Brogue do Cassano
 

26 Agosto, 2008  

Não gosto de mídia social

É verdade. Não gosto. Do nome. Cansa a quantidade de vezes em que temos que explicar que mídia social não tem nada a ver com ONGs, abraçar árvores ou apoiar a pastoral do menor. E social tem, pra nós brasileiros, essa eterna associação humanitária-assistencialista.

E o problema não termina aí. Mesmo quando as pessoas entendem o social pelo lado de “fazer social”, ou seja, de coisas que se faz junto de outras pessoas, há quem interprete o “mídia” como sinônimo de “aquilo que os profissionais que trabalham com Excel fazem para publicar ou veicular em revistas ou TV a criação dos criativos”. Há muita gente que entende mídia social simplesmente como uma opção barata e moderna ao banner. Ou ao quadradinho no jornal. Ou à meia página. Ao spot de 30 segundos.

Não vou dizer que a mídia social não ajude nesse sentido. As ações de seeding, que a cada dia chegam mais, são isso. Alguém cria um produto ou campanha e recorre às agências de mídia social para escoar essa mensagem como parte do plano de mídia. Já fiz isso pelos dois lados (pela agência que cria e pela que escoa) e a coisa existe e, quase sempre, funciona.

Mas mídia social é mais que isso. Muito mais.

Pra começar, mídia social é uma tradução meio capenga. Melhor seria “meio social”, no sentido de ecossistema social. Ou mesmo de sistema social, porque as redes sociais nada mais são do que sistemas onde todo mundo é administrador. Onde as conexões são feitas entre pessoas e não máquinas. O meio social é a matrix.

Mídia social pressupõe olhar a relação mensagem-consumidor-produto de forma radicalmente diferente. Matricial e complexa no lugar de linear. Pressupõe, portanto, repensar o lugar do consumidor na cadeia produtiva. Ele sai da ponta para estar presente de ponta a ponta. Isso vale pra publicidade, é claro, mas também para tudo quando é “P” do marketing.

Mídia social pressupõe repensar o papel dos veículos. Repensar o papel do mídia. E também da criação. Como é que você quer que a agência de mídia social propague um conceito ou produto que tem problema? Ou que é ótimo, só não foi pensado de forma a ser facilmente propagável?

Montar uma estratégia de mídias sociais é botar na equação uma complexa soma de fatores (quem serão os vetores, em que contexto, por que motivos) e criar uma rede de canos. Aí você fica prontinho, com seus canos a postos, esperando as esferas que o cliente ficou de entregar. Então o boy da empresa chega com um pacote cheio de cubinhos e fala “propaga aí”. Não rola. Os cubinhos vão ficar paradinhos entupindo teu cano e, depois, é você que entra por ele (e entala). Quando a estratégia de mídia social permeia desde o início da campanha, é melhor. Desde o início do produto, é ótimo.

Isso é mais que abraçar árvore. É mais que panfletar mensagens. Adoraria se tivéssemos um outro nome para “mídia social”. Um que fosse digno do tamanho daquilo que ele representa.

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22 Agosto, 2008  

Boba Fett dançando Flashdance

É. Isso aí. O vídeo fala por si.


Dica do Fábio Nakane, via Vox Nerduli.

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20 Agosto, 2008  

Primeira cruzada temática da blogosfera brasileira

Jabá: Quem tentou pronunciar Youtube? Qual o mamífero mais odiado do twitter? Que blog tem nome de réptil desdentado? Teste seus conhecimentos e divirta-se no COQUETEL mais cyber que você já viu.
Cruzada dos Blogs COQUETEL

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18 Agosto, 2008  

Relatório da McCann sobre redes sociais



09 Agosto, 2008  

Contatos imediatos com um Sony Ericsson Xperia X1

Tive a oportunidade de colocar as mãos em um dos dois únicos exemplares no Brasil do próximo smartphone da Sony Ericsson, o esperado Xperia X1, primeiro exemplar de uma nova linha, que virá se juntar às bem-sucedidas franquias Walkman e Cybershot.

O Xperia é o “iPhone Killer” da Sony Ericsson. Para isso, conta com uma tela sensível a toque com incríveis 800x480 pixels. Sim, o celular tem uma tela VGA widescreen, meus amigos. Dá para se ver um DVD com perfeição.

O exemplar que pude futucar era ainda um protótipo, e por isso nem tudo estava funcionando. Pude ver o Windows Mobile em ação (normal, sem grandes customizações, ao menos na versão do protótipo). Mas a interface de seleção de aplicativos, um mosaico com 9 thumbnails das telas estava lá, dando um ar super fashion pro bom e velho alt-tab.

Mas, sem dúvida, o ponto alto do aparelho está no lado de fora. Não que processamento, memória e funcionalidades não sejam generosos, mas é que a aparência e a ergonomia do X1 são fantásticas.

Pra começar ele é pequeno e leve, apesar da tela enorme. E seu fundo apresenta uma curvatura que faz com que ele se encaixe nas mãos. O tecladinho deslizante é suave e fácil de se utilizar. Não fica devendo em nada aos Nokia ou HTC com teclados.

Pena que era apenas um protótipo e, mais ainda, que não era meu. Ficou gostinho de quero mais.

Veja mais sobre o Xperia X1 no GSM Arena

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05 Agosto, 2008  

Quantos smurfs são necessários para se fazer uma medalha de ouro?

Em tempo de Olimpíadas, o CIBT (Cassano Institute of Bizarre Technologies) foi buscar a solução para um enigma que tira o sono de milhões: quantos smurfs são necessários para se fazer uma medalha de ouro?

MedalhasFomos além. Como chinês come cachorro, criancinha, polui o mundo e falsifica tudo o que encontra pela frente, muito provavelmente todas as medalhas do maior espetáculo da Terra terão sido feitas de simpáticas pessoinhas comunistas dissidentes azuis. Então, calcularemos o TOTAL de smurfs consumidos na epopéia atlética.

Uma medalha olímpica pesa 150 gramas. Destes, 6 gramas são de ouro. Para todas as medalhas distribuídas este ano, são necessários 13 Kg de ouro.

Aí começam nossas contas. Muitos acreditam que seis smurfs são suficientes para se criar uma poção que transformaria qualquer quantidade de metais em ouro. Ora, você, eu e o Paulo Coelho sabemos que seis smurfs no liquidificador não enchem nem um milkshake de Smurfmaltine, logo jamais renderiam quantidade suficiente para fazer 13 Kg de ouro.

smurfPortanto, seguiremos a mesma teoria por trás do Grande Colidor Gargameliano de Hádrons: cada smurf rende seu peso em ouro.

Imaginemos que cada smurf pesa o mesmo que um camundongo, ou algo em torno de 15 gramas.

Logo, chegamos à seguinte fórmula:

Ts = OM / PS, onde

Ts = Total de Smurfs;
OM = Ouro necessário para medalhas; e
PS = Peso de um smurf saudável.

No que temos:

Ts = 13000 / 15
Ts = 867

867 smurfs mortos em nome da paz? Da união dos povos? Da Visa, único cartão aceito em Beijing?

Isso se o processo não sofrer alguma das intervenções abaixo:

1) Ocorrer sob gestão do Maluf:
- Nesse caso, deve-se adicionar 10% ao total de smurfs necessários, o que aumentaria o número para 954 smurfs.

2) Ser conduzido por um blogueiro:

- Nesse caso, o resultado seriam 867 smurfs, dois mil comentários e 15 geladeiras USB.

3) Ser conduzido pelo Poder Executivo Federal:
- Nesse caso, os números seriam arredondados para facilitar a conta, o que daria 1.000 smurfs e um discurso iniciado por: “Nunca na história desse país tantos smurfs...”

O CIBT está aberto à colaboração popular, com outras diferentes variações para o cálculo dos smurfs consumidos nessa Olimpíada. Você pode mandar sua teoria nos comentários ou via twitter, com a tag #smurfs.

