Brogue do Cassano
 

12 Dezembro, 2008  

Quantos ônibus seus seguidores no Twitter lotariam?

É sempre complicado saber se você é um sucesso no Twitter ou não. Afinal, o que são 100, 200, 10 mil seguidores? Com o que comparar para saber se você é popular mesmo ou não?

Para facilitar, o Cassano Institute of Bizarre Technologies (CIBT) desenvolveu essa simples calculadora que o ajuda a tangibilizar em situações do dia-a-dia seu séquito de seguidores. É a versão Twitter da famosa tática de explicar o tamanho das coisas em "campos de futebol" ou em "área do Espírito Santo".

Basta preencher o campo abaixo com seu número de seguidores e mandar bala!

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16 Novembro, 2008  

Aceita cartão? Posso passar no caixa?

Sabe aquela interface mega-hiper falada de Minority Report? Então, é ela de novo. Só que desta vez é de verdade.


g-speak overview 1828121108 from john underkoffler on Vimeo.

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29 Outubro, 2008  

Todos podem ser um Crisdias?

Durante sua apresentação na edição 2008 do Intercon, Cristiano Dias nos apresentou uma fascinante visão de um mundo onde o verdadeiro capital não é financeiro, mas social. O que o Crisdias fala tem peso. Tem peso porque ele tem capital social, o que só reforça sua tese.

Crisdias - Foto de Renato Targa - http://www.flickr.com/photos/rtarga/Capital social é “tudo aquilo que o dinheiro não compra” numa relação entre duas ou mais pessoas. Afeto, credibilidade, reputação, pertencimento... tudo isso tem valor, tudo isso transita pra lá e pra cá quando você faz um discurso, quando entra numa comunidade ou manda o link para aquele vídeo da Paris Hilton. E, em termos de capital social, o Crisdias é podre de rico.

Mas a pergunta que me fiz, vendo a bela palestra, foi: será que todo mundo pode ser um Crisdias?

No que depender das leis matemáticas por trás da internet, da sociedade, do mercado financeiro e até do metabolismo celular, não.
Mesmo que, subitamente, todos nós nos tornemos simpáticos, sagazes, inteligentes, sortudos, com boa reputação, totalmente “do bem” e bem relacionados (que é a “carteira de ações” que faz do Crisdias um Carlos Slim do capital social), isso não significa que todos nós nos tornaremos um Crisdias.

A explicação, na verdade, é bastante simples e assustadora: a natureza e nossa sociedade abominam a igualdade. Recorro ao pesquisador Albert-Lászlo Barabási para me socorrer. Em seu livro Linked, de 2003, ele nos revela avanços em nosso entendimento sobre redes complexas. A internet, a economia, as redes sociais (offline ou online), as rotas aéreas, os ecossistemas e o metabolismo celular são redes complexas. E são redes de um tipo particular, as redes livres de escala: em todas, absolutamente todas, um pequeno número de nós (elementos) possui um número absurdo de elos, Links, relações com um número assombroso de outros nós/elementos. E uma grande maioria possui apenas um punhado de elos, links e relações.

O gráfico que desenha isso é um gráfico de lei de potência. Aquele mesmo que ilustra a cauda longa (Long tail). Soa familiar? É o velho e batido teorema de Pareto. Os 20% de Crisdias acumulam tanto capital social quanto os 80% de Cassanos, Zés da Silva e Joe Does que completam a blogosfera.

Imagine um exemplo bem prático: seu bairro tem três açougues. Um deles tem ótima reputação, a carne é ótima e o açougueiro é gente boa. Os outros dois são uma porcaria e a carne é de procedência duvidosa. Ora, você aceita até pagar mais caro pelo açougue do gente-boa. Agora, se os três açougues são ótimos, com reputação, carnes incríveis e açougueiros seus amigos, você pode comprar em qualquer um. E vai, provavelmente, optar pelo mais barato, ou pelo mais perto de sua casa. Isto é: quando todo mundo tem muito capital social, a sociedade como um todo é rica, mas individualmente todos são pé-rapados de wuffies, a moeda virtual citada pelo Cris em sua palestra. Capital social é elemento de diferenciação.

Mas será que tudo o que pesa no capital social é regido pela mecânica das redes? Quase tudo. As mesmas teorias que explicam as redes livres de escala mostram que elas são assim porque os links que têm mais, tendem a ganhar mais. Cada vez que o Cris é chamado para um evento, ele ganha capital social (“ih, olha lá aquele blogueiro que deu certo...”). Na hora de fazer um evento e escolher os blogueiros a chamar, matematicamente, o Cris tem mais chances de ser chamado do que a gente, porque a tendência é a pessoa chamar aquela que já recebeu mais convites. Quanto mais conhecidos ele tem, maior a chance de ele ser apresentado a mais pessoas. Quanto mais trabalhos/negócios legais ele fizer, maior a chance de fazer outros trabalhos/negócios bacanas.

É por isso que os ricos tendem a ficar mais ricos. Os famosos, mais famosos. Os “pegadores”, pegando mais gente.

Então é o fim? Devo parar de blogar? Fugir da internet? Claro que não. Primeiro, porque estatisticamente é difícil, mas longe de impossível, ser um Crisdias. O tal 80/20 de Pareto é mais um exemplo do que uma fórmula matemática precisa, mas vamos lá: nesse raciocínio você teria, mais ou menos, 20% de chance de virar um Crisdias. Nada desprezível. Só não há a menor possibilidade de você, todos os seus amigos e os amigos de seus amigos virarem Crisdias. Só com clonagem.

Segundo, porque o Cris estava certo. Existem mil formas de capital, todas até mais importantes que a mera monetização dos blogs. E terceiro, porque não é preciso ser um Crisdias para ser um blogueiro/ blipeiro/ twitteiro/ qualquercoisazeiro realizado profissionalmente. O que explica isso é outra característica das redes sociais: se você pegar um pedacinho de uma rede livre de escala e “olhar no microscópio”, ela apresentará a mesma estrutura da mãe. Isto é, não importa a escala (se você está olhando 10%, 50% ou 100% dela), ela terá o mesmo desenho: alguns poucos hubs mega-conectados e uma maioria pendurada na rede por alguns fios.

O que isso quer dizer? Muita coisa. A internet não é uma mídia de massa. Não é comunicação de massa, mas o império da massa de comunicadores. Não existe uma Meca na internet para onde todo mundo olhe ao mesmo tempo. Mesmo o Crisdias é um ilustre desconhecido pra muita gente. Isso acontece porque o mundo – não faz mais sentido separar mundos online e offiline, é tudo a mesma coisa – é assim. Um conjunto de zilhões de pequenos, complexos e incríveis mundos.

O movimento dos busólogos (apaixonados pelo estudo dos ônibus urbanos) certamente tem seus Crisdias. Os médicos também. Os analistas de capital de risco, os umbandistas, os fãs de Maria Rita, os punks, os funkeiros, os palmeirenses e os abraçadores de árvores. Existe, até mesmo, o Crisdias dos bebedores de Santo Daime.

Afinal, para cada Carlos Slim tem sempre uns dez Eike Batistas. E, convenhamos, não é nada mau ser um Eike Batista.

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23 Outubro, 2008  

Ode à gambiarra

Oh doce gambiarra,
tu que ao mundo amarra
emenda este pobre homem
que por tua ingeniosidade se domina.

Mãe de todos os improvisos
bombril de nossas antenas
faz de fio, corda
de uma tomada, três
um mundo com uma caixa apenas.

e se no final falta a rima
criativa, inventa uma palavra:
                      astrublecomiarra
e fecha rimando com gambiarra.

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18 Outubro, 2008  

10 coisas para fazer se o Twitter acabar

1 - Compre um caminhão. Passe a escrever tudo o que você twittaria no pára-choque.
2 - Passe a falar seus tweets para estranhos. Por exemplo, vire-se para a senhora a seu lado no ônibus e diga: “Odeio festa em que servem Kovac. Pronto, falei”.
3 – Escreva seus tweets em post-its e prenda na geladeira. De tempos em tempos, fotografe sua geladeira e mande a foto para o Flickr.
4 – Descubra outras funções para seu celular. Como joguinhos ou telefonar, por exemplo.
5 – Dê mais atenção para seu abandonado agregador de RSS.
6 – Leia jornais. De preferência impressos, para evitar a eventual tentação de twittar alguma matéria específica.
7 – Compre uma lata de spray. Imortalize seus tweets em muros e paredes. Recomenda-se aprender Le Parkour e contratar um bom advogado.
8 – Volte a blogar.
9 – Sempre que vier uma vontade de twittar, o braço começar a tremer e você procurar o celular/PDA/smartphone/EeePC/laptop, pense “Só por hoje não twittarei. Só por hoje”
10 – Monte uma Herbalife para ex-twitteiros em abstinência. “Deixe de twittar agora. Pergunte-me como”.

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14 Outubro, 2008  

Sou+Web debate Redes Sociais no Rio

Recebi este aviso para mais um evento dedicado às Redes Sociais e compartilho com a turma. Até porque o sempre gente boa Nepô vai participar.

Neste sábado, dia 18, acontecerá o segundo debate do Sou+Web (série de eventos mensais sobre Marketing e Comunicação na Internet, promovidos pelo curso de Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Marketing Digital, da Facha).
O bate-papo irá de 10h ao meio-dia, no auditório da Facha (Rua Muniz Barreto, 51, Botafogo, Rio de Janeiro). Ofereceremos sucos, café e biscoitinhos doces e salgados para quem quiser nos acompanhar num café-da-manhã e trocar idéia antes do debate (basta chegar um pouquinho antes das 10h).

O tema será:
Redes Sociais como ferramenta de marketing
Comunidades, Orkut, Facebook, Twitter, Digg, Delicious, Blogs... como estão usando estas ferramentas para comunicação e marketing online?

Estou feliz por ter conseguido juntar três profissionais mega-feras que são muito admirados e respeitados no cenário de internet no Brasil:

Carlos Nepomuceno
Jornalista formado pela PUC-RJ, mestre em Ciência da Informação pela UFRJ, doutorando pela UFF e especialista em informação no ciberespaço, pela Internet Society no Havaí. Consultor de tecnologia para o Sebrae, IBAM e Petrobrás. Professor do MBA do Crie/Coppe/UFRJ e autor do livro "Conhecimento em Rede". Idealizador do Instituto de Inteligência Coletiva, e do primeiro software livre brasileiro para criação de redes sociais.

Cristina Dissat
Jornalista formada pela UFF, trabalhou com jornalismo de moda nas revistas Desfile, Amiga, Manchete, Fatos e Fotos e Criativa. Desde 1989 atuando em jornalismo científico, passou a se especializar em conteúdo web a partir de 1995. Referência nacional em conteúdo digital na área de saúde e Membro da Academia Ibest de Imprensa por duas vezes e, em 2008, foi da Academia Ibest. Em 2004 criou o blog Fim de Jogo, que acompanha o que acontece nos arredores do Maracanã em dias de jogos e grandes eventos. É a única blogueira credenciada pela Suderj, que acompanha regularmente as coletivas convocadas pela Secretaria.

Raphael Perret
Formando em jornalismo pela UERJ e mestre em Informática pelo NCE/UFRJ, na linha de pesquisa de trabalho colaborativo. Professor do curso de pós-graduação de Gestão em Marketing Digital na Facha. Pesquisa a área de Comunicação Digital, com foco em jornalismo online, blogs e redes sociais. Mantém o blog Butuca Ligada. Tem artigos e reportagens publicadas em veículos como Jornal do Brasil, Jornalistas da Web, Comunique-se e Webinsider. Trabalhou na Prefeitura do Rio de Janeiro. Atualmente, atua na área de Comunicação Social do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).


Cada um dos convidados irá apresentar suas idéias em 20 minutos. Em seguida, abriremos para perguntas e interação com o público.

O evento é gratuito, basta enviar pedido de inscrição por email (para nino.carvalho@gmail.com) até a sexta-feira, dia 17 (nós enviaremos um reminder):

Seu Nome
Seu Email
Onde trabalha
Qual cargo
Como soube do evento

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03 Outubro, 2008  

Apresentação do Frogcampus exibida no Blogcamp-RJ

Atendendo a pedidos, a apresentação do Frogcampus, circuito de palestras que fazemos em universidades, e que acabou sendo exibida, meio que no improviso, no Blogcamp-RJ.

Frogcampus
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28 Setembro, 2008  

Feed-se especial Democracia

Revista Feed-seFoi lançada durante o Blogcamp-RJ a edição especial da revista Feed-se, com o tema "Democracia". O momento não poderia ser mais oportuno, visto que as eleições se aproximam e temos vivido recentemente os altos e baixos do mais democrático de todos os meios de comunicação, a rede.

Leitura obrigatória, até porque é rápida e pra lá de prazerosa.

Esta edição tem, inclusive, a modesta contribuição deste que voz fala, com uma versão revista e ampliada de um post aqui do Brogue, sobre o pouco explorado poder da Gentileza na blogosfera.

Chega lá. É grátis.

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25 Setembro, 2008  

Remixhead

Radiohead - Reckoner RemixO Radiohead disparou hoje e-mail anunciando a liberação da faixa Reckoner, do álbum In Rainbows, para que todo mundo tente fazer seus remixes.

A parada é profissional. Você compra as faixas de áudio de cada instrumento via iTunes, mistura tudo e sobe pro site www.radioheadremix.com.

Mas o que impressiona mesmo são os números que eles divulgaram sobre a ação anterior, o remix da faixa Nude:

Visitantes únicos: 6,1 milhões
Páginas vistas: 29 milhões
Banda consumida: 10,6 terabytes (!!!)
Remixes: 2,5 mil
Votos: 461 mil
Faixas escutadas: 1,7 milhão.

Eles são OS caras.

Metallica, quem?

P.S. Campanha "Quero ver um show do Radiohead", no Realize.

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21 Setembro, 2008  

Não sou Mac. Nem sou PC. Sou humano

Não uso Macs. Minto. Usei um eMac por alguns meses assim que cheguei a meu emprego anterior, em 2001. O computador com cara de lancheira estava sobrando, fui lá e usei. Não era ruim. Também não era bom.

Uso PCs. Meu atual é um Sony Vaio. Quase uma categoria distinta, dado o peso da marca, o design e a qualidade. Meu primeiro PC foi um 286 com monitor de fósforo âmbar (só tinha duas cores, preto e um marrom-amarelado).

Nessa época, um amigo que tinha um Amiga (o incrível computador da Commodore) me sacaneava a todo momento. Também pudera. O Amiga tinha um processador de som incrível. Tocava MODs e até sintetizador de voz tinha. Editava vídeo como ninguém, tanto que era o xodó dos filmadores de casamento. O Amiga tinha cores. Muitas cores. Também tinha um sistema com interface gráfica, folders e multitarefa. O sistema, o Workbench, cabia num disquete de 800Kb.

O Amiga era mesmo fantástico. E eu com meu 286 que só fazia beep-beep, jamais imaginou reproduzir um vídeo e que rodava "Príncipe da Pérsia" em seu MS-DOS.

Eu sofri, mas resisti. Porque aquele era meu computador e não tinha dinheiro para outro. Porque sentia que aquilo ali ia vingar. Sei lá. Porque sabia que, mesmo sofrível, o PC era um salto em relação a meu MSX. Que era melhor que meu CP-400. Que dava de dez em meu MC-1000 da CCE.

Insisti. 286, 386SX, 486, Pentium, Pentium II, Pentium III e por aí vai. O Amiga era cool. O 286 era como passar crachá para entrar em casa.

Mas, hoje, qual a diferença entre Mac e PC? Além da coolzisse da Apple, o que os difere?

Quer saber? Tanto faz. Tanto faz se é um Mac ou se é um PC. O que importa é: o que você faz com ele?

Taí uma boa pauta para anúncios da MS: Mostrar coisas incríveis, cool criadas por PCs. No final, só uma assinatura simples: "Seu computador é só um computador. Cool é o que você faz com ele". Ou algo assim.

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18 Setembro, 2008  

Valeu Nikiti!

FrogCampus
Foi show ontem o bate-papo com estudantes de publicidade (e uma de jornalismo) na UFF, em Niterói. Acabamos passando a versão completa da apresentação do Frogcampus e ainda deu para falar um pouco sobre o "casamento" sexo e mídias sociais.

