Seeding é isso: inspirar pessoas a inspirar pessoas
Em visita à Infnet, fui abordado por um jovem, cabelo grande, jaqueta azul, aquele olhar determinado de quem quer sugar toda informação que passar por sua frente.
Eu estava sentado em um banco, me dividindo entre o laptop, o celular e o Blackberry. Ele se aproximou, se sentou ao meu lado, pensou duas vezes e perguntou:
- Você palestrou no 12o Encontro de Web Design, não foi?
Respondi que sim e confirmei com ele se tinha sido aquele no Hotel Glória, no Rio. Ele continuou:
- Foi meu primeiro evento desse tipo, nunca tinha ido. Gostei muito de todas as palestras. Elas me motivaram a me esforçar.
Ele contou que começou a trabalhar com web como frila, inclusive com clientes europeus. Com a grana dos frilas, entrou para a graduação no Infnet. Contou também que trabalha em um projeto social, o Kabum, voltado para inclusão digital de jovens carentes.
- É fácil lidar com os alunos, porque eu moro na Rocinha -, revelou o jovem profissional, que nunca tinha ido a um evento da área e que, inspirado pelas apresentações, acreditou que poderia seguir carreira, conquistou clientes e investiu em mais conhecimento. E que não esperou o bolo crescer para começar a dividir.
É uma alegria e uma honra muito grande saber que tenho uma modesta participação nisso, por, junto com outros profissionais, ter subido naquele palco no Hotel Glória e inspirado pessoas a perseguirem sonhos – alguns que eles nem sabiam que tinham até aquele dia.
O projeto contempla uma espécie de agenda de papel, distribuída para alunos do primeiro ano do ensino médio da rede estadual. Nela, além de espaço para dados do aluno (nome, e-mail, perfil no Facebook, perfil no Orkut, comunidades favoritas etc), há dicas de internet (como fazer buscas, downloads, sites interessantes, o que é e como usar blogs, Twitter e afins), dicas de Português e outras disciplinas (por exemplo, comparando o texto de um scrap de Orkut com o de um currículo) e muitos, mas muitos, exercícios de construção de textos.