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01 Agosto, 2008  

10 coisas que você NÃO deve fazer com um sabre de luz

10 coisas que você NÃO deve fazer com um sabre de luz
1. Palitar os dentes
2. Fazer a barba
3. Tirar meleca
4. Sexo
5. Praticar salto em altura
6. Usar como barreira numa prova de 400m
7. Fazer o "Eu te nomeio Sir Fulano de Tal" em alguém
8. Fazer piercing
9. Comer comida japonesa (no caso, com dois sabres de luz)
10. Fazer malabarismo em sinais de trânsito

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29 Julho, 2008  

O Twitter e as redes sociais efêmeras

Baleia do TwitterA rede muda o tempo todo, como blocos de gelo se movendo sobre o mar gelado. Nesse sentido, o Twitter é a ponta de outro iceberg que esse organismo vivo e mutante que é a internet se prepara para jogar sobre nossas cabeças.

Não porque inaugura a era das conversas, idéias, discussões e manifestos em 140 caracteres (nunca imaginei que coubesse tanta coisa em tão poucas letras). Nem porque revela novos formadores de opinião e deliciosos usuários fake (o Oscar do Twitter para o @darthvader, por favor).

Na verdade, é por tudo isso que o Twitter é um iceberg desgovernado pilotado por um mamute míope, mas sobretudo por uma característica peculiar: ele é uma rede social diferente em sua estrutura, em sua mecânica e nos vínculos que unem seus membros. Pois vejamos:

Gráfico de seguidos e seguidores do Twitter- É unilateral: Ao contrário das redes sociais convencionais, o vínculo de amizade no Twitter é fraco. Para começar, não se pede autorização para se seguir alguém. Você segue, e ponto. Nem escolhe quem vai segui-lo, embora ainda possa bloquear pessoas. Isso muda tudo. Primeiro porque não há tantos escrúpulos em se deixar de seguir alguém. Excluir alguém de seu Orkut é dramático. Rende até música. É quase como rasgar fotos ou arranhar o vinil do Odair José do outro. “Desseguir” alguém no Twitter é normal.

Ainda por ser unilateral, cria figuras diferentes. No lugar dos dois extremos (solitário e popular), temos as diferentes gradações. Tem os seguidores natos, que praticamente ouvem e nada criam. Há os formadores de opinião, com poucos seguidos e milhares de seguidores. E há os neutros, onde boa parte dos seguidores na verdade estão retribuindo a gentileza de serem seguidos. No mundo das redes sociais, onde status é a moeda corrente, isso muda tudo.

- É totalmente estruturada em seus membros: Não existe um portão da comunidade entre o público externo e seus membros. O sentimento de que se está “dentro do Twitter” é diferente de o sentimento de se estar “dentro do Orkut”. Além disso, sua extrema simplicidade difere do ambiente cada vez mais repleto de aplicativos das redes sociais convencionais. Ele é simples e direto.

Tela do TwitScoop- É uma rede efêmera: Esse é um dos pontos que mais me fascinam e em que mais aposto no longo prazo. O uso das tags (palavras iniciadas com #) permite que comunidades se formem de forma instantânea e efêmera enquanto o assunto (um evento, um meme, uma pessoa) estiver em voga. É o que acontece durante transmissões esportivas, por exemplo.

Usando a busca do próprio Twitter (o antigo Summize) ou outras ferramentas, os usuários iniciam um diálogo “maluco” onde não há um interlocutor definido. É como se ilustres desconhecidos subissem em seus telhados e gritassem com megafones frases sobre um assunto específico. E eles ouvirão uns aos outros, falarão ao mesmo tempo e, com boa vontade, vão acabar se entendendo.

Em nenhum momento eles necessariamente estabelecem vínculos entre si (amizades), nem com o tema (comunidades). Quando o assunto morre, cada um desce de seu telhado e a rede se desfaz.

O que ficam são os seguidos e seguidores que podem se formar e o histórico da conversa, publicado nas páginas de cada participante. Mas, salvo na busca pela tag, isso permanece de forma totalmente dispersa. Para quem olha a parte, e não o todo, há apenas fragmentos sem sentido completo.

Isso tem grande impacto em como entendemos as redes sociais, os papéis das comunidades e especialmente em como quantificamos isso em nossos sistemas de mensuração. Que métricas precisaremos desenvolver para capturar isso?

O Twitter não é o fim. Mas ele é um modelo para as redes sociais do futuro que, no rastro da abertura permitida pelas APIs de integração inter-redes, serão cada vez mais abertas, transparentes, multiplataformas e efêmeras. Redes sociais sem muros nem membros, mas com milhares de construtores.

É fascinante esse mundo onde o chão é sólido como gelo. Que nosso mamute míope não encontre muitas baleias em seu caminho.

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25 Julho, 2008  

Manah Manah + Cake + Stars Wars = Nível Nérdico máximo

Os muppets cantam Manah Manah.

O Cake regrava Manah Manah.

Alguém faz um compiladão da trilogia original de Star Wars em 3 minutos.

Esse alguém bota o Manah Manah do Cake como trilha.

Sensacional.

Nível nérdico máximo atestado pelo CIBT (Cassano Institute of Bizarre Technologies).

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15 Julho, 2008  

Coleção de trocadilhos infames com o Twitter

- Sabe a banda favorita do Twitter? Twitted Sister.
- E a série favorita? Twittlight Zone.
- Cantiga de ninar? Twitt twitt little star.
- Produtora de filmes favorita? Twitthieth Century Fox (by @sergiokeller)
- Atriz-twitteira? Twitneth Patrol
- Modelo Favorita? Twitggy (by @sergiokeller)
- Cantor esquisitão? Twiggy Pop
- Monstrinhos que se reproduzem com comida? Twemlins
- Top model brasileira? Twittele Bündchen
- Ursinho favorito? Twinnie , the Pooh (by @sergiokeller)

Sabe de mais trocadilhos? Mande para @rcassano no twitter que eu atualizo a lista aqui.

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14 Julho, 2008  

Trate bem seu amigo designer

Se você é designer, ótimo. Se não, trate de ficar amigo de um. Descobri que eles são a verdadeira força oculta do mundo. Maçonaria? Opus Dei? Máfia? Que nada. Os designers são o verdadeiro clube da luta.

Clube da Luta Eles estão por toda parte, todos se conhecem e são regidos por rígidas regras de conduta. É um grupo mais unido que motoboy e blogueiro. E eles sabem o que todas as empresas do mundo estão criando, sabem todas as técnicas das agências para influenciar, manipular e dialogar com as pessoas. Eles sabem tudo! E como estão constantemente trocando de emprego uns com os outros, garantem sempre uma informação fresquinha para o Clube.

Não há como esconder algo de um designer. Não tem projeto secreto. E, principalmente, não há como escapar quando eles colocarem bombas no prédio da Mastercard. Pelo menos se você for amigo dos designers eles provavelmente não vão urinar na sua sopa.

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06 Julho, 2008  

LiveChart: e Twitter: uma outra Formula1

Foi pelo Twitter que descobri uma outra forma de acompanhar as corridas de Fórmula 1.

Ligar a TV e abrir, no computador, o www.formula1.com.

O site oficial da FOA traz o acompanhamento em tempo real da prova, com todos os tempos, trecho a trecho e comentários (melhores que os do Galvão). Uma das funcionalidades, o Lap Chart, é uma fantástica forma de visualizar a prova, na forma de gráficos.

LiveChart F1Sabe aqueles dados todos que o Galvão diz por ser amigo pessoal e camaradão de todos os odões da F1? Tá tudo lá, pra qualquer zé mané com conexão à internet.

Diga "eu já sabia!" toda vez que o Reginaldo disser: "Massa mais rápido que Hamilton no segundo trecho..."

E, pra completar, a turma-geek descobriu como transformar a F1 num evento colaborativo. Você vê pela tv, acompanha via Formula1.com e comenta pelo twitter. Basta usar e seguir a tag #F1.