Obrigado, galera, pela atenção e carinho. E obrigado Adilson Cabral, fera que transita suavemente entre séculos na Ciência Política e na Publicidade.

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15 Setembro, 2008  

Como planejar sua estratégia em mídias sociais pensando em sexo?

Seguindo a série de dicas de mídias sociais para neófitos, uma breve apresentação sobre como escolher a estratégia ideal para sua marca/produto. Para ajudar, uma analogia com um assunto de grande interesse.

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11 Setembro, 2008  

Cassanop Art

Um zilhão de coisas para fazer, o cansaço começa a apertar, os cronogramas se aproximam do limite. Aí o que é que a criatura faz? Abre o Photoshop e faz isso.

Cassanop Art

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09 Setembro, 2008  

Por uma agenda positiva da blogosfera

O surreal equívoco da Justiça, que tirou do ar o site errado numa tentativa de passar a régua no Twitter inteiro por causa de um perfil falso foi o estopim para uma rápida e poderosa mobilização da blogosfera. Isso prova o total despreparo da Justiça brasileira em lidar com o tema, assunto que foi exaustivamente debatido em diversos blogs ao longo de poucas horas. Da Raquel Recuero veio uma das melhores definições do que acontecia: “é como demolir a cidade porque pixaram um muro”.

Mais do que a bizarrice da situação, o que me chamou a atenção foi essa força e agilidade em “defender a cidade”. Mesma energia que conseguiu mais de 100 mil assinaturas à petição contra a lei de cibercrimes, conduzida pelo diligente Caribé. Uma agenda positiva. Uma agenda construtiva.

É disso que tenho sentido falta. Não estou falando em transformar blogs e twitters em um chatíssimo congresso do Partido Comunista. Estamos aqui para falar de bizarrices, de virais, mussumdays etc. A web é isso. Trabalho e diversão. Os dois ao mesmo tempo.

Mas vejo muita, mas muita energia sendo gasta em agendas negativas. Num prazer quase mórbido de apedrejar o trabalho alheio. Em apontar erros e meter dedos nas feridas de empresas, marcas, agências. Não precisa ser cordeirinho. Não precisa aceitar qualquer proposta caracu. Mas será que essa nossa arrogância disfarçada de “independência a qualquer custo” não pode nos levar a uma karma police? Vamos jogar os infiéis e compradores de posts na fogueira?

Porque a gente não faz como o Caribé e direciona toda essa energia pruma agenda positiva? Que trate de temas como meio-ambiente, como segurança, como educação. Que crie virais do bem. Deve ter um jeito de fazer isso sem abraçar árvores ou fazer passeata vestido de branco em Copacabana. Deve ter um jeito de agir sem cair no estereótipo da “classe média indignada”.

Vamos nessa? Vamos mostrar nossa força? Vamos melhorar o mundo (ou o Brasil, ou nossa cidade, ou nossa empresa) um clique por vez? Um post por vez? Um tweet por vez?

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08 Setembro, 2008  

10 coisas para fazer se você virar uma partícula elementar do universo

Técnicos trabalham no LHC.O mundo pode acabar. Nesta quarta. Quando ligarem o LHC (Grande Colisor de Hádrons), na Suíça, duas coisas podem acontecer:

1) Partículas microscópicas vão girar, girar, girar, esbarrar umas nas outras, gritar “ai”, soltar uma fagulha e desaparecer. Os cientistas vão fotografar essas fagulhas e dizer: “Ei! Finalmente fotografei a fagulha!”.

Ou...

2)
Partículas microscópicas vão girar, girar, girar, esbarrar umas nas outras, gritar “ai”, soltar uma partícula de anti-matéria e dar origem a um buraco negro. Os cientistas vão dizer “Puta merda!” e serão tragados pelo buraco negro. Depois, todos os queijos e relógios suíços serão tragados pelo buraco. Em seguida, todo o dinheiro do Maluf escorrerá (isso deve levar algum tempo). Daí para a Terra toda virar um grande buraco será apenas um pentelhésimo de segundo.

Mas nem tudo estará perdido (mentira, estará perdido sim). Você pode aproveitar esse reencontro consigo mesmo na forma de uma partícula elementar do universo primitivo de várias maneiras:

1) Pense em todas as contas que você tem a pagar. Sorria, elas não existem mais!
2) Pense no PSTU. E no PSOL. E no PT. No PPB. No DEM. No PSDB também. Pense no Lula. Sorria, eles não existem mais!
3) Você não reclamava de falta de espaço? Agora você tem literalmente um universo inteiro a seu dispor.
4) Chega de seguir a luz dos outros. Chegou sua hora de brilhar. Faça como uma boa partícula elementar, junte-se a outras (muitas outras) e vire um átomo de Hélio. Mais alguns milhões de Hélios e um pouco de sorte e... voilá! Você virou uma estrela!
5) Procure um cometa. Grude nele. Espere alguns milhões de anos até que ele caia em um planeta. Lembre-se dos quatro dias que você teve para jogar Spore e inicie a vida nesse lugar.
6) Repasse mentalmente as mil e tantas páginas de O Senhor dos Anéis, incluindo os apêndices. Você terá alguns bilhões de anos para relembrar cada diálogo entre Frodo e Sam até que algo minimamente interessante aconteça no espaço.
7) Dê um pulo na Lua e grude na bandeira americana. Se eles não te pedirem visto, é claro.
8) Ache um satélite que não tenha sido tragado pelo buraco negro e se instale nele. Comece a cantar “Escrito nas Estrelas” até que alguma forma avançada de vida se emputeça e venha acabar contigo.
9) Procure uma partícula elementar do universo do sexo oposto e pratique a criação de particulinhas elementares do universo.
10) Tente encontrar a partícula elementar do universo de quem teve a idéia de ligar o LHC e cubra ela de porrada.

Bom fim-de-mundo para vocês! Obrigado pela preferência.

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07 Setembro, 2008  

Saldo de mais uma Jedicon

A passagem pela Jedicon desse ano foi rápida porque dali segui direto para o Descolagem. Os dois eventos aconteceram na Tijuca. Um reuniu nerds fãs de Star Wars. Outro, nerds blogueiros, twitteiros e ligados em tecnologia.

Usando o poder da Força para não torrar todo meu dinheiro nas barraquinhas da Jedicon (a única tentação consumista no Descolagem era o cachorro-quente Geneal), me permiti três pequenos mimos:

- Uma miniatura de uma X-Wing em chumbo (excelente trabalho artesanal. No ano passado já tinha comprado um R2-D2 da mesma dupla de artesãos);
- Uma camiseta de baby Darth Vader;
- Um R2-D2 pra coleção, que ninguém é de ferro.

O único ponto a lamentar foi ter perdido o show do "Stormtroopers do Sucesso".

Compras na Jedicon 2008

Miniatura em chumbo de uma X-Wing

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04 Setembro, 2008  

Descubra seu nome de ciborgue ou de monstro

Terminator, tremei! Sou um Guerreiro cibernético treinado em assassinato e observação noturna...


Cybernetic Artificial Soldier Skilled in Assassination and Nocturnal Observation


Get Your Cyborg Name



... ou um monstro que abduz chefes de torcida.


Cheerleader-Abducting, Scientist-Snatching Abomination Nourished by Oblivion


Get Your Monster Name



Descubra quem você é no Decodificador de Nomes de Ciborgues e no Decodificador de Nomes de Monstros. Tem o gerador de nomes sexys, mas esse eu não testei. :-)

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26 Agosto, 2008  

Não gosto de mídia social

É verdade. Não gosto. Do nome. Cansa a quantidade de vezes em que temos que explicar que mídia social não tem nada a ver com ONGs, abraçar árvores ou apoiar a pastoral do menor. E social tem, pra nós brasileiros, essa eterna associação humanitária-assistencialista.

E o problema não termina aí. Mesmo quando as pessoas entendem o social pelo lado de “fazer social”, ou seja, de coisas que se faz junto de outras pessoas, há quem interprete o “mídia” como sinônimo de “aquilo que os profissionais que trabalham com Excel fazem para publicar ou veicular em revistas ou TV a criação dos criativos”. Há muita gente que entende mídia social simplesmente como uma opção barata e moderna ao banner. Ou ao quadradinho no jornal. Ou à meia página. Ao spot de 30 segundos.

Não vou dizer que a mídia social não ajude nesse sentido. As ações de seeding, que a cada dia chegam mais, são isso. Alguém cria um produto ou campanha e recorre às agências de mídia social para escoar essa mensagem como parte do plano de mídia. Já fiz isso pelos dois lados (pela agência que cria e pela que escoa) e a coisa existe e, quase sempre, funciona.

Mas mídia social é mais que isso. Muito mais.

Pra começar, mídia social é uma tradução meio capenga. Melhor seria “meio social”, no sentido de ecossistema social. Ou mesmo de sistema social, porque as redes sociais nada mais são do que sistemas onde todo mundo é administrador. Onde as conexões são feitas entre pessoas e não máquinas. O meio social é a matrix.

Mídia social pressupõe olhar a relação mensagem-consumidor-produto de forma radicalmente diferente. Matricial e complexa no lugar de linear. Pressupõe, portanto, repensar o lugar do consumidor na cadeia produtiva. Ele sai da ponta para estar presente de ponta a ponta. Isso vale pra publicidade, é claro, mas também para tudo quando é “P” do marketing.

Mídia social pressupõe repensar o papel dos veículos. Repensar o papel do mídia. E também da criação. Como é que você quer que a agência de mídia social propague um conceito ou produto que tem problema? Ou que é ótimo, só não foi pensado de forma a ser facilmente propagável?

Montar uma estratégia de mídias sociais é botar na equação uma complexa soma de fatores (quem serão os vetores, em que contexto, por que motivos) e criar uma rede de canos. Aí você fica prontinho, com seus canos a postos, esperando as esferas que o cliente ficou de entregar. Então o boy da empresa chega com um pacote cheio de cubinhos e fala “propaga aí”. Não rola. Os cubinhos vão ficar paradinhos entupindo teu cano e, depois, é você que entra por ele (e entala). Quando a estratégia de mídia social permeia desde o início da campanha, é melhor. Desde o início do produto, é ótimo.

Isso é mais que abraçar árvore. É mais que panfletar mensagens. Adoraria se tivéssemos um outro nome para “mídia social”. Um que fosse digno do tamanho daquilo que ele representa.

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22 Agosto, 2008  

Boba Fett dançando Flashdance

É. Isso aí. O vídeo fala por si.


Dica do Fábio Nakane, via Vox Nerduli.

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20 Agosto, 2008  

Primeira cruzada temática da blogosfera brasileira

Jabá: Quem tentou pronunciar Youtube? Qual o mamífero mais odiado do twitter? Que blog tem nome de réptil desdentado? Teste seus conhecimentos e divirta-se no COQUETEL mais cyber que você já viu.
Cruzada dos Blogs COQUETEL

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18 Agosto, 2008  

Relatório da McCann sobre redes sociais



09 Agosto, 2008  

Contatos imediatos com um Sony Ericsson Xperia X1

Tive a oportunidade de colocar as mãos em um dos dois únicos exemplares no Brasil do próximo smartphone da Sony Ericsson, o esperado Xperia X1, primeiro exemplar de uma nova linha, que virá se juntar às bem-sucedidas franquias Walkman e Cybershot.

O Xperia é o “iPhone Killer” da Sony Ericsson. Para isso, conta com uma tela sensível a toque com incríveis 800x480 pixels. Sim, o celular tem uma tela VGA widescreen, meus amigos. Dá para se ver um DVD com perfeição.

O exemplar que pude futucar era ainda um protótipo, e por isso nem tudo estava funcionando. Pude ver o Windows Mobile em ação (normal, sem grandes customizações, ao menos na versão do protótipo). Mas a interface de seleção de aplicativos, um mosaico com 9 thumbnails das telas estava lá, dando um ar super fashion pro bom e velho alt-tab.

Mas, sem dúvida, o ponto alto do aparelho está no lado de fora. Não que processamento, memória e funcionalidades não sejam generosos, mas é que a aparência e a ergonomia do X1 são fantásticas.

Pra começar ele é pequeno e leve, apesar da tela enorme. E seu fundo apresenta uma curvatura que faz com que ele se encaixe nas mãos. O tecladinho deslizante é suave e fácil de se utilizar. Não fica devendo em nada aos Nokia ou HTC com teclados.

Pena que era apenas um protótipo e, mais ainda, que não era meu. Ficou gostinho de quero mais.

Veja mais sobre o Xperia X1 no GSM Arena

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05 Agosto, 2008  

Quantos smurfs são necessários para se fazer uma medalha de ouro?

Em tempo de Olimpíadas, o CIBT (Cassano Institute of Bizarre Technologies) foi buscar a solução para um enigma que tira o sono de milhões: quantos smurfs são necessários para se fazer uma medalha de ouro?

MedalhasFomos além. Como chinês come cachorro, criancinha, polui o mundo e falsifica tudo o que encontra pela frente, muito provavelmente todas as medalhas do maior espetáculo da Terra terão sido feitas de simpáticas pessoinhas comunistas dissidentes azuis. Então, calcularemos o TOTAL de smurfs consumidos na epopéia atlética.

Uma medalha olímpica pesa 150 gramas. Destes, 6 gramas são de ouro. Para todas as medalhas distribuídas este ano, são necessários 13 Kg de ouro.

Aí começam nossas contas. Muitos acreditam que seis smurfs são suficientes para se criar uma poção que transformaria qualquer quantidade de metais em ouro. Ora, você, eu e o Paulo Coelho sabemos que seis smurfs no liquidificador não enchem nem um milkshake de Smurfmaltine, logo jamais renderiam quantidade suficiente para fazer 13 Kg de ouro.

smurfPortanto, seguiremos a mesma teoria por trás do Grande Colidor Gargameliano de Hádrons: cada smurf rende seu peso em ouro.

Imaginemos que cada smurf pesa o mesmo que um camundongo, ou algo em torno de 15 gramas.

Logo, chegamos à seguinte fórmula:

Ts = OM / PS, onde

Ts = Total de Smurfs;
OM = Ouro necessário para medalhas; e
PS = Peso de um smurf saudável.

No que temos:

Ts = 13000 / 15
Ts = 867

867 smurfs mortos em nome da paz? Da união dos povos? Da Visa, único cartão aceito em Beijing?

Isso se o processo não sofrer alguma das intervenções abaixo:

1) Ocorrer sob gestão do Maluf:
- Nesse caso, deve-se adicionar 10% ao total de smurfs necessários, o que aumentaria o número para 954 smurfs.

2) Ser conduzido por um blogueiro:

- Nesse caso, o resultado seriam 867 smurfs, dois mil comentários e 15 geladeiras USB.

3) Ser conduzido pelo Poder Executivo Federal:
- Nesse caso, os números seriam arredondados para facilitar a conta, o que daria 1.000 smurfs e um discurso iniciado por: “Nunca na história desse país tantos smurfs...”

O CIBT está aberto à colaboração popular, com outras diferentes variações para o cálculo dos smurfs consumidos nessa Olimpíada. Você pode mandar sua teoria nos comentários ou via twitter, com a tag #smurfs.

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01 Agosto, 2008  

10 coisas que você NÃO deve fazer com um sabre de luz

10 coisas que você NÃO deve fazer com um sabre de luz
1. Palitar os dentes
2. Fazer a barba
3. Tirar meleca
4. Sexo
5. Praticar salto em altura
6. Usar como barreira numa prova de 400m
7. Fazer o "Eu te nomeio Sir Fulano de Tal" em alguém
8. Fazer piercing
9. Comer comida japonesa (no caso, com dois sabres de luz)
10. Fazer malabarismo em sinais de trânsito

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29 Julho, 2008  

O Twitter e as redes sociais efêmeras

Baleia do TwitterA rede muda o tempo todo, como blocos de gelo se movendo sobre o mar gelado. Nesse sentido, o Twitter é a ponta de outro iceberg que esse organismo vivo e mutante que é a internet se prepara para jogar sobre nossas cabeças.

Não porque inaugura a era das conversas, idéias, discussões e manifestos em 140 caracteres (nunca imaginei que coubesse tanta coisa em tão poucas letras). Nem porque revela novos formadores de opinião e deliciosos usuários fake (o Oscar do Twitter para o @darthvader, por favor).

