Navegando de cabeça com o Wiimote
Lembram de quando eu falei que expressão corporal é a datilografia do futuro? Então… (vídeo em inglês)
Lembram de quando eu falei que expressão corporal é a datilografia do futuro? Então… (vídeo em inglês)
Nunca tive aulas de expressão corporal. E se tivesse tido, provavelmente teria matado todas sem dor na consciência. De qualquer forma, isso não oculta minha preocupação darwinista: quem teve aulas de expressão corporal terá mais sucesso com os computadores do futuro.
A expressão corporal é o curso de datilografia do Senac do século XXI. Finalmente estamos usando mais do que as pontas dos dedos para interagir com as máquinas. O Nintendo Wii põe os calejados polegares para descansar e transforma todo o corpo em um joystick.
Com acelerômetros cada vez mais baratos, telefones como o iPhone, o N95 (Nokia) e o W910 (Sony Ericsson) adicionam o gestual ao leque de opções para se interagir com a máquina, com jogos e com outras pessoas.
Existe um termo em design que se refere à página fluida. Quer página (ou interface) mais fluida do que uma que escorre se a tela for inclinada? Quer experiência mais imersiva do que mirar de verdade na testa do zumbi e mandar bala nele? Não é simulacro. Não é iconográfico. O mouse não representa a mão. O desktop não representa a mesa.
O mouse é a mão. A mesa é a mesa. O corpo é o corpo.
Adoraria poder conversar sobre isso com William Gibson, o genial escritor de Neuromancer e o vêrdadeiro pai da Matrix. Ele viveria numa boa dentro de uma rede virtual, longe de seu corpo mortal. Mas será que o corpo é tão dispensável assim? Teria ele mudado de opinião?
Será que dá para jogar Wii de dentro da Matrix?
Como será no dia em que pudermos sentir a internet como um arrepio na espinha? Perceber o sinal de wi-fi (ou equivalente) como um golpe de ar? Imergir num holodeck e se deparar com Jack, o estripador?
E no curto prazo, amanhã de tardinha? O que podemos esperar? Ou melhor: o que podemos criar? Que tipo de experiência podemos aprimorar simplesmente por tornar sua interface mais corporal/gestual? Se tudo converge para a Web, é nela que o Wii vai se esbarrar com o iPhone e o N95.
Você está pronto para criar a web corporal?