no ônibus. Fica em pé. Desce do ônibus. Entra em casa. Acende a luz. Toma banho. Bota o pijama. Janta. Toma café. Escova os dentes. Deita. Apaga a luz. Estrelas, planetas, galáxias brilham esverdeadas no teto do quarto. Dorme. Não sonha. Acorda. Escova os dentes. Xixi. Se arruma...
Quando a bomba atômica explodiu, ele estava lendo jornal no vaso sanitário. Ela estava esperando no quarto, nua. A TV falava de múmias que morreram abraçadas. Ela achou lindo. Chorou. As paredes do banheiro se dissolveram enquanto ele lia no horóscopo que aquele ia ser um dia quente pra ele.
Já era a terceira antena que nascia atrás da orelha. Começou a ficar preocupado. Fora isso, nada de especial. O pessoal da repartição ainda não tinha reparado. Mas as antenas estavam crescendo. Pelo menos já dava para ouvir o jogo. O problema era pra dormir. Maldita rádio pirata.
Quis o destino que eu fosse parar na Sapucaí neste carnaval. Logo eu, nerd de carteirinha, com meu armário cheio de camisetas pretas e uns 30 CDs de rock inglês para cada um que lembre remotamente um samba. Mas pintou a fantasia num sorteio de rádio AM. O ganhador não podia desfilar e nos ofereceu o prêmio. Como de fantasia dada não se olha as plumas, lá fui eu.
A primeira constatação é que a TV não mostra um lado fortíssimo do carnaval: ele fede. E muito. A chuva inclemente aumentava a sensação de caminhar sobre um tênue riacho de urina. A concentração da Mocidade Independente era em frente ao sugestivo edifício Balança mas não cai.
Novato, acabei chegando cedo demais. Na concentração, apenas alguns gatos pingados e pinguços. E o cheiro. Levamos a fantasia (algo que teoricamente representava a Folia de Reis, com direito a saiote rodado e uma igreja enorme na cabeça) num saco de lixo para nos vestirmos na hora.
Por volta das 19h30, rumamos para a concentração propriamente dita e nos paramentamos. O chapéu pesava e machucava a testa. A dúvida era se conseguiríamos atravessar a Avenida com uma Candelária sobre o quengo.
As pessoas se vestiam (ou despiam) ali mesmo. Outra constatação. O carnaval é um computador em que o dono desativa o “firewall” por quatro dias. Nesse ínterim, vale-tudo.
E outra descoberta. Talvez a experiência mais próxima da preparação para o início do desfile seja a militar. As alas, como os pelotões, se põem em seus devidos lugares. Sargentos (no caso vestidos de oficiais do Império) comandam aos berros: “Quero colunas de oito! Colunas de oito!”. Um desatento vira o nono passageiro na coluna da frente e leva um chega pra lá de um Capitão Nascimento do carnaval. “Vai pra trás, zero meia!”
Começa o desfile. Quer dizer, começa para quem está na frente da escola. A gente só sabe por causa dos fogos de artifício. Nada se move. Não se ouve nada. Apenas a espera. De pé, estático, saia rodada e uma Catedral da Sé apertando a testa. Dói. O sapato aperta. Por sorte não faz calor. O capitão nascimento faz uma recontagem das colunas.
Então, o carro à frente se move. Começou. Seguimos num anda-e-para que mais parece uma procissão. Até que a Sapucaí se aproxima. As luzes aumentam. Já dá para ouvir o baticum. Alguém ordena: “Samba! Samba se não te mandam lá pra trás!”. Eu obedeço. Com tantos aparatos sambar não é difícil. Basta se mover como um boneco gigante de Olinda.
Vem a esquina. E a luz. E uma multidão acenando bandeiras, cantando, aplaudindo. Aplaudindo quem? Eu, que não sei sambar? Eu, que tenho cara de gringo e sou ajudado/explorado por tudo que é taxista, pivete, camelô? Quem sou eu?
Naquele momento, descubro que não há identidade. Aplaudem a escola. “A escola somos nozes”. Eu sou a escola. Samba, condenado! Olha o buraco, olha o buraco. Corre, corre. Olha o relógio. Tá bom, ta bom.
Ih, olha a bateria no recuo! Achei o som baixo. Decepcionou. O Sepultura faz mais barulho. Nação Zumbi faz mais barulho. A Madrinha da bateria tava parada, bebendo água. Só deve sambar quando a câmera focaliza.
Um soldado imperial bigodudo passou meio desfile mandando eu andar mais rápido. Uns foliões bêbados na coluna de trás teimavam em enganchar suas plumas em nossos chapéus.
Enfim, a apoteose. A passarela não me pareceu tão curta como dizem. A galera da dispersão vibra. Só quero saber de tirar o chapéu. Dali, mais uns metros de lama e urina e entramos num táxi. Pra casa, por favor. Mas cuidado com a fantasia. Sábado eu quero voltar com ela.
Mais uma do fundo do baú (ou melhor, da minha gaveta da casa dos meus pais): Lemmings original, em disquete.
Você já deve ter ouvido falar ou mesmo jogado Lemmings. É um jogo sensacional, do comecinho da década de 90, onde você deve evitar que Lemmings suicidas se joguem de penhascos.
Eis aqui um legítico exemplar da primeira edição do game, com direito a manual. Tudo cabia nesse disquete de 3 1/4, de 720 Kb.
