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Devagar aí

Meu filho é bom no FIFA (o videogame que não se chama mais FIFA, mas ok). Eu era meia-boca, confesso. O que direfencia meu moleque de jogadores como eu, além do conhecimento de todos os dribles e comandos, é um estado em que o foco é tão pleno que o mundo todo parece em câmera lenta. Então, de forma quase mágica, é possível antecipar os movimentos do jogador adversário, executar uma complexa sequência de comandos numa fração de segundos e ter tempo para processar a melhor saída em qualquer situação. E se você está ansioso para eu chegar logo ao ponto desse texto, então fica aí que esse post é para você.

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Que fique registrado

Que eu vi uma rua usando o céu azul como chapéu.

Que andei por uma calçada de verdade, com plantas e portarias e rachaduras e poças que não sabemos se são chuvas perdidas, vazamentos ou a marca indelével de um território canino.

Que andei pela calçada, depois por outras, e atravessei nas faixas de pedestres. E que vi pessoas vivendo suas vidas, levadas a passear por seus cachorros, se afunilando em restaurantes, saindo do mercado.

Que ao fim da rua me esperava o mar, e pessoas assavam felizes, ciclistas pedalavam felizes, vendedores vendiam suas coisas (talvez felizes).

Que o mar infinito tremulava bravo, criando ondas com grande estardalhaço, só para vê-las se esvaírem em espuma contra os míseros grãos da areia fina e quente.

Eu vi plantas, e céu, e gente, e mar e ondas e vento.

Fui feliz na virada do verão para o outono, numa manhã de sábado.

Que fique registrado.

Tudo eu nessa p. de universo

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Vejam só minha nova teoria cosmológica preferida: todo o universo é mantido de pé por um único elétron pejotinha que fica indo e vindo no tempo para girar em torno de todos os átomos existentes. É o Funcionário do Mês de todas as eras.

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Da ficção à inovação, o bate-papo

Quem diria quer ler livros ajudaria a ler o mundo, não é? Que viajar no tempo e no espaço de carona nas histórias da ficção auxiliaria no exercício de planejar, inovar, comunicar, prever e interpretar tendências no universo real?

Trouxe essa pauta viajandona para o centésimo episódio do podcast O Rio é Tech, comandando pelo talento multimídia Beto Largman, colunista de tecnologia e inovação da BandNews FM Rio. O encontro foi no estande da rádio Band News FM durante o Rio Innovation Week (RIW).

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Trinômio quadrado perfeito

Alexandria chegou esbaforida do canto número 2, de onde veio contornando o chafariz central. Fios do cabelo grudavam na testa suada e salpicada de terra escura. As mãos, ainda mais sujas, espalhavam o substrato pelo rosto a cada tentativa de soltar os cabelos que emolduravam um sorriso raro, iluminado por olhos radiantes. 

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A arte de prever engarrafamentos

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Você já deve ter visto aquela imagem de um caminho cuidadosamente projetado em torno de uma praça com uma hipotenusa criada pelo passar dos pedestres que cortam caminho por sobre a grama.

Ela é usada para se falar de Experiência do Usuário (UX). Em resumo, ajuda a exemplificar que as pessoas vão interagir com interfaces e tecnologias da forma que for mais intuitiva, simples e vantajosa para elas, e não da forma (supostamente) elegante que o desenvolvedor imaginou.

Essa referência pode ser ampliada para tudo que envolve tecnologia. E, aqui, dá para se entender tecnologia de sua forma mais ampla: tudo que criamos para expandir as capacidades humanas é tecnologia, do fogo e da escrita aos chips da Nvidia.

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