Na verdade, é por tudo isso que o Twitter é um iceberg desgovernado pilotado por um mamute míope, mas sobretudo por uma característica peculiar: ele é uma rede social diferente em sua estrutura, em sua mecânica e nos vínculos que unem seus membros. Pois vejamos:

Gráfico de seguidos e seguidores do Twitter- É unilateral: Ao contrário das redes sociais convencionais, o vínculo de amizade no Twitter é fraco. Para começar, não se pede autorização para se seguir alguém. Você segue, e ponto. Nem escolhe quem vai segui-lo, embora ainda possa bloquear pessoas. Isso muda tudo. Primeiro porque não há tantos escrúpulos em se deixar de seguir alguém. Excluir alguém de seu Orkut é dramático. Rende até música. É quase como rasgar fotos ou arranhar o vinil do Odair José do outro. “Desseguir” alguém no Twitter é normal.

Ainda por ser unilateral, cria figuras diferentes. No lugar dos dois extremos (solitário e popular), temos as diferentes gradações. Tem os seguidores natos, que praticamente ouvem e nada criam. Há os formadores de opinião, com poucos seguidos e milhares de seguidores. E há os neutros, onde boa parte dos seguidores na verdade estão retribuindo a gentileza de serem seguidos. No mundo das redes sociais, onde status é a moeda corrente, isso muda tudo.

- É totalmente estruturada em seus membros: Não existe um portão da comunidade entre o público externo e seus membros. O sentimento de que se está “dentro do Twitter” é diferente de o sentimento de se estar “dentro do Orkut”. Além disso, sua extrema simplicidade difere do ambiente cada vez mais repleto de aplicativos das redes sociais convencionais. Ele é simples e direto.

Tela do TwitScoop- É uma rede efêmera: Esse é um dos pontos que mais me fascinam e em que mais aposto no longo prazo. O uso das tags (palavras iniciadas com #) permite que comunidades se formem de forma instantânea e efêmera enquanto o assunto (um evento, um meme, uma pessoa) estiver em voga. É o que acontece durante transmissões esportivas, por exemplo.

Usando a busca do próprio Twitter (o antigo Summize) ou outras ferramentas, os usuários iniciam um diálogo “maluco” onde não há um interlocutor definido. É como se ilustres desconhecidos subissem em seus telhados e gritassem com megafones frases sobre um assunto específico. E eles ouvirão uns aos outros, falarão ao mesmo tempo e, com boa vontade, vão acabar se entendendo.

Em nenhum momento eles necessariamente estabelecem vínculos entre si (amizades), nem com o tema (comunidades). Quando o assunto morre, cada um desce de seu telhado e a rede se desfaz.

O que ficam são os seguidos e seguidores que podem se formar e o histórico da conversa, publicado nas páginas de cada participante. Mas, salvo na busca pela tag, isso permanece de forma totalmente dispersa. Para quem olha a parte, e não o todo, há apenas fragmentos sem sentido completo.

Isso tem grande impacto em como entendemos as redes sociais, os papéis das comunidades e especialmente em como quantificamos isso em nossos sistemas de mensuração. Que métricas precisaremos desenvolver para capturar isso?

O Twitter não é o fim. Mas ele é um modelo para as redes sociais do futuro que, no rastro da abertura permitida pelas APIs de integração inter-redes, serão cada vez mais abertas, transparentes, multiplataformas e efêmeras. Redes sociais sem muros nem membros, mas com milhares de construtores.

É fascinante esse mundo onde o chão é sólido como gelo. Que nosso mamute míope não encontre muitas baleias em seu caminho.

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25 Julho, 2008  

Manah Manah + Cake + Stars Wars = Nível Nérdico máximo

Os muppets cantam Manah Manah.

O Cake regrava Manah Manah.

Alguém faz um compiladão da trilogia original de Star Wars em 3 minutos.

Esse alguém bota o Manah Manah do Cake como trilha.

Sensacional.

Nível nérdico máximo atestado pelo CIBT (Cassano Institute of Bizarre Technologies).

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15 Julho, 2008  

Coleção de trocadilhos infames com o Twitter

- Sabe a banda favorita do Twitter? Twitted Sister.
- E a série favorita? Twittlight Zone.
- Cantiga de ninar? Twitt twitt little star.
- Produtora de filmes favorita? Twitthieth Century Fox (by @sergiokeller)
- Atriz-twitteira? Twitneth Patrol
- Modelo Favorita? Twitggy (by @sergiokeller)
- Cantor esquisitão? Twiggy Pop
- Monstrinhos que se reproduzem com comida? Twemlins
- Top model brasileira? Twittele Bündchen
- Ursinho favorito? Twinnie , the Pooh (by @sergiokeller)

Sabe de mais trocadilhos? Mande para @rcassano no twitter que eu atualizo a lista aqui.

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14 Julho, 2008  

Trate bem seu amigo designer

Se você é designer, ótimo. Se não, trate de ficar amigo de um. Descobri que eles são a verdadeira força oculta do mundo. Maçonaria? Opus Dei? Máfia? Que nada. Os designers são o verdadeiro clube da luta.

Clube da Luta Eles estão por toda parte, todos se conhecem e são regidos por rígidas regras de conduta. É um grupo mais unido que motoboy e blogueiro. E eles sabem o que todas as empresas do mundo estão criando, sabem todas as técnicas das agências para influenciar, manipular e dialogar com as pessoas. Eles sabem tudo! E como estão constantemente trocando de emprego uns com os outros, garantem sempre uma informação fresquinha para o Clube.

Não há como esconder algo de um designer. Não tem projeto secreto. E, principalmente, não há como escapar quando eles colocarem bombas no prédio da Mastercard. Pelo menos se você for amigo dos designers eles provavelmente não vão urinar na sua sopa.

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06 Julho, 2008  

LiveChart: e Twitter: uma outra Formula1

Foi pelo Twitter que descobri uma outra forma de acompanhar as corridas de Fórmula 1.

Ligar a TV e abrir, no computador, o www.formula1.com.

O site oficial da FOA traz o acompanhamento em tempo real da prova, com todos os tempos, trecho a trecho e comentários (melhores que os do Galvão). Uma das funcionalidades, o Lap Chart, é uma fantástica forma de visualizar a prova, na forma de gráficos.

LiveChart F1Sabe aqueles dados todos que o Galvão diz por ser amigo pessoal e camaradão de todos os odões da F1? Tá tudo lá, pra qualquer zé mané com conexão à internet.

Diga "eu já sabia!" toda vez que o Reginaldo disser: "Massa mais rápido que Hamilton no segundo trecho..."

E, pra completar, a turma-geek descobriu como transformar a F1 num evento colaborativo. Você vê pela tv, acompanha via Formula1.com e comenta pelo twitter. Basta usar e seguir a tag #F1.

Siga o Brogue no Twitter.

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04 Julho, 2008  

O papel social dos blogs e a polêmica do "blog de aluguel"

O papel do jornalismo é levar informação e opinião para as pessoas.

Blogs não são jornalismo. Ou pelo menos não têm a menor obrigação de ser. Mas cada vez mais pessoas confiam nos blogs como fonte de informação.

Vocês se lembram por que os blogs cresceram? “Porque eram feitos por pessoas apaixonadas e não estavam sujeitos ao viés editorial da grande imprensa”. Foi a liberdade, a autonomia, que fez a blogosfera crescer.

Não porque traz reportagens apuradas por isenção, mas porque o blog é, em essência, opinativo.

E você confia numa opinião de uma pessoa física (vulgo ser humano), mas não de uma pessoa jurídica. Por quê? Não sei. Algum complexo capitalista/colonizado de que “pessoas são boas” e “empresas são más”.

Mas fato é que as pessoas pensam assim, concordemos ou não. E isso fez a blogosfera florescer, com sua enorme gama de gente incrível falando coisas fantásticas e gente idiota falando bobagem.

Mas aí uma coisa aconteceu. Os blogs - tão sem querer como artistas que de repente viram celebridades e se fascinam/espantam com o assédio – tomaram o papel social da imprensa de formadora de opinião.

O que faz um jornal ser um jornal? A estrutura administrativa da empresa? O poder de escrever coisas e imprimir em papel que suja a mão? Ou uma instituição com um papel definido na sociedade?

Quem assume – querendo ou não – um papel na sociedade arca com os ônus e os bônus disso. Preservar a integridade dessa relação é um deles.

Isso significa que devemos todos ser blogueiros filantrópicos-budistas-marxistas? Que devemos nos benzer ao ver uma nota de R$ 100? Chamar a polícia cada vez que um “mimo” chega na caixa de correio?

Não. Todo mundo tem o direito de ser reconhecido (financeiramente, inclusive) por aquilo que faz bem. E se isso acontece com um blogueiro, é porque ele passou a fazer parte de um mundo não de pessoas físicas, mas de pessoas jurídicas. Um mundo de transações. Com sua ética própria. Ônus e bônus próprios.

O que me parece é que adoramos o flash dos fotógrafos mas ficamos p* quando os fãs vêm pedir autógrafos. Nada contra quem quer brincar. Mas ou segue as regras ou nem desce pro play.

Receber um presente e fazer um post sem dizer que ele foi motivado pelo presente é trair o vínculo de confiança estabelecido com o leitor. Num blog meramente pessoal, ok. É seu “personal weblog”, você escreve o que quiser nele. Mas se ele passa a ter papel econômico (gera “receita”) e social (forma opinião), a coisa muda de figura.

Reforço aqui que não sou contra os mimos, especialmente quando ele é o produto em si, enviado para ser degustado/resenhado. Mas se você ganha um produto B de presente e fala bem do produto A sem dizer a motivação para o “elogio”, isso não é opinião. É permuta. Jabá. Mesmo dizer discretamente, como os “publieditoriais”, é meio estranho.

Notaram? Há uma diferença sutil entre enviar seu produto para formadores de opinião (dar um livro, um ingresso para uma pré-estréia, convite para uma apresentação, test-drive exclusivo etc) e dar algo de valor monetário que não é o produto em si.

Receber a bacaninha geladeira da Coca-Cola não é pecado nenhum. É sinal de que o papel social como formador de opinião está sendo bem cumprido. Fazer um post, sem problema. Elogiar o produto sem falar do presente? Estranho. É se arriscar a receber, sim, a alcunha de “blog de aluguel”. Ou de "varal de release", como se diz na imprensa. O problema é quando se generaliza e rotula-se toda a blogosfera por alguns gatos pingados.

Mas isso só acontece porque estamos no meio de um processo, em um mercado imaturo ainda, que tem muito a crescer. As mídias geradas por usuários e as redes sociais são o fantástico e inevitável caminho da propaganda. Não fosse não teria eu mesmo migrado para uma empresa especializada nisso, e não distribuiria produtos a blogueiros (sim, eu faço isso) na esperança de que blogueiros gostem dos produtos que enviamos e resolvam falar bem deles. Ou que falem mal. Ou que não falem nada.

Como profissional de comunicação, faz sentido que eu queira mandar pro editor de um blog um produto bacana de um cliente meu que tenha tudo a ver com um blog de produtos bacanas. Faz sentido que eu imagine que o editor de um blog de coisas bacanas possa ter interesse em compartilhar essa coisa bacana com seu público. Se ele achar bacana. Se ele estiver a fim de postar.

Mas não deixa de assustar quando tentamos nos aproximar da área editorial de um blog e recebemos um mídia kit com o preço do post tabelado. Se esse é o futuro, é bom que isso seja combinado com todo mundo, até para que eu, como leitor, saiba quem é veículo de conteúdo e quem é “Páginas Amarelas”.

Pra terminar esse longo post, ressalto que blogueiro não tem que ter vergonha de ser formador de opinião e receber os louros e arpões inerentes a isso. Não temos que ver os blogs como terreno sagrado onde publicidade é pecado. Quero ganhar dinheiro pelo lado da agência e quero ver meus amigos blogueiros ricos. Mas todo poder traz sua devida dose de responsabilidade.

Está na hora de nos unirmos para fortalecer cada vez mais as redes sociais. Até porque, se a gente mata justamente aquilo que fez a blogosfera crescer (a ousadia, a personalidade, a identidade fragmentada em zilhões de blogs que se cruzam o tempo todo), ela morre. Estamos vendendo a raiz para pagar o adubo da planta!

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27 Junho, 2008  

Vídeos do Radiohead no iTunes

Pros pobres de espírito que não compraram o "In Rainbows" direto do Radiohead e podem não ter recebido esse aviso...


RADIOHEAD IN RAINBOWS FROM THE BASEMENT

Exclusive Live Videos Set Available on iTunes June 24th
Radiohead are releasing ten live performance videos recorded at The
Hospital studio in Covent Garden, with the team from the band's
longtime producer Nigel Godrich's 'From the Basement' TV show
(http://www.fromthebasement.tv/).

The collection will debut exclusively through iTunes beginning today,
June 24th. The videos feature live renditions of songs from 'In
Rainbows' and its bonus CD included in its deluxe discbox edition.
The full track listing of video performances is:
.
Bodysnatchers
House of Cards
Nude
Weird Fishes/Arpeggi
15 Step
Reckoner
Go Slowly
Videotape
Bangers & Mash
All I Need

Captured in a day, with direction by David Barnard and sound by Nigel
Godrich, the videos represent the best recorded representation of
Radiohead's live performance to date."


Um dos breves momentos em que dá vontade de usar a dupla iTunes/iPhone/iPod.

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23 Junho, 2008  

Top 5 músicas mais indesejadas do Last.fm

O sempre sensacional Last.fm está com alguns features interessantes em teste. Um deles lista as faixa mais removidas pelos usuários de seus scrobbles.

Eu nem sabia que dava para desenviar uma faixa para o Last.fm, mas fato é que muita gente ouve certas músicas mas não quer manchar sua biografia musical. Aí é só ouvir na encolha e depois apagar as provas.

As músicas que mais envergonham seus fãs são:

#1 Britney Spears – Piece Of Me

#2 Nelly Furtado – Say It Right

#3 Britney Spears – Gimme More

#4 Amy Winehouse – Rehab

#5 Avril Lavigne – Girlfriend

Confira o serviço em http://playground.last.fm/unwanted.

Siga o Brogue no Twitter - www.twitter.com/rcassano

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20 Junho, 2008  

Modelos de mãos nuas trepam em pau de sebo em programa de TV comendo coxa de galinha e chupando picolé para provar que rola de mulher ser o sexo forte

Seu tarado,

Parabéns. Você acabou de fazer deste o post de blog de maior sucesso no Google em todos os tempos. Nada como uma boa estratégia de SEO... A boa e velha tática SExO. :-)

A idéia desse post-pegadinha é antiga. Nasceu quase junto com o Brogue, na verdade.

O post mais acessado, até hoje, é uma singela entrevista que fiz com o cientista César Ades, para a Revista Oi, intitulado "César Ades e o sexo animal".

Uma das buscas que mais trazem visitantes para o Brogue? "Sexo com animais".

Seus pervertidos.

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19 Junho, 2008  

Tipos de twitteiros

Ainda sobre o Twitter, alguns perfis que identifiquei nesses primeiros dias seguindo desconhecidos pelas ruas:

- Twitteiro Google - Aquele que se acha muito.
- Twitteiro GPS - Usa o Twitter para rastrear cada passo que dá.
- Twitteiro Professor Xavier - usa o Twitter para transmitir seus pensamentos para os outros cérebros.
- Twitteiro Billy The Kid - o lance é ser rápido e passar os links "irados, maneiros, carácoles, você viu isso?" antes dos outros.
- Twitteiro Fátima Bernardes - É um plantão de notícias. Enquanto twitta, cantarola: tan-tantan-tantan-tantantantan...
- Twitteiro Louro de Jack Sparrow - Fica dando reply aos posts de famosos para ver se consegue seguidores.

Nada contra nenhum dos perfis. Todos são igualmente fascinantes, cada um descobrindo qual a aplicação ideal para o Twitter. Aliás, o mais bacana nele é isso. Ninguém sabe exatamente para que serve e, uma vez que você começa, fica difícil parar.

Qual é o seu perfil de twitteiro?

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Twitteiro, eu?

Depois de muito tatear sem convicção, me rendi ao Twitter. Ainda estou tateando, descobrindo qual o tom ideal.