Melhor que isso só mesmo o manual. O trecho fotografado para a posteridade fala dos requisitos técnicos e das vantagens que o jogador terá se tiver em seu computador um novo dispositivo chamado "mouse". Diz o manual":
Para sistemas MS-DOS com hard disks: 1. Ligue seu computador com versão 3.0 ou superior do DOS. Se você quiser usar um mouse (Sim, sim! Use um mouse!), certifique-se de que o driver de seu mouse esteja instalado. 2. Insira o disco apropriado no drive de disquetes e rode o programa de instalação. 3. Digite o diretório em que você deseja instalar o programa Lemmings, e inicie o programa digitando "LEMMINGS" 4. Se perguntado, selecione a placa gráfica disponível (N. do T. Você podia optar pelo CGA de 4 cores ou pelo potente EGA de 16) 5. Se ingadado sobre o tipo de equipamento, selecione a opção 1. 6. Você deve estar agora no menu principal. Se você estiver usando um mouse, simplesmente clique com seu botão esquerdo para continuar. Se não, aperte F4 para selecionar seu método de controle e então pressione seu botão de "disparar" ou equivalente para começar!
Como tirar proveito da internet gratuita em Copacabana?
Esta semana a Princesinha do Mar ganhou acesso sem fio à internet, graças à uma rede wi-fi instalada pelo governo do estado, que pretende cobrir todo o Rio e a Baixada Fluminense com internet sem fio gratuita.
Utilizar a internet do meio da praia deve ser uma experiência tanto incrível como curta. Digo curta, porque uma dessas duas coisas acontecerá inevitavelmente logo após você ligar todo garboso seu Macbook à internet copabanesca:
1 – Você perderá seu Macbook depois que entrar areia por todas aquelas portas de conexões super-fashion dos Macs... ou 2 – Você perderá seu Macbook depois que um arrastão, um motoboy, uma gangue de bicicleta ou um trombadinha entrar com tudo em cima de você atraído pelas portas de conexões super-fashion dos Macs...
Enquanto isso não, acontece, o Cassano Institute of Bizarre Technologies (CIBT) traz propostas de utilização da rede wi-fi, elaboradas em nossos laboratórios em Vladivostok:
1 – Seguindo o exemplo da camiseta com detector de Wi-Fi, arrase com um sungão que pisca quando pega um sinal forte sudoeste. Ou a versão fio dental que brilha no escuro, digo, na nuvem Wi-Fi.
2 – Você que é dono de quiosques pode arrasar com os guarda-sóis conectados. Uma pequena tela presa à lona traz a previsão do tempo, permite pedir aquela cervejinha e ainda tem telefones úteis para turistas, como o do Plataforma, da Help e da Delegacia de Atendimento ao Turista.
3 – Você já entrou nos sites mais irados, pegou a condição das ondas, caiu no posto 9 só para descobrir que ali estava flat? E o swell tava mesmo no posto 1? Isso é passado. Agora você pode acompanhar os sites mais hang loose da internet direto de seu pranchão. Isso é que é surfar na rede!
4 – Encontrou um tatuí? Mais do que imediatamente anote as coordenadas da descoberta e suba para o Google Earth. Logo-logo teremos a primeira Tatuipedia, com a localização geográfica de todos os tatuís remanescentes de copacabana. Aparelho GPS e pá de plastico não inclusos.
5 – Por fim, você pode passar a praia inteira adicionando seus novos amigos do Cantagalo, Pavão-Pavãozinho e da Ladeira dos Tabajaras no Orkut.
P.S. Brincadeiras à parte, acredito que levar wi-fi à praia é bom como marketing da cidade. Mas os efeitos disso podem ser fantásticos se for feito um trabalho sério de levar redes wireless para favelas e comunidades carentes. O caro, hoje, é a internet, não o computador. E a rede sem fio não pode ser controlada pelo tráfico, nem por milícia. Não depende do pobre homem da Net tomar coragem para subir o Morro. Pode ser uma fantástica forma de inclusão social dessas pessoas. Torço sinceramente para que tudo não passe de papo de político.
Em tempos de aquecimento global, crise no Senado e globalização, até mesmo os macumbeiros precisam fazer uma reengenharia, cortar custos, integrar elementos web 2.0 a seus negócios e aprender as palavras de ordem da nova economia. Foi o que fez o cidadão responsável por esse anúncio veiculado em táxis do Rio de Janeiro.
Se você sentir que seu astral não anda lá essas coisas, ligue pra ele. O consultor em assuntos afro-esotéricos garante atendimento personalizado para você alcançar boas vibrações. Mais discrição só no Boston Medical Group. E não se esqueça: “aqui o fato é real”.
1 - Sinal amarelo 2 - Instruções das aeromoças 3 - Carnaval de Ribeirão Preto 4 - Preliminar da Série C do Brasileirão 5 - Sinal de "Ocupado" do MSN Messenger 6 - Distribuidor de panfletos no centro 7 - Programação da TV Senado 8 - Constituição Federal 9 - CD novo do KLB 10 - Listas de blogs
Acabou de chegar um press-release intitulado: “Bailarina Nipônica estréia com requebra de quadris nas Noites do Harém”.
É isso mesmo. A nota, acompanhada de foto 3 x 4 para comprovar a veracidade das informações, fala sobre uma japonesa (ou descendente, sei lá) chamada Suellem (!), que exibe dança do ventre em uma casa de chá egípcia em São Paulo. É de dar nó na ONU e rende umas três seqüências para o filme Babel.
É quase tão bizarro quanto se deparar com um dinamarquês chamado João recitando poemas turcos na Etiópia.
Além de se enquadrar na categoria “mais-informação-do-que-eu-preciso-para-viver”, é a prova de que... de que... bem, deve provar alguma coisa...
