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18 Agosto, 2008
Relatório da McCann sobre redes sociais
29 Julho, 2008
O Twitter e as redes sociais efêmeras
A rede muda o tempo todo, como blocos de gelo se movendo sobre o mar gelado. Nesse sentido, o Twitter é a ponta de outro iceberg que esse organismo vivo e mutante que é a internet se prepara para jogar sobre nossas cabeças.
Não porque inaugura a era das conversas, idéias, discussões e manifestos em 140 caracteres (nunca imaginei que coubesse tanta coisa em tão poucas letras). Nem porque revela novos formadores de opinião e deliciosos usuários fake (o Oscar do Twitter para o @darthvader, por favor).
Na verdade, é por tudo isso que o Twitter é um iceberg desgovernado pilotado por um mamute míope, mas sobretudo por uma característica peculiar: ele é uma rede social diferente em sua estrutura, em sua mecânica e nos vínculos que unem seus membros. Pois vejamos:
- É unilateral: Ao contrário das redes sociais convencionais, o vínculo de amizade no Twitter é fraco. Para começar, não se pede autorização para se seguir alguém. Você segue, e ponto. Nem escolhe quem vai segui-lo, embora ainda possa bloquear pessoas. Isso muda tudo. Primeiro porque não há tantos escrúpulos em se deixar de seguir alguém. Excluir alguém de seu Orkut é dramático. Rende até música. É quase como rasgar fotos ou arranhar o vinil do Odair José do outro. “Desseguir” alguém no Twitter é normal.
Ainda por ser unilateral, cria figuras diferentes. No lugar dos dois extremos (solitário e popular), temos as diferentes gradações. Tem os seguidores natos, que praticamente ouvem e nada criam. Há os formadores de opinião, com poucos seguidos e milhares de seguidores. E há os neutros, onde boa parte dos seguidores na verdade estão retribuindo a gentileza de serem seguidos. No mundo das redes sociais, onde status é a moeda corrente, isso muda tudo.
- É totalmente estruturada em seus membros: Não existe um portão da comunidade entre o público externo e seus membros. O sentimento de que se está “dentro do Twitter” é diferente de o sentimento de se estar “dentro do Orkut”. Além disso, sua extrema simplicidade difere do ambiente cada vez mais repleto de aplicativos das redes sociais convencionais. Ele é simples e direto.
- É uma rede efêmera: Esse é um dos pontos que mais me fascinam e em que mais aposto no longo prazo. O uso das tags (palavras iniciadas com #) permite que comunidades se formem de forma instantânea e efêmera enquanto o assunto (um evento, um meme, uma pessoa) estiver em voga. É o que acontece durante transmissões esportivas, por exemplo.
Usando a busca do próprio Twitter (o antigo Summize) ou outras ferramentas, os usuários iniciam um diálogo “maluco” onde não há um interlocutor definido. É como se ilustres desconhecidos subissem em seus telhados e gritassem com megafones frases sobre um assunto específico. E eles ouvirão uns aos outros, falarão ao mesmo tempo e, com boa vontade, vão acabar se entendendo.
Em nenhum momento eles necessariamente estabelecem vínculos entre si (amizades), nem com o tema (comunidades). Quando o assunto morre, cada um desce de seu telhado e a rede se desfaz.
O que ficam são os seguidos e seguidores que podem se formar e o histórico da conversa, publicado nas páginas de cada participante. Mas, salvo na busca pela tag, isso permanece de forma totalmente dispersa. Para quem olha a parte, e não o todo, há apenas fragmentos sem sentido completo.
Isso tem grande impacto em como entendemos as redes sociais, os papéis das comunidades e especialmente em como quantificamos isso em nossos sistemas de mensuração. Que métricas precisaremos desenvolver para capturar isso?
O Twitter não é o fim. Mas ele é um modelo para as redes sociais do futuro que, no rastro da abertura permitida pelas APIs de integração inter-redes, serão cada vez mais abertas, transparentes, multiplataformas e efêmeras. Redes sociais sem muros nem membros, mas com milhares de construtores.
