O Radiohead disparou hoje e-mail anunciando a liberação da faixa Reckoner, do álbum In Rainbows, para que todo mundo tente fazer seus remixes.
A parada é profissional. Você compra as faixas de áudio de cada instrumento via iTunes, mistura tudo e sobe pro site www.radioheadremix.com.
Mas o que impressiona mesmo são os números que eles divulgaram sobre a ação anterior, o remix da faixa Nude:
Visitantes únicos: 6,1 milhões Páginas vistas: 29 milhões Banda consumida: 10,6 terabytes (!!!) Remixes: 2,5 mil Votos: 461 mil Faixas escutadas: 1,7 milhão.
Top 5 melhores usos de “filho da puta” na música brasileira
1. Faroeste Caboclo – Legião Urbana
"Jeremias, eu sou homem. coisa que você não é E não atiro pelas costas não Olha pra cá filha-da-puta, sem-vergonha Dá uma olhada no meu sangue e vem sentir o teu perdão”
-- Simplesmente libertador. O que mais dizer pro safado que te mete bala nas costas? Me lembro quando essa música tocava na Rádio Cidade (RIP), e o f.d.p. era substituído por um apito. Aí era hora de cantar a plenos pulmões e, quando a mãe vinha brigar, a resposta era sempre a mesma: “É a música, mãe!”
2. Papai Noel Velho Batuta – Garotos Podres
“Papai Noel velho batuta Rejeita os miseráveis Eu quero matá-lo! Aquele porco capitalista
Presenteia os ricos E cospe nos pobres Presenteia os ricos E cospe nos pobres.”
-- Pérola do punk brasileiro, esse hit dos garotos podres é sublime porque a letra NÃO fala f.d.p. Mas a rima é inevitável. E punk que se preze não despreza uma rima que termine com “uta”.
3. Filha da puta - Ultraje a Rigor
“Filha da puta É tudo filho da puta.”
-- Pra mim, não tem Roberto DaMatta, não tem Vinícius, nem Gilberto Freire. O maior pensador e filósofo sobre o brasileiro é o Roger, do Ultraje. Essa música resume o que a gente pensa, se não dos brasileiros, mas dessa corja que nos governa.
4. Esporrei na manivela – Raimundos
“Entrei no trem, esporrei na manivela Cobrador filha-da-puta me jogou pela janela”
-- Essa é a música com mais palavrões por metro quadrado do mundo. O legal aqui é que, perto dos outros termos na letra, o “filha-da-puta” chega a ser singelo. É quase um “papai me dá um abraço?”.
Todo equipado, preparado na linha de partida Daqui a pouco vai ser dada a saída Todo mundo nervoso e eu não tó nem aí (O importante é competir!)
Então tá, vamo lá, nem vou me preocupar Já tá tudo armado pra eu me conformar Eu vou tentar só pra não falar que eu nem sou atleta
Ia ser legal chegar junto na frente Mas iam falar que quero ser diferente Tá bom demais, pelo menos eu não saio da reta Por isso eu sempre sou
Terceiro! Ôba-Ôba! Terceiro! Ôba-Ôba! Terceiro! Ôba-Ôba! Terceiro! Ôba-Ôba! Terceiro! Pra mim tá louco de bom!
Marcando passo vou seguindo sem ser muito ligeiro Com cuidado pra não ser o primeiro É bonito, eu imito mas o pódium não é pra mim (Eu não sou a fim!)
Se eu me esforço demais vou ficar cansado Já dá pra enganar eu ficando suado Se reclamarem eu boto a culpa no patrocinador
Não botaram fé porque não ia dar pé Não ia dar pé porque não botaram fé De qualquer forma eu pego um bronze porque eu gosto da cor Por isso eu sempre sou
Terceiro! Ôba-Ôba! Terceiro! Ôba-Ôba! Terceiro! Ôba-Ôba! Terceiro! Ôba-Ôba! Terceiro! Pra mim tá louco de bom!