E, de quebra, encontrei alguns complementos bacanas do Firefox 3 (eu baixei nas primeiras 24hs, e você?). Um deles é o twitbar. O funcionamento é simplérrimo. Você escreve seu tweet na barra de endereços (aquela mesmo, aqui em cima, onde você digita os endereços dos sites), clica numa discreta bolinha no canto direito e pronto. Foi pra conta.

Ideal para twitar escondido no horário de trabalho. Você abre o site da Gazeta Mercantil e fica falando asneira pela barra de endereços.

Para quem quiser seguir o Broguinho (o Brogue em miniatura), basta acessar http://www.twitter.com/rcassano

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13 Junho, 2008  

Proteção contra cópia? Que nada...

O www.copyscape.com é um interessante serviço que te ajuda a saber quem anda "plagiando" seu conteúdo. Ele inclusive sugere a instalação de um selo, tipo DNA Security: "Protegido - Não copie!".

Bacana porque funciona (achei altos debates sobre textos meus que eu desconhecia), mas anacrônico. Impedir cópia?

Então deixo aqui registrado: POR FAVOR, COPIE OS TEXTOS DO BROGUE. Mas, por favor, sempre cite a fonte e deixe um link para cá em retribuição.

Que mané impedir cópia... :-)

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11 Junho, 2008  

Dicas rápidas de sobrevivência na internet

(ou como uma empresa deve se comportar quando entra na festa dos outros)

1. Você é o convidado. Não tente chamar mais atenção do que o anfitrião.

2. Quando você chega numa roda de pessoas que estão conversando, qual sua atitude:

a. Você fica calado um tempo tentando captar qual o assunto da conversa e então tenta fazer algum comentário que contribua; ou
b. Você interrompe quem está falando e diz como foi emocionante o último empate entre XV de Piracicaba Vs. Madureira?

3. Sair distribuindo seu cartão de visitas a todos os convidados não é a melhor forma de ficar enturmado e querido.

4. Tem festa de tudo que é tipo. Tem desde festa de colecionador de salgadinho (que vai adorar uma lembrancinha) até festa-cabeça onde falar de trabalho será muito, mas muito mal recebido. Veja antes qual o perfil dos convidados.

5. Os sites de relacionamento e as redes sociais não têm esses nomes por acaso. Ser social... construir relacionamentos... “construir”, viu, e não “comprar”... isso diz alguma coisa a você?

6. Cresça, filho único. Você não é mais o centro das atenções.

7. Aprenda a ouvir não. Nem todo mundo vai te amar, nem todo mundo vai te dar um gole da Coca-Cola, nem todo mundo vai te oferecer quibe. Isso já acontecia antes. A diferença é que agora vão falar na sua cara.

8. Se você levar presentes para a festa, provavelmente a turma vai gostar. Mas não espere que eles retribuam na mesma moeda.

9. Não puxe papo e vire as costas quando finalmente forem te responder.

10. Amor de carnaval é só no carnaval. Cuide, zele e faça crescer os relacionamentos que você fizer. Não tem essa de dizer que estava bêbado e não se lembra de nada.

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09 Junho, 2008  

10 músicas em versões Nerd

1. Pen drives me crazy
2. Rock around the overclock
3. Quando o Sun bater no Windows do teu quarto
4. Backup (Yesterday)
5. Flashdance, Flexdance e Javadance
6. Another Wii in the Wall
7. Me apaixonei pelo avatar errado
8. We will iPod you
9. Opera Mobile do Malandro
10. F1! (Help!)

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28 Maio, 2008  

A rede mundial de pessoas e essa coisa chamada internet

Algumas coisas óbvias podem ser surpreendentes. Aliás, olhar e analisar o óbvio é um saudável exercício que todos deveriam praticar. Aconteceu comigo quando fui tentar resumir o que, hoje, é a internet.

Foi como estar num restaurante giratório. Você dá a primeira garfada no bife enquanto observa a vista. E quando está encurralando a última ervilha na borda do prato, olha de novo para a janela envidraçada e se surpreende por tudo estar diferente. Você sabe que está no mesmo restaurante, na mesma cidade, com o mesmo bife com ervilhas, sabe que o restaurante está girando e ainda assim se surpreende ao notar, de repente, que o panorama mudou completamente.

Quando a internet ganhou as páginas dos jornais, na segunda metade dos anos 90 (e quando a maioria de nós formou sua visão do que é esse treco), a palavra-chave para ela era ACESSO. É só lembrar. Uns 9 em 10 comentários mencionavam o fato de você “poder ver os quadros do Louvre sem sair de casa”. Ou a ver Biblioteca do Congresso Americano. Ou acessar as livrarias e lojas do mundo todo. Ou tentar acompanhar uma rádio da Bósnia pelo RealPlayer, com aquela sua conexão horrorosa e picotada.

A internet abriu as portas para um novo mundo. E como era esse mundo? Bem dizia toda e qualquer menção a ela na Rede Globo: “internet – vírgula – a rede mundial de computadores – vírgula”. Era você, humano, entrando num emaranhado de máquinas. Tron. Matrix. Neuromancer.

Éramos forasteiros. Voyeurs de dados.

O que a gente fazia na rede? Surfava. Navegava. Pulava de site em site. A internet, estar online, era, em si, a atividade. Meio e fim.

E nos fascinamos em acompanhar cada passo, cada software, cada inovação, cada viral. Tão atento que somos em buscar o hoje, o agora, o daqui a pouco, nos surpreendemos ao olhar pela vidraça e perceber que, de forma tão contínua que nem notamos, o panorama mudou completamente.

A cada dia, avalanches de novos brasileiros entram na internet. Entram em lan-houses. Ou em seus computadores Positivo comprados em 24 vezes nas Casas Bahia. Brasileiros jovens. Brasileiros velhos.

Brasileiros que nunca ouviram falar do Cadê?. Nunca acessaram o Yahoo!. Nem sabem do JB Online, o primeiro jornal brasileiro na internet. Desconhecem IRC, Napster, guerra dos browsers.

A internet deles é outra. Completamente diferente.


Eles têm o Orkut como ponto de partida. Como seu sistema operacional. É no Orkut que interagem com fotos, com vídeos, com amigos. O MSN é seu e-mail. E para eles, internet não tem nada a ver com acesso. Internet, para eles, é RELACIONAMENTO.

Essa geração (não só etária, mas sobretudo econômica) nunca conheceu uma web solitária, da navegação noturna, surf virtual madrugadas a dentro. As redes sociais não são a mais nova e quente novidade. A web para eles é necessariamente uma atividade social. É inerente. Faz parte. Pão e manteiga. A característica gregária de novo povo, então, torna isso ainda mais forte.

Para eles, a internet não tem a menor cara de “rede mundial de computadores”. É uma rede de pessoas. Amigos, dos amigos, dos amigos. Comunidades das comunidades.

Quando eles “surfam”, é praticamente uma pesca com rede de arrasto. Recentemente, o guru Jacob Nielsen alertou: “os usuários estão ficando mais egoístas e impacientes”. Claro. Nunca tiveram modem de 2.400. Não se fascinam com hiperlinks, sites que se ligam... entram no Google, digitam o que querem, entram no site (pela porta dos fundos), resolvem sua vida, caem fora e vão socializar. A internet já não é fim, é meio.

A gente vem falando isso há alguns anos, mas é como um petista no poder. De repente aquele discurso todo vira realidade, ali do lado de fora da janela giratória. Visões e sonhos realizados são sempre assustadores, porque a gente precisa rapidinho achar algo novo pra sonhar.

Entender, embarcar e respeitar essa nova dinâmica social da rede, portanto, está longe de ser a “nova moda dos publicitários”. E, mais importante, não está ligada a tecnologia nenhuma. Second Life, Orkut, Open Social... não importa.

A gente finalmente não está mais falando de computadores.

Já não somos forasteiros na matrix. O mundo é o nosso. Mundo real. Com baleia morrendo, aquecimento global, dengue, PT, Bush e créu. Esse mundo que é uma grande rede mundial de pessoas, onde elas propagam idéias em velocidade estonteante. É nele que estamos inseridos. É ele que vemos do lado de fora da janela. É ele que vemos quando ligamos nossos computadores, celulares, videogames e nabaztags nessa coisa chamada internet.

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25 Maio, 2008  

Del.icio.us no Firefox 3

Não agüentei esperar pela versão final e baixei o Firefox 3.0 RC1 (de Release Candidate). É fantástico.

Mais rápido, bonito, cheio de funcionalidades novas como o zoom de página e um gerenciador de downloads que é bubbleshow (show de bolha).

Mas a extensão oficial do Del.icio.us ainda não existe para ele.

Você também ficou seu seus favoritos ao fazer o upgrade? Seus problemas acabaram. A turma do Yahoo! Lançou uma extensão não-oficial para o FF3. Você pode baixá-la aqui.

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14 Maio, 2008  

Resistir é inútil

Enquanto você está dormindo, tem um japonês estudando.
Enquanto você está comendo, tem um japonês estudando.
Enquanto você está lendo blogs,tem um japonês estudando.
Enquanto você está procriando, tem um japonês estudando.
Enquanto você está no trânsito, tem um japonês estudando.
Enquanto você está vendo futebol, tem um japonês estudando.
Enquanto você está sambando, tem um japonês estudando.
Enquanto você está trocando a frase do MSN, tem um japonês estudando.

Enquanto você está no banheiro, tem um japonês estudando.

Resistir é inútil.

Também é inútil se desesperar por causa disso.

A verdade é muito pior.

Enquanto um japonês está no banheiro, tem cinco chineses estudando.


* Baseado no aforisma "enquanto você está c*g*ndo, tem um japonês estudando", de Allan Kirsten.

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06 Maio, 2008  

I need my R2-D2

Geeks têm enorme tendência a gastar dinheiro com (in)utilidades eletrônicas. Por isso, para manter as finanças saudáveis, tenho uma tática que gostaria de compartilhar com os companheiros nerds.

Quando boto na cabeça que preciso desesperadamente de uma quinquilharia eletrônica, eu passo a pesquisar muito, mas muito, mas muito mesmo sobre a coisa. Mergulho no Mercado Livre, leio em fóruns, vejo vídeos... pesquiso tanto que a vontade passa. Assim, economizo uns trocados.

É assim que sei tudo sobre o Nintendo Wii e sobre os mais modernos celulares sensíveis ao toque e com GPS. E por isso que ainda não tenho videogame e preservo o valentíssimo K750.

Só que agora deu uma necessidade tremenda de ter meu próprio robô. Acho que chegou a hora de ter algum treco eletrônico que ande pela casa, leia os e-mails pra mim, me mostre a previsão do tempo, me lembre dos compromissos e ajude a explodir a Estrela da Morte se for preciso.

Alguma sugestão de links antes que eu vá à falência total?

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28 Abril, 2008  

Olha o pen drive!!!

Sinal dos tempos. Ontem, comprando alguns acessórios plásticos para banheiro na Casa & Vídeo, entro na fila, cercado de balas e chocolates e me encaminho a um dos caixas.

Ali, enquanto espero a caixa checar os códigos de barra, começo a olhar para aqueles produtos expostos ali esperando por nossa compra por impulso. Os "suspeitos usuais" estavam por lá: pilhas, mais balas e chocolates, agarradinhos... e pen drives Kingston.

Isso mesmo! Pen drive (512Mb por R$ 19,90) ali, na boca do caixa, ao lado das Balas Garoto.

Quando mesmo custava o megabyte de armazenamento há 10 anos?

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02 Março, 2008  

Tecnologia é puro osso

Aceitei o convite do blogueiro-amigo Rafael Cruz para escrever um texto para a "Semana do Artigo Livre", em um de seus blogs, o Tecnologia e Cinema. O desafio era dos mais cruéis: "escreva sobre o que quiser". Eu, num arroubo de criativididade, resolvi escrever sobre o quê? Tecnologia e cinema... Confiram no blog do Rafael ou aqui emabaixo.

2001
Homens pré-históricos olham meio bolados para um bloco negro. Se cutucam. Esbarram. Se estranham. A porrada estanca. Um deles pega um enorme pedaço de osso. Percebe que aquilo o tornou mais forte. Mete a porrada nos outros. Vence a luta. Em comemoração, joga o osso pro alto. O osso sobe, e subimos junto, até o espaço, onde o osso se torna uma estação espacial. O mesmo homem, as mesmas ferramentas. A mesma cabeça de jegue pronta para fazer besteiras.

É engraçado como até hoje a gente acompanhe as feiras tecnológicas esperando aquilo que nos trará a redenção cibernética ou nossa terrível destruição. No campo do audiovisual, para quem acompanha o mercado do alambrado, me parece estarmos nessa situação, onde os suportes voltam ao centro de um debate onde nunca deveriam ser os protagonistas. O que tenho lido/visto/ouvido? Da inútil batalha HD-DVD x Blu-Ray. Que a gente poderá pedir pizza ou comprar a blusa da Regina Duarte com a TV digital. E que vamos ter que gastar uma grana no decodificador para que nossa experiência com “Zorra Total” seja transformada. Que a internet está destruindo a indústria do DVD.

É exatamente a mesma inócua discussão sobre o mercado de música. Parece que ainda tem gente jurando de pé junto que a indústria (ou a arte) é sobre hardware: discos, leitores, projetores. É tudo ferramenta. Osso. Que pode ser usado tanto para mandar o homem pro espaço como para esmurrar o quengo de um neanderthal. Pouco se dedica a estudar como criar/adaptar as obras para cada novo suporte. A famosa “quarta tela” do celular, por exemplo. Está cada vez mais popular e o que de conteúdo significativo temos para ela? Pouco.

Porque não dá para ver “2001″ numa tela de iPhone. E periga de a bateria acabar antes de “E o Vento Levou”. Como é essa mídia? Essa linguagem? Os notáveis esforços como o da Mobilefest ainda estão presos ao campo da experimentação. Coisas como as “Histórias contadas por coelhos em 30 segundos” deviam estar nas lojas, não apenas uma brincadeira da internet. Mas o mais bacana, o mais inerente ao ser humano (além cabeça de jegue pronta para fazer besteiras), ainda está em segundo plano: como contar histórias com os novos ossos que a indústria nos apresenta? Como contar histórias no celular? Numa sala digital de cinema? No iPhone? No Youtube? Muito se tem feito, mas não dá para dizer que já tenhamos uma linguagem. Alguma sugestão?

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13 Fevereiro, 2008  

Não teremos profissões. Faremos coisas.

A cada conversa com um novo e fascinante desconhecido na Campus Party, a história era sempre a mesma. “Eu era publicitário. Agora trabalho com instalações digitais.” “Faço casemods para uns clientes.” A profissão do futuro não existe. Porque o futuro é um transitar entre saberes e disciplinas. O futuro é uma seqüência nervosa de cliques no Google. Para desespero de nossas mães, os nós do futuro não se graduarão com beca e diploma e seguirão suas carreiras. Eles construirão sua carreira. E as mães nunca vão entender o que exatamente seu rebento faz para ganhar a vida.

Isso a gente já vê. Eu era jornalista. Sei lá o que sou agora. As pessoas que se juntam a nós também não sabem o que são. Sabem do que gostam, e sabem do que sabem. E sabem que isso não se parece com nada que se aprenda na universidade.

Saber e fazer uma coisa só é pouco demais. A geração que nasceu com internet está chegando ao mercado de trabalho. Um dos dois (o jovem ou o mercado) não será mais o mesmo daqui pra frente.

Para empreendedores e executivos, o desafio está em saber como recrutar. Avaliar o quê? Como? Que testes estabelecer? Onde procurar? Em que faculdade encontramos gestores de comunidade? Engenheiros sociais? Arquitetos de interação? Em nenhuma. Em todas.

Aos poucos o preconceito com os novos e específicos cursos de graduação (como o curioso curso de Gestão do Carnaval, da Estácio de Sá) vai cair, porque no fundo o que faz diferença sempre foi e sempre será a pessoa. E a quantidade de coisas que ela quer fazer.

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Videoresumo da Campus Party Brasil

Modesto vídeo com o que eu vi de mais bacana perambulando pela Campus Party.



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12 Fevereiro, 2008  

Galeria de fotos da Campus Party

Povo da terra,

Cliquem na imagem abaixo para abrir a Galeria de fotos do Brogue na Campus Party Brasil.