É fascinante esse mundo onde o chão é sólido como gelo. Que nosso mamute míope não encontre muitas baleias em seu caminho.Marcadores: filosofia, internet, trabalho, twitter
15 Julho, 2008
Coleção de trocadilhos infames com o Twitter
- Sabe a banda favorita do Twitter? Twitted Sister. - E a série favorita? Twittlight Zone. - Cantiga de ninar? Twitt twitt little star. - Produtora de filmes favorita? Twitthieth Century Fox (by @sergiokeller) - Atriz-twitteira? Twitneth Patrol - Modelo Favorita? Twitggy (by @sergiokeller) - Cantor esquisitão? Twiggy Pop - Monstrinhos que se reproduzem com comida? Twemlins - Top model brasileira? Twittele Bündchen - Ursinho favorito? Twinnie , the Pooh (by @sergiokeller)
Sabe de mais trocadilhos? Mande para @rcassano no twitter que eu atualizo a lista aqui.Marcadores: cotidiano, humor, internet, twitter
06 Julho, 2008
LiveChart: e Twitter: uma outra Formula1
Foi pelo Twitter que descobri uma outra forma de acompanhar as corridas de Fórmula 1.
Ligar a TV e abrir, no computador, o www.formula1.com.
O site oficial da FOA traz o acompanhamento em tempo real da prova, com todos os tempos, trecho a trecho e comentários (melhores que os do Galvão). Uma das funcionalidades, o Lap Chart, é uma fantástica forma de visualizar a prova, na forma de gráficos.
Sabe aqueles dados todos que o Galvão diz por ser amigo pessoal e camaradão de todos os odões da F1? Tá tudo lá, pra qualquer zé mané com conexão à internet.
Diga "eu já sabia!" toda vez que o Reginaldo disser: "Massa mais rápido que Hamilton no segundo trecho..."
E, pra completar, a turma-geek descobriu como transformar a F1 num evento colaborativo. Você vê pela tv, acompanha via Formula1.com e comenta pelo twitter. Basta usar e seguir a tag #F1.
Siga o Brogue no Twitter.Marcadores: cotidiano, internet, twitter
19 Junho, 2008
Tipos de twitteiros
Ainda sobre o Twitter, alguns perfis que identifiquei nesses primeiros dias seguindo desconhecidos pelas ruas:
- Twitteiro Google - Aquele que se acha muito. - Twitteiro GPS - Usa o Twitter para rastrear cada passo que dá. - Twitteiro Professor Xavier - usa o Twitter para transmitir seus pensamentos para os outros cérebros. - Twitteiro Billy The Kid - o lance é ser rápido e passar os links "irados, maneiros, carácoles, você viu isso?" antes dos outros. - Twitteiro Fátima Bernardes - É um plantão de notícias. Enquanto twitta, cantarola: tan-tantan-tantan-tantantantan... - Twitteiro Louro de Jack Sparrow - Fica dando reply aos posts de famosos para ver se consegue seguidores.
Nada contra nenhum dos perfis. Todos são igualmente fascinantes, cada um descobrindo qual a aplicação ideal para o Twitter. Aliás, o mais bacana nele é isso. Ninguém sabe exatamente para que serve e, uma vez que você começa, fica difícil parar.
Qual é o seu perfil de twitteiro?Marcadores: cotidiano, humor, internet, twitter
Twitteiro, eu?
Depois de muito tatear sem convicção, me rendi ao Twitter. Ainda estou tateando, descobrindo qual o tom ideal.
E, de quebra, encontrei alguns complementos bacanas do Firefox 3 (eu baixei nas primeiras 24hs, e você?). Um deles é o twitbar. O funcionamento é simplérrimo. Você escreve seu tweet na barra de endereços (aquela mesmo, aqui em cima, onde você digita os endereços dos sites), clica numa discreta bolinha no canto direito e pronto. Foi pra conta.
Ideal para twitar escondido no horário de trabalho. Você abre o site da Gazeta Mercantil e fica falando asneira pela barra de endereços.
Para quem quiser seguir o Broguinho (o Brogue em miniatura), basta acessar http://www.twitter.com/rcassanoMarcadores: cotidiano, internet, twitter
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