Siga o Brogue no Twitter.

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04 Julho, 2008  

O papel social dos blogs e a polêmica do "blog de aluguel"

O papel do jornalismo é levar informação e opinião para as pessoas.

Blogs não são jornalismo. Ou pelo menos não têm a menor obrigação de ser. Mas cada vez mais pessoas confiam nos blogs como fonte de informação.

Vocês se lembram por que os blogs cresceram? “Porque eram feitos por pessoas apaixonadas e não estavam sujeitos ao viés editorial da grande imprensa”. Foi a liberdade, a autonomia, que fez a blogosfera crescer.

Não porque traz reportagens apuradas por isenção, mas porque o blog é, em essência, opinativo.

E você confia numa opinião de uma pessoa física (vulgo ser humano), mas não de uma pessoa jurídica. Por quê? Não sei. Algum complexo capitalista/colonizado de que “pessoas são boas” e “empresas são más”.

Mas fato é que as pessoas pensam assim, concordemos ou não. E isso fez a blogosfera florescer, com sua enorme gama de gente incrível falando coisas fantásticas e gente idiota falando bobagem.

Mas aí uma coisa aconteceu. Os blogs - tão sem querer como artistas que de repente viram celebridades e se fascinam/espantam com o assédio – tomaram o papel social da imprensa de formadora de opinião.

O que faz um jornal ser um jornal? A estrutura administrativa da empresa? O poder de escrever coisas e imprimir em papel que suja a mão? Ou uma instituição com um papel definido na sociedade?

Quem assume – querendo ou não – um papel na sociedade arca com os ônus e os bônus disso. Preservar a integridade dessa relação é um deles.

Isso significa que devemos todos ser blogueiros filantrópicos-budistas-marxistas? Que devemos nos benzer ao ver uma nota de R$ 100? Chamar a polícia cada vez que um “mimo” chega na caixa de correio?

Não. Todo mundo tem o direito de ser reconhecido (financeiramente, inclusive) por aquilo que faz bem. E se isso acontece com um blogueiro, é porque ele passou a fazer parte de um mundo não de pessoas físicas, mas de pessoas jurídicas. Um mundo de transações. Com sua ética própria. Ônus e bônus próprios.

O que me parece é que adoramos o flash dos fotógrafos mas ficamos p* quando os fãs vêm pedir autógrafos. Nada contra quem quer brincar. Mas ou segue as regras ou nem desce pro play.

Receber um presente e fazer um post sem dizer que ele foi motivado pelo presente é trair o vínculo de confiança estabelecido com o leitor. Num blog meramente pessoal, ok. É seu “personal weblog”, você escreve o que quiser nele. Mas se ele passa a ter papel econômico (gera “receita”) e social (forma opinião), a coisa muda de figura.

Reforço aqui que não sou contra os mimos, especialmente quando ele é o produto em si, enviado para ser degustado/resenhado. Mas se você ganha um produto B de presente e fala bem do produto A sem dizer a motivação para o “elogio”, isso não é opinião. É permuta. Jabá. Mesmo dizer discretamente, como os “publieditoriais”, é meio estranho.

Notaram? Há uma diferença sutil entre enviar seu produto para formadores de opinião (dar um livro, um ingresso para uma pré-estréia, convite para uma apresentação, test-drive exclusivo etc) e dar algo de valor monetário que não é o produto em si.

Receber a bacaninha geladeira da Coca-Cola não é pecado nenhum. É sinal de que o papel social como formador de opinião está sendo bem cumprido. Fazer um post, sem problema. Elogiar o produto sem falar do presente? Estranho. É se arriscar a receber, sim, a alcunha de “blog de aluguel”. Ou de "varal de release", como se diz na imprensa. O problema é quando se generaliza e rotula-se toda a blogosfera por alguns gatos pingados.

Mas isso só acontece porque estamos no meio de um processo, em um mercado imaturo ainda, que tem muito a crescer. As mídias geradas por usuários e as redes sociais são o fantástico e inevitável caminho da propaganda. Não fosse não teria eu mesmo migrado para uma empresa especializada nisso, e não distribuiria produtos a blogueiros (sim, eu faço isso) na esperança de que blogueiros gostem dos produtos que enviamos e resolvam falar bem deles. Ou que falem mal. Ou que não falem nada.

Como profissional de comunicação, faz sentido que eu queira mandar pro editor de um blog um produto bacana de um cliente meu que tenha tudo a ver com um blog de produtos bacanas. Faz sentido que eu imagine que o editor de um blog de coisas bacanas possa ter interesse em compartilhar essa coisa bacana com seu público. Se ele achar bacana. Se ele estiver a fim de postar.

Mas não deixa de assustar quando tentamos nos aproximar da área editorial de um blog e recebemos um mídia kit com o preço do post tabelado. Se esse é o futuro, é bom que isso seja combinado com todo mundo, até para que eu, como leitor, saiba quem é veículo de conteúdo e quem é “Páginas Amarelas”.

Pra terminar esse longo post, ressalto que blogueiro não tem que ter vergonha de ser formador de opinião e receber os louros e arpões inerentes a isso. Não temos que ver os blogs como terreno sagrado onde publicidade é pecado. Quero ganhar dinheiro pelo lado da agência e quero ver meus amigos blogueiros ricos. Mas todo poder traz sua devida dose de responsabilidade.

Está na hora de nos unirmos para fortalecer cada vez mais as redes sociais. Até porque, se a gente mata justamente aquilo que fez a blogosfera crescer (a ousadia, a personalidade, a identidade fragmentada em zilhões de blogs que se cruzam o tempo todo), ela morre. Estamos vendendo a raiz para pagar o adubo da planta!

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27 Junho, 2008  

Vídeos do Radiohead no iTunes

Pros pobres de espírito que não compraram o "In Rainbows" direto do Radiohead e podem não ter recebido esse aviso...


RADIOHEAD IN RAINBOWS FROM THE BASEMENT

Exclusive Live Videos Set Available on iTunes June 24th
Radiohead are releasing ten live performance videos recorded at The
Hospital studio in Covent Garden, with the team from the band's
longtime producer Nigel Godrich's 'From the Basement' TV show
(http://www.fromthebasement.tv/).

The collection will debut exclusively through iTunes beginning today,
June 24th. The videos feature live renditions of songs from 'In
Rainbows' and its bonus CD included in its deluxe discbox edition.
The full track listing of video performances is:
.
Bodysnatchers
House of Cards
Nude
Weird Fishes/Arpeggi
15 Step
Reckoner
Go Slowly
Videotape
Bangers & Mash
All I Need

Captured in a day, with direction by David Barnard and sound by Nigel
Godrich, the videos represent the best recorded representation of
Radiohead's live performance to date."


Um dos breves momentos em que dá vontade de usar a dupla iTunes/iPhone/iPod.

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23 Junho, 2008  

Top 5 músicas mais indesejadas do Last.fm

O sempre sensacional Last.fm está com alguns features interessantes em teste. Um deles lista as faixa mais removidas pelos usuários de seus scrobbles.

Eu nem sabia que dava para desenviar uma faixa para o Last.fm, mas fato é que muita gente ouve certas músicas mas não quer manchar sua biografia musical. Aí é só ouvir na encolha e depois apagar as provas.

As músicas que mais envergonham seus fãs são:

#1 Britney Spears – Piece Of Me

#2 Nelly Furtado – Say It Right

#3 Britney Spears – Gimme More

#4 Amy Winehouse – Rehab

#5 Avril Lavigne – Girlfriend

Confira o serviço em http://playground.last.fm/unwanted.

Siga o Brogue no Twitter - www.twitter.com/rcassano

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20 Junho, 2008  

Modelos de mãos nuas trepam em pau de sebo em programa de TV comendo coxa de galinha e chupando picolé para provar que rola de mulher ser o sexo forte

Seu tarado,

Parabéns. Você acabou de fazer deste o post de blog de maior sucesso no Google em todos os tempos. Nada como uma boa estratégia de SEO... A boa e velha tática SExO. :-)

A idéia desse post-pegadinha é antiga. Nasceu quase junto com o Brogue, na verdade.