Como ser um intelectual sem precisar usar a cabeça
Quem pôde prestigiar ao menos um dos eventos do Festival do Rio percebeu que para ser cult não basta conhecer de cor a filmografia de Bruñuel. É preciso ter estilo. Então, para ajudar aqueles que querem ser bem-recebidos nos Espaço Unibanco da vida sem ter de ver horas de filmes húngaros sem legenda, o CIBT (Cassano Institute of Bizarre Technologies) mapeou centenas de cinéfilos e chegou ao figurino perfeito para saraus literários e outros encontros-cabeça:
Nos pés: tênis All-star. Quanto mais “Bamba ou Conga-style” melhor.
Calça: jeans, desbotada e desfiada.
Cinto: qualquer um desde que não combine com nenhuma outra peça. Verde cai sempre bem.
Camiseta: de malha, limpa. Não pode combinar nem com o tênis, nem com o cinto. Pode ter algum dizer espirituoso, do tipo “Heisenberg pode estar aqui”.
Casaco: se estiver frio (ou se pelo menos não estiver torrando) um casaquinho sobre o ombro lhe dará uns 10 pontos de QI.
Bolsa: Estilo universitário, trespassada (cuidado com camisetas brancas, ou podem achar que você está com o uniforme do Vasco, algo totalmente não-intelectual). Se for a bolsa do “1o festival de cinema de guerrilha de Botucatu, 1987” você sai de lá convidado para dar palestras.
Cuidados faciais: Não faça a barba nem penteie o cabelo no dia do evento. Se quiser, faça metade da barba uns três dias antes, para ficar aquela coisa despretensiosamente esculhambada.
Pronto. Vista-se para matar e seja reconhecido como um verdadeiro gênio da 7a arte, um mestre da filosofia e um profundo conhecedor da literatura da extinta Iugoslávia.
Sempre preocupado em melhorar o mundo, o Cassano Institute of Bizarre Technologies (CIBT) resolveu propor uma nova forma de se pedir um táxi.
Veja como é o processo atual:
Você liga para o número. Um andróide atende do outro lado: – Robocoop, boa noite. – Oi. Eu queria pedir um táxi para às 10h30. – Não entendi, senhor. O senhor deseja pedir um táxi? – Não. Na verdade eu me sinto muito só. Queria falar com alguém. Mas pra não perder a viagem eu vou querer agendar um táxi para as 10h30. – Qual seu telefone de cadastro, por favor? – 8888-8888. – É o Sr. Roberto? – Isso. – E o senhor está na Rua Y? – Não. No Santos Dumont. – No aeroporto? – Não. Na casa de Santos Dumont, em Petrópolis. Mas pode me encontrar no aeroporto mesmo, às 10h30. – Para onde vai? – Para o lugar Y. – De imediato? – Não, às 10h30. (Não adianta querer adiantar as informações, pois o andróide só grava uma informação por vez.) – O que o senhor está vestindo? – Terno preto. – O senhor pode esperar no Relógio? – Sim, posso.
Então o andróide repete tudo o que você disse para se certificar se está tudo certo. Depois que você desliga, ele fica implorando pelo rádio até que um taxista minta dizendo que está perto do Santos Dumont (quando na verdade ele está em Madureira) e finja anotar as coordenadas passadas pelo andróide da central.
Uns 10 minutos após o horário marcado, geralmente chega o taxista. – Senhor Roberto? Não era pro senhor estar de terno verde?
O novo formato:
Não seria muito mais fácil se a gente assumisse sem culpa que esse sistema pode ser bem mais mecânico? Algo como:
– Robocoop, boa noite. Por favor, diga seu telefone de cadastro: – 888-8888 (o sistema poderia filtrar quais taxistas já atenderam a este cliente e que, provavelmente, já conhecem o caminho que ele fará) – Onde o sr. se encontra, Sr. Roberto? (se eu não for o senhor Roberto, é hora de dizer e repetir o telefone de cadastro). – No Santos Dumont. (o sistema tem um “favoritos” e perceberá que o Santos Dumont mais requisitado é, por acaso, o aeroporto. Então ele filtra quais as viaturas próximas ao endereço solicitado (pelo GPS), destacando se alguma já atendeu ao mesmo cliente.) – O senhor vai para sua residência, no endereço Y? – Isso mesmo! Que legal! – É para agora ou quer agendar? – Quero agendar para as 10h30. (o sistema já exclui aqueles taxistas com corridas programadas para o horário marcado) – O senhor está vestindo o quê? – Terno preto. – Perfeito. O sr. se importaria de aguardar no relógio? – Não, tranqüilo.
E pronto! Como ele sempre te faz uma pergunta, você não precisa adivinhar a hora exata de passar as informações. No lado de lá, após o pedido, o sistema envia um alerta de rádio para o taxista (localizado por GPS) e os dados do cliente seguem por SMS, para não se ter erro. Da mesma forma, um cliente cadastrado pode pedir seu táxi por SMS (excelente para você não ter que explicar como se chega em Curicica ainda a bordo do avião).
Obra em casa e visita aos pais são ocasiões perfeitas para revivals. Aqui compartilho dois com vocês.
O Pequeno Químico, representado aqui pela caixa bem conservada, foi uma espécie de iniciação científica. Adorava misturar os elementos e ver as reações acontecendo. Ou colecionar mosquitos dentro dos tubos de ensaio para posterior análise em um pequeno microscópio que ainda existe em algum lugar.