Campus Party BR 2008


P.S. O link para a palestra do Ronaldo Lemos é http://www.campus-party.com.br/archivos/apresentacaoronaldolemos_campus_party.pdf

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Streaming em high definition made in brazil

Desculpem pelo título 90% em inglês. Mas é por uma ótima causa. VideologO Videolog.tv, da heróica dupla Edson Mackeenzy e Ariel Alexandre anunciou hoje durante a Campus Party a versão 3.0 de seu site. Para quem não sabe, o Videolog é tão pioneiro que antecede até mesmo o todo-poderoso Youtube.

Além de investir na criação de comunidades (o grande mote do momento), o site traz uma novidade de peso: o upload e a transmissão de vídeos em High Definition (HD). Pude ver uma demonstração, com o vídeo rolando em tela cheia e a coisa é mesmo de babar. Parabéns pra dupla.

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Mais 11 impressões sobre a Campus Party

1 - O clima é incrível. Manadas de criatividades desenfreadas pululam pelo pavilhão.
2 - Chama a atenção o grande número de Macs e Vaios. Laptops em geral são a maioria.
3 - Há meninas geek também! Imaginei encontrar um clube do bolinha.
4 - A sensação é de segurança total. As pessoas deixam laptops ao relento e, ao que parece, eles ficam bem.
5 - Estranho como num evento Geek, palestras para iniciantes (como Second Life e Podcasts) atraem bons públicos.
6 - Ronaldo Lemos é o cara. Excelente palestra sobre um dos temas que mais me interessam: Creative Commons e direitos autorais na internet.
7 - Todo mundo criando agora. Câmeras, filmadoras, bloggers por toda a parte. Destaque especial para o LiveStream da galera gente-boa do BlogBlogs. Virou o muralzão do evento.
8 - Sabotaram a turma de astronomia. Última área no pavilhão, fica com palestras quase desertas apesar dos temas bem bacanas.
9 - Já a palestra do velho amigo Pedro Dória tem casa cheia, falando sobre produção coletiva.
10 - A turma de robótica é a mais bizarra. Quando crescer vou ser um deles.
11 - E dá para fazer negócios também (viu chefe?)! Muitas trocas de cartões, encontros com galera do mercado e a descoberta de profissionais para nos ajudar a surtar cada vez mais com soluções de comunicação digital.

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Campus Party: CP 500 turbinado

Acabo de chegar à Campus Party Brasil, em São Paulo. Está cedo e, pelo visto, a galera ainda está nas barracas, acampada no terceiro andar do pavilhão da Bienal, no Ibirapuera.
Tudo está meio vazio, e as equipes de TV aproveitam para filmar os nerds, seus computadores tunados e os jogos que rodam neles. Procurei uma bancada, pluguei o cabo de rede no Vaio e me conectei a uma velocidade indecente. Simples assim.

Olha uma das belezocas que acabo de encontrar:

CP 500 tunado
Um velho de guerra CP 500, da Prológica (fabricado nos anos 80), transformado por Rogerio Rossi (de Franca, SP), em um Core 2 Duo 2.2 Ghz, 160 Gb de HD, DVD RW e monitor LCD... Ficou ótimo. O dono ainda não apareceu. Deve estar dormindo.

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Busca no Gmail Mobile

Dica rápida para começar a Semana-Nerd: você sabia que o aplicativo java do Gmail para celulares permite fazer uma busca em toda a sua gigantesca caixa postal?

É simples. Uma vez no aplicativo, abra o menu e escolha "Procurar e-mail" (ou simplesmente tecle 1). Ele retornará não só e-mails recentes (como acontece na maioria dos smartphones), mas qualquer coisa.

Qual a utilidade disso? Simples. Tem alguma informação que você não quer decorar mas sabe que pode precisar dela quando menos imaginar? Mande por e-mail para você mesmo e, quando surgir a necessidade, faça uma busca no seu Gmail.

Finalmente os homens poderão admitir que nosso cérebro fica no bolso da calça... :-)

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05 Fevereiro, 2008  

Museu de grandes novidades - Lemmings

Mais uma do fundo do baú (ou melhor, da minha gaveta da casa dos meus pais): Lemmings original, em disquete.

Você já deve ter ouvido falar ou mesmo jogado Lemmings. É um jogo sensacional, do comecinho da década de 90, onde você deve evitar que Lemmings suicidas se joguem de penhascos.

Eis aqui um legítico exemplar da primeira edição do game, com direito a manual. Tudo cabia nesse disquete de 3 1/4, de 720 Kb.

disquete e manual do jogo Lemmings

Melhor que isso só mesmo o manual. O trecho fotografado para a posteridade fala dos requisitos técnicos e das vantagens que o jogador terá se tiver em seu computador um novo dispositivo chamado "mouse". Diz o manual":

Para sistemas MS-DOS com hard disks:
1. Ligue seu computador com versão 3.0 ou superior do DOS. Se você quiser usar um mouse (Sim, sim! Use um mouse!), certifique-se de que o driver de seu mouse esteja instalado.
2. Insira o disco apropriado no drive de disquetes e rode o programa de instalação.
3. Digite o diretório em que você deseja instalar o programa Lemmings, e inicie o programa digitando "LEMMINGS"
4. Se perguntado, selecione a placa gráfica disponível (N. do T. Você podia optar pelo CGA de 4 cores ou pelo potente EGA de 16)
5. Se ingadado sobre o tipo de equipamento, selecione a opção 1.
6. Você deve estar agora no menu principal. Se você estiver usando um mouse, simplesmente clique com seu botão esquerdo para continuar. Se não, aperte F4 para selecionar seu método de controle e então pressione seu botão de "disparar" ou equivalente para começar!

Manual do jogo Lemmings

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Museu de grandes novidades - O pager

Revirando o acervo histórico do CIBT (também conhecido como "casa dos meus pais"), encontrei algumas peças muito interessantes que acho bacana compartilhar com os leitores. Especialmente os nascidos após os anos 80 e que consideram máquinas de escrever fantásticas impressoras que imprimem enquanto se digita.

Para começar, um incrível aparato das telecomunicações chamado "Pager". Para vocês que não eram nascidos no tempo do Amendocrem e do cometa Halley, pagers são os antepassados do celular. Ou, mais precisamente, do SMS.

Pager Teletrim

O funcionamento era simples:

1 - Você contratava a assinatura de um serviço de pager (geralmente Teletrim ou Conectel) e ganhava um aparelhinho desses, movido a uma pilha AA e com uma tela LCD de uma linha de texto).
2 - Você distribuía o número de seu pager para seus amigos.
3 - Seus amigos ligavam para uma central, diziam seu número e ditavam a mensagem para uma atendente.
4 - Pouco depois, o pager (que você garbosamente usava preso na cintura, ao lado da pochete) vibrava. Era só apertar uma tecla e ler a mensagem, escrita quase sem erros e quase inteligível.
5 - Daí você corria pro orelhão e ligava de volta para a pessoa. Fantástica a tecnologia, não?

P.S. Os pagers também tinham jogos. A diversão da época era alinhar pagers sobre uma mesa, mandar mensagens para os dois e ver qual chegava na outra ponta primeiro, movidos pelo potente vibracall.

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28 Janeiro, 2008  

Pioneiros da internet brasileira - minha lista

O jornal O Globo de hoje traz uma reportagem sobre o projeto que pretende constrir a árvore genealógica da internet. O "Quem é quem no mundo da internet" (http://www.wiwiw.org) é um projeto internacional que envolve organizações por todo planeta, inclusive no Brasil.

Sabendo que toda lista é inevitavelmente injusta, por sempre deixar alguém de fora, segue minha sugestão (aprovada pelo Comitê o CIBT) para os 5 pioneiros mais importantes da Internet Brasileira, com os quais ou tive contato direto ou acompanhei de perto sua contribuição.

1. Carlos Afonso - seu trabalho à frente do Alternex fez com que sua organização se tornasse sinônimo de internet nos idos de 96.

2. Gustavo Viberti - a página pessoal www.iis.com.br/~gviberti já foi o endereço mais quente da rede. O que tinha nele? Um despretencioso guia de páginas chamado "Cadê?", criação de Gustavo Viberti. Junto com o sócio Fábio Oliveira eles comandaram a primeira grande negociação da bolha brasileira, a venda do Cadê?.

3. Odécio Grégio - ele era diretor de produtos de informática do Bradesco quando criou, em 1999, um furacão sem precedentes ao lançar o que seria a primeira oferta de internet gratuita, atropelando os ainda embrionários iG e BrFree.

4. Sérgio Charlab
- criou o primeiro jornal brasileiro na internet, o JB Online, e ainda instituiu o conceito de popularidade de sites ".br".

5. Fernando Vilela (in memorian) - Fervil, que nos deixou prematuramente, criou a primeira revista brasileira sobre o ciberespaço. Tive a honra de comandar a edição da "internet.br" por vários anos e saber, com orgulho, que pude contribuir para criar a cultura da rede por aqui e para ensinar muitos brasileiros a fazer sua própria home-page. Tudo coisa da caixola do Fervil.

E você? Qual sua lista de benfeitores da internet.br?

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10 Janeiro, 2008  

Raios, raios, raios triplos!!!

Sempre que vejo uma anteninha Wi-Fi me lembro de uma assustadora teoria defendida pelo amigo André Santoro, hoje radicado em São Paulo, terra da primeira torre de transmissão de TV Digital do Brasil. Ele, desde o fim da década de 90, pelo menos, carrega uma grande preocupação: será possível que todas essas ondas eletromagnéticas que percorrem nossos corpos dia e noite não façam mal algum?
A discussão é antiga, mas a coisa realmente fica estranha quando a gente pára e faz as contas. Se você, radiológico leitor, vive em algum centro urbano, muito provavelmente seu corpo está sendo atravessado neste exato momento por:
- Emissoras de rádio AM
- Emissoras de rádio FM
- Ondas curtas e médias (incluindo walkie talkies)
- TV VHS
- TV UHF
- TV Digital (em SP, numa modulação chamada Muliplexação por Divisão de Freqüência Ortogonal)
- Sinal de celular da Claro, TIM, Vivo e Oi (no Rio)
- Sinal de rádio/celular da Nextel
- Sinal da TVA
- Sinal da Sky
- Internet por rádio
- Sinal de GPS
- Interferências eletromagnéticas provocadas por eletrodomésticos
- Bluetooth
- Wi-Fi (de tantas redes quando houver onde você está)
- Radiação solar e outras naturais.

É muita onda... será mesmo que “não há evidências conclusivas que associem essa tralha toda a problemas em humanos”, como diria Nick Naylor?

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05 Janeiro, 2008  

Mario Bros recriado como fase de Doom

Essa eu peguei no Boing Boing, que pegou no TechEBlog. A falta de originalidade ainda destruirá a humanidade.

Resumindo: um maluco recriou a primeira fase de Mario Bros com o engine de Doom. Muito legal.


Mario Bros Doom

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04 Janeiro, 2008  

Como tirar proveito da internet gratuita em Copacabana?

Esta semana a Princesinha do Mar ganhou acesso sem fio à internet, graças à uma rede wi-fi instalada pelo governo do estado, que pretende cobrir todo o Rio e a Baixada Fluminense com internet sem fio gratuita.

Utilizar a internet do meio da praia deve ser uma experiência tanto incrível como curta. Digo curta, porque uma dessas duas coisas acontecerá inevitavelmente logo após você ligar todo garboso seu Macbook à internet copabanesca:

1 – Você perderá seu Macbook depois que entrar areia por todas aquelas portas de conexões super-fashion dos Macs...
ou
2 – Você perderá seu Macbook depois que um arrastão, um motoboy, uma gangue de bicicleta ou um trombadinha entrar com tudo em cima de você atraído pelas portas de conexões super-fashion dos Macs...

Enquanto isso não, acontece, o Cassano Institute of Bizarre Technologies (CIBT) traz propostas de utilização da rede wi-fi, elaboradas em nossos laboratórios em Vladivostok:

1 – Seguindo o exemplo da camiseta com detector de Wi-Fi, arrase com um sungão que pisca quando pega um sinal forte sudoeste. Ou a versão fio dental que brilha no escuro, digo, na nuvem Wi-Fi.

2 – Você que é dono de quiosques pode arrasar com os guarda-sóis conectados. Uma pequena tela presa à lona traz a previsão do tempo, permite pedir aquela cervejinha e ainda tem telefones úteis para turistas, como o do Plataforma, da Help e da Delegacia de Atendimento ao Turista.

3 – Você já entrou nos sites mais irados, pegou a condição das ondas, caiu no posto 9 só para descobrir que ali estava flat? E o swell tava mesmo no posto 1? Isso é passado. Agora você pode acompanhar os sites mais hang loose da internet direto de seu pranchão. Isso é que é surfar na rede!

4 – Encontrou um tatuí? Mais do que imediatamente anote as coordenadas da descoberta e suba para o Google Earth. Logo-logo teremos a primeira Tatuipedia, com a localização geográfica de todos os tatuís remanescentes de copacabana. Aparelho GPS e pá de plastico não inclusos.

5 – Por fim, você pode passar a praia inteira adicionando seus novos amigos do Cantagalo, Pavão-Pavãozinho e da Ladeira dos Tabajaras no Orkut.

P.S. Brincadeiras à parte, acredito que levar wi-fi à praia é bom como marketing da cidade. Mas os efeitos disso podem ser fantásticos se for feito um trabalho sério de levar redes wireless para favelas e comunidades carentes. O caro, hoje, é a internet, não o computador. E a rede sem fio não pode ser controlada pelo tráfico, nem por milícia. Não depende do pobre homem da Net tomar coragem para subir o Morro. Pode ser uma fantástica forma de inclusão social dessas pessoas. Torço sinceramente para que tudo não passe de papo de político.

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24 Dezembro, 2007  

Pra que serve um microblog?

O leitor e blogueiro Rafael Cruz me perguntou sobre os microblogs, como o Twitter. Disse ele:

“Cassano, você já deve ter ouvido falar (talvez até use) sobre os microblogs, tipo Powncer, Twitter etc. Eu não consigo ver nenhuma utilidade prática neles. Pelo menos para o meu cotidiano. Talvez, quando esses microblogs forem compatíveis com as redes de celular no Brasil, um novo caminho pode surgir, mas mesmo assim isso tudo ainda é muito nebuloso pra mim. O que você acha?”

Bem, respondendo, de fato eu não uso. Ao menos não profissionalmente. Quanto à utilidade prática, isso é bem relativo. Não há uma utilidade prática num Playstation 3, num toque do “É o tchan” no celular ou, exagerando, em passar os dias percorrendo comunidades no Orkut.

Cada vez mais as pessoas precisam de ferramentas que as ajudem a mostrar (aos outros ou a si mesmas) quem elas realmente são, ou desejam ser. E não digo aqui que isso seja bom ou ruim. Apenas é.

Assim, os microblogs são interessantes. Permitem estar lado-a-lado com as pessoas de quem queremos estar perto – mesmo sem estar. É uma expansão daquele sentimento de estar perto provocado pelo simples status online no MSN... ou aquele compartilhamento do estado de espírito pela simples edição da frase de status no mensageiro instantâneo.

Concordo com o Rafael que o sistema vai decolar por aqui quando as pessoas descobrirem uma utilidade (mesmo que inútil) e tiverem facilidade de uso. Aí incluído o celular como o meio perfeito de atualização. E de geração de receita.

Na empresa onde trabalho estamos envolvidos em alguns projetos que passam por aí. Por enquanto, quanto mais nebuloso para os demais, melhor. :-)

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13 Dezembro, 2007  

Pensar cansa

Quem devia ser pago para inovar é o primeiro a cair na armadilha fácil da “tendência inescapável”. É, falo de nós mesmos, profissionais de comunicação. Num dado momento, estar no Second Life era tudo que uma marca poderia querer. Mesmo se não soubesse o que fazer por lá.

Depois, sortear um iPod (ou que tal congelar um iPod? Essa sim uma belíssima idéia). Um tanto depois, criar um site para as pessoas mandarem seus próprios vídeos, ou quem sabe criarem seu próprio comercial do produto XYZ. Se o produto for 2.0, 5.8 ou qualquer coisa que pareça web-2.0-colaborativa-inovadora, melhor ainda.