O post mais acessado, até hoje, é uma singela entrevista que fiz com o cientista César Ades, para a Revista Oi, intitulado "César Ades e o sexo animal".

Uma das buscas que mais trazem visitantes para o Brogue? "Sexo com animais".

Seus pervertidos.

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19 Junho, 2008  

Tipos de twitteiros

Ainda sobre o Twitter, alguns perfis que identifiquei nesses primeiros dias seguindo desconhecidos pelas ruas:

- Twitteiro Google - Aquele que se acha muito.
- Twitteiro GPS - Usa o Twitter para rastrear cada passo que dá.
- Twitteiro Professor Xavier - usa o Twitter para transmitir seus pensamentos para os outros cérebros.
- Twitteiro Billy The Kid - o lance é ser rápido e passar os links "irados, maneiros, carácoles, você viu isso?" antes dos outros.
- Twitteiro Fátima Bernardes - É um plantão de notícias. Enquanto twitta, cantarola: tan-tantan-tantan-tantantantan...
- Twitteiro Louro de Jack Sparrow - Fica dando reply aos posts de famosos para ver se consegue seguidores.

Nada contra nenhum dos perfis. Todos são igualmente fascinantes, cada um descobrindo qual a aplicação ideal para o Twitter. Aliás, o mais bacana nele é isso. Ninguém sabe exatamente para que serve e, uma vez que você começa, fica difícil parar.

Qual é o seu perfil de twitteiro?

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Twitteiro, eu?

Depois de muito tatear sem convicção, me rendi ao Twitter. Ainda estou tateando, descobrindo qual o tom ideal.

E, de quebra, encontrei alguns complementos bacanas do Firefox 3 (eu baixei nas primeiras 24hs, e você?). Um deles é o twitbar. O funcionamento é simplérrimo. Você escreve seu tweet na barra de endereços (aquela mesmo, aqui em cima, onde você digita os endereços dos sites), clica numa discreta bolinha no canto direito e pronto. Foi pra conta.

Ideal para twitar escondido no horário de trabalho. Você abre o site da Gazeta Mercantil e fica falando asneira pela barra de endereços.

Para quem quiser seguir o Broguinho (o Brogue em miniatura), basta acessar http://www.twitter.com/rcassano

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13 Junho, 2008  

Proteção contra cópia? Que nada...

O www.copyscape.com é um interessante serviço que te ajuda a saber quem anda "plagiando" seu conteúdo. Ele inclusive sugere a instalação de um selo, tipo DNA Security: "Protegido - Não copie!".

Bacana porque funciona (achei altos debates sobre textos meus que eu desconhecia), mas anacrônico. Impedir cópia?

Então deixo aqui registrado: POR FAVOR, COPIE OS TEXTOS DO BROGUE. Mas, por favor, sempre cite a fonte e deixe um link para cá em retribuição.

Que mané impedir cópia... :-)

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11 Junho, 2008  

Dicas rápidas de sobrevivência na internet

(ou como uma empresa deve se comportar quando entra na festa dos outros)

1. Você é o convidado. Não tente chamar mais atenção do que o anfitrião.

2. Quando você chega numa roda de pessoas que estão conversando, qual sua atitude:

a. Você fica calado um tempo tentando captar qual o assunto da conversa e então tenta fazer algum comentário que contribua; ou
b. Você interrompe quem está falando e diz como foi emocionante o último empate entre XV de Piracicaba Vs. Madureira?

3. Sair distribuindo seu cartão de visitas a todos os convidados não é a melhor forma de ficar enturmado e querido.

4. Tem festa de tudo que é tipo. Tem desde festa de colecionador de salgadinho (que vai adorar uma lembrancinha) até festa-cabeça onde falar de trabalho será muito, mas muito mal recebido. Veja antes qual o perfil dos convidados.

5. Os sites de relacionamento e as redes sociais não têm esses nomes por acaso. Ser social... construir relacionamentos... “construir”, viu, e não “comprar”... isso diz alguma coisa a você?

6. Cresça, filho único. Você não é mais o centro das atenções.

7. Aprenda a ouvir não. Nem todo mundo vai te amar, nem todo mundo vai te dar um gole da Coca-Cola, nem todo mundo vai te oferecer quibe. Isso já acontecia antes. A diferença é que agora vão falar na sua cara.

8. Se você levar presentes para a festa, provavelmente a turma vai gostar. Mas não espere que eles retribuam na mesma moeda.

9. Não puxe papo e vire as costas quando finalmente forem te responder.

10. Amor de carnaval é só no carnaval. Cuide, zele e faça crescer os relacionamentos que você fizer. Não tem essa de dizer que estava bêbado e não se lembra de nada.

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09 Junho, 2008  

10 músicas em versões Nerd

1. Pen drives me crazy
2. Rock around the overclock
3. Quando o Sun bater no Windows do teu quarto
4. Backup (Yesterday)
5. Flashdance, Flexdance e Javadance
6. Another Wii in the Wall
7. Me apaixonei pelo avatar errado
8. We will iPod you
9. Opera Mobile do Malandro
10. F1! (Help!)

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28 Maio, 2008  

A rede mundial de pessoas e essa coisa chamada internet

Algumas coisas óbvias podem ser surpreendentes. Aliás, olhar e analisar o óbvio é um saudável exercício que todos deveriam praticar. Aconteceu comigo quando fui tentar resumir o que, hoje, é a internet.

Foi como estar num restaurante giratório. Você dá a primeira garfada no bife enquanto observa a vista. E quando está encurralando a última ervilha na borda do prato, olha de novo para a janela envidraçada e se surpreende por tudo estar diferente. Você sabe que está no mesmo restaurante, na mesma cidade, com o mesmo bife com ervilhas, sabe que o restaurante está girando e ainda assim se surpreende ao notar, de repente, que o panorama mudou completamente.

Quando a internet ganhou as páginas dos jornais, na segunda metade dos anos 90 (e quando a maioria de nós formou sua visão do que é esse treco), a palavra-chave para ela era ACESSO. É só lembrar. Uns 9 em 10 comentários mencionavam o fato de você “poder ver os quadros do Louvre sem sair de casa”. Ou a ver Biblioteca do Congresso Americano. Ou acessar as livrarias e lojas do mundo todo. Ou tentar acompanhar uma rádio da Bósnia pelo RealPlayer, com aquela sua conexão horrorosa e picotada.

A internet abriu as portas para um novo mundo. E como era esse mundo? Bem dizia toda e qualquer menção a ela na Rede Globo: “internet – vírgula – a rede mundial de computadores – vírgula”. Era você, humano, entrando num emaranhado de máquinas. Tron. Matrix. Neuromancer.

Éramos forasteiros. Voyeurs de dados.

O que a gente fazia na rede? Surfava. Navegava. Pulava de site em site. A internet, estar online, era, em si, a atividade. Meio e fim.

E nos fascinamos em acompanhar cada passo, cada software, cada inovação, cada viral. Tão atento que somos em buscar o hoje, o agora, o daqui a pouco, nos surpreendemos ao olhar pela vidraça e perceber que, de forma tão contínua que nem notamos, o panorama mudou completamente.

A cada dia, avalanches de novos brasileiros entram na internet. Entram em lan-houses. Ou em seus computadores Positivo comprados em 24 vezes nas Casas Bahia. Brasileiros jovens. Brasileiros velhos.

Brasileiros que nunca ouviram falar do Cadê?. Nunca acessaram o Yahoo!. Nem sabem do JB Online, o primeiro jornal brasileiro na internet. Desconhecem IRC, Napster, guerra dos browsers.

A internet deles é outra. Completamente diferente.


Eles têm o Orkut como ponto de partida. Como seu sistema operacional. É no Orkut que interagem com fotos, com vídeos, com amigos. O MSN é seu e-mail. E para eles, internet não tem nada a ver com acesso. Internet, para eles, é RELACIONAMENTO.