O outro revival foi me deparar com meu primeiro iate. O Dolphin II é uma lancha equipada com potente motor a pilha e capacidade para uns 10 playmobils playboys. O único problema é que dita embarcação não possui quilha (aquela barbatana que fica embaixo dos barcos) e emborcou em sua viagem inaugural entre as margens leste e oeste de uma piscina. Pior: as dezenas de bandeirolas que adornavam o deck não eram à prova d'água. Um terrível erro de projeto.
Mais de 20 anos depois, já sem as bandeirolas, a lancha pôde voltar ao mar. Como se pode notar pelo enjoado passageiro de verde, a estabilidade do barco de bandeira britânica ainda não é das melhores.
Hoje é dia de cada blogueiro indicar outros cinco blogs para gerar uma inflação blogária e deixar todos os blogueiros podres de ricos com seus blogs. Logo, apresento aqui minhas cinco sugestões de blogs (eu já falei em blogs hoje?).
Então vamos às compras, digo, às dicas:
- Fotos da Sandy Pelada (http://rockdeindio.com/fsp/) Além de ter o melhor nome de blog do últimos tempos, é de um humor ácido, preciso e certeiro. Imperdível (aviso antes que seja tarde: o site não tem nenhuma foto da Sandy).
- Trizle (http://www.trizle.com/) A gente também precisa trabalhar, né? O Trizle beira a auto-ajuda corporativa, mas é tão bem escrito que você nem nota.
- Lista 10 (http://lista10.blogspot.com) Simples como o nome indica, é uma relação aleatória de TOP 10s sobre qualquer coisa. Tão bacana que tem até um texto aqui do Brogue... :-)
De todas as (belíssimas) instalações do bem-sucedido Pan do Rio de Janeiro, o Velódromo é a de futuro menos empolgante. Afinal, o ciclismo não é a paixão nacional e há chances de a pista de madeira da Sibéria nem ser homologada para competições internacionais. Portanto, cumpro aqui meu dever cívico propondo novas utilidades para o complexo de R$ 15 milhões:
1 – Um ofurô gigante – Venha escaldar-se neste belíssimo ofurô de madeira siberiana! Excelente para os moradores da Barra que se acham chiques demais para o Piscinão de Ramos. 2 – A maior arena de Beyblade do mundo – Lembra daqueles piões que foram febre alguns anos atrás e que disputavam lutas em arenas de plástico? Podemos entrar para o Guiness com a maior luta de piões do mundo!!!
3 – Uma roleta tamanho-família – Se um dia liberarmos o jogo (oficialmente, digo), que seja em GRANDE estilo. Imagine uma bola gigante girando pela madeira da Sibéria, girando, girando até... preto 17!
4 – O autorama – Se o autódromo foi desconfigurado para receber o complexo esportivo que abriga o Velódromo, que as corridas passem a ser disputadas nele. O Velódromo pode se transformar num circuito Oval para a Fórmula Indy de Autorama, ou talvez o Campeonato Infantil (até 5 anos) de Indy. O vencedor dá banho de Toddynho na equipe e agradece à minha mãe, ao meu pai e a você.
O site do longa-metragem dos Simpsons permite que você crie seu avatar simpsoniano. Pena que as opções de exportação não são tantas. Mas mesmo assim é divertido.
Esse cara aí é o Cassimpson, ou o mais próximo de mim que achei entre as opções. Não tem como fazer um avatar de óculos.
Aeroporto de Curitiba, 20h30. O vôo que sairia às 21h está uma hora atrasado. É o Método Áreo de Tortura a Passageiros, no qual certa companhia aérea com nome de carro 1.0 é mestre.
O laptop que eu trouxe não tem Wi-Fi. A bateria do E61 foi-se. O sentimento de desconectividade, isolamento e vazio espiritual é enorme. É como sair de casa sem a carteira. Ou com meias folgadas que teimam em ficar deslizando sob o calcanhar.
Penso em coisas para fazer em um aeroporto que não incluam blogar, googar a ermo, entrar no MSN, esvaziar a caixa de e-mails, ver vídeos idiotas no Youtube ou ouvir algo no Last.fm. Algumas idéias para passar o tempo off-line:
1. Escrever uma trilogia 2. Ler uma trilogia 3. Redigir posts off-line (é quase como mandar um SMS via Correios) 4. Entrar na Laselva e fingir que tudo é novidade na vitrine 5. Entrar na Laselva e contar quantos livros da série “Pessoas mancas boazinhas não ficam ricas” existem. 6. Multiplicar os livros de Lair Ribeiro pelos livros de Augusto Cury e dividir pelo total de livros do tipo “Entenda o Código Da Vinci”. 7. Jogar jogo da velha sozinho. E perder. 8. Redescobrir como é escrever à mão. 9. Perceber que papel e caneta não aceita copy and paste 10. Escrever uma trilogia à mão, para depois passar à limpo e postar no blog, para virar livro e vender na Laselva.
P.S. Hoje, um dia depois, enquanto posto, vejo que se não estivesse eu desconectado, poderia ter ouvido os sábios conselhos da Ministra do Turismo Martha Suplício e relaxado um pouco mais, ao telefone com a Sra. Cassano...
Você adoraria ter um toco de madeira de 30 cm em sua sala e dizer que ele foi moldado em você em tamanho natural?
Você acha que tem um perfil sofisticado? Então você merece um pirolette.
Pirolettes são uma réplica em madeira de tudo aquilo que não é você.
Não entendeu? Calma. Vamos tentar de novo.
É como se selecionassem seu rosto no Photoshop e depois dessem um "select inverse".
Não ajudou, né? Última tentativa.
Pirolettes são esculturas de madeira moldadas em seu rosto. Um molde de seu perfil é usado para dar forma à uma tora de madeira que gira sobre um torno.