A bola da vez me parece ser trocar prêmios em dinheiro por experiências. Jantar com a Grazi, tênis com o Meligeni... enfim, um dia com uma estrela. Tudo ótimo, tudo bem pensado, correto. Nada vale mais que uma experiência, eu mesmo já disse isso aqui. Mas custava variar um pouquinho na fórmula, na mecânica, timing, linguagem, sei lá? Custava ao menos mudar a celebridade?

Se nada der certo, bota a Ivete Sangalo para cantar o jingle que resolve.

P.S. Sim, leitores, ando meio ranzinza. Deve ser o stress de fim de ano. Acho que preciso ver mais Bob Esponja. Ou trabalhar menos.

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11 Dezembro, 2007  

Aulas de expressão corporal

Nunca tive aulas de expressão corporal. E se tivesse tido, provavelmente teria matado todas sem dor na consciência. De qualquer forma, isso não oculta minha preocupação darwinista: quem teve aulas de expressão corporal terá mais sucesso com os computadores do futuro.

A expressão corporal é o curso de datilografia do Senac do século XXI. Finalmente estamos usando mais do que as pontas dos dedos para interagir com as máquinas. O Nintendo Wii põe os calejados polegares para descansar e transforma todo o corpo em um joystick.

Com acelerômetros cada vez mais baratos, telefones como o iPhone, o N95 (Nokia) e o W910 (Sony Ericsson) adicionam o gestual ao leque de opções para se interagir com a máquina, com jogos e com outras pessoas.

Existe um termo em design que se refere à página fluida. Quer página (ou interface) mais fluida do que uma que escorre se a tela for inclinada? Quer experiência mais imersiva do que mirar de verdade na testa do zumbi e mandar bala nele? Não é simulacro. Não é iconográfico. O mouse não representa a mão. O desktop não representa a mesa.

O mouse é a mão. A mesa é a mesa. O corpo é o corpo.

Adoraria poder conversar sobre isso com William Gibson, o genial escritor de Neuromancer e o vêrdadeiro pai da Matrix. Ele viveria numa boa dentro de uma rede virtual, longe de seu corpo mortal. Mas será que o corpo é tão dispensável assim? Teria ele mudado de opinião?

Será que dá para jogar Wii de dentro da Matrix?

Como será no dia em que pudermos sentir a internet como um arrepio na espinha? Perceber o sinal de wi-fi (ou equivalente) como um golpe de ar? Imergir num holodeck e se deparar com Jack, o estripador?

E no curto prazo, amanhã de tardinha? O que podemos esperar? Ou melhor: o que podemos criar? Que tipo de experiência podemos aprimorar simplesmente por tornar sua interface mais corporal/gestual? Se tudo converge para a Web, é nela que o Wii vai se esbarrar com o iPhone e o N95.

Você está pronto para criar a web corporal?

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A verdade sobre os blogs

O desafio de encontrar algo cool... pega o link do YouTube e embeda no blog. Sabe aquele vídeo viral? O vídeo novo da Sony? Ou aquela notícia que você pegou via RSS? Manda bala que dá ibope.

Ser um cara ligado é ter uma penca de RSS no iGoogle ou seja lá onde for. É conseguir entender essa sopa de letrinha. E ser rápido no gatilho. Esperto e trendsetter é aquele que lê os RSSes dos outros e publica no blog antes que o mundo perceba.

É claro que o cara precisa falar inglês. De Nova York, por favor. Com sotaque do Boing Boing. E ficar conectado 24 x 7 em seu iPhone desbloqueado na Uruguaiana. A lei da selva: update ou morre. ctrl-c / ctrl-v. Gênio.

O post original, de onde vem? Talvez de uma enciclopédia empoeirada. Ou talvez seja tudo mentira. Ou talvez alguém use menos o Google e mais um treco todo arcaico, que não vem de Nova York nem vende na Apple Store. Cérebro.

Aliás, tô precisando de um novo. É melhor procurar no Google ou no Mercado Livre?

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11 Outubro, 2007  

Paguei dez real no novo Radiohead

Radiohead - In RainbowsOlhos rasos d’água, acabo de ouvir In Rainbows, sétimo álbum do Radiohead. Ouço em MP3, desbloqueado, que baixei na Internet. O link do arquivo zip? Quem me passou foi a própria banda, por e-mail. Ouço sem medo do Capitão Nascimento bater na minha casa. Paguei 2,5 libras (uns R$ 10) pelo download.

Para quem não sabe (sei lá, muita gente vive em Marte esses dias), o Radiohead lançou ontem (10/10) seu novo álbum de uma maneira revolucionária: distribuição pela internet, sem DRM. O preço? Você decide. Um campo em branco pergunta ao usuário quanto ele deseja pagar pelo álbum (grátis é uma opção). Eu quis pagar. Primeiro, porque fiz duas juras na vida: “Nunca mais passarei fome novamente” (mentira, fiz não) e “Jamais piratearei um Radiohead, um Legião Urbana ou um Los Hermanos” (essa eu fiz mesmo). Segundo, porque acho que R$ 10 é preço mais do que justo por um disco. Terceiro, porque preciso retribuir esses 11 anos de felicidade e de ininterruptas e incontáveis reproduções de Ok Computer & cia.

O álbum? Curtinho, 10 faixas, 42 minutos, maravilhoso. Radiohead. Menos hermético e eletrônico do que Kid A e Amnesiac (brilhantes mas que você leva um tempão para digerir), com faixas que a banda vem executando ao vivo há algum tempo. As letras não deu para sacar ainda e aí a gente começa a ver a falta que faz uma capinha, um encarte, um “deitar no sofá e ficar ouvindo o som lendo os encartes”. Mas nada que Google não resolva.

O disco saiu ontem. O hit até agora é a faixa 3, Nude, com quase 9 mil ouvintes no Last.fm (http://www.last.fm/music/Radiohead/In+Rainbows). Obrigado Radiohead. Quer o seu? Compra (ou só baixa) aqui: www.radiohead.com

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06 Outubro, 2007  

Capas transadas para notebooks

As boas idéias flanam por aí e, geralmente, são ridiculamente simples. Por exemplo, a bela idéia de se criar capas transadas para laptops! Sim! Carregar seu notebook numa maleta é implorar para ser assaltado. Levá-lo solto na mochila é um passaporte para arranhões e tufos de poeira dentro da porta USB... E agora? As capas de neoprene são extremamente práticas, mas todas oscilam entre o preto básico e o chumbo discreto.

capa transada para notebookComo ser uma pessoa moderna sem perder o estilo? Simples! Com as capas Nimin (www.nimin.com.br), idéia de uma esperta turma de São Paulo. São modelos de nomes sugestivos como "Ovo", "Te quiero fucsia", "céu de estrelas" e "Consuelo Celestial" (que se parece com a capa que Frida Kahlo teria se tivesse tido um notebook, mas infelizmente esgotada).

Os preços são mais salgados que os de uma capa normal (em torno de R$ 60), mas estilo tem seu preço, certo?

Fica a dica e o aviso de que não ganhei um único centavo por este post (céu de estrelas tamanho 13'' widescreen, por favor... :-) ).

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05 Setembro, 2007  

Como deveríamos pedir um táxi?

Sempre preocupado em melhorar o mundo, o Cassano Institute of Bizarre Technologies (CIBT) resolveu propor uma nova forma de se pedir um táxi.

Veja como é o processo atual:

Você liga para o número. Um andróide atende do outro lado:
– Robocoop, boa noite.
– Oi. Eu queria pedir um táxi para às 10h30.
– Não entendi, senhor. O senhor deseja pedir um táxi?
– Não. Na verdade eu me sinto muito só. Queria falar com alguém. Mas pra não perder a viagem eu vou querer agendar um táxi para as 10h30.
– Qual seu telefone de cadastro, por favor?
– 8888-8888.
– É o Sr. Roberto?
– Isso.
– E o senhor está na Rua Y?
– Não. No Santos Dumont.
– No aeroporto?
– Não. Na casa de Santos Dumont, em Petrópolis. Mas pode me encontrar no aeroporto mesmo, às 10h30.
– Para onde vai?
– Para o lugar Y.
– De imediato?
– Não, às 10h30. (Não adianta querer adiantar as informações, pois o andróide só grava uma informação por vez.)
– O que o senhor está vestindo?
– Terno preto.
– O senhor pode esperar no Relógio?
– Sim, posso.

Então o andróide repete tudo o que você disse para se certificar se está tudo certo. Depois que você desliga, ele fica implorando pelo rádio até que um taxista minta dizendo que está perto do Santos Dumont (quando na verdade ele está em Madureira) e finja anotar as coordenadas passadas pelo andróide da central.

Uns 10 minutos após o horário marcado, geralmente chega o taxista.
– Senhor Roberto? Não era pro senhor estar de terno verde?


O novo formato:

Não seria muito mais fácil se a gente assumisse sem culpa que esse sistema pode ser bem mais mecânico? Algo como:

– Robocoop, boa noite. Por favor, diga seu telefone de cadastro:
– 888-8888 (o sistema poderia filtrar quais taxistas já atenderam a este cliente e que, provavelmente, já conhecem o caminho que ele fará)
– Onde o sr. se encontra, Sr. Roberto? (se eu não for o senhor Roberto, é hora de dizer e repetir o telefone de cadastro).
– No Santos Dumont. (o sistema tem um “favoritos” e perceberá que o Santos Dumont mais requisitado é, por acaso, o aeroporto. Então ele filtra quais as viaturas próximas ao endereço solicitado (pelo GPS), destacando se alguma já atendeu ao mesmo cliente.)
– O senhor vai para sua residência, no endereço Y?
– Isso mesmo! Que legal!
– É para agora ou quer agendar?
– Quero agendar para as 10h30. (o sistema já exclui aqueles taxistas com corridas programadas para o horário marcado)
– O senhor está vestindo o quê?
– Terno preto.
– Perfeito. O sr. se importaria de aguardar no relógio?
– Não, tranqüilo.

E pronto! Como ele sempre te faz uma pergunta, você não precisa adivinhar a hora exata de passar as informações. No lado de lá, após o pedido, o sistema envia um alerta de rádio para o taxista (localizado por GPS) e os dados do cliente seguem por SMS, para não se ter erro. Da mesma forma, um cliente cadastrado pode pedir seu táxi por SMS (excelente para você não ter que explicar como se chega em Curicica ainda a bordo do avião).

Isso já existe?

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31 Agosto, 2007  

Blogday 2007: as dicas do Brogue

Hoje é dia de cada blogueiro indicar outros cinco blogs para gerar uma inflação blogária e deixar todos os blogueiros podres de ricos com seus blogs. Logo, apresento aqui minhas cinco sugestões de blogs (eu já falei em blogs hoje?).

Então vamos às compras, digo, às dicas:

- Fotos da Sandy Pelada (http://rockdeindio.com/fsp/)
Além de ter o melhor nome de blog do últimos tempos, é de um humor ácido, preciso e certeiro. Imperdível (aviso antes que seja tarde: o site não tem nenhuma foto da Sandy).

- Tocks do Ock-Tock (http://www.lpaiva.jor.br/blog/)
Não é porque o cara é meu amigo. Ele é realmente capaz de pinçar os mais interessantes achados mundo virtual afora.

- Trizle (http://www.trizle.com/)
A gente também precisa trabalhar, né? O Trizle beira a auto-ajuda corporativa, mas é tão bem escrito que você nem nota.

- Bichinhos de Jardim (http://www.bichinhosdejardim.blogspot.com)
São Malvados fofinhos mas igualmente politicamente incorretos. Belo exemplar de humor feminino.

- Lista 10 (http://lista10.blogspot.com)
Simples como o nome indica, é uma relação aleatória de TOP 10s sobre qualquer coisa. Tão bacana que tem até um texto aqui do Brogue... :-)

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22 Agosto, 2007  

Ora, direis, googleando estrelas!

Foto do cruzeiro do Sul tirada em 2002 com uma câmera ZenitExatamente por ser uma informação totalmente desinteressante, poucos sabem que um de meus passatempos prediletos é a astronomia amadora. E menos pessoas ainda sabem que as cartas celestes (um mapa das estrelas no céu) são uma ferramenta indispensável para a prática.

Do Anuário do astrônomo Rogério Mourão a programas como o francês Cartes do Ciel (excelente!) ou o widget do Starry Night, há boas opções para quem quer transformar o computador num observatório.

Mas agora surge uma que promete ser, se não a mais científicamente completa, a mais divertida de todas: a versão celeste do Google Earth, o Sky. Ainda não baixei, mas já compartilho link para matéria do Boing Boing sobre a novidade: http://www.boingboing.net/2007/08/21/googles_new_astronom.html.

É o Google aproximando você de Alfa Centauri.

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17 Agosto, 2007  

Onde está o valor das coisas?

O guru Nicholas Negroponte, professor do MIT, previu há mais de uma década que haveria uma troca de papéis nas telecomunicações. O que tradicionalmente fluía pelo ar, como rádio e televisão, passaria a percorrer cabos (tv a cabo, rádios via internet etc). E o que nasceu como algo preso a fios – telefonia – se tornaria livre. Os celulares estão aí tocando sem parar nas salas de cinema para não nos deixar mentir.

No começo deste ano, outro visionário, o autor de A Cauda Longa e editor da Wired Chris Anderson, criou sua versão desta previsão: “tudo o que nasceu pago ficará gratuito e vice-versa”. Ousado? Com certeza. Mas vejamos: a TV, além de livre, era gratuita. Agora é a cabo e paga. Os canais de rádio via satélite são pagos. Idem para as rádios online como o Pandora ou o Sonora, do Terra. Nunca se comprou tanta água engarrafada. E até o ar tem preço. O que são os créditos de carbono se não taxas que se paga para gastar/estragar o ar?

Produtos – de modems de banda larga a filtros e geladeirinhas – se transformam em serviços, por meio das soluções de comodato e aluguel. E os bens digitalizados imploram para ganhar o mundo, povoar a matrix, se espalhar como gremlins.

Tudo que se digitalizou – de livros e músicas a nossas próprias identidades e privacidade – perdeu o conceito de propriedade junto com os átomos que os compunham. Música já não se compra. Ou você aluga ou simplesmente copia. Junto com o Orkut, a pirataria foi um dos grandes vetores da inclusão digital no Brasil. Procure nos mercados populares por CDs piratas. Eles perdem cada vez mais espaço para os DVDs. Isso porque até o CD “genérico” de R$ 3 é caro perto de um clique no eMule. A pirataria é tão feia e errada como real e inevitável. Ignorar isso é fingir que aquele iceberg jamais afundaria um transatlântico como o nosso.

E tem mais. Digitalizado, o conteúdo pede não só para ganhar o mundo, mas para evoluir. Mudar, mitoses, meioses, osmoses, fagocitoses de idéias, imagens, sons... bricolagem frenética e digital. Criação coletiva, colaborativa. Máquina fazendo arte. Gente e máquina fazendo máquina. Um “eu” que vira “nós”. Um “nós” que vira “eu”. De quem é o conteúdo? Patente do quê? Quem se ousa se clamar “dono” da idéia? De quem é a foto do Corcovado? Se eu fotografo um quadro que é refeito em calda de chocolate por Vik Muniz e depois ganha versões nas mãos de anônimos e um camelô imprime e vende em Guadalajara, quem merece receber os direitos autorais?

Copyright é algo tão na moda quanto mullets e polainas. E não porque está errado. Simplesmente o mundo mudou. Não que ele precise ser abolido. Ele simplesmente não se aplica mais às regras do jogo.

Falando de negócios, estamos dizendo que o grande desafio dos proprietários de conteúdo é torná-los rentáveis de uma maneira sintonizada com o momento do mundo. E não como uma Durval Discos anacrônica.

Mas ainda é cedo para os produtores de átomos rirem de nós, seres digitais. Se ainda não existe a cópia em massa de átomos, tudo que é material virou commodity. Já não há diferença de fato entre tipos de arroz, tipos de carros, tipos de laptops. E as marcas, que assumiram a responsabilidade de diferenciar os produtos, estas sofrem com pirataria, clones, mudanças de humor do mercado.

O futuro, apostam os especialistas, está na customização em massa. Ou seja, produzir em larga escala produtos que rivalizam com os artesanais na capacidade de ser a cara do consumidor. Só que quando todos os produtos tiverem a minha cara, todos serão iguais (a mim). Um Apple e um Sony seriam a mesma coisa. Talvez com uma diferença de aura, de estilo, benefício acessível a um punhado de sortudas e bem-trabalhadas marcas.