Essa geração (não só etária, mas sobretudo econômica) nunca conheceu uma web solitária, da navegação noturna, surf virtual madrugadas a dentro. As redes sociais não são a mais nova e quente novidade. A web para eles é necessariamente uma atividade social. É inerente. Faz parte. Pão e manteiga. A característica gregária de novo povo, então, torna isso ainda mais forte.

Para eles, a internet não tem a menor cara de “rede mundial de computadores”. É uma rede de pessoas. Amigos, dos amigos, dos amigos. Comunidades das comunidades.

Quando eles “surfam”, é praticamente uma pesca com rede de arrasto. Recentemente, o guru Jacob Nielsen alertou: “os usuários estão ficando mais egoístas e impacientes”. Claro. Nunca tiveram modem de 2.400. Não se fascinam com hiperlinks, sites que se ligam... entram no Google, digitam o que querem, entram no site (pela porta dos fundos), resolvem sua vida, caem fora e vão socializar. A internet já não é fim, é meio.

A gente vem falando isso há alguns anos, mas é como um petista no poder. De repente aquele discurso todo vira realidade, ali do lado de fora da janela giratória. Visões e sonhos realizados são sempre assustadores, porque a gente precisa rapidinho achar algo novo pra sonhar.

Entender, embarcar e respeitar essa nova dinâmica social da rede, portanto, está longe de ser a “nova moda dos publicitários”. E, mais importante, não está ligada a tecnologia nenhuma. Second Life, Orkut, Open Social... não importa.

A gente finalmente não está mais falando de computadores.

Já não somos forasteiros na matrix. O mundo é o nosso. Mundo real. Com baleia morrendo, aquecimento global, dengue, PT, Bush e créu. Esse mundo que é uma grande rede mundial de pessoas, onde elas propagam idéias em velocidade estonteante. É nele que estamos inseridos. É ele que vemos do lado de fora da janela. É ele que vemos quando ligamos nossos computadores, celulares, videogames e nabaztags nessa coisa chamada internet.

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25 Maio, 2008  

Del.icio.us no Firefox 3

Não agüentei esperar pela versão final e baixei o Firefox 3.0 RC1 (de Release Candidate). É fantástico.

Mais rápido, bonito, cheio de funcionalidades novas como o zoom de página e um gerenciador de downloads que é bubbleshow (show de bolha).

Mas a extensão oficial do Del.icio.us ainda não existe para ele.

Você também ficou seu seus favoritos ao fazer o upgrade? Seus problemas acabaram. A turma do Yahoo! Lançou uma extensão não-oficial para o FF3. Você pode baixá-la aqui.

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14 Maio, 2008  

Resistir é inútil

Enquanto você está dormindo, tem um japonês estudando.
Enquanto você está comendo, tem um japonês estudando.
Enquanto você está lendo blogs,tem um japonês estudando.
Enquanto você está procriando, tem um japonês estudando.
Enquanto você está no trânsito, tem um japonês estudando.
Enquanto você está vendo futebol, tem um japonês estudando.
Enquanto você está sambando, tem um japonês estudando.
Enquanto você está trocando a frase do MSN, tem um japonês estudando.

Enquanto você está no banheiro, tem um japonês estudando.

Resistir é inútil.

Também é inútil se desesperar por causa disso.

A verdade é muito pior.

Enquanto um japonês está no banheiro, tem cinco chineses estudando.


* Baseado no aforisma "enquanto você está c*g*ndo, tem um japonês estudando", de Allan Kirsten.

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06 Maio, 2008  

I need my R2-D2

Geeks têm enorme tendência a gastar dinheiro com (in)utilidades eletrônicas. Por isso, para manter as finanças saudáveis, tenho uma tática que gostaria de compartilhar com os companheiros nerds.

Quando boto na cabeça que preciso desesperadamente de uma quinquilharia eletrônica, eu passo a pesquisar muito, mas muito, mas muito mesmo sobre a coisa. Mergulho no Mercado Livre, leio em fóruns, vejo vídeos... pesquiso tanto que a vontade passa. Assim, economizo uns trocados.

É assim que sei tudo sobre o Nintendo Wii e sobre os mais modernos celulares sensíveis ao toque e com GPS. E por isso que ainda não tenho videogame e preservo o valentíssimo K750.

Só que agora deu uma necessidade tremenda de ter meu próprio robô. Acho que chegou a hora de ter algum treco eletrônico que ande pela casa, leia os e-mails pra mim, me mostre a previsão do tempo, me lembre dos compromissos e ajude a explodir a Estrela da Morte se for preciso.

Alguma sugestão de links antes que eu vá à falência total?

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28 Abril, 2008  

Olha o pen drive!!!

Sinal dos tempos. Ontem, comprando alguns acessórios plásticos para banheiro na Casa & Vídeo, entro na fila, cercado de balas e chocolates e me encaminho a um dos caixas.

Ali, enquanto espero a caixa checar os códigos de barra, começo a olhar para aqueles produtos expostos ali esperando por nossa compra por impulso. Os "suspeitos usuais" estavam por lá: pilhas, mais balas e chocolates, agarradinhos... e pen drives Kingston.

Isso mesmo! Pen drive (512Mb por R$ 19,90) ali, na boca do caixa, ao lado das Balas Garoto.

Quando mesmo custava o megabyte de armazenamento há 10 anos?

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02 Março, 2008  

Tecnologia é puro osso

Aceitei o convite do blogueiro-amigo Rafael Cruz para escrever um texto para a "Semana do Artigo Livre", em um de seus blogs, o Tecnologia e Cinema. O desafio era dos mais cruéis: "escreva sobre o que quiser". Eu, num arroubo de criativididade, resolvi escrever sobre o quê? Tecnologia e cinema... Confiram no blog do Rafael ou aqui emabaixo.

2001
Homens pré-históricos olham meio bolados para um bloco negro. Se cutucam. Esbarram. Se estranham. A porrada estanca. Um deles pega um enorme pedaço de osso. Percebe que aquilo o tornou mais forte. Mete a porrada nos outros. Vence a luta. Em comemoração, joga o osso pro alto. O osso sobe, e subimos junto, até o espaço, onde o osso se torna uma estação espacial. O mesmo homem, as mesmas ferramentas. A mesma cabeça de jegue pronta para fazer besteiras.

É engraçado como até hoje a gente acompanhe as feiras tecnológicas esperando aquilo que nos trará a redenção cibernética ou nossa terrível destruição. No campo do audiovisual, para quem acompanha o mercado do alambrado, me parece estarmos nessa situação, onde os suportes voltam ao centro de um debate onde nunca deveriam ser os protagonistas. O que tenho lido/visto/ouvido? Da inútil batalha HD-DVD x Blu-Ray. Que a gente poderá pedir pizza ou comprar a blusa da Regina Duarte com a TV digital. E que vamos ter que gastar uma grana no decodificador para que nossa experiência com “Zorra Total” seja transformada. Que a internet está destruindo a indústria do DVD.

É exatamente a mesma inócua discussão sobre o mercado de música. Parece que ainda tem gente jurando de pé junto que a indústria (ou a arte) é sobre hardware: discos, leitores, projetores. É tudo ferramenta. Osso. Que pode ser usado tanto para mandar o homem pro espaço como para esmurrar o quengo de um neanderthal. Pouco se dedica a estudar como criar/adaptar as obras para cada novo suporte. A famosa “quarta tela” do celular, por exemplo. Está cada vez mais popular e o que de conteúdo significativo temos para ela? Pouco.