O resultado é um belo objeto cuja sombra revela seu perfil. O preço da brincadeira? 150 dólares.
1. Pessoas que correm para sentar no metrô. 2. Ônibus que pára fora do ponto. 3. Taxista que puxa assunto. 4. Ônibus frescão com pagode-ambiente. 5. Gente que fecha todas as janelas se começa a garoar. 6. Gente que senta no banco de idosos. 7. Idosos que não sentam no banco de idosos e ficam em pé do nosso lado. 8. Idosos com crianças de colo que não sentam no banco de idosos e ficam em pé do nosso lado. 9. Nextel: a única teleconferência com 45 pessoas sentadas e 60 de pé. 10. Goteira em ônibus com ar-condicionado.
É com orgulho que o CIBT (Cassano Institute of Bizarre Technologies) anuncia o vencedor do troféu “Screen Saver” para a funcionalidade tecnológica absolutamente inútil mais bacana. Depois de analisadas diversas traquitanas, nosso favorito foi...
O recurso de S.O.S. dos celulares Walkman/ Cybershot da Sony-Ericsson
Trata-se de uma funcionalidade onde, por meio de um menu, você ativa a luz do flash para piscar em código morse! Três piscadas curtas, três longas, três curtas.
Sensacional, incrível para impressionar suas tias em jantares de família e para testar as habilidades dos vizinhos escoteiros. Mas que dificilmente você lembrará de usar se ficar perdido na Floresta da Tijuca durante uma tempestade de granizo.
Parabéns Sony-Ericsson por essa deliciosa e inútil tecnologia! O CIBT aprova!
De carro ou de ônibus? Dou o lugar ou finjo que durmo?
Tenho me divertido com um programa de organização de idéias chamado FreeMind. Ele é útil também para se desenhar árvores de sites e coisas assim.
Para demonstrar como ele funciona, segue um modelo mental que mostra o quão complicado é sair de casa para o trabalho todos os dias. Tente refazer mentalmente seu trajeto diário. Sugestões são bem-vindas.
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Deve ser a radioatividade, a quantidade de celulares lá em casa ou algo na água. Sei que minha pequena varanda é quase um laboratório botânico.
Aqui você pode ver uma legítima Gérbera gêmea. A flor nasceu com caules siameses, e com flores que não se dão. Fica uma virada para cada lado. Dizem que é bem raro.
Aqui se vê as gérberas gêmeas em seu lugar de destaque na mesa, em cima do vaso cheio de trevos de quatro folhas. São tantos que resolvemos comercializá-los. Se quiser ser um dos primeiros a comprar este legítimo e ecológico talismã, fale comigo.
O título deste post tem seis palavras, mas não é um conto. O que, então, faz com que uma frase de seis palavras seja um micro-conto? O fato de, magicamente, elas terem uma história, uma ação, um sentimento, uma imagem na mente, a imaginação do que se sucede ou do que aconteceu antes... experimente. Crie os seus!
As instruções de emergência nas aeronaves nunca me pareceram completas o suficiente para lidar com todas as situações. Afinal, "pouso na água" é algo bem genérico. Que água? Onde? Com quem? Por isso, recorri ao inesgotável interesse humano por acidentes com aviões para trazer um pouco de luz a esse tema tão em queda, digo, em alta.
Encontrei isso revirando documentos antigos na pasta Meus Documentos. Pode salvar sua vida em momentos de pânico:
Milk shake de Ovomaltine
Ingredientes:
4 colheres (sopa) bem cheias de Ovomaltine Chocolate 100ml de leite gelado (=1/2 copo) 4 bolas de sorvete de creme bem consistente
Modo de preparo: Bata o sorvete com o leite no liquidificador, até adquirir uma consistência cremosa. Acrescente o Ovomaltine Chocolate e bata rapidamente. Beba em seguida antes que os flocos crocantes se dissolvam.
Helen Sue acordou deprimida, magneticamente atraída pelo frasco repleto de Prozacs. Fechou os olhos, apertou os dedos sobre a colcha de cetim azul-turquesa, encheu o pulmão de ar e gritou para que todos os seus neurônios pudessem ouvir:
– Eu posso ser amada! Eu serei amada! Eu... serei... amada!!!
Então fez escova. Maquiou-se como se fosse a um casamento. Depois de quinze trocas, escolheu a sua roupa mais matadora. Pegou sua bolsa e foi para a rua.
Parou no ponto de ônibus, girando sobre o próprio eixo para evitar que o vento estragasse seu penteado. Fez sinal. Então sentiu alguém tocando de leve sobre seu ombro. Mal se virou, e uma voz masculina, firme, forte e destemida fez a pergunta. Não uma pergunta qualquer, mas a pergunta pela qual Helen Sue havia esperado por toda sua triste vida:
– Você acredita em amor à primeira vista?
O coração disparou. 100, 200, 300, um milhão de batidas por minuto... seu coração poderia fazer o ônibus que parara em vão para Helen dar a volta na Lua e voltar. O homem era lindo, e a olhava fixamente nos olhos esperando por uma resposta, que veio num grito a plenos pulmões:
– Sim! Sim! Acredito!
Então ele marcou um “X” num formulário sobre uma prancheta, agradeceu educadamente e foi embora, com seu crachá do Ibope.
Começa temporada de observação de baleias na República Dominicana
Depois do discurso bombástico de Graziele Massafera, nos chega outra notícia bombástica. Desmarque todos os seus compromissos. Cancele seu casamento. Tranque a faculdade. Não compre carro este fim de semana. Afinal...