Eu queria ser um rock star e disparar sem dó um dó distorcido no meio do salto e cair de joelhos segurando a nota fazendo careta quebrando a guitarra atirando a palheta
e eu me vestiria como se ninguém estivesse ali usaria um cabelo estranho, como se ninguém estivesse vendo mas eles estariam ali, eles estariam sempre ali
meus dois milhões de amigos. meus dois milhões de amigos.
todo rock star tem dois milhões de amigos.
queria ser galã de cinema, beijar a mocinha no fim da cena, ter um dublê para ser eu, sempre que eu correr perigo.
um galã de cinema, letras maiúsculas na fachada nome nos créditos de entrada agradecer pela estátua como se ninguém estivesse vendo, mas eles estariam ali, eles estariam sempre ali
meus dois milhões de amigos. meus dois milhões de amigos.
todo galã de cinema tem dois milhões de amigos.
e eu queria ser um escritor best seller, ter hábitos estranhos, uma casa na escócia e traçaria tramas sobre a escória e sobre a história
e daria autógrafos pra gente na fila livro após livro como se anotasse um telefone como se ninguém estivesse vendo, mas eles estariam ali, eles estariam sempre ali
meus dois milhões de amigos. meus dois milhões de amigos.
todo best seller tem dois milhões de amigos.
onde estarão escondidos onde estarão escondidos o que estarão esperando
meus dois milhões de amigos meus dois milhões de amigos
Pros pobres de espírito que não compraram o "In Rainbows" direto do Radiohead e podem não ter recebido esse aviso...
RADIOHEAD IN RAINBOWS FROM THE BASEMENT
Exclusive Live Videos Set Available on iTunes June 24th Radiohead are releasing ten live performance videos recorded at The Hospital studio in Covent Garden, with the team from the band's longtime producer Nigel Godrich's 'From the Basement' TV show (http://www.fromthebasement.tv/).
The collection will debut exclusively through iTunes beginning today, June 24th. The videos feature live renditions of songs from 'In Rainbows' and its bonus CD included in its deluxe discbox edition. The full track listing of video performances is: . Bodysnatchers House of Cards Nude Weird Fishes/Arpeggi 15 Step Reckoner Go Slowly Videotape Bangers & Mash All I Need
Captured in a day, with direction by David Barnard and sound by Nigel Godrich, the videos represent the best recorded representation of Radiohead's live performance to date."
Um dos breves momentos em que dá vontade de usar a dupla iTunes/iPhone/iPod.
O sempre sensacional Last.fm está com alguns features interessantes em teste. Um deles lista as faixa mais removidas pelos usuários de seus scrobbles.
Eu nem sabia que dava para desenviar uma faixa para o Last.fm, mas fato é que muita gente ouve certas músicas mas não quer manchar sua biografia musical. Aí é só ouvir na encolha e depois apagar as provas.
1. Pen drives me crazy 2. Rock around the overclock 3. Quando o Sun bater no Windows do teu quarto 4. Backup (Yesterday) 5. Flashdance, Flexdance e Javadance 6. Another Wii in the Wall 7. Me apaixonei pelo avatar errado 8. We will iPod you 9. Opera Mobile do Malandro 10. F1! (Help!)
Olhos rasos d’água, acabo de ouvir In Rainbows, sétimo álbum do Radiohead. Ouço em MP3, desbloqueado, que baixei na Internet. O link do arquivo zip? Quem me passou foi a própria banda, por e-mail. Ouço sem medo do Capitão Nascimento bater na minha casa. Paguei 2,5 libras (uns R$ 10) pelo download.
Para quem não sabe (sei lá, muita gente vive em Marte esses dias), o Radiohead lançou ontem (10/10) seu novo álbum de uma maneira revolucionária: distribuição pela internet, sem DRM. O preço? Você decide. Um campo em branco pergunta ao usuário quanto ele deseja pagar pelo álbum (grátis é uma opção). Eu quis pagar. Primeiro, porque fiz duas juras na vida: “Nunca mais passarei fome novamente” (mentira, fiz não) e “Jamais piratearei um Radiohead, um Legião Urbana ou um Los Hermanos” (essa eu fiz mesmo). Segundo, porque acho que R$ 10 é preço mais do que justo por um disco. Terceiro, porque preciso retribuir esses 11 anos de felicidade e de ininterruptas e incontáveis reproduções de Ok Computer & cia.
O álbum? Curtinho, 10 faixas, 42 minutos, maravilhoso. Radiohead. Menos hermético e eletrônico do que Kid A e Amnesiac (brilhantes mas que você leva um tempão para digerir), com faixas que a banda vem executando ao vivo há algum tempo. As letras não deu para sacar ainda e aí a gente começa a ver a falta que faz uma capinha, um encarte, um “deitar no sofá e ficar ouvindo o som lendo os encartes”. Mas nada que Google não resolva.
Por outro lado, soube que a islandesa anda exibindo o incrível Reactable (veja o vídeo) em sua turnê. E isso é beeem legal.
