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	<title>Brogue do Cassano :: Comunicação, nerdices, mídias sociais e tecnologia &#187; polêmicas</title>
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	<description>Nerdices, tecnologia, internet, comunicação, mídias sociais e milkshake</description>
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		<title>Twitter: perdemos tempo demais com nossas regras e etiquetas?</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 21:38:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rcassano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Eu sou o homem que falava cassanês.</strong> Cassanês, dizem, é meu dialeto particular, que consiste em despejar palavras de maneira extremamente rápida, não raro pela metade e de forma muitas vezes incompreensível. Tento maneirar durante palestras ou entrevistas, mas no dia-a-dia é difícil mesmo segurar o ritmo. Mas acontece algo curioso. As pessoas mais próximas, que convivem comigo, acabam por aprender cassanês. Até onde eu sei, não há cursos, apostilas, gramáticas ou regras de como falar rápido-enrolado como eu. Elas aprendem por osmose. Assim como a gente acaba aprendendo a ouvir/falar um idioma só por estarmos vivendo num país.</p>
<p>O fenômeno que faz com que a convivência nos faça perceber e aprender códigos, regras e éticas de cada meio, vale para o uso da tecnologia e das redes sociais. Percebo isso quando <strong>vejo os novatos do Twitter dando RTs, usando tags, falando “corrão”</strong>. Como eles aprenderam? Qual foi seu manual?</p>
<p>Se é fato que há regras e etiquetas que sobrevivem ao crescimento do Twitter – e que definem a cultura de quem usa a ferramenta como algo maior que a ferramenta em si –, também é inevitável que muitas das “leis verbais” da rede se percam com seu crescimento. A vida é assim, não adianta fazer #mimimi.</p>
<p>Dá para dizer que <strong>quanto menor é a comunidade, quanto mais de nicho, mais regras ela tem. E mais destas regras são respeitadas</strong>. Experimente observar um grupo de motoqueiros, tipo <em>Hell’s Angels</em>. São inúmeros rituais, saudações, códigos&#8230; <strong>o mesmo vale para caminhoneiros, escoteiros, maçons e pioneiros do Twitter</strong>. Mas quando abrimos o foco de “caminhoneiros” para “motoristas”, os códigos rareiam e é preciso pôr polícia na rua para garantir que as regras básicas sejam respeitadas.</p>
<p>Conforme o Twitter cresce, reduz-se a sensação de grupo, de tribo. Como já não faz sentido falar em “internautas”, como a “blogosfera” hoje representa mais a panela dos <em>early</em> <em>adopters</em>, daqui a pouco não fará sentido nos percebemos como tuiteiros, twitters, o que for.</p>
<p><strong>O crescimento do Twitter diluirá suas regrinhas</strong>. Daqui a pouco USAR SEU JEITINHO E ESCREVER TUDO EM CAIXA ALTA pode deixar de ser falta grave (100 pontos na Carteira Twitteira de Habilitação). Dar RT sem citar a fonte pode não representar mais a apreensão da carteirinha de internauta. Usar script para ganhar usuários deixará de ser um problema. Na verdade, deixará de ser uma solução, quando nós, sub-celebridades digitais, assumirmos nosso posto real num ambiente popular e popularizado. <strong>E nada disso é necessariamente ruim.</strong></p>
<p>Quando o Homem instala uma sociedade, um grupo, há três coisas que ele invariavelmente acaba fazendo:</p>
<p><strong>1) </strong><strong>Ergue uma Igreja;</strong></p>
<p><strong>2) </strong><strong>Extermina os índios;</strong></p>
<p><strong>3) </strong><strong>Cria regras.</strong></p>
<p>As igrejas do vilarejo chamado Twitter são os gurus, os pioneiros, aqueles que elegemos como representantes das melhores práticas, líderes espirituais incontestes. Os índios não foram exterminados, mas a verdade é que, para os pioneiros, quanto mais os nativos do Orkut ficarem longe, melhor. <strong>Um dos motivos que nos faz adorar os <em>memes</em> é que sabemos que a maioria das pessoas não faz idéia do que eles são</strong>. Os <em>memes</em>, por serem exclusivos, nos mantêm ligados como grupo. Conhecer a Susan Boyle, o Zina, seguir o @realwbonner, saber do barraco A, B ou C. É o que nos une. Quando todos conhecem – ou quando o conhecimento está disperso – o grupo se dissipa.</p>
<p>Isso posto, será que faz sentido gastarmos tanta energia discutindo as vaidades de nosso mundinho? Será que não é perder tempo demais explorando só a parte visível do iceberg? <strong>Se o Twitter, como nosso ecossistema digital, não sobrevive a um bando de adolescentes clamando pelos Jonas Brothers ou tem sua credibilidade ameaçada por um post pago aqui e uma jovem que usa scripts acolá, o problema não está nem nos Jonas Brothers nem no script. O problema está no Twitter. </strong>O problema é dessa “sociedade” que a gente criou, que é frágil demais. Que depende de regras fadadas ao esquecimento. Os índios estão invadindo o forte-apache e queimando a igreja. Quer saber? Deixa invadir. Vai ser bom pra todo mundo.</p>
<p>O Twitter, as redes sociais em geral, são só o começo. Não adianta murar o terreno agora, pois o terreno está se expandindo, crescendo, novas espécies surgindo.  A gente tem mania de ficar discutindo porque o mar está recuando na praia ao invés de se preparar para o tsunami que vem em seguida. #<strong>prontofalei</strong>.</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.cassano.com.br%2Fbrogue%2F2009%2F10%2Ftwitter-perdemos-tempo-demais-com-nossas-regras-e-etiquetas.htm&amp;title=Twitter%3A%20perdemos%20tempo%20demais%20com%20nossas%20regras%20e%20etiquetas%3F" id="wpa2a_2">Compartilhe e salve!</a></p>]]></content:encoded>
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