“Começa temporada de observação de baleias na República Dominicana”
As baleias jubarte, aquelas que, imitando a Daniela Cicarelli, se reproduzem no mar, perto de Abrolhos (BA), passam as férias de verão na República Dominicana, provavelmente atraídas pelo câmbio favorável.
Incrível é saber que as três mil baleias jubarte que migram para as águas dominicanas todo verão, fugindo dos trios elétricos da Bahia, são filmadas e fotografas em suas estripulias aquáticas – que incluem saltos e acrobacias – e nenhum dos cetáceos jamais processou o YouTube. Um exemplo de espírito esportivo e visão de futuro.
Ao visitar o recanto das baleias, Samaná, o turista ainda pode descobrir outra fantástica característica do local: a maior densidade de coqueiros por metro quadrado do mundo. Maior inclusive do que a densidade de vendedoras de acarajé em Salvador.
Um pacote para a República Dominicana (que entre todas estas atrações ainda tem a qualidade de estar a milhares de quilômetros de Porto Seguro) custa em torno de US$ 1.649, nas melhores agências de turismo do mercado. Boa viagem!
Finalmente podemos parar de ocupar nossas cabeças com bobagens como o Iraque, o aquecimento global, a aposentadoria do Coronel Marco ou as milícias no Rio de Janeiro.
Começou o Big Brother Brasil 7!
Para brindar esse momento de eloqüente regozijo cerebral, e nosso tão auspiciado encontro com estes primorosos cérebros do povo brasileiro, reproduzo o discurso proferido há alguns minutos (são 22h50 da noite de estréia do BBB7) pela ex-Big Brother e atriz global Grazielle Massafera, para dar as boas-vindas aos novos participantes:
"Acho que vocês devem aproveitar bem estes três meses, para quem ficar os três meses, claro, e encará-los como umas férias e uma oportunidade de exercitar o auto-conhecimento de si mesmo"
Você sabe que virou um monstro capitalista quando:
1 - Não conquista as mulheres. Faz uma aquisição hostil. "Ontem dei um take over naquela gata..."
2 - Depois do take over, você não pede a mulher em casamento. Você apresenta uma proposta de fusão.
3 - Você faz declarações de amor em power point
4 - Você recicla as declarações que fez para a ex-namorada para ter "ganho de escala".
5 - Você pára de dar "bom dia" porque se todos derem "bom dia" o valor de mercado de um "bom dia" vai cair. E ninguém merece um "bom dia" que não vale nada.
6 - Você faz as finanças pessoais em Excel mas se auto-engana com maquiagens fiscais.
7 - Você distribui sopa aos pobres mas antes chama o sogro e a sogra para testemunhar seu marketing social.
8 - Você pega o ônibus no ponto final para poder vender o lugar sentado para velhinhas e gestantes.
9 - Você compra ações da Sinaf sempre que há crise na Saúde.
10 - Contesta o "racha" na conta do bar alegando que comeu menos batatas-fritas que o resto do grupo. E guarda algumas para vender aos amigos depois que a conta já estiver fechada.
Enfim, o fim de tudo. Confira agora o derradeiro capítulo da saga colaborativa mais confusa da galáxia. Se tiver perdido o fio da meada, baixe o PDF completão com o texto completo do conto escrito por mim e por Leonardo Paiva.
Capítulo 15 – Todo fim tem um começo (e vice-versa)
Balbúrdia. Todos querem falar ao mesmo tempo. Bolinhos de chuva voam pelo espaço sideral. Pedaços de Belo Horizonte flutuam pelo nada, rodopiando serenamente sobre a imensidão estrelada. Parece o cenário do fim do mundo, mas não é. Na verdade, é o cenário de dois minutos depois do fim do mundo.
A Assembléia reúne a cada Aeon todos os departamentos, diretorias, gerências e sub-suplentes envolvidos na reformatação dos planetas alinhados à Corporação. Miguel, ainda vestindo o corpo de um mexicano caliente, discute calorosamente com o corpo furado de bala de Suzanne Cooper. Rose Shelley circula pelo ambiente, completando xícaras de chá que bóiam sobre o éter, oferecendo bolinhos que volta e meia cismam de sair voando de sua bandeja.
Um bebê brasileiro protesta com a boca cheia de guloseimas, e farelos voam pela galáxia. Johnny Hellmont, no corpo de Johnny Hellmont, tenta se livrar do bebê sem-nome de Vanildo e Amarilda, que questiona seus métodos para influenciar o resultado da formatação. Caminha pelo nada até bater de frente com um africano com longas tranças grisalhas. Olha para Yohana, dá meia volta, estica a perna para passar por cima do bebê e caminha para perto da Mesa da Presidência. Sobre a mesa, uma galáxia em forma de olho gira solenemente.
– Protesto! As máquinas foram beneficiadas! – brada um dos bebês queimados por Suzanne. – É. Nós nem tivemos chance!!! É a primeira vez que isso me acontece... – pondera outro bebê. Johnny pega três estrelas do firmamento e começa a fazer malabarismos. – Contra o estatuto reformulação está – afirma Yohana, batendo com seu cajado sobre Júpiter. – Topetudo descumprir regulamento. – Que descumpri o quê, ô Steven Seagall. Não tinha que tacar um neném no vulcão? Taquei um neném no vulcão. Não tinha que explodir o planeta? Então explodi... – REFORMATAR. Silêncio. Quando Ele fala, é bom escutar. A galáxia em forma de olho prossegue: – REFORMATAR É O PLANO. REFORMATAR É O PROCESSO. NÃO DESTRUIR A CRIAÇÃO. ALGO SAIU ERRADO. – Eu disse! – gritam uns três. – Eu sabia! – berram outros dois. – Eu disse que sabia! – bradam os demais. – Quem quer mais bolinho? – pergunta Rose Shelley. Johnny olha para a galáxia em forma de olho. Acha que reconhece aquela voz de algum lugar, mas não se lembra de onde. – Quem é o rosquinha, hein? – SOU O CRIADOR. DE TUDO. MÁQUINAS E HOMENS. PLANETAS E ESTRELAS. PARA VOCÊ, SOU HÉLIX – Helinho, camarada... bem que tava te reconhecendo... você deu uma engordada né, mas ficou bem legal... – CALE A BOCA. – Tá. Valeu.