Porque não dá para ver “2001″ numa tela de iPhone. E periga de a bateria acabar antes de “E o Vento Levou”. Como é essa mídia? Essa linguagem? Os notáveis esforços como o da Mobilefest ainda estão presos ao campo da experimentação. Coisas como as “Histórias contadas por coelhos em 30 segundos” deviam estar nas lojas, não apenas uma brincadeira da internet. Mas o mais bacana, o mais inerente ao ser humano (além cabeça de jegue pronta para fazer besteiras), ainda está em segundo plano: como contar histórias com os novos ossos que a indústria nos apresenta? Como contar histórias no celular? Numa sala digital de cinema? No iPhone? No Youtube? Muito se tem feito, mas não dá para dizer que já tenhamos uma linguagem. Alguma sugestão?

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13 Fevereiro, 2008  

Não teremos profissões. Faremos coisas.

A cada conversa com um novo e fascinante desconhecido na Campus Party, a história era sempre a mesma. “Eu era publicitário. Agora trabalho com instalações digitais.” “Faço casemods para uns clientes.” A profissão do futuro não existe. Porque o futuro é um transitar entre saberes e disciplinas. O futuro é uma seqüência nervosa de cliques no Google. Para desespero de nossas mães, os nós do futuro não se graduarão com beca e diploma e seguirão suas carreiras. Eles construirão sua carreira. E as mães nunca vão entender o que exatamente seu rebento faz para ganhar a vida.

Isso a gente já vê. Eu era jornalista. Sei lá o que sou agora. As pessoas que se juntam a nós também não sabem o que são. Sabem do que gostam, e sabem do que sabem. E sabem que isso não se parece com nada que se aprenda na universidade.

Saber e fazer uma coisa só é pouco demais. A geração que nasceu com internet está chegando ao mercado de trabalho. Um dos dois (o jovem ou o mercado) não será mais o mesmo daqui pra frente.

Para empreendedores e executivos, o desafio está em saber como recrutar. Avaliar o quê? Como? Que testes estabelecer? Onde procurar? Em que faculdade encontramos gestores de comunidade? Engenheiros sociais? Arquitetos de interação? Em nenhuma. Em todas.

Aos poucos o preconceito com os novos e específicos cursos de graduação (como o curioso curso de Gestão do Carnaval, da Estácio de Sá) vai cair, porque no fundo o que faz diferença sempre foi e sempre será a pessoa. E a quantidade de coisas que ela quer fazer.

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Videoresumo da Campus Party Brasil

Modesto vídeo com o que eu vi de mais bacana perambulando pela Campus Party.



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12 Fevereiro, 2008  

Galeria de fotos da Campus Party

Povo da terra,

Cliquem na imagem abaixo para abrir a Galeria de fotos do Brogue na Campus Party Brasil.

Campus Party BR 2008


P.S. O link para a palestra do Ronaldo Lemos é http://www.campus-party.com.br/archivos/apresentacaoronaldolemos_campus_party.pdf

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Streaming em high definition made in brazil

Desculpem pelo título 90% em inglês. Mas é por uma ótima causa. VideologO Videolog.tv, da heróica dupla Edson Mackeenzy e Ariel Alexandre anunciou hoje durante a Campus Party a versão 3.0 de seu site. Para quem não sabe, o Videolog é tão pioneiro que antecede até mesmo o todo-poderoso Youtube.

Além de investir na criação de comunidades (o grande mote do momento), o site traz uma novidade de peso: o upload e a transmissão de vídeos em High Definition (HD). Pude ver uma demonstração, com o vídeo rolando em tela cheia e a coisa é mesmo de babar. Parabéns pra dupla.

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Mais 11 impressões sobre a Campus Party

1 - O clima é incrível. Manadas de criatividades desenfreadas pululam pelo pavilhão.
2 - Chama a atenção o grande número de Macs e Vaios. Laptops em geral são a maioria.
3 - Há meninas geek também! Imaginei encontrar um clube do bolinha.
4 - A sensação é de segurança total. As pessoas deixam laptops ao relento e, ao que parece, eles ficam bem.
5 - Estranho como num evento Geek, palestras para iniciantes (como Second Life e Podcasts) atraem bons públicos.
6 - Ronaldo Lemos é o cara. Excelente palestra sobre um dos temas que mais me interessam: Creative Commons e direitos autorais na internet.
7 - Todo mundo criando agora. Câmeras, filmadoras, bloggers por toda a parte. Destaque especial para o LiveStream da galera gente-boa do BlogBlogs. Virou o muralzão do evento.
8 - Sabotaram a turma de astronomia. Última área no pavilhão, fica com palestras quase desertas apesar dos temas bem bacanas.
9 - Já a palestra do velho amigo Pedro Dória tem casa cheia, falando sobre produção coletiva.
10 - A turma de robótica é a mais bizarra. Quando crescer vou ser um deles.
11 - E dá para fazer negócios também (viu chefe?)! Muitas trocas de cartões, encontros com galera do mercado e a descoberta de profissionais para nos ajudar a surtar cada vez mais com soluções de comunicação digital.

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Campus Party: CP 500 turbinado

Acabo de chegar à Campus Party Brasil, em São Paulo. Está cedo e, pelo visto, a galera ainda está nas barracas, acampada no terceiro andar do pavilhão da Bienal, no Ibirapuera.
Tudo está meio vazio, e as equipes de TV aproveitam para filmar os nerds, seus computadores tunados e os jogos que rodam neles. Procurei uma bancada, pluguei o cabo de rede no Vaio e me conectei a uma velocidade indecente. Simples assim.

Olha uma das belezocas que acabo de encontrar:

CP 500 tunado
Um velho de guerra CP 500, da Prológica (fabricado nos anos 80), transformado por Rogerio Rossi (de Franca, SP), em um Core 2 Duo 2.2 Ghz, 160 Gb de HD, DVD RW e monitor LCD... Ficou ótimo. O dono ainda não apareceu. Deve estar dormindo.

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Busca no Gmail Mobile

Dica rápida para começar a Semana-Nerd: você sabia que o aplicativo java do Gmail para celulares permite fazer uma busca em toda a sua gigantesca caixa postal?

É simples. Uma vez no aplicativo, abra o menu e escolha "Procurar e-mail" (ou simplesmente tecle 1). Ele retornará não só e-mails recentes (como acontece na maioria dos smartphones), mas qualquer coisa.

Qual a utilidade disso? Simples. Tem alguma informação que você não quer decorar mas sabe que pode precisar dela quando menos imaginar? Mande por e-mail para você mesmo e, quando surgir a necessidade, faça uma busca no seu Gmail.

Finalmente os homens poderão admitir que nosso cérebro fica no bolso da calça... :-)

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05 Fevereiro, 2008  

Museu de grandes novidades - Lemmings

Mais uma do fundo do baú (ou melhor, da minha gaveta da casa dos meus pais): Lemmings original, em disquete.

Você já deve ter ouvido falar ou mesmo jogado Lemmings. É um jogo sensacional, do comecinho da década de 90, onde você deve evitar que Lemmings suicidas se joguem de penhascos.

Eis aqui um legítico exemplar da primeira edição do game, com direito a manual. Tudo cabia nesse disquete de 3 1/4, de 720 Kb.

disquete e manual do jogo Lemmings

Melhor que isso só mesmo o manual. O trecho fotografado para a posteridade fala dos requisitos técnicos e das vantagens que o jogador terá se tiver em seu computador um novo dispositivo chamado "mouse". Diz o manual":

Para sistemas MS-DOS com hard disks:
1. Ligue seu computador com versão 3.0 ou superior do DOS. Se você quiser usar um mouse (Sim, sim! Use um mouse!), certifique-se de que o driver de seu mouse esteja instalado.
2. Insira o disco apropriado no drive de disquetes e rode o programa de instalação.
3. Digite o diretório em que você deseja instalar o programa Lemmings, e inicie o programa digitando "LEMMINGS"
4. Se perguntado, selecione a placa gráfica disponível (N. do T. Você podia optar pelo CGA de 4 cores ou pelo potente EGA de 16)
5. Se ingadado sobre o tipo de equipamento, selecione a opção 1.
6. Você deve estar agora no menu principal. Se você estiver usando um mouse, simplesmente clique com seu botão esquerdo para continuar. Se não, aperte F4 para selecionar seu método de controle e então pressione seu botão de "disparar" ou equivalente para começar!