Se uma ponte ou uma geladeira já não vale o que valia e se tudo que é digital se copia, onde está o valor? Eu aposto no artesanal. Não por ser tosco, barato. Nem por ser uma oportunidade de dar uma “esmola” a quem se esforça com calos nas mãos. O artesanal se destaca porque possui algo que nenhum MP3 baixado pelo Torrent nem nenhuma Louis Vuitton de camelô pode oferecer: uma história autêntica. É mais que o produto, é a história que ele percorreu até chegar a suas mãos. Veja o valor que você dá a estúpidos souvenires de viagem. Quanto vale aquele chaveirinho vagabundo que você comprou na Tailândia? Para você, uma fortuna.

Você não pode copiar uma história autêntica. Você não pode se apropriar da história de outro produto. Você pode até copiar a marca, mas o valor da marca não leva junto o valor da experiência de fazer parte da vida daquilo que se tem em mãos. Quanto você pagaria por uma cópia de um autógrafo?

Não se pirateia um repente. Uma bolsa de palha do Jalapão. Uma serenata sob a janela ou um pocket show do U2 na Quinta da Boa Vista. Não se pirateia ou patenteia experiência. Mil corridas de avião em plena enseada de Botafogo não mimetizariam um Red Bull Air Race. Você pode até forjar uma história, como fez brilhantemente o sorvete Haagen-Dazs, mas ela é sua, só sua. A experiência é o DNA do produto. Deixem o conteúdo correr. Deixem que se crie, que se recrie. Ninguém vai roubar aquilo que realmente tem valor para você: sua alma. Se você tiver uma, é claro.

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03 Agosto, 2007  

Fechem o Elton John!

Essa deu ontem na INFO Online... e se a gente for às ruas pedindo o fechamento de Elton John? Me espanta não a crítica em si, mas o egocentrismo do músico. Tudo: blogs, Google, You Tube, comunidades, e-commerce, serviços etc só servem para prejudicar o processo de criação musical. Afinal, o que mais se faz na vida?

Elton John defende o fim da internet

O cantor inglês Elton John pediu o fechamento da internet, pois acredita que a rede está acabando com a indústria musical, segundo informações da agência Ansa.

Para o músico, a internet fez as pessoas deixarem de se comunicar, atrapalhando o processo de criação. "Os artistas se sentam em suas casas e fazem seus próprios discos, que às vezes são bons, mas não têm uma visão artística a longo prazo", afirmou.

Elton John espera que o próximo movimento musical acabe com a rede mundial de computadores. "Saíamos às ruas, marchemos e façamos protestos, em vez de nos sentarmos em casa e entrarmos em blogs", disse.

O cantor admite ser tecnófobo e diz se sentir atrás dos tempos modernos. "Não tenho celular, nem iPod ou nada parecido. Quando tenho que compor música, simplesmente me sento em frente ao piano."

O último disco do músico, "The Captain & The Kid", vendeu apenas 100 mil cópias. O músico culpa os downloads pela vendagem modesta. (As informações são da Info Online)

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01 Agosto, 2007  

Encontro de blogueiros no Rio

O jornalista Beto Largman, do blog Feira Moderna, promove na próxima segunda-feira, dia 6, no Rio, o “I Encontro BLS – Blogueiros, leitores e simpatizantes”. Apesar do nome para lá de duvidoso, é uma excelente iniciativa e conta com gente boa no programa.

Replico abaixo o e-mail convite do Largman para que ele apresente a programação:
“A idéia é reunir pessoas que, de alguma maneira, estejam ligadas ao assunto. Por isso, foram convidados Alexandre Inagaki (Agência Riot), que falará sobre blogs e marketing viral; Paulo Mussoi (coordenador dos blogs do Globo Online) vai mostrar a visão de uma grande empresa de comunicação sobre os blogs; Carlos Cardoso, que vive exclusivamente do seu blog, um problogger; Fabio Seixas (analista de sistemas, sócio-fundador do Camiseteria.com e diretor de marketing do WeShow.com) vai detalhar como é possível rentabilizar um blog e Alessandro Barbosa Lima (a confirmar), diretor do E.life, explicará como funciona a monitoração do boca-a-boca na web. O objetivo é que o encontro seja um fórum livre de debates e idéias.”

Acredito que a tendência de blogs e blogueiros é, como tudo que dá certo, desaparecer. Não no sentido de deixarem de existir, mas de serem tão comuns a ponto de perderem o nome próprio. Já não faz muito sentido falar em “internautas”, por exemplo. Nem fará sentido sermos “blogueiros” e, muito menos, “simpatizantes”. Seremos apenas humanos. Ou, quem sabe, ciborgues.

A programação do encontro:
- Rentabilização de Blogs
- Como a mídia tradicional está encarando os blogs
- Vivendo de blog: o problogger
- O marketing e os blogs, marketing viral e estratégias de guerrilha
- Monitoração e análise da comunicação boca-a-boca na web

Quando? Segunda, dia 6, às 19h.
Onde? No Armazém Digital – Shopping Rio Design/Leblon (Avenida Ataulfo de Paiva, 270 - Loja 104 - Tel: (21) 2274-5999)
Quanto? "Di grátis"

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04 Julho, 2007  

Estúdios ainda erram a mão no script das ações digitais

Os estúdios de cinema aprenderam que mesclar marcas a seus roteiros é uma receita para lá de lucrativa. Também estão descobrindo maneiras muito criativas de explorar o product placement como forma de promoção dos próprios filmes. Um bom exemplo é a ação que transformou lojas do 7-Eleven em Kwik-E-Marts para divulgar o longa dos Simpsons. Mas quando o assunto é mídia digital, as atuações são dignas de Silvester Stallone.

Os responsáveis pelos sites de filmes ainda não se tocaram que a comunicação na web é diferente. Que conceitos abstratos como pertinência, utilidade e relevância ganham vida no meio digital. Vejamos o próprio longa de Homer & cia. O site traz, entre outras firulas, uma ferramenta para criar seu avatar simpsoniano. Apesar de um pouco limitada, a ferramenta diverte e temos um sem-número de springvillenses espalhados por blogs, MSNs e GTalks por aí. Legal, né? Bem legal.

O detalhe é que esses avatares só foram parar nestes lugares pelos poderes mágicos do e do Photoshop. O site mesmo não oferece uma utilidade clara para os avatares simpsonianos que você cria lá. Tudo depende do esforço e envolvimento dos internautas com seus ídolos.

Quer dizer que não tem nenhum papel de parede ou ícone para Messenger? Tem. Mas sempre com um “Dia X nos cinemas” piscando enorme. Quantos desses ícones eu vi por aí? Nenhum. Porque as pessoas não querem ser avatares-sanduíche, promovendo filmes por onde passam. Elas são fãs (ou fiéis) dos Simpsons, não do filme. Utilidade é permitir que as pessoas sejam Homer por um dia. Ou tenham um Líder Optimus irado como papel de parede, sem interferências, sem ruído. E isso comunica? Claro que sim.

É tudo uma questão de foco. Para o cliente, as informações comerciais sobre o filme são o coração da mensagem. Para o usuário, é apenas ruído. Para que dizer que é um filme? Ou que está em cartaz? A mídia tradicional e a própria imprensa se encarregam disso! Não tem como um blockbuster passar incólume hoje em dia. Não precisa transformar cada imagem de exibição do MSN em um mini-outdoor. Isso não é prestar serviço. É contar o fim da história.

P.S. O filme dos Simpsons estréia dia 17/08. Com ou sem ícone do MSN, estarei lá. :-)

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29 Junho, 2007  

Meu eu simpsoniano

Cassimpson, avatar do Cassano nos Simpsons
O site do longa-metragem dos Simpsons permite que você crie seu avatar simpsoniano. Pena que as opções de exportação não são tantas. Mas mesmo assim é divertido.

Esse cara aí é o Cassimpson, ou o mais próximo de mim que achei entre as opções. Não tem como fazer um avatar de óculos.

Divirta-se clicando aqui.

Mas a imagem da semana é mesmo o Líder Optimus na capa da Wired. Animal.

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28 Junho, 2007  

Wiki do MC-1000, computador da CCE

Em março de 2005 falei aqui no Brogue sobre meu primeiro computador, o MC-1000 da CCE.Computador MC-1000, da CCE Na última semana, o leitor Emerson José da Costa nos brindou com sua incrível Wiki do MC-1000 que, como ele mesmo diz, “para o bem e para o mal foi o primeiro micrinho de muitos brasileiros”. É verdade. A Wiki tem várias informações sobre o computador e seus potentes 16Kb de RAM, além de um emulador em Java. Tentei fazer um programinha simples em Basic mas já não me lembro da sintaxe...

Vale a pena conferir: http://mc-1000.seedwiki.com

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24 Junho, 2007  

Publique seu livro agora. Pergunte-me como

Na era das facilidades mil, até publicar um livro ficou fácil. Já existem pela web alguns serviços bacanas de autopublicação, onde o autor paga para ver suas memórias publicadas e disponibilizadas nas prateleiras virtuais da editora e até na Amazon. Mas um novo serviço prima pela simplicidade e pelo design super bacana de sua ferramenta.

O Blurb em açãoO Blurb (www.blurb.com) funciona com um aplicativo gratuito (30 Mb) que você precisa baixar. Com ele, você escolhe o formato, título e conteúdo de seu livro, que pode ser um blogbook (ele importa os posts direto do Blogger e afins), um livro de fotos (de seu computador, de seu Flickr ou Picasa), de poesias, receitas etc. O processo de diagramar seu épico literário é simples.

Finalizado, você faz o upload, morre em cerca de US$ 20 mais o frete, e recebe em casa seu próprio livro, com capa dura e impressão, segundo o site, de primeira. Você ainda pode deixar seu Lusíadas para venda. Como ele só será impresso sob demanda, o risco de encalhe é zero.

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12 Junho, 2007  

Intérprete virtual no Second Life

Não sei se o recurso é antigo, mas me deparei com um tradutor automático de bate-papos no Second Life! É impressionante. A pessoa fala em inglês e o sistema traduz de forma bastante razoável para o português. Isso permite que pessoas de diversos idiomas conversem na boa em suas línguas de origem. Me fez lembrar o Babelfish, de O Guia do Mochileiro das Galáxias.

Reproduzo aqui o diálogo traduzido:
- Oi!
- Por favor...
- Esta é uma propriedade particular.
- Caia fora!

Falta testar o sistema com diálogos mais elaborados, o que é um bocado difícil de encontrar no SL. E descobrir se isso vale para todo o mundo virtual. Alguém sabe?

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06 Junho, 2007  

Vai um pirolette aí?

Você é um cara de pau?

Você adoraria ter um toco de madeira de 30 cm em sua sala e dizer que ele foi moldado em você em tamanho natural?

Você acha que tem um perfil sofisticado?

Então você merece um pirolette.


PirolettePirolettes são uma réplica em madeira de tudo aquilo que não é você.

Não entendeu? Calma. Vamos tentar de novo.

É como se selecionassem seu rosto no Photoshop e depois dessem um "select inverse".

Não ajudou, né? Última tentativa.

Pirolettes são esculturas de madeira moldadas em seu rosto. Um molde de seu perfil é usado para dar forma à uma tora de madeira que gira sobre um torno.

O resultado é um belo objeto cuja sombra revela seu perfil. O preço da brincadeira? 150 dólares.

Confira com seus próprios olhos.

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31 Maio, 2007  

Lorem ipsum generator

Os designers devem conhecer este site. Além disso, o software preferido de quem faz programação visual de impressos, o InDesign, possui este recurso de fábrica. Mas não resisti a compartilhar um pequeno achado: um gerador online de textos em latim, o famoso Lorem ipsum dolor sit amet.

Você entra no www.lipsum.com, escolhe quantos parágrafos, palavras, letras (bytes) ou listas você quer gerar em texto falso e... voilà! Habemos latim! Especialmente útil quando você monta um protótipo, lay-out ou afim, quer simular a massa de texto mas não quer que o cliente fique revisando as palavras que só estão lá para encher lingüiça.

Mas o latim não é infalível. Uma vez, uma alta executiva italiana de uma grande empresa, ao receber nosso belíssimo projeto gráfico de um trabalho, se pôs a ler e a revisar o lorem ipsum... Logo, se for apresentar projeto para algum cliente italiano (ou para qualquer padre católico ou quem domine a língua de Cesar), prefira textos falsos em grego, esperanto ou russo. Ou o bom e velho nonono...

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30 Maio, 2007  

It's the end of Last.fm as we know it... and the CBS will feel fine...

Last.fm
Não sei se fico feliz ou em pânico com essa notícia. A CBS comprou o site inglês Last.fm pela bagatela de US$ 280 milhões. Deveria ficar feliz por ver gente que tem idéias geniais e as executa com primazia sendo recompensada. E triste porque normalmente o fim das histórias das criativas start-ups compradas por gigantes não é nada feliz... Seriam estes os last days do Last.fm?

Resta torcer para, com essa grana, eles desenvolverem um plug-in que funcione nos novos Walkman, da Sony-Ericsson...

P.S.1. Confira a notícia da compra na Info Exame
P.S.2. Não conhece o Last.fm? Ë só conferir (e clicar) no meu hit parade na coluna cinza aqui ao lado.
P.S.3. O título desta nota é do bravo Leonardo Paiva.

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29 Maio, 2007  

Prêmio: Funcionalidade inútil mais bacana

Troféu Screen SaverÉ com orgulho que o CIBT (Cassano Institute of Bizarre Technologies) anuncia o vencedor do troféu “Screen Saver” para a funcionalidade tecnológica absolutamente inútil mais bacana. Depois de analisadas diversas traquitanas, nosso favorito foi...

O recurso de S.O.S. dos celulares
Walkman/ Cybershot da Sony-Ericsson


Flash com S.O.S. do Sony-Ericsson k750


Trata-se de uma funcionalidade onde, por meio de um menu, você ativa a luz do flash para piscar em código morse! Três piscadas curtas, três longas, três curtas.

Sensacional, incrível para impressionar suas tias em jantares de família e para testar as habilidades dos vizinhos escoteiros. Mas que dificilmente você lembrará de usar se ficar perdido na Floresta da Tijuca durante uma tempestade de granizo.

Parabéns Sony-Ericsson por essa deliciosa e inútil tecnologia! O CIBT aprova!

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28 Maio, 2007  

Máquina lê pensamentos do consumidor

Um de nossos maiores desafios é saber o que se passa na cabeça dos consumidores de nossos clientes. Aliás, esse é o grande dilema de todas as empresas e agências interessadas em desenvolver um relacionamento mais profundo entre marcas e pessoas. Como ir além do share of mind, como estudar o comportamento das pessoas durante a decisão de compra?

Scanner da Hitachi monitora cérebro dos consumidores durante as comprasNesse sentido, uma área que ganha força é a do neuromarketing, que literalmente cai dentro do cérebro dos consumidores para entender os meandros que as marcas percorrem pela massa cinzenta dos clientes. Para ajudar nessa tarefa, a Hitachi desenvolveu uma espécie de tomógrafo portátil, que pode monitorar o fluxo sangüíneo no cérebro dos consumidores durante as compras. Na verdade, o aparelho se presta a diversos fins. O marketing é apenas um deles.

Poderemos saber, por exemplo, se a gostosa no anúncio de cerveja provoca uma avalanche de hemoglobinas na parte do cérebro responsável pelo prazer, ou se uma experiência de imersão de marca bombeia sangue (e processamento de informações) para as áreas do cérebro que cuidam das emoções.

É a evolução das pesquisas etnográficas, que estudam o consumidor em plena situação de compra ou consumo dos bens. Resta achar candidatos a sair por aí com esse disco voador na cabeça. Saiba mais no site Neurosciencemarketing.

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25 Maio, 2007  

De carro ou de ônibus? Dou o lugar ou finjo que durmo?

Tenho me divertido com um programa de organização de idéias chamado FreeMind. Ele é útil também para se desenhar árvores de sites e coisas assim.

Para demonstrar como ele funciona, segue um modelo mental que mostra o quão complicado é sair de casa para o trabalho todos os dias. Tente refazer mentalmente seu trajeto diário. Sugestões são bem-vindas.