Johnny recua até perto de Europa (a lua de Júpiter, não o continente, que nesse exato instante entra em órbita ao redor do Sol nas vizinhanças do Cinturão de Orth). A balbúrdia recomeça. Todos os representantes de departamentos estão visivelmente contrariados.
– Olhem só para isso!!! Era para termos recomeçado tudo numa boa, tranqüilos... – explana o bebê de Vanildo e Amarilda, fumando um charuto. – nem naquela Era Glacial que o Departamento de Clima e Expectativas criou por engano foi tão problemática! – O bebê brasileiro, representante do departamento de Clima e Expectativas, partiu para cima do outro, sendo erguido pela fralda por Miguel. – Olha galera... o papo aqui tá bom, o chazinho tá maneiro, né gatinha?, – diz o anjo mexicano, dando uma piscada de olho para Rose Shelley – mas eu tenho mais o que fazer... tem um zilhão de planetas por aí com porrada comendo solta e com umas mulheres... hmmm... de outro mundo.... anh... er... arram. Então? Dá para decidir ou tá difícil?
Silêncio. Se o momento é de decisão, isso é tarefa para o chefe. Hélix se manifesta.
– QUANDO JOHNNY JOGOU SEU BEBÊ NO VULCÃO, OUTROS DOIS BEBÊS, QUE LUTAVAM PRÓXIMO AO CUME, TAMBÉM CAÍRAM DENTRO DELE. ISSO CAUSOU A INSTABILIDADE TEMPO-ESPACIAL. Silêncio de novo. Todos esperam que Hélix conclua seu pensamento, até porque a instabilidade tempo-espacial explica muita coisa mas não resolve nada. – E? –Johnny se atreve a perguntar. – E, POR ISSO, A REFORMATAÇÃO NÃO VALEU. – Recomeçar processo Hélix precisa –argumenta Yohana. – E sem interferências. – Completa, olhando para Johnny, o “Deus das máquinas” de Hélix, que apesar de sua obrigação de isenção parece ter mexido seus pauzinhos mágicos para determinar o final de uma história que fugiu até mesmo a seu controle. – COMO QUISEREM. SEM INTERFERÊNCIAS. SESSÃO ENCERRADA.
* * *
O Sol brilha com força sobre o deserto. O mamute bebe água tranqüilamente numa poça ao lado de um cactus gigante quando vê um brilho estranho sobre a superfície da poça. Olha para frente e leva um baita susto quando vê um mexicano correndo atrás de uma neanderthal com uma espada flamejante nas mãos. O mamute ergue seus chifres, recua e esbarra no cactus gigante, saindo em disparada.
As passadas do mamute apressado fazem a caverna de Vanildo Sapiens e Amarilda Sapiens tremer. Com isso, o desenho de pequenos morcegos (que obviamente ainda não surgiram na cadeia evolucionária) que Vanildo faz na parede fica total e completamente borrado. Ele sai para ver do que se trata.
Amarilda o segue, curiosa. O mamute passa por eles e some no horizonte. Vanildo pede a Amarilda que busque água no riacho que passa em frente à caverna. Ela obedece. Quando se abaixa, se encanta com formas coloridas que começam a surgir na superfície. São galáxias, que giram e rodopiam sem parar. Então aparece uma grande galáxia em forma de olho.
Amarilda gosta do que vê. E aquela imagem a inspira a criar coisas. Não pinturas na parede ou roupas com pele de tigres dente-de-sabre. Coisas com madeira, com pedra. Coisas mecânicas. Então ela se levanta e começa a imaginar que uma pedra redonda poderia ajudar a carregar coisas de um lado para o outro. E que uma pedra pontiaguda presa a um pedaço de madeira poderia dar uma boa ferramenta para cortar coisas. Ela se levanta e começa a maquinar mais invenções. Na outra ponta do Cosmos, uma galáxia em forma de olho sorri.
A informação está no pé de uma matéria de Reinaldo José Lopes, do portal G1 (leia aqui), sobre mamíferos malandros que planavam de árvore em árvore para tirar onda com a cara de dinossauros.
Ao mencionar outros mamíferos de responsa, o repórter cita o grandalhão Repenomamus, que tinha quase um metro e... pasmem!... comia bebês dinossauros.
Eu devia estar dormindo, contando pterodáctilos, quando esta notícia saiu. Fato é que ela soou como novidade para mim, e uma novidade daquelas.
Quantas vezes nos achamos pequenos demais para dar conta dos problemas que caem feito meteoros sobre a gente? Siga o exemplo de nossos ancestrais. Quando um T-Rex vier pela proa, tome a dianteira e coma o calango-gigante enquanto ele ainda é bebê.
Repita consigo mesmo: "eu sou mamífero e não desisto nunca".
Com determinação e dentes afiados, a gente come até dinossauro.
Eu tenho medo do meu corredor. E não tenho vergonha de confessar isso. Desde que a Regina Duarte assumiu fazer pipi nas calças por causa do Lula (e, coitada, ela estava certa), ninguém mais vai ao psicanalista para assumir seus medos. Eu tremo nas bases com meu corredor, pronto. Falei.