Manual do jogo Lemmings

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Museu de grandes novidades - O pager

Revirando o acervo histórico do CIBT (também conhecido como "casa dos meus pais"), encontrei algumas peças muito interessantes que acho bacana compartilhar com os leitores. Especialmente os nascidos após os anos 80 e que consideram máquinas de escrever fantásticas impressoras que imprimem enquanto se digita.

Para começar, um incrível aparato das telecomunicações chamado "Pager". Para vocês que não eram nascidos no tempo do Amendocrem e do cometa Halley, pagers são os antepassados do celular. Ou, mais precisamente, do SMS.

Pager Teletrim

O funcionamento era simples:

1 - Você contratava a assinatura de um serviço de pager (geralmente Teletrim ou Conectel) e ganhava um aparelhinho desses, movido a uma pilha AA e com uma tela LCD de uma linha de texto).
2 - Você distribuía o número de seu pager para seus amigos.
3 - Seus amigos ligavam para uma central, diziam seu número e ditavam a mensagem para uma atendente.
4 - Pouco depois, o pager (que você garbosamente usava preso na cintura, ao lado da pochete) vibrava. Era só apertar uma tecla e ler a mensagem, escrita quase sem erros e quase inteligível.
5 - Daí você corria pro orelhão e ligava de volta para a pessoa. Fantástica a tecnologia, não?

P.S. Os pagers também tinham jogos. A diversão da época era alinhar pagers sobre uma mesa, mandar mensagens para os dois e ver qual chegava na outra ponta primeiro, movidos pelo potente vibracall.

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28 Janeiro, 2008  

Pioneiros da internet brasileira - minha lista

O jornal O Globo de hoje traz uma reportagem sobre o projeto que pretende constrir a árvore genealógica da internet. O "Quem é quem no mundo da internet" (http://www.wiwiw.org) é um projeto internacional que envolve organizações por todo planeta, inclusive no Brasil.

Sabendo que toda lista é inevitavelmente injusta, por sempre deixar alguém de fora, segue minha sugestão (aprovada pelo Comitê o CIBT) para os 5 pioneiros mais importantes da Internet Brasileira, com os quais ou tive contato direto ou acompanhei de perto sua contribuição.

1. Carlos Afonso - seu trabalho à frente do Alternex fez com que sua organização se tornasse sinônimo de internet nos idos de 96.

2. Gustavo Viberti - a página pessoal www.iis.com.br/~gviberti já foi o endereço mais quente da rede. O que tinha nele? Um despretencioso guia de páginas chamado "Cadê?", criação de Gustavo Viberti. Junto com o sócio Fábio Oliveira eles comandaram a primeira grande negociação da bolha brasileira, a venda do Cadê?.

3. Odécio Grégio - ele era diretor de produtos de informática do Bradesco quando criou, em 1999, um furacão sem precedentes ao lançar o que seria a primeira oferta de internet gratuita, atropelando os ainda embrionários iG e BrFree.

4. Sérgio Charlab
- criou o primeiro jornal brasileiro na internet, o JB Online, e ainda instituiu o conceito de popularidade de sites ".br".

5. Fernando Vilela (in memorian) - Fervil, que nos deixou prematuramente, criou a primeira revista brasileira sobre o ciberespaço. Tive a honra de comandar a edição da "internet.br" por vários anos e saber, com orgulho, que pude contribuir para criar a cultura da rede por aqui e para ensinar muitos brasileiros a fazer sua própria home-page. Tudo coisa da caixola do Fervil.

E você? Qual sua lista de benfeitores da internet.br?

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10 Janeiro, 2008  

Raios, raios, raios triplos!!!

Sempre que vejo uma anteninha Wi-Fi me lembro de uma assustadora teoria defendida pelo amigo André Santoro, hoje radicado em São Paulo, terra da primeira torre de transmissão de TV Digital do Brasil. Ele, desde o fim da década de 90, pelo menos, carrega uma grande preocupação: será possível que todas essas ondas eletromagnéticas que percorrem nossos corpos dia e noite não façam mal algum?
A discussão é antiga, mas a coisa realmente fica estranha quando a gente pára e faz as contas. Se você, radiológico leitor, vive em algum centro urbano, muito provavelmente seu corpo está sendo atravessado neste exato momento por:
- Emissoras de rádio AM
- Emissoras de rádio FM
- Ondas curtas e médias (incluindo walkie talkies)
- TV VHS
- TV UHF
- TV Digital (em SP, numa modulação chamada Muliplexação por Divisão de Freqüência Ortogonal)
- Sinal de celular da Claro, TIM, Vivo e Oi (no Rio)
- Sinal de rádio/celular da Nextel
- Sinal da TVA
- Sinal da Sky
- Internet por rádio
- Sinal de GPS
- Interferências eletromagnéticas provocadas por eletrodomésticos
- Bluetooth
- Wi-Fi (de tantas redes quando houver onde você está)
- Radiação solar e outras naturais.

É muita onda... será mesmo que “não há evidências conclusivas que associem essa tralha toda a problemas em humanos”, como diria Nick Naylor?

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05 Janeiro, 2008  

Mario Bros recriado como fase de Doom

Essa eu peguei no Boing Boing, que pegou no TechEBlog. A falta de originalidade ainda destruirá a humanidade.

Resumindo: um maluco recriou a primeira fase de Mario Bros com o engine de Doom. Muito legal.


Mario Bros Doom

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04 Janeiro, 2008  

Como tirar proveito da internet gratuita em Copacabana?

Esta semana a Princesinha do Mar ganhou acesso sem fio à internet, graças à uma rede wi-fi instalada pelo governo do estado, que pretende cobrir todo o Rio e a Baixada Fluminense com internet sem fio gratuita.

Utilizar a internet do meio da praia deve ser uma experiência tanto incrível como curta. Digo curta, porque uma dessas duas coisas acontecerá inevitavelmente logo após você ligar todo garboso seu Macbook à internet copabanesca:

1 – Você perderá seu Macbook depois que entrar areia por todas aquelas portas de conexões super-fashion dos Macs...
ou
2 – Você perderá seu Macbook depois que um arrastão, um motoboy, uma gangue de bicicleta ou um trombadinha entrar com tudo em cima de você atraído pelas portas de conexões super-fashion dos Macs...

Enquanto isso não, acontece, o Cassano Institute of Bizarre Technologies (CIBT) traz propostas de utilização da rede wi-fi, elaboradas em nossos laboratórios em Vladivostok:

1 – Seguindo o exemplo da camiseta com detector de Wi-Fi, arrase com um sungão que pisca quando pega um sinal forte sudoeste. Ou a versão fio dental que brilha no escuro, digo, na nuvem Wi-Fi.

2 – Você que é dono de quiosques pode arrasar com os guarda-sóis conectados. Uma pequena tela presa à lona traz a previsão do tempo, permite pedir aquela cervejinha e ainda tem telefones úteis para turistas, como o do Plataforma, da Help e da Delegacia de Atendimento ao Turista.

3 – Você já entrou nos sites mais irados, pegou a condição das ondas, caiu no posto 9 só para descobrir que ali estava flat? E o swell tava mesmo no posto 1? Isso é passado. Agora você pode acompanhar os sites mais hang loose da internet direto de seu pranchão. Isso é que é surfar na rede!

4 – Encontrou um tatuí? Mais do que imediatamente anote as coordenadas da descoberta e suba para o Google Earth. Logo-logo teremos a primeira Tatuipedia, com a localização geográfica de todos os tatuís remanescentes de copacabana. Aparelho GPS e pá de plastico não inclusos.

5 – Por fim, você pode passar a praia inteira adicionando seus novos amigos do Cantagalo, Pavão-Pavãozinho e da Ladeira dos Tabajaras no Orkut.