E no último sábado a vi cantando com uma banda que tinha um Macbook e um coro de 10 islandeses no Saturday Night Live. Totalmente geek também, o que chamou minha atenção.
Então, na segunda-feira, caiu em minhas mãos um belíssimo exemplar da versão brasileira da Rolling Stone. Matéria vai matéria vem, surge uma entrevista com Bjork.
Duas vezes em três dias é demais para ser coincidência. Então resolvi arriscar me pus a ouvir “Volta”, novo trabalho da esquimó.
O disco, assim como a Bjork, é muito esquisito.
Mas, assim como a Bjork, é esquisito mas é legal.
Discos com músicas que começam com apitos de navio não podem ser de todo ruins.
Taí a dica. “Volta”, da Bjork. Disponível nas melhores lojas ou vocês sabem aonde.
Se um dia eu entender o disco eu explico pra vocês.
Acontece com quase todo mundo. Um dia, de repente, você se vê no meio de um show do Roberto Carlos.
Numa escala dos espetáculos que já pude assistir, fica alguns milhões de anos-luz abaixo do R.E.M. no Rock in Rio e da Legião Urbana no Metropolitan, mas está bem acima de uma palestra-show do Augusto Cury (isso existe, acredite) e de um pocket-show do Jota Quest.
Assistir a um show de Roberto Carlos é como sentar na mesma mesa de bar com um grupo de controladores de vôo ou de operadores da bolsa. Você presenciará um diálogo incrivelmente divertido, desde que você entenda as quinhentas gírias, referências e jargões restritos àquele grupo.
A seqüência das músicas, as balzaquianas histéricas, as declarações de amor de meninas, senhoras, vovós e homens (!!!), o final sempre com “Jesus Cristo” e o arremesso de rosas... é um mais do mesmo que faz todo sentido para aquele grupo fiel. E, justiça seja feita, algumas canções de fato merecem constar em nosso repertório musical coletivo.
Mas um mistério permanece. Se os arranjos são bastante convencionais, se as músicas são as mesmas há décadas, se os músicos são os mesmos há décadas, se até a senhora de vestido de oncinha na mesa do lado subiria ao palco e tocaria as canções...
Por que a banda do Roberto Carlos precisa de um maestro!?!?!?
Tem músicas que a gente consegue ouvir hora após hora, dia após dia... por exemplo, eu ouço semanalmente há dez anos pelo menos dois discos: "Ok Computer" e "The Best of The Smiths". Fora a discografia completa da Legião.
Minha lista de músicas que eu ouviria se fosse congelado em carbono feito Han Solo ou em suspensão animada por longos anos, como em Aliens:
Girl Afraid e How Soon Is Now, The Smiths
Sad but True e Enter Sandman, Metallica
Stranger in a strange land e The Trooper, Iron Maiden
Metal contra as nuvens e Eu Sei, Legião Urbana
Even Flow e Jeremy, Pearl Jam
Karma Police e Paranoid Android, Radiohead
Don´t Stop Till you get enough e Billie Jean, Michael Jackson Quem sabe e O Vencedor, Los Hermanos
Sheena is a punk rocker e I believe in miracles, Ramones
It's the end of Last.fm as we know it... and the CBS will feel fine...
Não sei se fico feliz ou em pânico com essa notícia. A CBS comprou o site inglês Last.fm pela bagatela de US$ 280 milhões. Deveria ficar feliz por ver gente que tem idéias geniais e as executa com primazia sendo recompensada. E triste porque normalmente o fim das histórias das criativas start-ups compradas por gigantes não é nada feliz... Seriam estes os last days do Last.fm?
Resta torcer para, com essa grana, eles desenvolverem um plug-in que funcione nos novos Walkman, da Sony-Ericsson...
P.S.1. Confira a notícia da compra na Info Exame P.S.2. Não conhece o Last.fm? Ë só conferir (e clicar) no meu hit parade na coluna cinza aqui ao lado. P.S.3. O título desta nota é do bravo Leonardo Paiva.
O videoclip abaixo já foi visto mais de um milhão de vezes no You Tube. A banda? Maldroid, que nem sequer tem um disco gravado. Tudo que existe é um EP, Malfunction, com cinco músicas e vídeos hiper bem-bolados. A banda estourou quando ganhou um concurso de vídeos no You Tube, no final do ano passado. Por aqui, ainda não é muito conhecida.
Com vocês, "Heck, No! (I´ll never listen to techno)", uma música sobre o dia em que os robôs dominarem o planeta.