Archive

Posts com a tag ‘Música’

Paul: o primeiro e o último

fevereiro 7th, 2010

All the Best!, uma coletânea da carreira-solo de Paul McCartney até meados dos anos 90, foi meu primeiro CD. Lembro de cada segundo de fascinação com o disco prateado, o som sem ruídos, sem risco de a fita embolar. Isso foi em 1992 e eu tinha acabado de ganhar um trambolhudo CD Player CCE. Daí em diante foram anos de consumo quase compulsivo das bolachinhas cintilantes.

Capa do CD Good Evening New York, de Paul McCartney

O último CD que eu compro?

18 anos depois faço algo que há muitos meses não fazia: compro um CD. É Good Evening New York, registro de uma (espetacular) performance de vovô-Paul nos Estados Unidos, em 2009. Chego em casa e repito o ritual de quase duas décadas: Tiro o plástico, vejo o encarte, me delicio com fotos, com a arte, com a experiência do produto físico, real, palpável.

Então me dou conta de que esse pode ser o último CD que eu compro. Salvo em ofertas com preços imbatíveis ou em pacotes atraentes (este Paul é um álbum duplo, mais um DVD do show), já não faz sentido comprar CDs, levar para casa e ripá-los. Mais simples seria baixá-los, legalmente mesmo. O CD físico não é mais de onde a música sai magicamente. É apenas o backup dos arquivos digitalizados que ouvimos no PC, no celular ou nas nuvens, via Last.fm.

Bate uma saudade, uma certa nostalgia. Lá na virada dos anos 90 para os 2000, nos primeiros debates sobre MP3, Bruno Gouveia, líder do Biquíni Cavadão e nerd assumido, escreveu sobre o tema em uma revista que eu editava. Ele levava fé no MP3 mas com ressalvas. “O MP3 não deve substituir o álbum, o CD, em todos os casos. Imagina você perder o álbum branco dos Beatles num crash do HD!”, disse ele.

Hoje o álbum branco está nas nuvens, dos torrents aos serviços legais. Está em videogames. Nenhuma destas experiências substitui a inauguração de um CD recém-comprado. Nenhuma delas substitui o cheiro do álbum guardado décadas, as marcas do tempo, o ingresso do show devidamente guardado ali.

Mas não posso esquecer que construí essas referências no primeiro contato com Paul, 18 anos atrás. No momento em que uma moribunda indústria nascia. No momento em que eu amadurecia como consumidor de música. Por mais que nossa geração tenha triplicado o tempo em que alguém se considera jovem, não dá para negar que, pelo menos no que diz respeito à relação com o produto música, todos da minha idade pra cima são tiozões. Ou vovozões como Paul McCartney. E o futuro da música não será composto por nós.

  • Compartilhe e salve!

Filosofia , , , , , ,

Todo rock star tem dois milhões de amigos

julho 22nd, 2008

Eu queria ser um rock star
e disparar sem dó
um dó distorcido
no meio do salto
e cair de joelhos
segurando a nota
fazendo careta
quebrando a guitarra
atirando a palheta

e eu me vestiria como se ninguém estivesse ali
usaria um cabelo estranho,
como se ninguém estivesse vendo
mas eles estariam ali,
eles estariam sempre ali

meus dois milhões de amigos.
meus dois milhões de amigos.

todo rock star tem dois milhões de amigos.

queria ser galã de cinema,
beijar a mocinha no fim da cena,
ter um dublê para ser eu,
sempre que eu correr perigo.

um galã de cinema,
letras maiúsculas na fachada
nome nos créditos de entrada
agradecer pela estátua
como se ninguém estivesse vendo,
mas eles estariam ali,
eles estariam sempre ali

meus dois milhões de amigos.
meus dois milhões de amigos.

todo galã de cinema tem dois milhões de amigos.

e eu queria ser um escritor best seller,
ter hábitos estranhos,
uma casa na escócia
e traçaria tramas
sobre a escória e
sobre a história

e daria autógrafos
pra gente na fila
livro após livro
como se anotasse um telefone
como se ninguém estivesse vendo,
mas eles estariam ali,
eles estariam sempre ali

meus dois milhões de amigos.
meus dois milhões de amigos.

todo best seller tem dois milhões de amigos.

onde estarão escondidos
onde estarão escondidos
o que estarão esperando

meus dois milhões de amigos
meus dois milhões de amigos

todo mundo tem direito a dois milhões de amigos.

  • Compartilhe e salve!

Filosofia, Música, Prosa e verso ,

Top 5 músicas mais indesejadas do Last.fm

junho 24th, 2008

O sempre sensacional Last.fm está com alguns features interessantes em teste. Um deles lista as faixa mais removidas pelos usuários de seus scrobbles.

Eu nem sabia que dava para desenviar uma faixa para o Last.fm, mas fato é que muita gente ouve certas músicas mas não quer manchar sua biografia musical. Aí é só ouvir na encolha e depois apagar as provas.

As músicas que mais envergonham seus fãs são:

#1 Britney Spears – Piece Of Me

#2 Nelly Furtado – Say It Right

#3 Britney Spears – Gimme More

#4 Amy Winehouse – Rehab

#5 Avril Lavigne – Girlfriend

Confira o serviço em http://playground.last.fm/unwanted.

Siga o Brogue no Twitter – www.twitter.com/rcassano

  • Compartilhe e salve!

Humor, Música, Treconologia, cotidiano , , ,

10 músicas em versões Nerd

junho 10th, 2008

1. Pen drives me crazy
2. Rock around the overclock
3. Quando o Sun bater no Windows do teu quarto
4. Backup (Yesterday)
5. Flashdance, Flexdance e Javadance
6. Another Wii in the Wall
7. Me apaixonei pelo avatar errado
8. We will iPod you
9. Opera Mobile do Malandro
10. F1! (Help!)

  • Compartilhe e salve!

Humor, Música , , , , , ,