P.S. Brincadeiras à parte, acredito que levar wi-fi à praia é bom como marketing da cidade. Mas os efeitos disso podem ser fantásticos se for feito um trabalho sério de levar redes wireless para favelas e comunidades carentes. O caro, hoje, é a internet, não o computador. E a rede sem fio não pode ser controlada pelo tráfico, nem por milícia. Não depende do pobre homem da Net tomar coragem para subir o Morro. Pode ser uma fantástica forma de inclusão social dessas pessoas. Torço sinceramente para que tudo não passe de papo de político.

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24 Dezembro, 2007  

Pra que serve um microblog?

O leitor e blogueiro Rafael Cruz me perguntou sobre os microblogs, como o Twitter. Disse ele:

“Cassano, você já deve ter ouvido falar (talvez até use) sobre os microblogs, tipo Powncer, Twitter etc. Eu não consigo ver nenhuma utilidade prática neles. Pelo menos para o meu cotidiano. Talvez, quando esses microblogs forem compatíveis com as redes de celular no Brasil, um novo caminho pode surgir, mas mesmo assim isso tudo ainda é muito nebuloso pra mim. O que você acha?”

Bem, respondendo, de fato eu não uso. Ao menos não profissionalmente. Quanto à utilidade prática, isso é bem relativo. Não há uma utilidade prática num Playstation 3, num toque do “É o tchan” no celular ou, exagerando, em passar os dias percorrendo comunidades no Orkut.

Cada vez mais as pessoas precisam de ferramentas que as ajudem a mostrar (aos outros ou a si mesmas) quem elas realmente são, ou desejam ser. E não digo aqui que isso seja bom ou ruim. Apenas é.

Assim, os microblogs são interessantes. Permitem estar lado-a-lado com as pessoas de quem queremos estar perto – mesmo sem estar. É uma expansão daquele sentimento de estar perto provocado pelo simples status online no MSN... ou aquele compartilhamento do estado de espírito pela simples edição da frase de status no mensageiro instantâneo.

Concordo com o Rafael que o sistema vai decolar por aqui quando as pessoas descobrirem uma utilidade (mesmo que inútil) e tiverem facilidade de uso. Aí incluído o celular como o meio perfeito de atualização. E de geração de receita.

Na empresa onde trabalho estamos envolvidos em alguns projetos que passam por aí. Por enquanto, quanto mais nebuloso para os demais, melhor. :-)

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13 Dezembro, 2007  

Pensar cansa

Quem devia ser pago para inovar é o primeiro a cair na armadilha fácil da “tendência inescapável”. É, falo de nós mesmos, profissionais de comunicação. Num dado momento, estar no Second Life era tudo que uma marca poderia querer. Mesmo se não soubesse o que fazer por lá.

Depois, sortear um iPod (ou que tal congelar um iPod? Essa sim uma belíssima idéia). Um tanto depois, criar um site para as pessoas mandarem seus próprios vídeos, ou quem sabe criarem seu próprio comercial do produto XYZ. Se o produto for 2.0, 5.8 ou qualquer coisa que pareça web-2.0-colaborativa-inovadora, melhor ainda.

A bola da vez me parece ser trocar prêmios em dinheiro por experiências. Jantar com a Grazi, tênis com o Meligeni... enfim, um dia com uma estrela. Tudo ótimo, tudo bem pensado, correto. Nada vale mais que uma experiência, eu mesmo já disse isso aqui. Mas custava variar um pouquinho na fórmula, na mecânica, timing, linguagem, sei lá? Custava ao menos mudar a celebridade?

Se nada der certo, bota a Ivete Sangalo para cantar o jingle que resolve.

P.S. Sim, leitores, ando meio ranzinza. Deve ser o stress de fim de ano. Acho que preciso ver mais Bob Esponja. Ou trabalhar menos.

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11 Dezembro, 2007  

Aulas de expressão corporal

Nunca tive aulas de expressão corporal. E se tivesse tido, provavelmente teria matado todas sem dor na consciência. De qualquer forma, isso não oculta minha preocupação darwinista: quem teve aulas de expressão corporal terá mais sucesso com os computadores do futuro.

A expressão corporal é o curso de datilografia do Senac do século XXI. Finalmente estamos usando mais do que as pontas dos dedos para interagir com as máquinas. O Nintendo Wii põe os calejados polegares para descansar e transforma todo o corpo em um joystick.

Com acelerômetros cada vez mais baratos, telefones como o iPhone, o N95 (Nokia) e o W910 (Sony Ericsson) adicionam o gestual ao leque de opções para se interagir com a máquina, com jogos e com outras pessoas.

Existe um termo em design que se refere à página fluida. Quer página (ou interface) mais fluida do que uma que escorre se a tela for inclinada? Quer experiência mais imersiva do que mirar de verdade na testa do zumbi e mandar bala nele? Não é simulacro. Não é iconográfico. O mouse não representa a mão. O desktop não representa a mesa.

O mouse é a mão. A mesa é a mesa. O corpo é o corpo.

Adoraria poder conversar sobre isso com William Gibson, o genial escritor de Neuromancer e o vêrdadeiro pai da Matrix. Ele viveria numa boa dentro de uma rede virtual, longe de seu corpo mortal. Mas será que o corpo é tão dispensável assim? Teria ele mudado de opinião?

Será que dá para jogar Wii de dentro da Matrix?

Como será no dia em que pudermos sentir a internet como um arrepio na espinha? Perceber o sinal de wi-fi (ou equivalente) como um golpe de ar? Imergir num holodeck e se deparar com Jack, o estripador?

E no curto prazo, amanhã de tardinha? O que podemos esperar? Ou melhor: o que podemos criar? Que tipo de experiência podemos aprimorar simplesmente por tornar sua interface mais corporal/gestual? Se tudo converge para a Web, é nela que o Wii vai se esbarrar com o iPhone e o N95.

Você está pronto para criar a web corporal?

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A verdade sobre os blogs

O desafio de encontrar algo cool... pega o link do YouTube e embeda no blog. Sabe aquele vídeo viral? O vídeo novo da Sony? Ou aquela notícia que você pegou via RSS? Manda bala que dá ibope.

Ser um cara ligado é ter uma penca de RSS no iGoogle ou seja lá onde for. É conseguir entender essa sopa de letrinha. E ser rápido no gatilho. Esperto e trendsetter é aquele que lê os RSSes dos outros e publica no blog antes que o mundo perceba.

É claro que o cara precisa falar inglês. De Nova York, por favor. Com sotaque do Boing Boing. E ficar conectado 24 x 7 em seu iPhone desbloqueado na Uruguaiana. A lei da selva: update ou morre. ctrl-c / ctrl-v. Gênio.

O post original, de onde vem? Talvez de uma enciclopédia empoeirada. Ou talvez seja tudo mentira. Ou talvez alguém use menos o Google e mais um treco todo arcaico, que não vem de Nova York nem vende na Apple Store. Cérebro.

Aliás, tô precisando de um novo. É melhor procurar no Google ou no Mercado Livre?

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11 Outubro, 2007  

Paguei dez real no novo Radiohead

Radiohead - In RainbowsOlhos rasos d’água, acabo de ouvir In Rainbows, sétimo álbum do Radiohead. Ouço em MP3, desbloqueado, que baixei na Internet. O link do arquivo zip? Quem me passou foi a própria banda, por e-mail. Ouço sem medo do Capitão Nascimento bater na minha casa. Paguei 2,5 libras (uns R$ 10) pelo download.

Para quem não sabe (sei lá, muita gente vive em Marte esses dias), o Radiohead lançou ontem (10/10) seu novo álbum de uma maneira revolucionária: distribuição pela internet, sem DRM. O preço? Você decide. Um campo em branco pergunta ao usuário quanto ele deseja pagar pelo álbum (grátis é uma opção). Eu quis pagar. Primeiro, porque fiz duas juras na vida: “Nunca mais passarei fome novamente” (mentira, fiz não) e “Jamais piratearei um Radiohead, um Legião Urbana ou