Clique na imagem para ampliar.

sair de casa para o trabalho / de carro / de ônibus / metrô / para no ponto? Tá lotado? dá o lugar para a velhinha? dorme e passa do ponto? chega ao trabalho.

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19 Maio, 2007  

12º Encontro de Web Design

Hoje tive a honra de palestrar no 12º Encontro de Web Design, no Rio de Janeiro. Foi bacana, até porque fechou um ciclo. Minha última participação tinha sido mediando uma mesa-redonda na primeira edição, há uns 10 anos.

Para quem foi, meu muito obrigado por permanecerem acordados após o almoço.

A apresentação está logo abaixo.


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22 Março, 2007  

O cúmulo da pop-nerd-art. Gollum e Smeagol (de O Senhor dos Anéis) cantam Barry White. Precisa dizer mais? Sensacional.

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18 Março, 2007  

1997: o ano em que fizemos contato


Revirando tralhas, eis que me deparo com esta credencial da Sport Street Wear 97, feira de esportes realizada no Riocentro, Rio de Janeiro. Neste ano, eu fazia parte da equipe mucho loca do JB Online, o primeiro jornal brasileiro na Internet. Hoje vejo que muito do que fazíamos era por pura inconseqüência, e não pelo apoio do Jornal. Em todos os sentidos, éramos uma start up, assumindo riscos e perrengues como tal.

Nesta feira, participei (num sacrifício em nome do jornalismo) do primeiro salto de bungee jump transmitido ao vivo pela internet. A relevância disso? Nenhuma, exceto a demonstração de que aquela tal da internet estava ali para isso mesmo: surpreender. O autor da façanha foi Marcelo Botelho, o homem-webcam-ao-vivo. Eu fiquei lá no alto do guintaste, chacoalhando para lá e para cá com o peso dos cento-e-alguma-coisa quilos do Marcelo e sua câmera zigue-zagueando com o elástico.

Nesta feira, ainda fotografamos beldades que participaram do primeiro concurso de beleza da internet, a Musa do Verão do JB Online. Elas foram flagradas em um dos primeiros tours de internet do Brasil, o projeto "Verão 97 JB Online - não saia da rede neste verão" (sacaram o trocadilho? Rede, verão, internet?). Pegamos computadores e, durante o verão, instalamos redações móveis do Jornal do Brasil Online em Búzios, Angra e no Rio, levando a internet aos veranistas. Tudo transmitido ao vivo, por Botelho.

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04 Março, 2007  

Heck, No! (I´ll never listen to techno)

O videoclip abaixo já foi visto mais de um milhão de vezes no You Tube. A banda? Maldroid, que nem sequer tem um disco gravado. Tudo que existe é um EP, Malfunction, com cinco músicas e vídeos hiper bem-bolados. A banda estourou quando ganhou um concurso de vídeos no You Tube, no final do ano passado. Por aqui, ainda não é muito conhecida.

Com vocês, "Heck, No! (I´ll never listen to techno)", uma música sobre o dia em que os robôs dominarem o planeta.



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22 Fevereiro, 2007  

O que a Unidos da Tijuca nos ensina?

Podemos assumir, sem medo de errar feio, que seus consumidores entendem tanto de seu produto ou de sua empresa como eu, sujeito meio estranho da cabeça e totalmente doente do pé, entendo os desfiles de carnaval.

Assisto religiosamente aos desfiles da Marquês de Sapucaí, tentando identificar a “conversa entre o tamborim e o surdo de primeira”, ou a inovação na ala das baianas. Suo frio buscando perceber o “Reino Encantado de Ilê-Aloá no Tempo das Garoas Místicas” num carro alegórico tão cheio de plumas, purpurinas e destaques como todos os outros.

Resumindo: não entendo nada de carnaval. Mas isso não me impede de gostar, de curtir, de consumir.

O mesmo acontece fora do período momesco. Quando seu consumidor compra, por exemplo, um barbeador elétrico, ele não precisa entender do revolucionário sistema helicoidal de lâminas. Por quê? Porque ele não compra barbeador, ele compra uma pele que parece bumbum de bebê. Ele compra uma história.

E ninguém compra uma história que não entende. Ninguém passa adiante um causo que não faz o menor sentido. É por isso que, ano após ano, minhas escolas favoritas são aquelas que se permitem entender. Como a Unidos da Tijuca neste ano, com um didático e divertido enredo sobre fotografia. Era fácil, sem legendas ou comentaristas, entender o que simbolizava cada ala. Simples, lindo, empolgante.

A escola não faturou o título, mas ficou entre as seis campeãs. E disse ao que veio, contou uma história.

Tenha isso em mente quando for posicionar ou comunicar seu produto, sua empresa, seu currículo. Mais que as especificações técnicas, que histórias sua marca conta? E elas estão sendo entendidas pelo público? Como sua marca ganha vida no imaginário do consumidor?

Não tente enfeitar o pavão, ou fazer com que as pessoas entendam a importância do “reino encantado de Ilê-Aloá no Tempo das Garoas Místicas”. Isso não importa. Deixe as especificações de lado e foque na experiência do consumidor, nas histórias que ele pode entender, vivenciar e repassar.

Desfile para o público, não para os jurados.

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05 Dezembro, 2006  

Sites indispensáveis para uma existência profissional mais feliz



28 Setembro, 2006  

Tecnologia não é nada sem conteúdo

Em um dos episódios da série de animação Futurama, dos mesmos criadores de Os Simpsons, um personagem que viaja no tempo para o futuro se depara com um sonho bem estranho, em que ele aparece com uma cueca pós-moderna.

Vários “figurantes” de seu sonho atestam a qualidade da roupa íntima. Ou seja, um pesadelo. Já desperto, no café da manhã ao lado de robôs, alienígenas e outras criaturas esquisitas, ele descobre que a publicidade em sonhos é trivial no futuro, que “todo mundo sonha com marcas”, empurradas cérebro adentro por ondas de rádio. Por fim, ele mesmo acaba querendo comprar a tal cueca.

Há alguns milhares de anos, alguém inventou a escrita. Pouco depois, Moisés veio com os 10 Mandamentos, que não deixam de ser uma ação de comunicação de massa. Não há humano ocidental quem nunca tenha ouvido falar deles. Com Gutemberg, os Mandamentos viraram bíblias impressas e a propaganda ganhou tipologia. Tem sido assim com toda e qualquer tecnologia que se preste à comunicação: mais cedo ou mais tarde, ela atende a necessidades de marketing.

O assunto passa a exigir atenção redobrada hoje, quando vivemos em um cenário de inovações tecnológicas se multiplicando como gremlins incontroláveis, quase todas envolvendo ou afetando a mídia e a comunicação e todas num contexto onde simplesmente a publicidade já não resolve todos os problemas. Nem em sonhos.

Desenha-se aí um dilema frankeinsteiniano. Tão importante como utilizar novas tecnologias para o marketing é saber como fazer isso sem violentar o consumidor. Hoje podemos, tecnicamente falando, invadir nosso público-alvo com a precisão de um míssil guiado por GPS. Mas mesmo os bombardeios cirúrgicos dos norte-americanos deixam seus estragos colaterais.

Nosso “poder” é cada vez maior. Em 31 de março, o eMarketer.com publicou um artigo sobre uma bizarra solução envolvendo nanorrobôs implantados no cérebro que recebem anúncios por radiofreqüência e os embutem em nossos sonhos. O delirante artigo, com cara de primeiro de abril, chegava a citar marcas como Coca-Cola e Speedo, e previa um mercado global de US$ 3 bilhões para publicidade em sonhos em 2020. Ou seja, se não bastasse sermos interrompidos e impactados por propagandas durante o dia, elas ainda invadiriam nossas freudianas fantasias eróticas com a professora do ginásio.

O exemplo é extremo, mas quando a tecnologia se torna cada vez mais pessoal e intransferível, é impossível pensar em comunicações de marca que não sejam úteis, relevantes, divertidas e desejadas pelo público. Minha tese: para chegar a níveis tão avançados de intimidade tecnológica com o público, toda comunicação precisa ser por conteúdo.

Pois vejamos: o celular é alardeado aos quatro ventos como a mídia do futuro. Afinal, é um dispositivo multimídia que você carrega para cima e para baixo, capaz de receber conteúdos nos mais diversos formatos. Mas exatamente por ser quase que um apêndice de nossos corpos, ele faz parte da esfera privada de nossas vidas. Ninguém gostaria de ver uma oferta de sanduíche aparecer tatuada no braço esquerdo. O mesmo se fala para a propaganda invasiva e interruptiva que chega por SMS, ligação, fotomensagem ou por bluetooth.

Em meio a calorosos debates contra a poluição visual causada pelos painéis de publicidade, a Central de Outdoor está testando em São Paulo um conceito já utilizado especialmente na Europa, o da integração da mídia urbana (outdoors, vitrines e pontos de ônibus, por exemplo) com os celulares por meio de conexões sem fio bluetooth. Lá fora, há o caso da banda Coldplay, cujos cartazes do novo álbum convidavam os pedestres a baixarem o single da banda para seus celulares. Tudo muito legal, mas é como alguém descer de pára-quedas na sua casa oferecendo uma fatia de bolo. A torta pode ser deliciosa, mas a forma como ela chegou a você é invasiva.

É importante que o púbico queira receber

Isso acontece porque, na verdade, conteúdo é tudo. Uma comunicação de conteúdo inclui a mensagem e a forma como ela chega. Portanto, é preciso ter em mente o bom e velho opt-in quando criamos qualquer comunicação digital, tecnológica, cibernética, biônica, o que for.

Mas isso não basta. Mais que um “aceito receber”, é importante que o público “queira” receber.

Quando pudermos colocar marcas em sonhos, tem que ser mais como as pílulas azuis e vermelhas de Matrix do que como a cueca de Futurama. A pessoa, cujo aparelho de ar-condicionado pifou, tem que querer sonhar com uma refrescante Halls, ou sonhar com uma Brahma gelada e uma loura de biquini. E quando ela quiser sonhar, é preciso estarmos prontos para entregar um sonho de qualidade. Esse é outro elemento fundamental quando pensamos em comunicação por conteúdo tecnológica: a entrega.

Acabou a era do publicitário que cria o outdoor e vai para casa esperar o prêmio em Cannes. O universo dos bits e bytes é regido por uma lei invisível mas inescapável: a Lei de Murphy. Tudo pode sempre dar errado, e geralmente dá. É preciso garantir a entrega da experiência de forma ainda mais cuidadosa do que nas outras mídias. Um cuidado constante e uma preocupação extra com a infra-estrutura tecnológica. Um belo conteúdo em banda larga que é pesado demais para o consumidor baixar pode não surtir efeito algum. Experimente assistir Guerra nas Estrelas com o vídeo engasgando. Uma entrega num formato inapropriado pode arruinar a criação.

O inverso também é válido. O Pearl Jam, banda de Seattle, resolveu deixar para os fãs a tarefa de promover o videoclipe de Life Wasted, de seu mais recente álbum. Como eles fizeram isso? Licenciaram o vídeo sob a égide do Creative Commons, permitindo a livre cópia e distribuição do clipe. Ele logo foi parar no Bit Torrent, plataforma de troca de arquivos que é o pesadelo da indústria cinematográfica, por ter se tornado o playground da turma antenada que intercambiava MP3s no Napster e agora troca álbuns inteiros e filmes pelo Torrent.

Mais do que o conteúdo, a forma como a música foi distribuída disse muito sobre a banda, e certamente a fez subir no conceito de uma considerável legião de pessoas que acreditam em software livre, Creative Commons e tudo o que há de mais moderno em termos de direitos autorais, criações coletivas e colaborativas etc. Nesse caso, a forma da distribuição é a mensagem. E isso faz com que as pessoas busquem a comunicação, que ela seja desejada.

No dia-a-dia, parte de nosso trabalho é difundir a visão de Comunicação por Conteúdo, que não vem reinventar a roda, mas, em resumo, transformar a comunicação de marca: precisamos colocar o público no controle da comunicação, e não o gerente de mídia. Quando o meio para levar a marca ao consumidor é tecnológico, a preocupação com esses valores é redobrada, porque temos, como nunca, o poder de sermos interruptivos, invasivos, de empurrar a mensagem de marca internet/celular/cérebro adentro. Mas não queremos isso.

Queremos ver a tecnologia, seja ela qual for, como uma facilitadora para que o público busque e encontre a mensagem de marca a qualquer hora e qualquer lugar, porque ela é útil, relevante e divertida para ele. Por que ele deseja se envolver com a comunicação. Como dizia Ben, tio de Peter Parker em Homem Aranha, “com grande poder vem grande responsabilidade”. Use a tecnologia com consciência. E conteúdo.

Artigo publicado no Blog da Selulloid AG, no Web Insider e na Revista Target.

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01 Setembro, 2006  

O dono da bola

Todos sabem que os filósofos, quando se cansam de divagar sobre o Cosmos em seus escritórios empoeirados, pegam seus carros amarelos e saem por aí disfarçados de taxistas. Pois bem. Outro dia fiz sinal para um filósofo no Centro do Rio de Janeiro, e ele me levou para uma viagem até minha casa, passando pelo real sentido da inclusão social.

Ao parar em um sinal do Centro, já quase deserto e recebendo os primeiros habitantes da sinistra noite urbana, fomos abordados por um senhor gordo, de longa barba branca. Ele parecia um Papai Noel maltrapilho, e vendia bolas de futebol. Ofereceu uma ao taxista, por R$ 10. Este recusou educadamente e o vendedor respondeu, sorridente, no mesmo tom. E partiu para oferecer suas bolas para outros motoristas.
Então meu filósofo particular entrou em campo.

-- Ora, veja só -- disse ele. -- Antigamente quem tinha uma bola era rei. Era o dono da bola. O cara podia ser um perna-de-pau danado, mas se tivesse uma bola, tinha o poder. Era escalado em qualquer time. Afinal, sem ele não tinha jogo. Hoje não. Qualquer um tem uma bola.

Ele não se deu conta, mas havia identificado a maior inclusão social já ocorrida no Brasil. Maior que a inclusão digital, telefônica ou educacional, vivemos a inclusão bolotal. Agora todo mundo é dono da bola.

O que se conclui disso? Que é realmente verdade que quando todos têm o poder, ninguém tem de fato poder algum. Nenhum pereba se escala na pelada de domingo por ser dono da pelota. É preciso talento ou, ao menos, amigos influentes.

Isso quer dizer que muito mais gente pode jogar futebol agora. E que, aos ruins de bola, cabe a triste sina de ficar na arquibancada ou, no máximo, marcar o Alam(brado). Esses pernetas podem ocupar seu tempo estudando. E de zagueiros medíocres acabarão virando grandes cientistas. Ou símbolos da revolução maior que se materializa sobre nós: o fim dos donos da bola.

A indústria das telecomunicaÇões ainda é dominada por alguns donos da bola. Incluo aí os grupos de mídia. Num país de 180 milhões de pessoas, contamos nos dedos da mãos aqueles que definem os que os demais assistirão na tevê, por exemplo. Como o modelo da TV Digital foi escolhido por estes mesmos donos da bola, é possível que percamos a enorme oportunidade de distribuirmos bolas às pessoas. Se ficarmos como telespectadores passivos deste cenário, tudo o que teremos é um Vale a Pena Ver de Novo com a Narjara Tureta em altíssima resolução.

A esperanÇa pode estar na iptv, comandada pelos donos da bola das telecomunicações. Como eles não se forjaram em cima de um oligopólio das idéias (mas sim num oligopólio das redes de comunicação), estes grupos estão aptos a permitir uma internetizaÇão da TV.

A inclusão digital no Brasil não se dará por computadores. No Japão foram celulares. Aqui serão os televisores. Então nosso Youtube não nascerá na internet. Quando pudermos "ser", e não apenas "ver" nossa própria programação de tevê, aí sim seremos os donos da bola da mídia. E quando todos são os donos da bola, ninguém será "O" dono da bola. Parafraseando Renato Russo, para uma sociedade, o maior poder é quando ela se permite que ninguém tenha poder algum. Essa revolução não cairá sobre nosso colo, da mesma forma que ninguém nunca me escolheu para a lateral direita de seu time. Nós precisamos fazê-la acontecer. O momento é esse, e não dá para ficar ajeitando o meião, nem marcando o alambrado.

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