Explico. O andar onde vivo é um tanto quanto deserto. E de meu apartamento até a lixeira, do outro lado do prédio, é preciso passar por cinco portas, de madeira e aquelas de metal corta-fogo. O pior é quando elas se fecham atrás de você, fazendo um barulhão e deixando você preso num cubículo escuro com as mãos ocupadas segurando sacolas do Carrefour cheias de resto de Danoninho e papel higiênico usado.
Por isso, para homenagear meu medo e (a)testar a (falta de) popularidade deste blog, resolvi lançar um desafio a meus leitores e aos colegas blogueiros. "Você tem medo do quê?"
Comente aqui embaixo, ou produza sua própria "arte contra o medo". Você tem medo do quê? O meu está aqui, em vídeo. E em duas versões. Uma ao natural, e outra na versão "o terror, o terror", com sonoplastia e trilha sonora. Assustadora. Confira!
Agradecimentos:
À construtora do meu prédio, por ter criado um corredor sinistro
À Sony Ericsson, por ter criado o K750i, uma pequena jóia da tecnologia
À minha mãe, ao meu pai e a você.
Á Jerry Goldsmith, por ter composto a faixa The Door para o filme Alien.
Os vídeos:
Meu corredor me dá medo (Original Version)
Meu corredor me dá medo (Horror Version)
Se você também tem medo de corredor e quiser fazer um mash up (misturada) com esse aqui, baixe aqui os arquivos originais sem sonoplastia (AVI, 6 Mb) e com sonoplastia (MPG, 7 Mb).
Paul Manger é um neurologista sul-africano. Segundo reportagem na edição de 18 de agosto de O Globo, ele chegou a uma conclusão assustadora: golfinhos são estúpidos. Tapados. Burros. Ignorantes. Toscos. Imbecis. Mobral total. Zé arruelas. Ou seja, mamíferos aquáticos desprovidos de qualquer intelecto.
Tal conclusão desafia o senso-comum de que a família de Flipper é, na verdade, super-hiper-inteligente. Até o gênio Douglas Adams baseou sua saga O Guia do Mochileiro das Galáxias no fato de golfinhos serem inteligentemente sabidos pra caramba.
Paul Manger acha que golfinhos são estúpidos porque eles não pulam de suas piscinas acrobáticas em Miami. E também porque seu cérebro tem mais enchimento do que neurônios. Mas isso é detalhe.
Então venho aqui desmascarar esse impostor de Paul Manger e provar que ele está errado. Seus argumentos são totalmente desprovidos de sentido. Parecem idéia de golfinho, digo, jumento. Pois vejamos:
1 – O homem é considerado um animal inteligente. Logo, deve agir de forma radicalmente diferentes de golfinhos.
2 – Mesmo assim, milhões de imigrantes ilegais comeriam peixe cru todo dia justamente para poder entrar na piscina dos golfinhos de Miami, morar lá e arrumar um emprego como taxista. Ou seja: quem pode condenar os golfinhos por não tentarem fugir da piscina se humanos matariam a Deborah Secco para estar lá?
3 – Paul Manger diz que qualquer animal inteligente, se ficar dentro de uma caixa, tentará escalar suas paredes para subir. Ora, quem já viu humanos tentando escalar a parede de elevadores? Ou pulando da janela de seus empregos enfadonhos? (ok, ok... esse item acontece vez em quando).
4 – E quantos humanos que você conhece conseguiriam nadar em círculos em alta velocidade, dar saltos acrobáticos por dentro de bambolês e ainda correr de costas sobre a água batendo palmas e comendo peixes crus?
5 – Por fim, a suprema injustiça. Imbecis mesmo, toscos, mobral, ignorantes e burros são, para mim, os cavalos. Ser mais subserviente não existe. Eles são irritantes. Você amarra um cavalo de uns 200 quilos num vareto e ele vai ficar a noite toda ali, na chuva, ou de dia sob um sol inclemente. Nem uma sombra o eqüino procura. Ele não argumenta, não questiona.
Cavalos nunca nadariam de costas sobre a água batendo palmas e comendo peixes crus. Logo, deixem os golfinhos em paz! Burro mesmo é o cavalo.
Um canivete é um objeto de metal perfurocortante. A chance de chover canivetes é 45% menor do que a possibilidade de chover mamonas e 20% maior que ocorra uma precipitação de cetáceos (baleias) azuis. Portanto, é praticamente impossível que chova canivetes, mas o homem moderno, heterosexual, metrosexual, retrosexual ou naoseisexual precisa estar preparado para um evento como este. Seguem cinco dicas rápidas para sobreviver a uma chuva de canivetes e, melhor, ficar rico com isso.
1. Credencie-se como revendedor da Sky. Invada o quintal do vizinho. Pegue sua antena parabólica e use-a como guarda-chuva. Depois venda uma assinatura da Sky para ele (se seu vizinho tiver sobrevivido à chuva de canivetes, claro). 2. Abra uma farmácia. Especialize-se em vender band-aids. Suspenda todo e qualquer tipo de delivery. 3. Se você for CDF, aprenda a andar plantando bananeira. 4. Enquanto todo mundo ainda estiver em pânico, vendas as suas ações da Victorinox e da Tramontina. Afinal, quem vai comprar facas ou canivetes depois disso? 5. Plante alface. Após a tormenta de canivetes, os únicos animais de estimação que estarão vivos serão as tartarugas. E elas vão precisar comer alguma coisa, certo?