Evangelistas: deixem o conceito de mídias sociais em paz
Eu passo mais tempo olhando para o Power Point do que para minha família. Do que para o pôr-do-sol. Do que para qualquer outra coisa. E boa parte do tempo em que estou olhando para a tela do Power Point estou criando ou lendo apresentações tentando apresentar o fantástico novo mundo das redes sociais e seu impacto no mundo dos negócios.
Isso até seria legal, se no fundo, todos os PPTs e livros dos evangelistas não fossem iguais e não falassem a mesma coisa. Eles. Nós. Todo mundo.
Uma vez escrevi aqui no Brogue que tudo que é importante na vida tem poucas letras: ar, pai, mãe, amor, sol, água, céu, Wii (ok, talvez esse não). Claro, porque as coisas importantes vieram primeiro e se resolveram com duas ou três letras. Então, uma vez que o fenômeno das redes sociais realmente é importante, ele também se explica com poucas letras. Nenhum demérito aqui, pelo contrário. Devemos desconfiar é das coisas muito complicadas.
Veja a água, um dos maiores cases de sucesso da Natureza. H2O. Ponto.
Enfim. Toda a mística das redes sociais se resume a:
“Ouça as pessoas, entenda o que elas querem, dê a elas assunto para conversarem, torne seus clientes felizes e faça os outros verem como seus clientes felizes são felizes.”
Pronto. É isso. Rede sociais para empresas, você. Você, redes sociais para empresas. Sintam-se apresentados. Qualquer outro post, power point ou livro será redundante.
Acho que podemos combinar que passamos dessa fase. Há muita energia e neurônios a serem dedicados às ferramentas, aos caminhos, às estratégias, às métricas, aos aprendizados, aos efeitos. Deixemos de catequizar mercado para alfabetizar mercado. Ou para graduar mercado.
Aproveite o tempo livre e vá colocar em prática. Vá ouvir. Gerar assunto. Fazer pessoas felizes. E faça você mesmo feliz. Troque horas de power point por horas com a família.




